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Secult Ceará participa de debate estratégico no VI Fórum do Movimento Cearense Cultura Viva

Secult Ceará participa de debate estratégico no VI Fórum do Movimento Cearense Cultura Viva

Evento visa ampliar e aprofundar a participação política e articulação da sociedade civil no fortalecimento da Política Cultura Viva no estado

Debates marcaram a programação do Fórum /  Foto: Lucas Calisto

Construção coletiva em prol do fortalecimento da política Cultura Viva. Nos dias 25 e 26 de abril, Fortaleza recebeu o VI Fórum do Movimento Cearense Cultura Viva. A rica programação reuniu organizações da sociedade civil, movimentos sociais e profissionais de vários municípios cearenses.

A Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) participou dessa importante ação que visa avaliar, discutir e encaminhar pautas e estratégias para fortalecer o Movimento e a Política Cultura Viva no Estado. Espaço autônomo e deliberativo máximo do Movimento Cearense Cultura Viva (MCCV), o Fórum é organizado pela Comissão Cearense Cultura Viva (CCCV) e contou com a parceria do Pontão Cultura Viva Ceará.

O evento reuniu mesas temáticas, articulação de grupos de trabalhos, apresentações artísticas, eleição de propostas e novos integrantes da CCCV. A Secult Ceará foi representada pelo chefe de gabinete, Viana Junior, e a coordenadora de Diversidade, Acessibilidade e Cidadania Cultural, Helena Campelo.

Viana Júnior integrou mesa que abordou a conjuntura e perspectivas da política Cultura Viva a partir dos marcos legais. O encontro também trouxe o coordenador de Articulação da Política Cultura Viva do Ministério da Cultura (MinC), Leandro Anton e o representante da Secretaria da Cultura de Fortaleza (SecultFor), René Alves.

Diálogo e estratégia

Viana Júnior parabenizou a organização do evento e o importante trabalho de articulação que o Fórum realiza. Entre os temas apresentados, o gestor destacou o atual cenário da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

“Temos feito com gestores a discussão de pactuação de responsabilidades. Essa relação nos favorece a otimizar os recursos públicos. Temos espaço para fazer essa discussão e fortalecer a política cultural como esse sistema que tanto sonhamos há algumas décadas. Da pactuação de responsabilidades, do uso de recursos públicos e da otimização da política. Investir de forma mais estratégica precisa dividir tarefas”, avaliou.

Para o coordenador de Articulação da Política Cultura Viva do MinC, Leandro Anton, o exemplo de atuação e luta da rede cearense reafirma a importância da sociedade civil ter o pertencimento à política pública de cultura. “É importante pensarmos a partir da experiência do Ceará. Aqui, a rede organizou-se e manteve-se ativa. Realizou seu processo de eleição de representações para fazer o diálogo com o estado. O Ceará manteve a Política Cultura Viva independente da paralisação do Ministério da Cultura”, destacou.

Chefe de gabinete da Secult Ceará, José Viana Junior / Foto: Lucas Calisto

Integrante da Comissão Cearense Cultura Viva e do Coletivo de Mulheres Pontão do Litoral em Paraipaba, Mirna Carla reitera que o Fórum é vital para o fortalecimento da sociedade civil. “Que sejamos uma rede e um movimento que transforma, muda a realidade, o pensamento e a forma de ver a cultura também. Essa cultura que transforma, essa cultura que combate, que propõe a quem consome essa arte realizada nos mais diversos territórios”, avalia.

Segundo a coordenadora de Diversidade, Acessibilidade e Cidadania Cultural da Secult Ceará, Helena Campelo, a pasta trabalha no reconhecimento, acompanhamento e certificação dos Pontos de Cultura no Ceará. O investimento também inclui editais específicos para Pontos ou Pontões de Cultura e Pontões de Cultura, a exemplo do “Prêmio Marivalda Kariri de Pontos de Cultura”.

“É a perspectiva de fazer cultura e proteger a identidade dos territórios. Manter uma referência de reconhecimento e valorização. É a cultura em movimento, defendida e compartilhada por quem faz a cultura viva no Ceará e isso serve de exemplo para todo o Brasil”, finaliza.

Construção coletiva

Na sexta-feira (25), o VI Fórum Cearense Cultura Viva iniciou com a leitura, discussão e aprovação do regimento interno do evento. A primeira mesa de debate trouxe o tema “Percurso histórico e contribuições teórico políticas desde o Movimento Cearense Cultura Viva”. Esta atividade abordou marcos históricos do Cultura Viva, seu surgimento e ações significativas para sua manutenção ao longo dos anos.

A segunda mesa apresentou reflexões sobre o movimento político e cultural das classes trabalhadoras como forma de enfrentamento ao modelo capitalista. Participaram Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rede PACRA – Arte e Cultura na Reforma Agrária, Movimento Social Indígena (MSI), Movimento de Pescadores e Pescadoras (MPP) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Fórum é organizado pela Comissão Cearense Cultura Viva (CCCV) e contou com a parceria do Pontão Cultura Viva Ceará / Foto Lucas Calisto

No sábado, o último dia do VI Fórum Cearense Cultura Viva foi marcado por debates, trocas de ideias e intervenções artísticas. Os Grupos de Trabalho temáticos discutiram e apresentaram proposições sobre a incidência política, autonomia financeira, comunicação, formação e articulação interna e externa.

Após eleição de novos integrantes da Comissão Cearense Cultura Viva (2025/2027), aconteceu a votação das propostas que serão trabalhadas pelo grupo. O Fórum também elegeu três representantes da Comissão para instâncias nacional e latino-americana.