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Estado pagará R$ 27,5 milhões em premiação a profissionais de segurança

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), pagará R$ 27.525.392,86, no próximo dia 1º de fevereiro, aos profissionais de segurança do Ceará. A premiação é referente aos resultados obtidos com o Programa Em Defesa da Vida, no quarto trimestre de 2014, em combate aos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).

No último trimestre (outubro, novembro e dezembro de 2014), a redução de CVLIs no Ceará foi de 3,8%. Em números absolutos, foram 1.180 casos registrados no quarto semestre de 2013, ante 1.135 verificados no mesmo período de 2014. A diferença equivale a 45 vidas salvas no último trimestre.  O resultado seguiu a tendência de queda verificada no terceiro trimestre (julho, agosto e setembro de 2014), quando foi verificada queda de 12,2% em CVLIs, resultando em 136 vidas salvas no penúltimo trimestre.

Ao todo, 19.084 profissionais serão beneficiados, sendo 14.518 da    Polícia Militar, 2.874 da Polícia Civil, 1.389 do Corpo de Bombeiros e 303 da Perícia Forense. Servidores de todas as 18 Áreas Integradas de Segurança (AISs) receberão valores relativos à premiação, uma vez que mesmo que uma área não consiga reduzir os índices de CVLI, se o território (Capital, Região Metropolitana de Fortaleza, Interior Norte e Interior Sul) na qual está inserida diminuir, o servidor recebe a premiação proporcionalmente.

Os valores variam de R$ 281,73 a R$ 2.345,45 para soldados da PM e CB e escrivães  e inspetores da PC de 1ª classe, dependendo dos resultados obtidos no quarto trimestre do ano passado. Para coronéis da PM e CB e delegados de classe especial, a premiação vai de R$ 563,45 até R$ 4.690,00. Já para profissionais da Pefoce, as premiações variam de R$ 49,57 para auxiliares de perícia de 1ª classe a R$ 330,44 para médicos peritos de classe especial.

A meta para os servidores da Polícia Civil e da Polícia Militar é a redução de 6% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais. Para o Corpo de Bombeiros é a realização de 20% a mais de inspeções e vistorias. No caso da Pefoce, a meta é responder a solicitação de perícias e laudos em até 30 dias.

Tendência de alta é interrompida

Interrompendo a tendência de alta de 14,5% verificada nos últimos dez anos (em média), o Ceará fechou 2014 com variação de 1%, na comparação com 2013, no índice de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que engloba homicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios. Esse número significa que o número de CVLIs deixou de crescer 13,5 pontos percentuais no ano passado. Em 2014, foram registrados 4.439 crimes. E, em 2013, 4.395.

A quebra na curva de crescimento reflete o resultado das ações desenvolvidas pelo Programa ?Em Defesa da Vida?, desempenhado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), por meio da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Em Fortaleza, o índice de CVLIs fechou o ano com redução de 0,2%, diferença dos 1.993 casos verificados em 2013 ante a 1.989 registrados em 2014. E mais: duas das seis AISs que compõem a Capital ultrapassaram a meta de 6% ao ano na redução de CVLI: AIS 1 (-12,7%), que abrange a região Central da cidade até a Barra do Ceará; e AIS 6 (-29,3%), que corresponde a orla marítima. Nas AISs 3 (-1,6%) e 4 (-3%), houve redução de CVLI, embora a meta de redução estabelecida não tenha sido alcançada.

Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a redução anual de CVLI superou a meta estabelecida, registrando decréscimo de 7,7%, percentual de diferença entre os 932 casos verificados em 2013, ante os 860 registrados em 2014. As AIS 7 (-14%) e 8 (-12,1%) bateram a meta do ano.

A desaceleração do crescimento dos índices criminais é resultado da integração entre as forças de segurança, do trabalho das polícias focado nas áreas, horários e dias que apresentam maiores taxas de crimes e dos levantamentos realizados pelas áreas de inteligência, entre outras iniciativas.

No Ceará, os CVLIs vinham acontecendo a taxas ascendentes, acompanhando o ritmo do Nordeste. Nos últimos meses de 2013, com a implementação das ações que vieram a culminar no Programa ?Em Defesa da Vida?, lançado oficialmente no ano passado, foi possível mudar a trajetória crescente da curva de criminalidade.

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