Técnicos preparados em vigilância de doença transmitida por carrapatos

Técnicos dos laboratórios de entomologia das 22 regionais de saúde do Ceará concluem no início deste mês curso que vai permitir a implantação da vigilância da febre maculosa em todo o Estado. A partir de 2010 foram registrados seis casos da doença na região de Aratuba, Mulungu e Guaramiranga. A febre maculosa brasileira infecciosa febril aguda, de gravidade variável, com elevada taxa de letalidade, causada por bactéria do gênero rickettsia, transmitida por carrapatos. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida que em geral é de 18 meses e fazem transmissão vertical, entre gerações.
Para haver transmissão da doença, o carrapato infectado precisa ficar pelo menos quatro horas fixado na pele das pessoas. O carrapato hematófago pode ser encontrado em animais de grande porte, como cavalos, e também em cães, aves domésticas, roedores silvestres e até em cobras. No Ceará, os principais hospedeiros são os cães e vários focos de carrapatos e riquétsias foram localizados em Guaramiranga. Mais comum na região Sudeste, a febre maculosa registra, no Nordeste, casos na Bahia e no Ceará.
O Ministério da Saúde, através da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), está realizando o curso de vigilância das requitsioses em todo o Brasil. O objetivo é montar uma rede nacional de vigilância envolvendo os 13 Estados com casos notificados de febre maculosa, incluindo o Ceará. No Estado, o curso de vigilância é promovido pelo Núcleo de Controle de Vetores da Coordenadoria de Promoção e Proteção da Secretaria da Saúde do Estado e ministrado pelo coordenador do Laboratório de Referência Nacional em Vetores das Riquestsioses, da Fiocruz, Gilberto Sales Gazeta. O Ceará será o primeiro Estado a implantar a vigilância da febre maculosa em todo o seu território.
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