Observação do eclipse solar no Colégio dos Bombeiros reúne mais de 200 pessoas

Alguns vieram de longe. Outros da vizinhança aproveitaram para trazer a família inteira. Quem ficou sabendo do "Observaço" não quis perder a oportunidade de ver com os próprios olhos o último eclipse solar da década. Morador do bairro Passaré, o técnico em edificações Roger Carvalho atravessou a cidade para participar do evento.
"Eu achei muito importante a integração aqui dos alunos mais novos com a gente, público adulto, e também estou aqui, porque é a minha primeira oportunidade de observar um eclipse. Vim com a minha esposa e com a minha filha e estamos todos adorando", garantiu.
Desde as 16 horas, a equipe composta por professor, monitores e alunos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros estava com uma estrutura montada especialmente para garantir ao máximo aos participantes a possibilidade de contemplar o sol sendo gradualmente encoberto pela lua até o máximo de 40%, que foi possível ver de Fortaleza.
"A gente estava aqui na Parquelândia, onde eu moro, se perguntando onde a gente ia ver o eclipse, quando viu a divulgação na internet de que haveria uma observação aqui no colégio e estava achando muito bacana, tem uma estrutura montada para isso, pessoas acompanhando, tem um material apropriado para a gente visualizar… Agora é só aguardar o eclipse aumentar até o ápice", explicava o professor Thiago Arruda, professor universitário.
Dispostos em cinco pontos de apoio, dez alunos do 7o Ano, que estudam Astronomia como uma disciplina regular no CMCB, ficaram responsáveis pela distribuição dos vidros de solda para o público. Cada pessoa podia ficar até três minutos com o instrumento em mãos para observar o Sol, devolvendo-o em seguida, de forma que outro pudesse fazer a observação.
Com a passagem do ápice do eclipse, às 17h13, e o posterior desaparecimento do Sol por trás de algumas edificações, o público foi retornando para as suas casas com um novo olhar sobre o universo. "Eu vi uma lua amarela", exclamava Talita Leite, de quatro anos, depois de ver o Sol parcialmente eclipsado pela Lua através do vidro de solda esverdeado.
"Depois desse eclipse, o próximo grande evento celeste visível daqui será um eclipse lunar total daqui a cerca de um ano. Porém, diante do sucesso desse nosso evento, não vamos esperar até lá para organizar novos ‘observaços’. Em breve vamos anunciar observações noturnas aqui no CMCB, com foco na Lua e nos planetas. É só ficar atento á divulgação", explica o primeiro-tenente João Romário Fernandes Filho, professor de Astronomia do CMCB.