Homens são autuados por suspeita de uso indevido de documentação para venda de veículos
Dois administradores de lojas de revenda de veículos foram presos em flagrante durante uma ação da Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), sob suspeita de participação em um esquema fraudulento para venda de carros. Os homens, de 42 e 54 anos, foram presos nos bairros Demócrito Rocha, na Área Integrada de Segurança 5 (AIS 5) e Cidade dos Funcionários (AIS 7), em Fortaleza, na tarde de quarta-feira (10).
As investigações iniciaram após a Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCLD), unidade especializada vinculada ao Departamento de Recuperação de Ativos (DRA) da PC-CE, receber denúncias sobre a aplicação do golpe do financiamento. Os administradores simulavam a venda de veículos, por meio de documentos de supostos compradores, que na realidade também são vítimas, cuja documentação era utilizada sem permissão, juntamente com documentos de veículos, que não tinham a venda consentida pelos seus proprietários.
Os suspeitos, conforme a investigação, se remuneravam pela cessão de suas senhas de acesso aos sistemas de financiamento bancário de veículos, bem como pelas falsas vendas, sendo que também recebiam a comissão do banco, além do valor do veículo. Com a descoberta do esquema criminoso, uma agência bancária conseguiu bloquear parte do valor que seria utilizado no golpe mais recente.
De acordo com o delegado adjunto da DCLD, Kim Barreto, a orientação para as pessoas é que, “ao primeiro sinal de abalo de crédito, realizem o Boletim de Ocorrência e procurem a instituição bancária e contestem a fraude”. O delegado ainda reforça que “as pessoas não devem entregar suas informações pessoais a quem quer que seja, nunca clicar em links suspeitos, proteger suas senhas e, mais recentemente, evitar fotos em redes sociais que se assemelham a fotos 3×4, além de ter cuidado com as informações postadas nas redes”, pontuou.
A DCLD ainda lembra que os vendedores, que possuem acesso ao sistema bancário para financiamento de veículos, não podem ceder senhas gratuitamente ou sob remuneração, uma vez que o código é pessoal e intransferível, com finalidade de evitar fraudes e proteger o funcionário, clientes e terceiros, bem como as instituições financeiras.