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Babinski inaugura exposição comemorativa neste sábado, 14/5, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Babinski inaugura exposição comemorativa neste sábado, 14/5,  no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

A exposição monumental reúne 50 obras recentes (2006-2016), festejando os 85 anos de vida do artista polonês Babinski, radicado há 25 anos em Várzea Alegre, no Ceará.

 

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), inaugura neste sábado, 14/5, às 17h, a exposição O Sertão Alegre de Babinski: Figuração e Oralidade no Ceará”, do artista Maciej Babinski, com curadoria de Dodora Guimarães. Composta por gravuras e pinturas a coleção fica em cartaz no Museu da Cultura Cearense até 31 de julho, com entrada franca. O evento contará com a participação do Dj IvanTimbó.

Esta é uma oportunidade de reconhecer o trabalho de um dos maiores artistas que adotou o nosso estado como terra natal. Babinski, além de completar 85 anos este ano, comemora 25 anos de sertão cearense com 50 obras contemporâneas (pinturas e gravuras), com a série inédita de pinturas realizadas entre 2006 e 2016.

A exposição comemorativa é também um agradecimento do artista ao ‘novo de sempre’ que encontrou na natureza e povo do sertão cearense, que fez seu trabalho se desenvolver gradualmente através de um sentido mais humano.

A curadora, Dodora Guimarães, afirma que Babinski é uma lenda viva da arte brasileira. “Viva o Ceará que o acolheu e agora desfruta da boa arte produzida por este pintor, gravador e aquarelista que se agiganta ao falar do périplo que percorreu até chegar a Várzea Alegre, onde além de uma família sertaneja ele encontrou o imaginário que o fez pintor. E quê pintor!”, ressalta.

Mais sobre o artista

O artista que conviveu com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel Valença Lins, nos primeiros anos vividos no Brasil, no Rio, e anos mais tarde em São Paulo, com Wesley Duke Lee e Evandro Carlos Jardim, dentre outros expoentes da história da arte brasileira, há 25 anos deixou-se encantar por Lidia, e com ela fincou sua âncora no Sítio Exu, a poucos quilômetros do centro de Várzea Alegre.

Babinski abriu o seu atelier para a nova paisagem e a nova figuração do entorno. A este sinal verde, uma corrente migratória humana adentrou, se fazendo presente, impondo-lhe cores novas e ardentes, e exigindo-lhe espaços em crescente expansão. O grafista cedeu ao canto da sereia sertaneja. As 19 pinturas que deságuam na nova exposição, foram todas produzidas após as suas últimas exposições em Fortaleza, no Sobrado Dr. José Lourenço, e em São Paulo, no Museu AfroBrasil, em 2012.  Marcadamente cearenses, são também as 31 gravuras realizadas na técnica da água forte, no seu belo e exemplar atelier instalado no Sítio Exu.

Sua trajetória no Brasil é bastante expressiva, onde inclui trabalhos realizados em grandes metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Participou de várias exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais.

O artista nasceu em Varsóvia, em 1931. Durante a 2ª Guerra, sua família abandonou a Polônia, instalando-se na Inglaterra e depois no Canadá. Babinski emigrou para o Brasil com 22 anos, em 1953.

Serviço:

Abertura da exposição “O Sertão Alegre de Babinski: Figuração e Oralidade no Ceará”
Quando: Sábado, dia 14 de maio de 2016
Horário: 17h
Onde: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no piso superior do Museu da Cultura Cearense.
Visitação: de 15 de maio a 31 de julho (de terça a sexta, das 9h às 19h e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 21h)
Grátis