Lista de Notícias

Psiquiatra fala sobre prevenção do comportamento suicida

Os números preocupam. Entre 2012 e 2018, 4.113 cearenses tiraram a própria vida. Por ano, foram contabilizados, em média, 587 casos no Estado. Além de chamar atenção, as estatísticas alertam para a importância de o suicídio – ainda considerado um tabu em diversas partes do mundo – ser discutido de forma responsável e consciente.

Essa possibilidade de diálogo pode, segundo especialistas, abrir caminho para a prevenção do comportamento suicida e auxiliar pessoas em sofrimento psíquico a buscar ajuda. De acordo com o psiquiatra Davi Queiroz, do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), da rede pública do Governo do Ceará, existem várias formas de diminuir as chances de um suicídio acontecer.

alt

A primeira delas, e uma das mais importantes, é estar atento a indícios que, no dia a dia, revelam a intenção de uma pessoa em tirar a própria vida. “Precisamos estar atentos aos sinais mais sutis, como o isolamento, a falta ao trabalho, a perda do gosto pelas coisas e pela própria vida, a dificuldade de relacionamento, a irritação… isso tudo deve nos fazer pensar e procurar essa pessoa para conversar”, afirma Davi.

Dificultar o acesso a meios que possam causar a morte de uma pessoa, fortalecer vínculos afetivos e ser vigilante com quem apresenta um comportamento de risco são, para o especialista, outras atitudes fundamentais. Em paralelo a essas ações, o psiquiatra destaca a importância de entender a dor do outro, sem criticar ou desqualificar falas e comportamentos. “Além de um atendimento especializado, essas pessoas também precisam de uma escuta acolhedora. Qualquer julgamento que se faça pode, na verdade, piorar a situação”.

Informação em defesa da vida

A Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), por meio da Secretaria Executiva de Saúde Mental, preparou um material onde é possível encontrar informações sobre prevenção do suicídio. “Nosso objetivo é transmitir, de forma simples e objetiva, dicas que ajudem a identificar, seja na própria casa, no trabalho ou entre amigos, sinais de alerta para o suicídio. Lembrando que, independentemente do caso, é preciso buscar atendimento especializado na rede pública de saúde”, reforça Lisiane Cysne, secretária executiva de Saúde Mental.

alt