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Sobe de 22 para 48 número de mamógrafos na rede pública do Ceará

Sobe de 22 para 48 número de mamógrafos na rede pública do Ceará

De 2007 para cá o número de mamógrafos na rede pública do Ceará aumentou de 22 para 48. Com essa quantidade, segundo o coordenador do Comitê Estadual de Controle do Câncer, Luis Porto, o Estado tem capacidade de realizar 480 mil mamografias por ano pelo Sistema Público de Saúde (SUS), bem acima dos 315 mil exames previstos para atender as necessidades da população de mulheres do Ceará com mais de 50 anos de idade. “Com esse aumento de aparelhos de mamografias o problema deixou de ser a dificuldade de acesso. Temos ainda muita  desinformação, que assusta as mulheres, medo que leva elas a adiarem o exame e a receberem um diagnóstico tardio, com menos chances de cura”, disse Luis Porto, na solenidade do Outubro Rosa, na tarde desta quarta-feira, 23, realizada pelo movimento social com apoio da Secretaria da Saúde do Estado. Ele, que representou o secretário da saúde do Estado, Ciro Gomes, no evento, informou que “recebi do secretário o sinal verde para tocar em frente o projeto de criação da rede de assistência à saúde da mama".

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Dos 26 novos mamógrafos que atendem pela rede pública, 10 estão nas 10 policlínicas regionais construídas pelo governo do Estado, realizando os exames, na própria região,   em Camocim, Baturité, Tauá, Acaraú, Sobral, Aracati, Brejo Santo, Campos Sales, Pacajus e Russas. Juntas, já realizaram 16 mil e 165 mamografias, até o último dia 30 de setembro. Além da dezena de mamógrafos que funcionam nas policlínicas regionais, Luis Porto informou que também através do governo do estado foram adquiridos outros mamógrafos unidades e  instituições parceiras que atendem pelo SUS, sem nenhum custo para a população. Citou o mamógrafo novo instalado no Instituto de Prevenção do Câncer (IPC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado, e ainda do Grupo de Educação em Oncologia do Estado do Ceará (Geon).      

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A coordenadora do Outubro Rosa Ceará, Valéria Mendonça, disse que “de nada adiantaria todas as mobilizações do movimento na luta contra o câncer de mama se não impactar nas políticas públicas, em especial da redução de mortalidade de mulheres”. Destacou que o Mapa Rosa, que localiza 38 municípios cearenses que aderiram ao Outubro Rosa, “é sério. Só os municípios que cumpriram compromissos, entre eles a realização de ação rosa no ano passado e responderam questionários com 15 itens, aparecem no mapa”. Segundo ela, o número de municípios que aderiram este ano ao movimento dobrou.

O presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde, Willames Bezerra, assumiu o compromisso de reforçar ainda mais a parceria no apoio ao Outubro Rosa: “os movimento sociais tem um forte poder de mobilizar que precisa ser potencializado. Mais do que um mês, a luta contra o câncer de mama deve ser permanente, o ano inteiro para a melhoria, efetiva, dos indicadores da saúde das mulheres”. Na defesa do SUS, o presidente do Conselho Estadual de Saúde, João Marques, falou que “o Outubro Rosa, pelo grande poder de articulação e mobilização, deve ser aproveitado para um grande debate pela saúde pública. Nenhum país do mundo tem um sistema tão amplo e democrático de saúde como o nosso SUS”.

Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá /  ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 / 3101.5221)
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