Combate à dengue é todo dia. Faça chuva ou faça sol

Este ano, com poucas chuvas, pode significar menos criadouros do mosquito da dengue? A resposta tem respaldo histórico. Desde 1986, com períodos chuvosos bons ou ruins, o Ceará re o Brasil registra casos da doença. Com pouca ou muita chuva, os cuidados devem ser mantidos de forma permanente. De acordo com o último boletim divulgado sexta-feira, 19, pela Secretaria da Saúde do Estado, foram confirmados este ano 1.088 casos da doença e 1 óbito. Os casos estão distribuídos em 80 municípios cearenses. As cidades mais atingidas são Fortaleza e Tauá, que registraram 621 e 275 casos, respectivamente. Há outros municípios, como Itatira e Pereiro, que estão com a incidência maior que 300 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, índice considerado alto pelo Ministério da Saúde.
Para combater a dengue, a Coordenadoria de Promoção e Proteção da Sesa, através do Núcleo de Controle de Vetores, coordena o serviço de fumacê para os locais que estão com os índices de infestação do mosquito Aedes aegypti acima do recomendado. Atendendo à solicitação dos municípios, o fumacê é utilizado para matar o mosquito na fase adulta e impedir que ele se reproduza e gere mais mosquitos e focos de infecção. Dois tipos de trabalho com fumacê são executados: o tipo máquina-pesada, feito pelo carro fumacê, e o tipo máquina costal-motorizada, desenvolvido pelos técnicos de saúde em porte do equipamento. A escolha do tipo de fumacê depende de alguns critérios. Segundo Frota Cialdine, do Nuvet, os municípios que solicitam o serviço passam, primeiramente, por uma avaliação técnica, onde é analisado o índice de casos de dengue registrados, priorizando aqueles que estão em situação de surto-epidêmico, assim como os que relatam a dispersão da doença, que ocorre quando os focos de infecção estão espalhados por vários pontos da cidade. Nesses casos, o uso de máquina pesada, no caso o carro-fumacê, é aconselhado para minimizar os casos.
Os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Pacajus foram atendidos este ano com os carros-fumacê, enquanto o município de Pereiro será atendido nas próximas duas semanas, com a máquina costal-motorizada. O fumacê, nome popular para a Pulverização espacial UBV, é um procedimento que consiste na liberação via aérea de gases, que agem, por contato, atingindo os mosquitos adultos em voo. Por isso, as famílias devem deixar as janelas e portas abertas, para que o fumacê entre na residência e consiga ser mais efetivo no combate ao mosquito. Ainda que o fumacê seja uma estratégia importante, ele não tira o papel da população enquanto agente fundamental no controle da dengue.
Combate dentro de casa
Os focos do mosquito, na grande maioria, são encontrados dentro de casa, quintais e jardins. Daí, a importância das famílias não esqueceram que o dever de casa no combate ao mosquito é permanente. Pelo menos uma vez por semana, deve ser feita uma faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes ou outras garrafas, e, em especial, lavar bem a caixa d`água e depois vedar. Não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo são algumas medidas que podem fazer toda a diferença para impedir o registro de mais casos da doença, além de receber em domicílio o técnico de saúde devidamente credenciado, para que as visitas de rotina sirvam como vigilância.
Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira/ Marcus Sá ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220/ 3101.5221 / 8733.8213)
Alexandre Maia Lima – Estagiário do Proensino – Programa Bolsa de Incentivo à educação na Rede da Secretaria da Saúde do Estado.
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