Sistema Estadual de Museus divulga novas datas e lista dos museus selecionados para a Ciranda de Museus 2016

O Sistema Estadual de Museus (SEM/CE) realiza no dia 22 de setembro, às 9h, no Sobrado Dr. José Lourenço, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, a primeira atividade da Ciranda de Museus 2016. Na ocasião, os museus selecionados irão apresentar suas experiências a partir do tema “Público e Criatividade”, onde serão compartilhados ações de museus que proporcionam as mais diversas e criativas experiências, visando o aumento e melhor interação com seu público. No segundo momento, a partir das 14h, haverá uma oficina de formação com o tema da ciranda “Público e Criatividade”.
As atividades da “Ciranda de Museus 2016” serão realizadas mensalmente, em diversos museus que integram o cadastro do SEM/CE, sempre no horário de 10h às 12h (apresentação de trabalho) e das 14h às 17h (oficina de formação).
A organização e o comitê científico da Ciranda de Museus 2016 são formados por Carolina Ruoso, Diretora do Sobrado Dr. José Lourenço; Weber Porfírio, Técnico do Sistema Estadual de Museus; Adson Rodrigo Silva Pinheiro, Coordenador de Patrimônio Cultural (Dedo de Moça Produtora) e Graciele Siqueira, museóloga do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC).
Novas datas
Mediante avaliação da organização deste evento, após a análise das propostas inscritas, o Sistema Estadual de Museus optou por alterar o cronograma previsto anteriormente. O objetivo é proporcionar mais tempo para que os museus selecionados possam se organizar e programar melhor suas apresentações. Segue abaixo a programação com suas novas datas e os museus inscritos para apresentação.
Ciranda de Museus 2016 – Programação
Público e Criatividade – 22 de setembro
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Museu do Crato;
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Museu de Arte Contemporânea;
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Museu da Boneca de Pano
Resumos:
Museu do Crato: Na Ciranda de Público e Criatividade o diretor do Museu do Crato apresenta a tática de construção e formação de público do equipamento. O Museu do Crato, depois de uma tentativa de reforma malsucedida e abandonada no meio em 2012, houve um desafio de reconstruir não só o prédio e a coleção, mas a reputação do equipamento. Descobriu-se que, ao abrir no turno da noite, nos finais de semana, o Museu conseguia atrair 10 vezes mais público, formado especialmente por famílias. O Museu também se aproximou do Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri, incentivando alunos a contribuírem na manutenção do prédio e participando expondo trabalhos no local.
Participante:
Rick Seabra – Diretor do Museu do Crato
Museu de Arte Contemporânea: O MAC/CE apresenta as atividades desenvolvidas pelo seu núcleo de ação educativa, atividades estas que visam a aproximação com o público, através
de oficinas, encontros e mediações que debatem questões pertinentes a cada
exposição.
Participantes:
Cris Soares – Coord. da Ação Educativa do MAC
Hitalo Pandit – Educador do MAC
Museu da Boneca de Pano: O Museu da Boneca de Pano é mediador da inclusão cultural junto a comunidade que atua, além de desempenhar um papel importante no tocante a construção social de memória e produção de conhecimento oportunidade e laser. Os cursos, oficinas e eventos voltados para potencialização das manifestações culturais estimulam afetivamente o indivíduo dentro do meio que vive. A atração das pessoas de regiões diferentes constitui o Museu da Boneca de Pano como um espaço lúdico, democrático de diálogos entre perspectivas culturais diversificadas.
Participante:
Liduina Rodrigues – Gestora do Museu da Boneca de Pano
Fotografia e Avaliação – 20 de outubro
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Ecomuseu Natural do Mangue da Sabiaguaba;
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Museu do Crato;
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Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará.
Resumos:
Ecomuseu Natural do Mangue da Sabiaguaba: A fotografia há décadas é considerada uma forma de expressão, foi assim que o homem encontrou o melhor e mais perfeito jeito, de gravar e transmitir suas ideias. Em 15 anos de trabalho do Ecomuseu, recebendo alunos, professores e visitantes que participam da nossa aula de campo e ações de reflorestamento do mangue muitas vezes a equipe usa as lentes de câmeras e celulares para capturar ou o olhar de surpresa de uma criança que planta uma canetinha de mangue, ou quando enxerga ela um casco de tartaruga no nosso acervo. Essas experiências capturadas pela fotografia ajudam o Ecomuseu a manter viva a história da população e, em muitos momentos, ver essas imagens é renovar as forças para continuar a caminhada.
Participantes:
Fabiana Barros Pinho- Representante do Ecomuseu Natural do Mangue da Sabiaguaba.
Museu do Crato: Na Cirando Fotografia e Avaliação, Rick Seabra mostra como a fotografia vem ajudando a reconstruir a reputação do Museu do Crato, divulgando a simpática relação que o equipamento tem com famílias e crianças assinando o livro de visitas. Essas fotos produzidas estão sendo adicionadas a um site para gerar imagem positiva para o Museu, divulgando as atividades do equipamento.
Participante:
Rick Seabra – Diretor do Museu do Crato
Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará e a fotografia de vista de exposição como instrumento de avaliação de público:
Na roda de conversa, serão analisadas as fotografias de vista de exposição, com presença de público, de Pedro Humberto e Antônio Evangelista Bonfim. Os dois fotógrafos atuaram no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará e construíram interpretações a respeito do gesto dos visitantes no museu. Cada um na sua época procurou conceituar a maneira pela qual tantas pessoas elaboraram suas artes de visitar no MAUC.
Participante:
Carolina Ruoso – doutoranda em História da Arte pela Universidade de Paris 1 Panthéon Sorbonne, bolsa CAPES.
Educação e Diversidade – 24 de novembro
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Museu da Cultura Cearense;
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Museu do Instituto José Xavier;
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Museu do Centro de Valorização da Cultura Ibiapinense – CEVACI
Resumos:
Museu da Cultura Cearense: Projeto Acesso: narrativas sobre percepções e experiências na exposição Salão de Abril de 2016.
O objetivo é apresentar as experiências do projeto Acesso do Museu da Cultura Cearense na exposição Salão de Abril de 2016, com o intuito de suscitar um diálogo reflexivo sobre museus, acessibilidade e distintas percepções do público historicamente excluído, em virtude de suas dificuldades cognitivas, auditivas, visuais, motoras, sociais, etc. O diálogo engloba as narrativas de experiências dos mediadores que atuaram na exposição, com destaque para equipe com diversidade de acesso visual, auditiva e cognitiva.
Participantes: Márcia Bitu Moreno, Lara Lima, Carlos Viana, Júlio Cesar, Bárbara Cunha, Mirella Cabral, Hélio Sales, Cris Soares.
Museu do Instituto José Xavier: Baú da Memória: audição, tato e as vozes das pessoas e objetos.
O “Baú da Memória” é uma dinâmica de apresentação dos objetos museológicos do Museu do Instituto José Xavier, onde alunos e grupos de idosos pode ouvir, tocar nos objetos e contar suas histórias numa roda interativa. O público principal são alunos e grupo de idosos. O participante escolhe um objeto e, através deste, compartilha com os demais, suas lembranças e suas histórias. Pode ser aplicada a todas as idades e gêneros, valorizando o fortalecimento dos vínculos sociais. Pode ser feito com brinquedos antigos, fotos, objetos de viagem entre outras opções. O importante é valorizar lembranças e compartilhá-las. Essa ação fortaleceu parcerias e proporcionou momentos maravilhosos ao nosso dia-a-dia.
Participante:
J. Lira Dutra- Gestor Cultural do Instituto José Xavier
Museu do Centro de Valorização da Cultura Ibiapinense – CEVACI: Museu como centro de diversas atividades abrangendo numa união entre os diversos grupos. Exemplo em Ibiapina de 14 grupos diferentes que se confraternizam.
Participante: Carlos Alves: Presidente do CEVACI
Memória Institucional – 22 de dezembro
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Museu do Crato;
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Museu da Imagem e do Som (MIS);
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Casa da Memória José Evangelista de Vasconcelos;
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Memorial Pe. Antonio Vieira SJ
Resumos:
Museu do Crato: na Ciranda de Memória Institucional o diretor do equipamento apresenta o trabalho do Museu realizado para coletar histórias sobre o prédio, a Antiga Casa de Câmara e Cadeia do Crato. Este prédio, construído a mando de Dom Pedro II foi usado como Câmara Municipal e Cadeia até o final dos anos 60. Percebemos que, ao criarem os Museus de Arte Vicente Leite e o Museu Histórico do Crato neste prédio nos anos 70, as histórias da prefeitura e a cadeia, que aqui funcionavam, foram se perdendo. Agora, com as aberturas à noite, e o aumento do público do Museu, os visitantes mais idosos compartilham histórias de parentes ou amigos que trabalharam no prédio ou ficaram presos.
Participante:
Rick Seabra – Diretor do Museu do Crato
Museu da Imagem e do Som (MIS): Repensando o MIS – Memória e perspectivas:
O Museu da Imagem e do Som do Ceará vive, atualmente, um momento fecundo de ricas possibilidades: 1) O tombamento da casa/museu seguido do seu restauro, cujas intervenções irão adequá-la à sua missão museológica. 2) Os primeiros passos na construção de seu Plano Museológico. O levantamento de informações sobre sua memória institucional vem contribuindo para o entendimento da formação de seus acervo, de suas possibilidades e limites de atuação. Tais ações, desenvolvidas no intuito de investigar e discutir seu perfil institucional, culminaram na realização do Fórum de Linguagens e Expressões, em dezembro do 2015. O evento teve como objetivo discutir o perfil institucional do Museu da Imagem de do Som do Ceará. As discussões realizadas naquele momento – que contou com representantes da sociedade civil, pesquisadores e profissionais da área de museus – contribuíram não apenas para a consolidação de um perfil institucional do MIS, mas para a reflexão sobre desafios e temas comuns a outros museus. Paralelo a este evento, a pesquisa realizada para o tombamento da casa que hoje abriga o acervo do MIS–CE trouxe importantes elementos e dados para a sistematização da memória institucional do equipamento. A experiência a ser apresentada na Ciranda de Museus visa refletir sobre os momentos e documentos gerados neste processo.
Participante:
Maria Eliene Magalhães- Representante do Museu da Imagem e do Som
Casa da Memória José Evangelista de Vasconcelos: Memória e resistência – uma experiência da Casa da Memória José Evangelista de Vasconcelos em Tianguá-Ceará:
Apresenta a Casa da Memória José Evangelista de Vasconcelos – CMJEV enquanto “lugar de memória” da cidade de Tianguá-Ceará-Brasil na serra da Ibiapaba. Um museu pode constituir-se, como diz Horta (2008, p.111): em “lugares de memória”, como espelhos nos quais, simbolicamente, um grupo social ou um povo se “reconhece” e se “identifica”, mesmo que de maneira fragmentada. Em sua experiência museológica, a equipe da CMJEV passa a peregrinar de família em família de sítio em sítio, de escola em escola, no garimpar de objetos de memórias para se formar um acervo que representasse a cultura desta gleba. Ao mesmo tempo em que se ia fazendo um trabalho de boca a boca no sentido de despertar um sentimento de pertencimento numa consciência crítica do valor coletivo para se preservar, cuidando, da cultura tianguaense; sendo pertinente lembrar que esse movimento foi de fundamental importância para o processo de envolvimento da comunidade nesta empreitada. Apesar das dificuldades, a ideia foi sendo fortalecida a ponto de exposições culturais “museais” servissem de manchete, na TV Verdes Mares. Isto prova que o potencial criativo é um dos maiores patrimônios da humanidade; um dos traços mais marcantes que nos distingue e define enquanto espécie como afirma Viana (2008, p.121). Diz-se criativo por conta de sua resistência – durante 20 anos em atividades como: Exposições em escolas públicas e particulares, em igrejas (missas e festejos), em eventos do Instituto CEHI (Centro de Estudos Históricos da Ibiapaba), nos espaços universitários, nos eventos do Município, inclusive da Câmara Municipal quando despachava nos distritos. E o mais interessante foi, e ainda é, a participação da CMJEV desde a 7ª Semana de Museus e Primavera de Museus. Desde então, a Casa passa a ser respeitada e cuidada pela coletividade, mais precisamente pelos moradores do entorno do Museu, chegando ao ponto de se tornarem garimpeiros desta incubadora de objetos de cultura museal que já proporcionou a criação do – “Museu do Carrasco/Semiárido Mª Veneranda Galeno da Rocha” e “Museu da Imagem e do Som”. Atualmente, com 20 anos de história e resistência, ganha sede própria num espaço com toda estrutura para receber seus visitantes, situado no Pólo Turístico Tarcísio Azevedo entre as ruas: Poeta Lauro Menezes e Odilon de Aguiar no centro da cidade, com o apoio da Prefeitura Municipal de Tianguá.
Participante:
Antonia Nilene Portela de Sousa- Idealizadora da Casa de Memória José de Evangelista Vasconcelos.
Memorial Pe. Antonio Vieira SJ : primeiro museu sacro da Serra de Ibiapaba, nasceu da necessidade de se desenvolver no presente, para o presente e para o futuro, como centro envolvido com a criação, comunicação, produção de conhecimento e preservação dos bens e manifestações culturais. Recebeu a denominação do Pe. Antônio Vieira, como forma de perene homenagem ao grande Orador Sacro e, responsável pela implantação das bases da referida Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, nos idos de 1660, na implantação da “MISSÃO IBIAPABA” neste solo cearense e, também pela representatividade que ele encerra.
Participante:
Gilton Barreto- Representante do Memorial Pe. Antonio Vieira SJ
Serviço
Ciranda de Museus 2016
Tema: Público e Criatividade
Dia: 22 de setembro de 2016
Local: Sobrado Dr. José Lourenço, 10h às 12h/14 às 17h
Endereço: Rua Major Facundo, 154, Centro, Fortaleza/CE
Contatos: (85) 3101-8826/8827