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Secretário fala dos avanços e desafios da saúde em evento internacional

Secretário fala dos avanços e desafios da saúde em evento internacional

Lembrando a Carta de Ottawa, de 1986, o secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos reforçou durante conferência sobre os “Avanços e desafios da saúde no Ceará, no IV Seminário Internacional da Promoção da Saúde, que a “saúde deve ser vista como um recurso para a vida e não como objetivo de viver¨. A partir desse conceito, ele pontuou pelo menos três mudanças:  saúde deixa de ser utopia e passa a ser uma possibilidade, saúde é um processo que requer tempo e envolvimento do coletivo e a responsabilidade com a saúde passa a ser de todos os cidadãos.

No avanço da saúde como direito do cidadão e não favor de governos, o secretário ressaltou que “o fortalecimento do controle social é fundamental”. Acrescentou que “as parcerias e apoio às ações, mobilizações, capacitações do controle social devem ser uma constante na agenda dos gestores públicos”. E aqui ele destacou trecho do livro Promoção da Saúde, de Dina Czeresnia e Carlos Machado Freitas: “saúde não é apenas fornecer segurança contra riscos, mas também maximizar a capacidade de indivíduos e grupos tolerarem, enfrentarem e corrigirem os problemas o que não deve ser confundido com reduzir o papel do Estado e delegar aos sujeitos toda a responsabilidade de cuidarem de si mesmos”.    

Mais acesso

Nos destaques dos avanços na saúde do Ceará, Arruda Bastos disse que na democratização para o acesso igualitário e integral o Estado tem muito a destacar, como a construção de centenas de novas unidades de saúde na atenção básica, secundária e terciária. Tudo que o governo do Estado está fazendo é para ampliar e facilitar o acesso da população a serviços na região onde mora, sem necessidade de deslocamento para a capital. Na atenção básica, citou as 150 Unidades Básicas de Saúde da Família nos padrões da Anvisa. Saindo da atenção básica, porta de acesso aos SUS, informou aos participantes do seminário, realizado pela UFC, UECE e Unifor, que na noca rede de saúde bucal são 18 Centros de Especialidades Odontológicas, com 13 inaugurados e em pleno funcionamento no interior e cinco em fase de conclusão.

A consulta com especialistas e a realização de exames, uma das maiores dificuldades de acesso da população, está sendo reduzida com as policlínicas regionais. São 22 no total, sendo que oito já estão funcionando em diferentes regiões de saúde do Estado. Em relação a assistência hospitalar, o secretário lembrou que antes do governo Cid Gomes não havia nenhum hospital público estadual no interior.  Agora, além do Hospital Regional do Cariri, terá mais três. Todos de ensino, contribuindo para a formação de profissionais.

Profissionais

A capacitação e qualificação dos profissionais foi um dos desafios da saúde observados pelo secretário. Ele frisou as estratégias de enfrentamento.  Na capacitação e qualificação de profissionais, falou que a Secretaria da Saúde do Estado integrada a um conjunto de instituições, entre elas a ESP-Ce, conseguiu, além de unificar a residência médica,  ampliar o número de vagas. A primeira seleção unificada para residência médica do Estado do Ceará foi em janeiro deste ano, com 448 vagas, e a segunda seleção, com as inscrições abertas até o próximo dia 4 de dezembro, aumentou para 506 vagas.   Outro desafio destacado foi a do financiamento inferior às demandas dos usuários do SUS. “Para enfrentar essa realidade, inovamos, criando os consórcios públicos de saúde para garantir a manutenção da nova rede de policlínicas e CEOs regionais”, disse Arruda Bastos. Através dos consórcios, o custeio das novas unidades é compartilhado com os gestores municipais.

A sistematização e qualificação das informações para acompanhamento de indicadores importantes, como a da mortalidade materna e infantil, também foi ressaltado pelo secretário. Para ele, o Ceará pode avançar ainda mais na redução da mortalidade infantil e materna. De 2010 para 2011 o Ceará teve significativa redução na mortalidade materna, com a razão caindo de 78,4 em 2010 para 67,8 em 2011. Na mortalidade infantil, o Ceará teve em 2010 a menor taxa de toda a região do Nordeste. Segundo o Ministério da Saúde, a TMI do Ceará ficou em 13,1 por mil nascidos vivos. O segundo lugar ficou para o Rio Grande do Norte, com 13,4. A Paraíba ocupou o terceiro lugar, com 14,5.  

Assessoria de Comunicação da Sesa

Selma Oliveira / Marcus Sá ( selma.oliveira@saude.ce.gov.br / 85 3101.5220 / 3101.5221 / 8733.8213)

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