Ceará interrompe tendência de alta em CVLI em 2014
Interrompendo a tendência de alta de 14,5% verificada nos últimos dez anos (em média), o Ceará fechou 2014 com variação de 1%, na comparação com 2013, no índice de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que engloba homicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios. Esse número significa que o número de CVLIs deixou de crescer 13,5 pontos percentuais no ano passado. Em 2014, foram registrados 4.439 crimes. E, em 2013, 4.395.
A quebra na curva de crescimento reflete o resultado das ações desenvolvidas pelo Programa “Em Defesa da Vida”, desempenhado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por meio da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Perícia Forense do Ceará (Pefoce).
Em Fortaleza, o índice de CVLIs fechou o ano com redução de 0,2%, diferença dos 1.993 casos verificados em 2013 ante a 1.989 registrados em 2014. E mais: duas das seis AISs que compõem a Capital ultrapassaram a meta de 6% ao ano na redução de CVLI: AIS 1 (-12,7%), que abrange a região Central da cidade até a Barra do Ceará; e AIS 6 (-29,3%), que corresponde a orla marítima. Nas AISs 3 (-1,6%) e 4 (-3%), houve redução de CVLI, embora a meta de redução estabelecida não tenha sido alcançada.
Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a redução anual de CVLI superou a meta estabelecida, registrando decréscimo de 7,7%, percentual de diferença entre os 932 casos verificados em 2013, ante os 860 registrados em 2014. As AIS 7 (-14%) e 8 (-12,1%) bateram a meta do ano.
No quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro de 2014), a redução de CVLIs no Ceará foi de 3,8%. Em números absolutos, foram 1.180 casos registrados no quarto semestre de 2013, ante 1.135 verificados no mesmo período de 2014. A diferença equivale a 45 vidas salvas no último trimestre. O resultado seguiu a tendência de queda verificada no terceiro trimestre (julho, agosto e setembro de 2014), quando foi verificada queda de 12,2% em CVLIs, resultando em 136 vidas salvas no penúltimo trimestre.
A desaceleração do crescimento dos índices criminais é resultado da integração entre as forças de segurança, do trabalho das polícias focado nas áreas, horários e dias que apresentam maiores taxas de crimes e dos levantamentos realizados pelas áreas de inteligência, entre outras iniciativas.
No Ceará, os CVLIs vinham acontecendo a taxas ascendentes, acompanhando o ritmo do Nordeste. Nos últimos meses de 2013, com a implementação das ações que vieram a culminar no Programa “Em Defesa da Vida”, lançado oficialmente no ano passado, foi possível mudar a trajetória crescente da curva de criminalidade.