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Alunos do Curso de Formação da PEFOCE iniciam prática de tiro

Os alunos do Curso de Auxiliar de Perícia, em formação na Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP/CE), iniciaram esta semana as aulas práticas de tiro defensivo. As instruções acontecem no estande da Sniper Clube de Tiro e baseia-se no “Método Girald”, doutrina que preconiza o uso do tiro defensivo com a finalidade de servir e proteger a sociedade, e a si próprio. De acordo com este método o agente de segurança só deverá utilizar arma de fogo como última alternativa.

Serão 18 horas/ aula de treinamento prático de tiro com armas do tipo revólver calibre 38 e pistola calibre 40, baseando-se sempre nos fundamentos legais, principiológicos, operacionais e doutrinários. Durante as instruções, os discentes participam de oficinas de tiro em seco, oficinas de manutenção (montagem e desmontagem) e aprendem a fazer o e enquadramento dos alvos. Assuntos como: regras de segurança; conduta no estande de tiro; manuseio da arma de fogo; fundamentos do tiro de precisão e de defesa; posições de retenção, baixo, pronto; técnicas de saque e transposição de armas, também serão abordados nas aulas.

Segundo o instrutor de tiro, Major PM Carlos Frederico, antes de iniciar as instruções de tiro defensivo, os alunos cursam a disciplina de “Armas e Munições Letais e Menos Letais e Equipamentos”. Neste componente curricular, que é pré-requisito para prática, os futuros profissionais da PEFOCE passam por 36 horas de capacitação teórica sobre os tipos de armamento, equipamentos e munições utilizados pelas forças de segurança do Estado, aprendendo a identificar e manusear as armas.   

O instrutor enfatizou a importância desta disciplina para a formação destes profissionais. “Esse conhecimento para os alunos é fundamental, porque mesmo sendo peritos, eles são agentes da segurança pública e se algum dia quando eles estiverem fazendo uma perícia em um local de crime, acontecer algum confronto, será preponderante que eles saibam atirar e manusear a arma da SSPDS”. Ele elogiou o desempenho dos alunos. “O desempenho dos alunos papiloscopistas está muito bom, e o que influenciou muito esse resultado foi a instrução em sala de aula e as nossas oficinas”, pontuou.

A bacharel em Direito, Synthya Tavares Matias, aluna do grupo 4, falou com entusiasmo da experiência. “A princípio eu estava com muito medo, porque é a primeira vez que eu atiro, mas quando eu peguei a arma de verdade, eu consegui controlar toda aquela adrenalina. As aulas teóricas foram essenciais para gente se familiarizar com os equipamentos e perder um pouco esse medo, porque ajudou para gente chegar aqui com um pouco mais de prática e não ter um susto”, declarou.