Com apoio da Secult, MinC realiza oficina sobre especialização em acessibilidade cultural

A busca por soluções para uma cultura democrática e inclusiva começa com a formação de agentes multiplicadores da acessibilidade. Nesse sentido, a oficina de iniciativa do Ministério da Cultura, com o apoio da Secult, tem como intuito orientar os interessados em concorrer a uma vaga para o curso de especialização em acessibilidade cultural, que será promovido a partir de abril pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Depois de passar por algumas capitais brasileiras, a oficina será ministrada por Patrícia Dorneles, coordenadora do curso, na capital cearense.
Durante a reunião, a psicóloga cadeirante Ana Beatriz Praxedes, fundadora do Movimento Vida, destacou a importância da divulgação da oficina, que também será um momento de apresentação do curso em questão. “Ainda há pouco conhecimento sobre essa pauta. É um momento ímpar para se discutir acessibilidade. É preciso que os produtores culturais, gestores e artistas compareçam, se envolvam e conheçam mais sobre o tema”, ressaltou.
Técnica da Biblioteca Pública Menezes Pimentel, Myreika Falcão participou da primeira turma do curso ofertado pela UFRJ. “Foi uma experiência muito interessante, Vi realmente como a questão da acessibilidade é importante. Nas aulas, fazíamos muitas dinâmicas em que nós usávamos vendas, muletas e cadeiras de roda para vivenciarmos realmente o que é ser uma pessoa com deficiência”, relembra.
Sobre o curso de especialização em acessibilidade cultural
Esta parceira tem como proposta implementar a formação em acessibilidade cultural para gestores e trabalhadores da área da cultura, com o objetivo de sensibilizar, estimular, capacitar e criar processos inclusivos de fruições estética, artística e cultural nas ações, gestões e políticas culturais para o público de pessoas com deficiência como produtores ou plateia.
O curso apresenta na sua proposta de formação desde a gestão de políticas culturais, passando pelo campo das deficiências e suas especificidades no contexto da legislação, da formação nas diferentes linguagens e nas tecnologias de acessibilidade cultural, bem como a experiência e aplicabilidade dos conteúdos apreendidos.
Desta forma, o curso tem como proposta desenvolver parceria com espaços culturais para proporcionar aos alunos o desenvolvimento de novas soluções para a garantia da acessibilidade, além de praticar as tecnologias de acessibilidades já conhecidas.
O conceito de acessibilidade cultural
O conceito de acessibilidade cultural é recente e surge como um desafio de pensar a participação de todos os cidadãos,especialmente as pessoas com deficiência, na política cultural do País.Segundo Patrícia Dorneles, coordenadora do curso de especialização em acessibilidade cultural do Universidade Federal do Rio de Janeiro, o conceito nada mais é do que uma conquista da cidadania cultural das pessoas com deficiência,a partir de diferentes leis e decretos nacionais e internacionais.
Destacam-se, nesse contexto, a Declaração Universal dos Diretos Humanos de 1948, que aponta que toda a pessoa tem o direito de participar da vida cultural da comunidade, e a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada por unanimidade pela ONU em 2007 e ratificada pelo Brasil, em 2009.
Inscrições gratuitas pelo e-mail: institutovidaemmovimento@gmail.com / (85) 3452.2342 (Mônica)