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A poesia visual de Carolyn Carlson chega à Bienal de Dança nesta quarta-feira (28)

A poesia visual de Carolyn Carlson chega à Bienal de Dança nesta quarta-feira (28)

A companhia da americana radicada na França estará no palco do Theatro José de Alencar. No SESC Senac Iracema a atração é o coreano Hyoseung Ye

 

X Bienal Internacinal de Dança do Ceará recebe nesta quarta-feira a americana Carolyn Carlson, uma das coreógrafas da atualidade mais respeitadas mundialmente, que há quatro décadas tem influenciado o cenário da dança contemporânea na Itália e principalmente na França, onde vive desde a década de 1970.

 

Nesta quarta-feira, 28, às 21 horas no Theatro José de Alencar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, a Cie Carolyn Carlson apresenta dois solos: Burning, seu mais novo trabalho, tendo como solista o sul-coreano Won Myeong Won, para quem esta coreografia foi criada, e Immersion, lançada em 2010 e que tem a própria Carolyn Carlson como intérprete. 

 

As criações de Carolyn Carlson, que ela prefere denominar “poesia visual”, marcam a história da dança. Em 2006 ganhou o prêmio Leão de Ouro, concedido à coreógrafa pela Bienal de Veneza. A artista dirige a National Coreographic Centre Roubaix Nord-Pas de Calais e o Atelier de Paris – Carolyn Carlson. Em 2010 a Cie Carolyn Carlson abriu a Bienal De Par Em Par em Fortaleza com MandalaLi.


COREANO HYOSEUNG YE no SESC Senac Iracema

Antes, às 20h, a  Bienal estará no SESC Senac Iracema o também sul-coreanoHyoseung Ye, formado em dança tradicional, clássica e contemporânea na Universidade de Kyung Hee. Entre as companhias que integrou destaca-se a Cie Carolyn Carlson. Na noite de terça-feira ele apresenta dois solos: Chaosmos eTraces. No dia 30 ele apresenta-se em grupo, às 21h no Teatro Dragão do Mar, com N(own)ow”.


OS SOLOS

Cie Carolyn Carlson (EUA/FRA): Immersion (2010 | 18min | Livre)

Carolyn Carlson, a eterna “water lady” incorpora a dança pura e única como uma expressão do contínuo movimento metamórfico da água. Ao som das ondas, a coreógrafa imerge em sua fluidez, sua intensa presença e sua profundidade insondável.

FICHA TÉCNICA: Coreografia e dança: Carolyn Carlson. Música original: Nicolas de Zorzi. Iluminação: Guillaume Bonneau. Produção: Companhia Carolyn Carlson. Produção original: Centro Coreográfico Nacional de Roubaix Nord-Pas de Calais, em pareceria com o Théâtre National de Chaillot.

Cie Carolyn Carlson (EUA/FRA): Burning (2015 | 26min | Livre)

A criação de um solo para Carolyn Carlson é um momento de uma relação direta com a dança. A possibilidade de um retorno a si mesmo. Esta escolha se deve, antes de tudo, ao diálogo íntimo, sem explicação, sem palavras, à busca do nosso gesto íntimo, único e puro. Depois de ter coreografado o Won Myeong Won numa peça para três bailarinos,“Tigers in the tea house”, Carolyn Carlson acaba de criar este solo para esse bailarino coreano excepcional. É um solo sobre as transformações que interferem em cada etapa da vida. “Burning” leva o expectador para uma viagem contemplativa em direção ao seu centro.

FICHA TÉCNICA: Coreografia: Carolyn Carlson. Assistente coreográfico: Yutaka Nakata. Interpretação: Won Myeong Won. Música: Meredith Monk. Som: Jean-Christophe Parmentier. Figurino: Lina Wu Ichiba. Pinturas: Carolyn Carlson, Yutaka Nakata. Iluminação: Guillaume Bonneau.

Hyoseung Ye (Coreia do Sul): Chaosmos (2013 | 25min)

Hyoseung instala-se no fundo do palco, em baixo das estrelas, perdido num mundo que não lhe pertence. Ele inventa momentos de doçura com uma dança delicada, embaixo de alguns lampiões. Um queixume desesperado, aquele de um homem procurando seu futuro. Sua dança grita melancolia.

FICHA TÉCNICA: Coreografia e dança: Hyoseung Ye. Iluminação: Younguk LEE. Música: Vitali Chaconne de Tomaso Antonio Vitali. Figurino: Min Ju KIM.

Hyoseung Ye (Coreia do Sul): Traces (2011 | 25min)

No centro do palco, perdido e doente, esquecido de si mesmo. Ele come, ele bebe, ele vomita. Sem camisa, ele vai acordar seu corpo dormente por uma dança tensa e agitada. Suavemente uma sonata de Chopin chega para aliviar e consolar o bailarino.

FICHA TÉCNICA: Coreografia e dança: Hyoseung Ye. Iluminação: Younguk LEE. Música: Cripple and the starfish de Antony nd the Johnsons, Valse nº 7 de Frédéric CHOPIN.


A BIENAL

A X Bienal Internacional de Dança do Ceará acontece de 23 de outubro a 08 de novembro em Fortaleza (23.10 a 02.11), Sobral (23 a 25.10), Juazeiro do Norte(27 a 30.10), Crato (28 e 29.10), São Gonçalo do Amarante – Taíba (30 e 31.10),Paracuru (31.10 e 01.11), Itapipoca (03 e 04.11), Trairí (05 e 06.11) eUruburetama (07 e 08.11). Tem o Patrocínio da Petrobras, Governo Federal e Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Cultura, e o Co-Patrocínio da Caixa. Agradecimento Especial: Coelce. Apoio institucional: Institut Français, Prefeituras de Itapipoca, Trairí, Paracuru, São Gonçalo do Amarante, Uruburetama, Crato e Sobral.


SERVIÇOS

X Bienal Internacional de Dança do Ceará – De 23 de outubro a 08 de novembro com programação em Fortaleza (23.10 a 02.11), Sobral (23.10 a 02.11), Juazeiro do Norte (27 a 30.10), Crato (28 e 29.10), São Gonçalo do Amarante – Taíba (30 e 31.10), Paracuru (31.10 e 01.11), Itapipoca (03 e 04.11), Trairí (05 e 06.11) eUruburetama (07 e 08.11). Endereços e outras informações: www.bienaldedanca.com. Tel: (85) 3497-5981 / 3268-3034 / 98733-8812. TODA A PROGRAMAÇÃO É GRATUITA.