Porto Dragão

Representantes de espaço cultural da Secult Ceará participam da Bienal de Veneza

Representantes de espaço cultural da Secult Ceará participam da Bienal de Veneza

Coordenadores do Programa de Residência e Intercâmbios do Hub Cultural Porto Dragão, Eduardo Bruno e Waldírio Castro acompanham o artista Ziel Karapotó no pavilhão brasileiro do evento

                                                                   Obra “Cardume II”, de Ziel Karapotó

O Hub Cultural Porto Dragão atua no processo de conexão entre os agentes artísticos e criativos para o desenvolvimento da economia da cultura cearense. Em abril, os frutos do trabalho desenvolvido pelo espaço da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará), gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar (IDM), chegam a um dos mais importantes eventos de artes plásticas do mundo.

Representantes do Programa de Residência e Intercâmbios (PRIS), realizado pelo Hub, Eduardo Bruno e Waldírio Castro marcam presença na 60ª edição da Bienal de Veneza. Os coordenadores pedagógicos acompanham Ziel Karapotó. Convidado a expor no pavilhão brasileiro da Bienal, o artista alagoano foi interlocutor de duas edições do PRIS.

Contando com apoio do IDM, é a primeira vez que profissionais do Programa atuam na Bienal de Veneza. Entre 17 e 19 de abril, os três convidados participam de debates e trocas de experiências entre artistas, curadores e convidados da maior e mais antiga Bienal do mundo.

Troca de experiências

O contato com representantes da arte de outros países traz novas possibilidades para o programa do Hub Cultural Porto Dragão, avalia Eduardo Bruno.

“Compartilhar a experiência de intercâmbios culturais que já criamos entre artistas cearenses e de outros estados do Brasil nos permite expandir o alcance do que está sendo produzido em conjunto, além de nos dar a possibilidade de abrir caminhos para intercâmbios com artistas de outros países”, afirma o coordenador do programa.

Multiartista nascido na comunidade Karapotó em Alagoas, Ziel Karapotó apresentará a obra “Cardume II”. Para o interlocutor das edições 2020 e 2023 do PRIS, a obra busca refletir junto ao público os processos genocidas e etnocidas que acometem os povos originários há 524 anos. “‘Cardume II’ é, acima de tudo, sobre a força originária, nossa existência e resistência diante das violências que sofremos”, explica Karapotó.