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Ai de nós se não fosse o Regional, diz paciente do Cariri

Ai de nós se não fosse o Regional, diz paciente do Cariri

A saúde é uma das principais demandas da população, que exige mais acesso aos serviços. Na manhã desta sexta-feira, 24, numa roda de conversa, dezenas de pacientes atendidos na nova rede pública de saúde do Ceará na macrorregião do Cariri testemunharam o acesso aos serviços nas policlínicas, nos Centros de Especialidades Odontológicas e no Hospital Regional do Cariri. Na fala de todos, que participaram do Fórum da macrorregião de preparação para o seminário internacional de avaliação do Programa de Expansão e Melhoria da Assistência Especializada à Saúde do Estado do Ceará, da Secretaria da Saúde do Estado,  um consenso:  impossível imaginar como estaria a assistência da população da região sem o Hospital Regional do Cariri, e sem as policlínicas em Barbalha, Brejo Santo, Campos Sales, Icó e Iguatu. “Ai de nós, de todos os municípios da macrorregião, 44 ao todo,  se não fosse o Regional”, disse Simone Alves do Nascimento, 21 anos, moradora de Juazeiro do Norte, que sofreu um acidente e foi atendida no HRC, onde fez diferentes exames e cirurgia. De 2011, quando começou a funcionar, o HRC realizou 2.517.878 atendimentos até março deste ano.           

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Nas policlínicas regionais a população tem acesso a até 19 especialidades médicas e a exames especializados, como a mamografia e a tomografia computadorizada. O mais novo serviço das policlínicas, mostrando que estão sintonizadas com novas situações epidemiológicas e atendendo as necessidades da população, é a atenção às crianças com microcefalia. Lívia Fechine, mãe de Luis Heitor Fechine, sabe bem o que significa ser acolhida e atendida “no momento mais difícil da minha vida, quando fui informada após o parto, que foi prematuro, que o meu filho tinha microcefalia. Nesse momento contei com o apoio da minha mãe e depois da policlínica”. Ela afirma que “lá tem o fisioterapeuta que meu filho precisa, o terapeuta ocupacional, o fonoaudiólogo e eu ainda passei pela psicóloga”. Os resultados do Núcleo de Estimulação Precoce, implantado este ano na policlínica, começaram a aparecer. Lívia Fechine se emociona ao dizer que Luis Heitor já está com o pescoço mais firme e começando a se sentar”.    

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Na roda de conversa durante o fórum, realizado no auditório do Hospital Regional do Cariri, os pacientes dos CEOs da macrorregião também falaram de como foram atendidos. Pela idade, simpatia e desenvoltura, a paciente Maria Eduarda Sobreira Rodrigues se destacou. Com 11 anos, Maria Eduarda disse que “morria de medo de dentista, mas tinha que ir para o CEO porque meus dentes eram horríveis, tortos”. Há um ano ela foi ao CEO regional em Juazeiro do Norte. “Perdi o medo. Os dentistas recebem a gente tão bem que não fiquei mais nervosa”, falou. No CEO, os cirurgiões dentistas fizeram serviços de periodontia, exodontia – retirada de alguns dentes para a correção e instalação de um aparelho ortodôntico. Maria Eduarda continua sendo usuária do CEO, onde faz manutenção do aparelho ortodôntico.

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De 2008 a novembro de 2015 os 22 CEOs regionais da rede pública do Governo do Estado, que têm a gestão dos consórcios públicos de saúde, fizeram 5.781.450 atendimentos. Dos 22 CEOs regionais, 18 são novos e os outros quatro tinham abrangência apenas municipais, atendendo a população onde estão localizados, e passaram a ser regionalizados. Passaram a atender os habitantes dos municípios de toda a região de saúde.             

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A secretária executiva da saúde do Estado, Lilian Alves Beltrão, afirmou que “os números de atendimentos e os depoimentos dos pacientes, que comprovam os resultados na ampliação do acesso aos serviços de saúde, desafiam nós, gestores, a seguir em frente no compromisso de garantir gestão de qualidade, fazendo mais saúde, mesmo com todas as dificuldades e restrições de financiamento”. Ela falou que com o futuro financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o foco será a implantação de modelos racionais, com mais produtividade, mais eficácia para a qualificação das redes de atenção.

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A diretora do BID, Márcia Cristina Gomes da Rocha, afirmou que “o Programa de Expansão e Melhoria da Assistência Especializada à Saúde (Proexmaes I) foi, sem dúvida, um sucesso no Ceará. Chegamos aos resultados concretos. O que o Ceará fez é louvável”. Falando do Proexmaes II, Márcia informou que “como os desafios não param, só mudam, precisamos investir na qualidade, implantando processos e protocolos de trabalho e para que o Estado seja exemplo para o mundo de como se organizar, como se racionalizar e assim garantir assistência de qualidade à população”. O Governo do Estado contou com parte de financiamento do BID para implantação da nova rede de saúde.

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Fotos: Assessoria de Comunicação da Sesa

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