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Pacientes do Hospital de Saúde Mental recebem atendimento em casa

Pacientes do Hospital de Saúde Mental recebem atendimento em casa

Pacientes do Hospital de Saúde Mental recebem atendimento em casa

Pacientes diagnosticados com transtornos mentais e que já foram internados diversas vezes no Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM) contam com apoio interdisciplinar sem precisar sair de casa. É o Programa de Atendimento Domiciliar (PAD) que teve início em 2013, inspirado no serviço Home Care.  Atualmente são atendidos cerca de 20 pacientes.

A equipe é formada por médico psiquiatra, psicólogo, enfermeiro, assistente social e terapeuta ocupacional, o que torna o atendimento mais humanizado aos pacientes e familiares. “Desde que teve início, o PAD tem proporcionado uma melhora significativa, prevenindo as internações e reinternações, controlando as medicações e conscientizando tanto os pacientes quanto os familiares sobre a doença mental. Estamos conseguindo redirecionar muitos pacientes para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)”, explica a psiquiatra Jeceline Tavares, coordenadora do PAD do Hospital de Saúde Mental.

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Uma das pacientes atendidas pelo programa é uma senhora de 63 anos, que já trabalhou como professora e auxiliar de enfermagem. Depois de passar 18 meses internada no HSM, ela recebeu alta para continuar o tratamento em casa com o apoio da equipe do PAD. Diagnosticada com transtorno afetivo bipolar, ela conta que se sente bem melhor agora com a assistência que recebe da equipe de profissionais do hospital. “Elas me orientam sobre a maneira correta de tomar a medicação e sobre o que devo fazer para me sentir melhor, menos triste. Moro sozinha, não deixo de tomar os remédios, me alimento bem, cuido da casa e estou feliz”, revela a paciente.

A psicóloga que atua no Programa de Atendimento Domiciliar do Hospital de Saúde Mental, Samea Pinheiro, conta que um dos objetivos desse serviço é orientar e estimular a autonomia e independência no autocuidado e nas atividades terapêuticas. “O paciente tem que se perceber para assumir seu tratamento. O cuidador, que já vive um momento de fragilidade emocional, também recebe nossa atenção, o nosso olhar”, relata.

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Os familiares também contam com o apoio da assistente social do PAD. “Nós percebemos que muitos pacientes são carentes de suporte familiar e ao visitá-lo em casa, podemos observar melhor as fragilidades do convívio com os parentes e contribuir com a reinserção sócio-familiar”, declara a assistente social do PAD, Sandra Diniz.

Critérios de Inclusão

Para ser inserido no Programa, alguns critérios são avaliados. É necessário ser paciente do HSM com freqüência de reinternações; residir na capital; dispor de, pelo menos, um cuidador ou responsável que execute as orientações necessárias a saúde do paciente; ser portador de transtorno mental crônico; e não ser dependente de equipamento de monitoramento e sustentação a vida.

 

Assessoria de Comunicação do Hospital de Saúde Mental

Milena Fernandes

(85) 98841-3091/99657-5696