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Sesa comemora resultados dos 40 anos do Programa Nacional de Imunização

Sesa comemora resultados dos 40 anos do Programa Nacional de Imunização

Os 40 anos do Programa Nacional de Imunizações foram comemorados na manhã de segunda-feira, 30 de setembro, no Hotel Mareiro, com homenagem aos profissionais e gestores da saúde do Estado e dos municípios que ajudaram a consolidar o PNI no Ceará. Coordenadores de imunizações das regiões de saúde e dos municípios, vacinadores e ex-coordenadores de imunizações do Estado receberam medalhas e certificados pelos serviços prestados durante os 40 anos do programa.  Criado em 1973 com a missão de controlar doenças preveníveis por vacinas, o PNI comemora como conquistas o controle e a erradicação de doenças imunopreveníveis. “Estamos tratando de política pública executada por pessoas e sempre que falarmos de políticas públicas bem-sucedidas, estaremos falando de pessoas”, disse o secretário adjunto da Saúde do Estado, Haroldo Jorge de Carvalho Pontes.

Também homenageada, a coordenadora de imunizações do Estado, Ana Vilma Leite Braga, disse que o PNI “vem se consolidando como uma das mais importantes intervenções em saúde pública”, citando como conquistas a eliminação da poliomielite, erradicada no Ceará em 1988 e, no Brasil, em 1989, e do sarampo, erradicado em 1999 no Ceará e com último caso autóctone no Brasil no ano 2000. Atualmente são disponibilizados 43 produtos no PNI, divididos entre vacinas, soros e imunoglobulinas, e presentes em mais de duas mil salas de vacinação nos 184 municípios cearenses. O impacto das vacinas no controle das doenças imunopreveníveis também se manifesta na redução do número de casos de meningite por Haemophilus influenzae b, redução das internações, complicações e óbitos nos grupos prioritários para a gripe (influenza A H1N1, A H3N2 e B sazonal) e do número de mortes e internações de crianças por diarreia causadas por rotavírus, redução do número de casos, internações, complicações e óbitos em menores de 5 anos de idade por pneumonias e meningites do tipo C e das formas graves de tuberculose em menores de 5 anos de idade.

O coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonsêca, foi homenageado durante a comemoração dos 40 anos do PNI, segundo ele reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o programa de inclusão social de maior abrangência no mundo. “Há 20 anos, tínhamos 40 mil casos de sarampo e no mínimo 4 mil óbitos por ano, cerca de duas mil pessoas tinham a infelicidade de contrair a poliomielite”, lembrou Fonsêca. “Com o PNI, centenas de pessoas deixaram de morrer por tétano neonatal e o programa é um dos componentes principais da redução da mortalidade infantil”, destacou. A expansão da imunização foi fator determinante para a redução da mortalidade dos menores de cinco anos no país. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que utiliza uma metodologia de comparação internacional, a mortalidade na infância no Brasil caiu 77% entre 1990 e 2012. Segundo o estudo, em 1990, a taxa de mortalidade no Brasil era 62 para cada mil nascidos vivos. Em 2012, o número caiu para 14. O Nordeste foi a região com o maior percentual de queda: 77,5%, passando de 87,3 para 19,6 por mil nascidos vivos. O Ceará foi o segundo Estado com maior redução, da ordem de 82,3%.

A organização das ações da vacinação no Brasil assegura a uniformidade do calendário vacinal, a introdução de novas vacinas e adoção de estratégias inovadoras e sustentáveis nas campanhas de vacinação. Novas estratégias, como a combinação de vacinação de rotina com campanhas de vacinação tiveram papéis essenciais na erradicação da poliomielite e do sarampo, que ocorreu no período de existência do PNI. O Programa se tornou mais relevante a partir da implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), no final dos anos 80, quando foi iniciado o trabalho de descentralização que colocou o município como o executor primário e direto das ações de saúde, entre elas as de vacinação. Nos últimos anos, o PNI garantiu a oferta de vacinas eficazes e seguras para diversos grupos populacionais que são focos de ações de imunização, como recém-nascidos, crianças, população indígena, adultos e idosos. O calendário vacinal infantil brasileiro é complexo e dispõe de 12 vacinas, cada uma com duas ou três doses de reforço. Para este ano, o PNI prevê introdução de três novas vacinas: Hepatite A, Varicela e Tríplice Acelular para gestantes.

Assessoria de Comunicação da Sesa
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