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Polícia apreende arsenal em Maranguape

Investigações realizadas pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), na tarde dessa quarta-feira (18), resultaram na apreensão de seis armas de fogo e cerca de 240 munições na cidade de Maranguape, Área Integrada de Segurança 8 (AIS 8) do Estado. O material estava em duas residências localizadas na zona rural do município. A apreensão é o resultado de denúncias de populares e de investigações da Polícia no intuito de coibir o tráfico de drogas e a ocorrência de homicídios na região.

Armas e munições apreendidas
Ao todo, foram apreendidas seis espingardas. Destas, uma de pressão com calibre 5,5 milímetros, uma de calibre 12, uma de calibre 32 tipo socadeira de fabricação artesanal e três de calibre 20, além de 71 munições intactas de diversos calibres e 171 munições deflagradas, também de diversos calibres. Os policiais também apreenderam materiais como um tubo com bucha para fabricar munições de calibre 36, um coldre, uma mira de espingarda de pressão, um calibrador de munições, dois recipientes de vidro com chumbo, quatro recipientes com pólvora, oito redutores que modificam o calibre de munições e 69 buchas para carregar munições, além de uma munição de calibre 44/40.

As residências onde os materiais foram encontrados estão situadas na localidade de Taubaté, em Maranguape, e são vizinhas uma da outra. Em uma das casas, os policiais apreenderam uma espingarda de calibre 20 e 49 munições intactas de mesmo calibre. O proprietário do imóvel não se encontrava. Mas, de acordo com o delegado Mauro Gadelha, titular da Delegacia de Maranguape, ele deverá ser indiciado por posse ilegal de arma de fogo por portaria.

As outras cinco espingardas e o restante do material estavam na casa de Francisco Benício Oliveira da Silva (37), que não possuía antecedentes criminais e é irmão do dono do outro imóvel. Ele foi conduzido à Delegacia de Maranguape e autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A autuação é sujeita à fiança, cujo valor deve ser designado pela autoridade policial.

Ao ser questionado, Benício alegou que o arsenal pertenceria à sua família. Uma das armas possui registro em nome de seu pai. Contudo, o prazo de validade do documento está vencido, tornando a posse da arma uma atividade ilegal. O delegado Mauro Gadelha informa ainda que as investigações sobre o caso deverão continuar.