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Ataque à sede da FCF e ameaças a membros do Tribunal de Justiça Desportiva são investigados

A Polícia Civil do Estado do Ceará instaurou inquérito policial para investigar um ataque à sede da Federação Cearense de Futebol (FCF) e ameaças que membros do Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará (TJDFCE) estariam sofrendo, após a decisão de punição do time Fortaleza Esporte Clube com exclusão do Campeonato Cearense de 2015 e o seu rebaixamento para a Série B Estadual.
Detalhes das apurações foram divulgados na tarde desta segunda (30), em uma coletiva de imprensa na
Superintendência da Polícia Civil. Participou o Delegado Geral da Polícia Civil, Andrade Júnior; o delegado que preside as investigações, Romério Almeida, titular do 34º Distrito Policial e da Delegacia do Torcedor e o presidente do TJDFCE, Joamilson Veras.
Os casos estão a cargo do delegado Romério Almeida, somado a delegada Patrícia Aragão, adjunta do 34º, e da delegada Sâmia Dias, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP), que já iniciou as investigações para descobrir quem são os responsáveis pelos episódios criminosos.
O ataque à sede da FCF ocorreu na madrugada do último sábado (28) e foi percebida no início da manhã. O local estava sujo com tinta nas cores azul e vermelha. Também foram encontrados pedras e vidros quebrados. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) fez todos os levantamentos no local. Já em relação às ameaças, membros do TJDFCE registraram a ocorrência informando que estão sendo vítimas de ameaças nas redes sociais. As intimidações são referentes a apedrejamentos em suas residências e veículos e ameaças de morte. Os dois casos estão sendo investigados para saber se possuem relação.
Para o delegado Andrade Júnior, “não necessariamente os suspeitos são torcedores do Fortaleza”, diz. “Não descartamos a possibilidade de serem até pessoas infiltradas querendo tumultuar o ambiente ainda mais”, acrescenta o delegado Romério Almeida.
“Percebemos uma tentativa de intimidar os membros. Sabemos que futebol mexe com paixão e os nervos estão à flor da pele. Mas, isso não justifica a ameaça. Daí a necessidade de se instaurar o inquérito e dar uma resposta à sociedade”, afirma o delegado Romério Almeida. O presidente do TJDFCE, Joamilson Veras, reprova os ataques e afirma que o excesso não é concebível. “A gente tem que punir os que vão às vias de fato”.