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Lacen previne diagnostica dois casos de raiva canina este ano

Lacen previne diagnostica dois casos de raiva canina este ano

De 417 amostras recebidas este ano pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen), 18 deram resultado positivo para raiva em animais domésticos e silvestres. O Laboratório de Diagnóstico de Raiva do Lacen (LARA) registrou dois casos positivos em cães, com material coletado nos municípios de Tamboril e Granja. Os demais casos positivos são em animais silvestres.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade entre humanos é próxima de 100%. A melhor maneira de evitar a raiva em humanos é a prevenção. Em animais domésticos, a vacinação previne a transmissão da doença. Este ano, a campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva começou no sábado, 28 de setembro, e segue até 28 de outubro em todos os municípios do Estado. Devem ser vacinados cães e gatos sadios e com idade a partir de três meses. Os filhotes vacinados pela primeira vez devem receber dose de reforço após 30 dias.

O Laboratório de Raiva realiza o diagnóstico de raiva humana e em animais de pequeno porte para todos os municípios do Estado, para as seis regionais de Fortaleza, para o Centro de Controle de Zoonoses da capital  e outras instituições, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Para o diagnóstico de raiva, o Ministério da Saúde exige a realização de duas provas laboratoriais que são feitas no Lacen – a imunofluorescência direta (IFP) e a prova biológica (inoculação em camundongo – IC). A análise é realizada pelo LARA/Lacen em material coletado e enviado pelos municípios.

Os principais transmissores da raiva para humanos são os cães e gatos, no ciclo de transmissão urbano, e sagui, raposa, guaxinim e morcego, no ciclo silvestre. O material para análise é coletado por veterinários capacitados pela Secretaria da Saúde do Estado da medula espinhal de animais transmissores. O resultado das análises realizadas pelo LARA dá suporte às ações de vigilância epidemiológica e de controle de zoonoses.

Além da vacinação dos animais domésticos, as secretarias de saúde dos municípios devem ser acionadas para capturar os animais de rua que podem portar a doença. Nas cidades, a presença de morcegos deve ser notificada aos departamentos de zoonoses. Em caso de cão raivoso, há uma mudança comportamental que chama bastante a atenção. Um cão dócil começa a atacar todas as pessoas sem motivo, rejeita inclusive a alimentação. Começa também a se esconder, parece desatento e, às vezes, não atende ao próprio dono. A vacinação é a única forma de evitar que animais domésticos contraiam raiva e transmitam a doença para humanos e não tem contraindicações.

Assessoria de Comunicação da Sesa
Selma Oliveira / Marcus Sá /  ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 / 3101.5221)
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