Seminário de Produção Cultural foi aberto na noite desta quinta-feira, no Dragão do Mar, destacando maior profissionalização do setor

Com auditório lotado e telão na parte externa para atender à grande demanda de participantes, o III Seminário de Produção Cultural: Panorama e Perspectivas da Produção Cultural no Ceará foi aberto na noite desta quinta-feira, 18/6, no Centro Dragão do Mar, marcando a conclusão das atividades da primeira turma formada pelo Laboratório de Produção – Curso Técnico em Produção de Eventos Culturais, iniciativa pioneira no Ceará.
A abertura do seminário contou com palestras das produtoras culturais Renata Allucci, de São Paulo, apresentando a pesquisa “Panorama Setorial da Cultura Brasileira”, realização do Ministério da Cultura e da Vale, por meio da Lei Rouanet, e Rachel Gadelha, do Ceará, coordenadora pedagógica do Laboratório de Produção,apresentando a pesquisa “O campo da produção cultural no Ceará: Conformações, configurações e paradoxos”. O pesquisador e gestor cultural cearense Alexandre Barbalho participou do debate como mediador.
“É a primeira vez que falo para uma turma que está se formando em produção cultural. Fico satisfeita porque vejo que os dados que apuramos na pesquisa sobre os produtores culturais brasileiros em breve terão mudanças”, destacou Renata Allucci, citando o avanço na oferta de cursos e iniciativas de formação para o setor, mas também apontando que continua o desafio de uma maior profissionalização “para todos os elos” da produção cultural.
“Antes se via o produtor cultural como o executivo, aquele que sabe fazer, e o gestor cultural como o reflexivo, que pensa o processo. Hoje é pedido de nós que a gente saiba fazer e saiba pensar o que a gente está fazendo”, ressaltou Rachel Gadelha, apontando o aumento das exigências demandadas aos produtores culturais, “profissionais da complexidade da cultura, em uma realidade nova, de profundas modificações”.
Nesta sexta-feira, 19/6, também no Auditório do Centro Dragão do Mar, acontece das 19h às 20h a mesa de debate sobre o tema “A profissionalização do Produtor Cultural”, com Kátia de Marco (RJ, presidente da Associação Brasileira de Gestão Cultural – ABGC) e Mário Pragmácio (RJ, advogado e doutorando em Teoria do Estado e Direito Constitucional pela PUC-RJ). Na mediação, Paulo Victor Feitosa (CE), produtor cultural, ex-secretário adjunto da Cultura do Estado do Ceará e idealizador do Laboratório de Produção – Curso Técnico em Produção de Eventos Culturais. Às 20h acontece asolenidade de conclusão da primeira turma do Laboratório de Produção, turma pioneira no Ceará.
Ao longo de 18 meses, os alunos tiveram a oportunidade de se qualificar com a íntegra das disciplinas do curso, com uma carga de 1.050 horas-aula, enquanto cursos livres, debates, oficinas e acesso aos módulos individuais garantiram que mais de 1.700 pessoas fossem beneficiadas pelas diversas atividades formativas.
Apresentado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), com o apoio cultural da Companhia energética do Ceará (Coelce), realização da Quitanda das Artes e da Associação dos Produtores de Arte do Ceará (Proarte), incluiu disciplinas de formação geral e específicas em diversas áreas da produção cultural, como teatro, artes plásticas, música e literatura, e contou com oficinas, seminários e cursos livres realizados em horários diversos e destinados ao público em geral, com acesso gratuito.
Como mais um diferencial, a qualidade dos professores, com um corpo docente formado por doutores, mestres e especialistas do Ceará e de outros estados do Brasil. Os alunos tiveram a oportunidade de ter aulas com diversos pesquisadores e profissionais da cultura, como Lia Calabre, Marta Porto, Maria Helena Cunha, Cláudia Leitão, Sérgio Sobreira, Alexandre Barbalho, Humberto Cunha, Dilmar Miranda, Roberto Galvão, entre outros.