Casa de Juvenal Galeno sediou nesta sexta, 27/3, lançamento da publicação “Circo, Memória e Identidade”

Na manhã desta sexta-feira, 27/3, data em que se comemoram o Dia Nacional do Circo e o Dia Mundial do Teatro, a Casa de Juvenal Galeno, equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sediou o Lançamento do catálogo “Circo, Memória e Identidade”, que reúne fotografias, cronologias e histórias de famílias circenses do Ceará. “Como no circo as coisas são transmitidas, principalmente, de forma oral, este projeto é para nós um dos poucos registros impressos da cultura e da história do circo no Ceará”, destacou Leandro Guimarães, produtor e articulador cultural, que assina o editorial da obra.
Participaram da atividade o secretário adjunto da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos, o secretário da Cultura de Fortaleza, Magela Lima, a secretária executiva da Secultfor, Paola Braga, a diretora administrativa do Theatro José de Alencar, Silêda Frankling, o diretor da Cia. Mais Caras de Teatro, ator e pesquisador de circo Cláudio Ivo, o presidente e o vice-presidente da Associação dos Proprietários, Artistas e Escolas de Circo do Ceará (Apaece), respectivamente, Círio dos Santos Brasil e Jucineido Simões.
Iniciação cultural para muitos artistas e admiradores da arte, o circo cearense comemora hoje também o trabalho que resulta na regulamentação da Lei do Circo, de autoria do então vereador e, hoje, titular da Pasta da Cultura no Estado, Guilherme Sampaio. Aprovada em 24 de dezembro de 2012, a Lei do Circo regulamenta a instalação e o funcionamento de circos itinerantes no município de Fortaleza e dá outras providências, como a garantia de que os circenses tenham acesso aos serviços públicos de saúde e à rede pública de educação.
Citada por Magela Lima, a regulamentação foi debatida em um Fórum constituído por instituições como a Secultfor, as secretarias municipais de Saúde e de Educação e a Apaece, para efetivar a garantia e execução dos direitos dos circenses. “A demanda principal que o Município tem trabalhado para o circo é a regulamentação dessa lei, construída também junto com a classe circense que atua em Fortaleza. A regulamentação está bastante avançada deve começar a vigorar ainda este ano”, informou o secretário municipal.
Durante sua apresentação, Magela destacou ainda que o trabalho realizado pelo fórum buscou não só relatar o que a lei trazia como conquista, mas também a situação do circense, de mobilidade dele na cidade, de acesso à estrutura das redes municipais de educação e saúde, e incluiu novas conquistas, avançando na garantia de transporte com a utilização do bilhete único e na criação de uma Escola Municipal de Circo, como um espaço de circulação cultural e de formação. “Isto é algo que deve se efetivar em 12 meses”, apontou.
Memória do circo no Ceará
Fabiano dos Santos parabenizou a todos os artistas circenses e a todos que contribuíram para a construção social e coletiva da memória e da história do Circo no Ceará. “Esta obra é uma referência histórica e de inspiração para que possa seguir com a arte”, destacou o secretário, ao falar da publicação de “Circo, Memória e Identidade”.
“Estamos neste momento num processo de diálogo com os diversos setores. Já tivemos uma reunião com algumas pessoas da coordenação do Fórum de Circo e saímos com uma agenda voltada para as políticas de fomento e fortalecimento do circo no Estado do Ceará”, ressaltou Fabiano.
De acordo com o secretário adjunto da Cultura do Ceará, em breve a Secult retornará ao Fórum, com um debate sobre editais que beneficiem projetos de circo, com uma categoria específica. Além disso, serão debatidos os programas de formação, a programação cultural e os Intercâmbios que a Secult possa construir, qualificando a política cultural para o circo.