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Terapia Ocupacional ajuda na recuperação de transtornos mentais

Terapia Ocupacional ajuda na recuperação de transtornos mentais

Internada há quinze dias no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), do Governo do Ceará, a doméstica F.S, 64 anos, passa boa parte das manhãs fazendo trabalhos manuais. Apesar da deficiência visual adquirida há dois anos, ela não deixa de se dedicar ao artesanato. “A tapeçaria é minha paixão e minha fonte de renda. Eu já gostava desse trabalho antes, mas aqui estou me aperfeiçoando”, revela. Essa é apenas uma das atividades realizadas no CATO – Centro de Atendimento da Terapia Ocupacional do HSM.

A responsável pela atividade no hospital é a terapeuta ocupacional Gabriela Garcia. Ela explica que diversos recursos são utilizados para ajudar na recuperação dos pacientes diagnosticados com transtornos mentais. “Nosso objetivo é oportunizar novas atividades, fazendo com que eles descubram ou aperfeiçoem seus talentos. Dessa maneira, podemos ajudá-los a superar as dificuldades e contribuir para inserção e participação na vida social”, explica.

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Para despertar a atenção dos pacientes, cada dia é realizado um tipo de atividade pelas terapeutas ocupacionais. Tem aulas de artesanato, costura, dança, pintura, rodas de conversa e até teatro. Existem grupos voluntários que colaboram com esse trabalho realizando ensaios e apresentações em datas comemorativas. Para elevar a autoestima dos pacientes, alguns cabeleireiros oferecem corte de cabelo gratuitamente. “Eles gostam muito de todas essas atividades, se sentem respeitados e participam com muita alegria e motivação desses momentos”, ressalta Gabriela.

No Hospital de Saúde Mental de Messejana, a Terapia Ocupacional complementa o tratamento realizado dentro da unidade para que os pacientes internados consigam uma recuperação completa de forma mais rápida. O tatuador C.A.M, 26 anos, internado há 20 dias por dependência química, chamou a atenção de todos depois de pintar uma tela em uma das oficinas da Terapia Ocupacional do hospital.

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Ele conta que recebeu apenas um desenho e a tela em branco. Na mesma hora pensou que podia se superar. “Eu nunca havia pintado uma tela, mas quando me vi diante daquele desafio pensei que eu podia ser capaz e até me destacar. Fui criando formas, misturando cores e o resultado final foi bem elogiado. Eu gostei também. Acho que vou querer continuar pintando, quem sabe me tornar um artista plástico. Nunca mais quero voltar a me envolver com o álcool e com as drogas. Daqui pra frente, a arte é o que terá valor em minha vida”, comemora.

 

Fotos: Assessoria de Comunicação do HSM

Assessoria de Comunicação do Hospital de Saúde Mental
Milena Fernandes
(85) 3101-4350