Aposentado se vacina contra gripe todos os anos. Campanha vai até dia 25

O aposentado Jerônimo Sales Ribeiro, com 83 anos de idade, fez na manhã desta sexta-feira, 4, o que faz todos os anos desde o início das campanhas nacionais de vacinação contra gripe em 1998. Foi se vacinar e ficar protegido da influenza por mais um ano. “Todo ano me vacino e é por isso que é muito difícil aparecer uma gripe”, disse durante o lançamento da campanha de vacinação feita pela Secretaria de Saúde do Estado e Secretaria de Saúde de Fortaleza, no espaço público em frente ao Centro de Saúde Paulo Marcelo, centro da capital. A necessidade de vacinar todos os anos foi destacada pelo secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos na abertura da campanha de imunização: “quem foi vacinado no ano passado precisa se vacinar de novo agora porque o período de proteção contra a gripe garantido pela vacina é de um ano”. A campanha de vacinação, com dia “D” de mobilização nacional definido para este sábado, 5, vai até o dia 25 deste mês.

Além do aposentado Jerônimo Sales Ribeiro e mais 909.475 idosos com mais de 60 anos, devem ser levados para os postos de vacinação crianças de seis a dois anos, gestantes, indígenas. Os trabalhadores em saúde também estão incluídos na campanha. O número de crianças a ser imunizado está estimado em197.078. Gestantes que ficarão livres da gripe serão 98.539. Indígenas chegam a 22.215. Os trabalhadores em saúde somam 85.480. No total, devem ser imunizados contra a gripe no Ceará 1.312.787 pessoas. A meta da campanha é imunizar o mínimo de 80% dessa população, reduzindo as complicações e as internações por infecções pelo vírus da influenza em quem precisa de mais proteção. Estudos demonstram que a vacinação contra influenza pode reduzir entre 32% a 45% do número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% da mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%. A população alvo da campanha será imunizada com a vacina trivalente, que protege contra influenza B (gripe sazonal), influenza A (H3N2) e influenza A (H1N1).
Outras vacinas
A Secretaria da Saúde do Estado e as secretarias municipais de saúde mobilizarão 27.080 pessoas e 2.002 veículos no dia D da vacinação, em 5 de maio. Funcionarão 1.693 postos fixos de vacinação, que incluem unidades de saúde com sala de vacina, instituições de idosos e hospitais. Haverá, ainda, 7.320 postos volantes, que farão a vacinação em domicílio de pessoas acamadas. Durante a campanha serão também oferecidas a vacina pneumococo 23 valente, contra doenças invasivas pelo pneumococo, intensificação da imunização contra hepatite B para a faixa etária até 29 anos e vacina dupla adulto, contra difteria e tétano.
A vacinação de mulheres grávidas contra a influenza é segura em qualquer idade gestacional. A vacinação contra o vírus influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e o lactente. Estudo realizado demonstrou que os lactentes de mães vacinadas contra a influenza apresentaram menos casos da doença. Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas, embora em idosos os níveis de anticorpos possam ser menores. Os níveis declinam com o tempo A proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente 1 ano, motivo de ser anual.
A vacina só não deve ser administrada em pessoas com história de alergia severa relacionada a ovo de galinha e seus derivados, assim como a qualquer componente da vacina, pessoas que apresentaram reações alérgicas graves a doses anteriores e portadores de doença. Em caso de doenças agudas febris moderadas ou graves, é recomendado adiar a vacinação até a melhora do quadro. Para pessoas com histórico de patologias neurológicas, tais como a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), recomenda-se realizar avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício da vacina.