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Polícia Civil prende homem suspeito de matar o próprio tio

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), nessa segunda-feira (23), prendeu um homem apontado como autor da morte do próprio tio. O delito é investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) – responsável pela captura do suspeito – e foi cometido na casa da vítima, no bairro Conjunto Esperança – Área Integrada de Segurança 5 (AIS 5) de Fortaleza.

O preso se trata de Francisco Diogo Moura Pires (27), que responde por roubo. Ele foi capturado em cumprimento a um mandado de prisão por homicídio doloso (que o agente quer tirar a vida de alguém ou assume o risco de fazê-lo), pela morte de Francisco Carlos Ferreira Pires (58), seu tio paterno. A vítima foi atingida por golpes de picareta e faca na cabeça e teve o pescoço cortado. A execução ocorreu dentro de seu quarto, em sua residência que fica localizada na Rua São João. Em depoimento, Diogo confessou a autoria do homicídio, que foi cometido por volta de 23horas do dia 20 de janeiro deste ano, alegando tê-lo feito após um desentendimento com a vítima. No local do crime, os policiais apreenderam a faca e a picareta sujas de sangue, que foram usadas durante a agressão.


Francisco Diogo Moura Pires

Após cometer o delito, Diogo lavou os braços, que estavam sujos de sangue, subtraiu o botijão de gás da vítima e seu cartão bancário com senha, e saiu do local. Ele ainda retornou ao imóvel no intuito de despistar a vizinhança e evitar qualquer suspeita. O homem permaneceu em frente à residência alegando não ter as chaves da porta (que ele havia fechado). Tendo, ainda, conversado com outros familiares.

Francisco Carlos, ou “Fi”, como também era conhecido, era aposentado por invalidez. Ele não tinha os dedos dos pés e os dedos das mãos eram encolhidos, devido ao contato que teve com produtos químicos na empresa na qual trabalhava. Testemunhas declararam ouvi-lo dizer “Ai, meu Deus. Ai, meu Deus”, instante antes de morrer.

Diogo morava com o tio há aproximadamente 15 dias antes de cometer o delito. A Polícia suspeita que ele tenta cometido o crime para se apropriar dos benefícios da vítima. Em depoimento, familiares disseram que Diogo seria usuário de drogas e que seu tio havia permanecido dois dias internado em uma unidade de saúde devido a problemas de saúde, recebendo alta no dia de sua morte.