Em dois concertos no Theatro José de Alencar com plateia lotada, Orquestra Eleazar de Carvalho homenageou George Martin, o “quinto beatle”

A obra musical e o legado estético do “quinto beatle” George Martin, falecido na terça-feira, 8/3, maestro, arranjador, produtor, engenheiro de som, com trabalho em mais de 700 discos, foram homenageados em dois concertos da Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho realizados nesta noite de quarta-feira, 9/3, no Theatro José de Alencar, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult).
As duas sessões, promovidas às 18h30 e às 20h30, atraíram grande público, que aplaudiu grandes clássicos do rock com novos arranjos. As filas formadas chegavam até depois da esquina do Theatro. O programa incluiu músicas dos Beatles, além de temas de outros grandes grupos da história do rock. Os concertos foram dedicados à memória de George Martin, produtor britânico que se notabilizou pelo trabalho com os Beatles, e do percussionista Naná Vasconcelos, brasileiro que se tornou um dos músicos mais respeitados em todo o mundo, também falecido nesta quarta-feira. A regência foi do maestro Paulo Leniuson.
Novo concerto na próxima quarta-feira
Já na próxima quarta-feira, 16/3, às 19h30, a memória de George Martin será reverenciada também no Theatro José de Alencar, com a Orquestra Filarmônica do Ceará e a banda Rubber Soul, liderada pelo vocalista e baixista Kildare Rios, apresentando vários dos arranjos antológicos e inesquecíveis esculpidos pelo elegante e esmerado produtor para as canções dos Beatles. Ingressos: R$ 30,00, meia a R$ 15,00. Entrada gratuita para sócios contribuintes da Orquestra.
“Sir George Martin teve a mesma importância dos outros quatro beatles no que se refere à qualidade musical da banda. Não é a toa que ele sempre foi considerado o quinto beatle”, destaca Kildare Rios, sobre a importância do músico e produtor que agregou novos conhecimentos à base roqueira do quarteto de Liverpool.
“No primeiro disco dos Beatles, ‘Please, Please Me’, ele ouviu com calma cada música que o quarteto já tocava em Liverpool ou Hamburgo, escolheu as melhores e organizou a forma que eles tocavam. Melhorou os arranjos, deu ideia em melodias e estruturou melhor as harmonias. Foi muita sorte dos Beatles ter George Martin no estúdio. Mais tarde, quando os quatro começaram a ter verdadeiras profusões de criatividade, foi George Martin que organizou tudo e teve a capacidade de passar aquilo para os sulcos dos discos”, acrescenta.