Espetáculos infantis são destaque na Bienal do Livro
Os espetáculos infantis “O mundo é para se brincar” e “Raízes” são um exemplo do que as crianças têm acompanhado nesses últimos sete dias da XI Bienal Internacional do Livro do Ceará. Com curadoria de Kelsen Bravos, a programação para o público que está iniciando seu contato com a literatura tem trazido uma série de atividades como contações de histórias, lançamentos de livros e brincadeiras, reunindo artistas locais e nacionais como Tino Freitas, Ieda de Oliveira e Rafael Limaverde.
Basta as cordas do violão de Fernando Rosa se movimentarem para que a melodia desperte a bonequinha de pano interpretada pela atriz Li Mendes. O show “O mundo é para se brincar” então começa e a brincadeira, claro, é a principal canção.
O espetáculo traz 12 músicas do CD homônimo, de Fernando Rosa e tem a participação de seis músicos e da atriz. As canções que falam da infância, bichos da cidade e da mata foram compostas por Fernando Rosa em parceria com Alan Mendonça, Cleilson Ribeiro, Tarcísio Sardinha e Silvio Araújo.
O músico conta que, quando criança, adorava as brincadeiras que podia interagir com os amigos e esses momentos o inspirou na canção que dá título ao CD e ao espetáculo. “Meu sobrinho sempre deu muita ênfase a essas brincadeiras. Quando eu o via brincando com as coisas que eu brinquei, eu tive a ideia de fazer essa música”.
Fernando ainda chama a atenção para as novas gerações que deixam de lado as brincadeiras coletivas para se conectarem aos computadores. “O computador trouxe benfeitorias, mas também atrapalhou as brincadeiras que unem as crianças. Elas têm que brincar em conjunto, de pega-pega, jogo de bila. Brincadeiras que não dá pra brincar só, tem que ser com o coletivo.”
O espetáculo traz toda a ludicidade que encanta as crianças: muitas cores e melodias com ritmos dançantes. “Montei o espetáculo pensando na interação da bonequinha de pano com o publico e eu acho que está muito bacana”, conta o músico.
Espetáculo Litero-musical “Raízes” enche Bienal de música e poesia
Quando o Maracatu Iracema é cortejado ao som de Pavão Misterioso, do cantor Ednardo, as palmas e as vozes não se contentam e também participam da festa. Com o espetáculo “Raízes”, a XI Bienal Internacional do Livro ficou ainda mais colorida e animada.
Na ocasião, o coral de crianças do Projeto Criança Feliz também se apresentou, cantando alguns sucessos de Fagner. Acompanhadas pela voz de Gilvan da Silva, as meninas do balé também deram um show de dança. O espetáculo contou ainda com a participação das lavadeiras e grupos de hip-hop.
Sobre XI Bienal Internacional do Livro do Ceará
A Bienal acontece de 06 a 14 de dezembro no Pavilhão Oeste do Centro de Eventos do Ceará com o tema “Fortaleza de Moreira Campos”. Além do cearense, o escritor Milton Hatoum será homenageado. O evento terá ainda diversas atividades simultâneas, entre feira de livros, oficinas, palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições, colóquios, apresentações ao vivo de podcasts, rodadas de RPG, convenções, debates e shows lítero-musicais. São esperados 600 mil visitantes ao longo do evento. O horário de funcionamento será das 09 às 22 horas.
O Ministério da Cultura, o Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura (Secult), a Petrobras, a Coelce e a Oi apresentam a XI Bienal Internacional do Livro do Ceará, cuja realização é do Centro de Treinamento e Desenvolvimento (Cetrede) e do Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC). O patrocínio é do Banco do Nordeste e do BNDES, com apoio institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), e Sesc/Ceará, bem como o apoio das principais entidades ligadas ao livro e à leitura no Brasil, a CBL – Câmara Brasileira do Livro, a ABDL – Associação Brasileira de Difusão do Livro, e a ANL – Associação Nacional de Livrarias.