Primeira edição da Revista Viver São José traz debates e narrativas sobre a pandemia de covid

O Hospital São José (HSJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), lançou a Revista Viver São José. O projeto nasce com o intuito de registrar as múltiplas experiências vividas pela instituição, que completou 50 anos de existência em 2020 e é referência no atendimento a pacientes com doenças infectocontagiosas. Nesta primeira edição, artigos, análises, entrevistas e reportagens trazem debates e narrativas sobre a pandemia de Covid-19. Leia aqui.
A diretora técnica do HSJ, Tânia Mara Coelho, destaca o caráter inovador da publicação. “A criação da revista vai permitir que o cidadão cearense conheça a atuação dos colaboradores do HSJ, bem como o papel da unidade não só como centro de tratamento, mas também como instituição de ensino formadora de diversos profissionais. Além disso, reforçamos o papel do hospital como disseminador de informações importantes para a prevenção de doenças”, afirma.
A publicação também traz a pesquisa acadêmica como protagonista da edição, sendo um reflexo direto da relação que a unidade hospitalar tem com a ciência. A qualificação teórica, no entanto, chega ao leitor com simplicidade, outra marca importante do HSJ. Expressões do linguajar cearense dão nome às seções, aproximando e facilitando o diálogo com o público.

Primeira edição da revista também traz a pesquisa acadêmica como protagonista, um reflexo direto da relação que a unidade hospitalar tem com a ciência
“O Hospital São José é o berço da Infectologia no Estado, representando uma fonte infinita para inúmeras pesquisas. A revista possibilita que a sociedade conheça o que existe atrás dessas portas. O conhecimento desmistifica, diminui os estigmas de algumas doenças e faz com que a gente se sinta mais seguro ao lidar com as doenças infectocontagiosas”, explica Melissa Soares Medeiros, infectologista e editora científica da publicação.
Tânia Mara Coelho acrescenta que a proposta da publicação é, também, promover o resgate da trajetória do HSJ. “A revista fortalece o compromisso do HSJ com a pesquisa, com a ciência, mas também com a nossa necessidade de compartilhar nossas experiências com os públicos interno e externo. É necessário dar visibilidade ao que se faz aqui no hospital”.
História
Criado em 1970, o Hospital São José tem como missão assegurar um atendimento humanitário e de qualidade no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa de doenças infectocontagiosas. Quando nasceu, há cinco décadas, era um espaço mais restrito e marcado pelo isolamento dos pacientes, que não podiam receber visitas e tinham de enfrentar as enfermidades com poucas ferramentas de tratamento disponíveis. Havia a necessidade, no Ceará, de uma unidade que agregasse doenças transmissíveis e tratasse esses casos com a atenção necessária.

Durante a pandemia de Covid-19, o HSJ se tornou referência na assistência a pacientes diagnosticados com a doença
O nome da instituição, inicialmente, era Hospital São José de Doenças Transmissíveis Agudas. A primeira década foi marcada pela internação de pacientes portadores de doenças como tétano, raiva humana, difteria, coqueluche, febre tifóide, meningite, tuberculose e hepatites virais. Com o surgimento das vacinas, começaram a diminuir alguns casos de determinadas enfermidades e o Hospital seguiu se especializando na busca pela melhor forma de tratamento.
Com o aparecimento da aids na década de 1980, o HSJ soube acolher os pacientes diagnosticados com a doença — estágio avançado da infecção pelo HIV. Assim, torna-se, por muito tempo, a única unidade a atender pessoas soropositivas no Estado. Já na década de 1990, a unidade passou a ter o nome atual, Hospital São José de Doenças Infecciosas, considerando que nem todas as patologias atendidas são transmissíveis e agudas.

Criado em 1970, o HSJ presta atendimento humanitário e de qualidade no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa de doenças infectocontagiosas
O HSJ ganhou destaque pelo trabalho com ensino e pesquisa e, nessas cinco décadas, vem formando médicos infectologistas de várias instituições de ensino da Medicina do Ceará, de outros estados brasileiros e também de outros países. Ao longo dos anos, o Hospital foi reconhecido pelo Ministério da Educação por ter um dos mais modernos centros de estudos do Norte e Nordeste, tendo também importante atuação em projetos como a Rede Universitária de Telemedicina, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia para aperfeiçoamento de trocas de experiências com hospitais de várias regiões do Brasil e do exterior.
Atualmente, a unidade conta com cerca de 920 funcionários e reúne grande leque de serviços com ambulatórios especializados, emergência 24 horas, Unidade de Terapia Intensiva, Hospital Dia, Programa de Atendimento Domiciliar, imagenologia, laboratório, farmácia, entre outros.