SSPDS busca estratégias de combate ao crime organizado nos EUA

O secretário adjunto da SSPDS participou do curso de Combate a Organizações Criminosas Transnacionais e Redes Ilícitas, em Washington DC
As estratégias das forças de segurança do Estado para combater ações de crime organizado estão cada vez mais aprimoradas e a busca por melhores táticas policiais rompeu a fronteira do Brasil. O secretário adjunto da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Alexandre Ávila, esteve nos Estados Unidos para compartilhar experiências entre países da América Latina, durante o Curso de Combate a Organizações Criminosas Transnacionais e Redes Ilícitas.
A capacitação durou sete semanas, sendo três à distância e de caráter eliminatório, duas destinadas à elaboração de um artigo científico e duas semanas presenciais, em Whashington DC (EUA). O período presencial concentrou todos os participantes na Universidade Nacional de Defesa do Exército dos Estados Unidos, localizada em Washington DC, Capital do país americano. Além da troca de vivências entre os presentes, o curso objetivou entender a evolução do crime organizado transnacional e desenvolver formas de combatê-lo com a troca de experiências de países como o Brasil, Guatemala, Honduras, México e Niquaragua. Alexandre Ávila acrescentou a participação dos EUA nas discussões pelo fato de lá existirem gangues que atuam em diversos crimes como homicídios e tráfico de drogas.
“Lá (Universidade em Washington), tivemos contato com policiais, representantes da sociedade civil e representantes governamentais de 15 países da América Latina”, especifica o gestor, ao detalhar que a capacitação se deu por meio de palestras, workshops e apresentações. No final, cada participante apresentou um artigo científico como proposta de política pública a ser aplicada em seu país. O adjunto da SSPDS propôs como tema em seu trabalho: “Integração dos sistemas de Inteligência da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário como forma de otimizar as investigações de combate ao crime organizado”.
“O grande ponto positivo foi a troca de experiências de modo informal, na qual a gente pode vivenciar e trocar relatos sobre a atuação do crime organizado em diversos países da América Latina e notar que esse problema é mundial, não se restringe a determinadas regiões”, destaca Ávila. As matérias abordadas foram Entender o fenômeno do crime organizado transnacional, seus fatores, causas e atividades ilícitas em que participam as organizações criminosas transnacionais; Avaliar as ameaças planejadas pelo crime organizado transnacional nas redes ilícitas contra o governo, a defesa e a segurança do cidadão; Analisar e avaliar as estratégicas políticas atuais regionais, nacionais e internacionais para combater o crime organizado transnacional e as redes ilícitas; e Criar e implementar novas propostas para combater o crime organizado transnacional e as redes ilícitas na América Latina.