80 internos do sistema penitenciário cearense receberam atestados de remição de pena após participarem do projeto “Livro Aberto”

Entre apresentação de dança, livros e um mural com textos escritos por internos e internas do sistema penitenciário cearense, a manhã desta quarta-feira (28), no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF), mostrou como a leitura pode ser um encontro com o mundo externo e com os vários mundos existentes dentro de cada um. Foi uma verdadeira celebração à leitura, que internos de quatro unidades prisionais receberam seus atestados de remição de pena por leitura, representando os 80 aprovados nas primeiras avaliações do projeto Livro Aberto.
A solenidade contou com a presença dos secretários da Justiça e Cidadania, Hélio Leitão, e da Cultura, Fabiano dos Santos, e da representante da Secretaria da Educação, Noemi Rezende. O projeto Livro Aberto é realizado pela Sejus com apoio das outras duas instituições.
“A leitura é fundamental para descortinar novos horizontes e para que as pessoas que se encontram em privação de liberdade possam viajar além desses muros”, destacou o titular da Sejus, Hélio Leitão. O secretário agradeceu ainda a colaboração dos parceiros da Educação e Cultura que têm apoiado o projeto, com o envolvimento dos professores e com a doação de livros, respectivamente.
“A leitura é um encontro com o mundo ou com os mundos. A gente lê e se encontra com a gente. Espero que o projeto livro aberto tenha possibilitado vocês se encontrarem com vocês mesmos”, observou Fabiano dos Santos. E completou: “Ao mesmo tempo que o projeto é um instrumento de redução da pena, ele é um instrumento para ampliar a capacidade crítica, a capacidade de compreensão do mundo”.
Jane de Sousa, interna do IPF, captou bem a mensagem e vai além. Para ela, o projeto “Livro Aberto” mostrou o prazer na leitura e indicou que a porta de saída para se ter uma vida digna é também através dos estudos.
“O Livro Aberto deve servir como estímulo para que continuem perseverando na leitura, no estudo, senão para remir pena, mas a leitura pela leitura como fator de transformação”, destacou o titular da Sejus, Hélio Leitão.
Foto: Divulgação/Secult/Felipe Abud