Sem categoria

Corpo de Bombeiros emite alerta quanto à manipulação irregular de explosivos

O Corpo de Bombeiros foi acionado, nesse domingo (21), para atendimento a uma ocorrência envolvendo um possível incêndio oriundo de uma explosão em Maranguape, na Área Integrada de Segurança 8 (AIS 8) do Estado. A princípio, levantou-se a hipótese da explosão ter sido ocasionada por gás de cozinha (GLP), mas, ao chegar ao local, as equipes constataram que se tratava de um acidente envolvendo artefatos explosivos.

Três viaturas – sendo duas de combate a incêndio, do tipo Auto Bomba Tanque (ABT) e uma viatura da guarnição de salvamento ? foram enviadas ao local. Um homem, identificado como Leonardo Sousa Freitas (74) veio a óbito.

No local, era realizada a fabricação caseira de artefatos sem qualquer autorização do Exército Brasileiro (EB) ou do Corpo de Bombeiros Militar (CBMCE). Vale ressaltar que cabe ao EB a fiscalização quanto à fabricação, importação, exportação, transporte e armazenamento de materiais explosivos e produtos correlatos. Ao CBM compete a fiscalização e vistorias das edificações que realizam o comercio varejista desses produtos, no intuito de saber se o estabelecimento obedece aos requisitos mínimos de segurança e proteção contra incêndio e pânico.

Para que estabelecimentos destinados a esse fim funcionem, é necessário que haja o cumprimento da Norma Técnica n.º 014/2008, que define várias providências necessárias para garantir a segurança contra incêndios e explosões em edificações destinadas ao comércio de fogos de artifício no varejo, em razão de sua periculosidade, bem como evitar o risco de injúrias à vida pela utilização inadequada de fogos de artifício.

Uma das exigências é que, na revenda, possua um técnico – conhecido como blaster – que é o profissional capacitado para dar todas as instruções quanto à utilização dos artefatos. É importante, também, que o consumidor procure casas credenciadas, exigindo a apresentação do Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros (que tem validade de um ano), para garantir que a compra seja efetuada em um local que atente para as normas de segurança e proteção contra incêndio.

Existem vários tipos e modelos de fogos de artifício. É necessário que se leia atentamente todas as instruções contidas na embalagem, já que elas irão variar de acordo com a especificidade de cada produto. A venda é proibida para menores de 18 anos, porém existem no mercado alguns modelos ? como tracks e estalinhos – que podem ser utilizados por crianças, desde que supervisionadas por um adulto. Existem modelos de fogos cuja venda só é permitida para os blasters.

CAT

O setor do Corpo de Bombeiros responsável pela realização de vistorias técnicas nestes estabelecimentos é a Coordenadoria de Atividades Técnicas (CAT). O Coordenador da CAT, Coronel QOBM Marcelo Cordeiro Magalhães, elenca alguns cuidados que as pessoas devem ter neste período:

– Comprar os artefatos em revendas credenciadas pelo Corpo de Bombeiros (que apresentem o Certificado de Conformidade atualizado);
-Não fabricar ou fazer uso de artefatos caseiros;
-Ficar atento às instruções de manuseio e segurança contidas na embalagem;
-Verificar o prazo de validade do produto;
-Preservar uma distância mínima permitida (contida na embalagem, dependendo do produto) de outras pessoas, animais, edificações, fiação elétrica, copas de árvores;
-Nunca reutilizar fogos que tenham falhado.
O uso indevido de fogos de artifício pode gerar uma série de complicações às pessoas, ao patrimônio e ao meio ambiente. Em caso de queimadura leve, de primeiro grau, caracterizada por ser na parte superficial da pele e por apresentar uma vermelhidão no local, recomenda-se que a vítima coloque água corrente, apenas. Não é recomendado o uso de pomadas ou qualquer outra substância sem o conhecimento do médico.
Em casos mais graves, a vítima deverá ser levada à unidade de saúde mais próxima. Em Fortaleza, o Centro de Queimados do IJF é referência no atendimento a esses casos.