Três crianças e adolescentes transplantadas em 3 dias

As cirurgias aconteceram no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes em dias consecutivos, de segunda a quarta-feira desta semana. Proporcionaram a chance de uma nova vida para Mateus Dias, 17 anos, Viviane Tavares, 16 anos, e Khamille Ariadna Pedroso, 8 anos. Todos estão reagindo bem aos transplantes e permanecem sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Com os últimos procedimentos, o Hospital de Messejana alcançou o número de 5 transplantes cardíacos em crianças neste ano, ultrapassando os 3 realizados no mesmo período do ano passado.
Os recentes transplantes trouxeram mais esperança para os pais de outras quatro crianças que permanecem na fila aguardando a doação. Entre eles está Vanessa, mãe do pequeno Mikeias, que completará 2 anos neste domingo e desde um mês de idade está internado na Unidade de Pediatria do Hospital de Messejana. “Meu filho já passou por muita coisa nesse tempo e não é a toa tanta espera. Tenho fé que o coração dele vai chegar”, revelou Vanessa emocionada.
Mesmo dispondo de toda essa estrutura, o transplante infantil é um grande desafio para os profissionais do Hospital de Messejana, que dia a dia têm que driblar as grandes dificuldades para conseguir manter a vida de crianças que permanecem na fila aguardando a doação de um coração.
Neste ano de 2013, foram realizados cinco transplantes cardíacos em crianças. Duas não resistiram a espera. Segundo Klébia Castelo Branco, coordenadora da Unidade de Pediatria do Hospital de Messejana, ainda são muitos os desafios enfrentados para a realização do transplante cardíaco infantil. “A doação de órgão, as condições socioeconômicas desfavoráveis dos pacientes, as dificuldades financeiras que atrapalham o acompanhamento ambulatorial, além do déficit nutricional, devido à falta de alimentação adequada para muitas das crianças, são barreiras que limitam a realização do procedimento”, explicou. Ela ressaltou que “para mudar o quadro atual, é fundamental o investimento em campanhas de conscientização para a doação de órgãos para pediatria; a construção de uma casa de apoio para o transplante pediátrico e incentivo financeiro para as famílias dos pacientes”.
Transplante Cardíaco Infantil
O Hospital de Messejana destaca-se como o segundo centro do país na realização do transplante cardíaco infantil, posicionando-se logo após o Incor-SP. Além deste, o país conta ainda com o Incor Brasília e o Incor de Porto Alegre, este último com serviço criado recentemente.
No Ceará, o transplante cardíaco infantil teve início em 2002. Os pacientes contam com a atenção de uma equipe multiprofissional composta por 14 profissionais disponíveis em tempo integral para atendê-los, têm acesso a tratamento diferenciado com consultas semanais em ambulatório, acesso prioritário na Unidade de Pediatria e na realização de exames hemodinâmicos, laboratoriais e de imagem.
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