Pernambuco quer adotar modelo de gestão das policlínicas do Ceará

Na nova rede de 22 policlínicas regionais e dos 18 Centros de Especialidades Odontológicas o Ceará inovou na gestão. Adotou a estratégia de consórcios públicos de saúde, que vem servindo de modelo para outros Estados de diferentes regiões do país. Pernambuco é o mais novo interessado na experiência. Nesta segunda-feira, 5, o secretário de saúde de Pernambuco, Antônio Carlos Figueira, conheceu de perto o funcionamento dos consórcios públicos e uma policlínica regional. Pela manhã, o secretário da secretaria da saúde do Estado, Arruda Bastos, o superintendente da rede de Unidades, Régis Sá, e um grupo de técnicos da Sesa apresentaram todas as etapas de implantação da estratégia. À tarde, o gestor da saúde pernambucana vê a estrutura e indicadores de atendimento da policlínica regional em Baturité, uma das oito já entregues à população pelo governo do Estado.
Há mais 13 policlínicas regionais com as obras em fase de conclusão e uma para iniciar no Crato, na região do Cariri. Em Pernambuco, o número de policlínicas é menor. São 12, uma para cada região de saúde. Segundo Antônio Carlos Figueira, desse total há quatro em construção. Um dos pontos que mais despertou curiosidade ao gestor foi a relação de trabalho e a forma de contratação de médicos especialistas nos consórcios públicos de saúde. Esclarecendo que o regime é CLT, Arruda Bastos ressaltou que todos os profissionais das policlínicas e CEOs regionais no Ceará foram contratados após aprovação em seleção pública. Ele também observou que os diretores de todas as 22 policlínicas e os 18 CEOs regionais foram submetidos a um processo seletivo.

Visita na policlínica regional em Baturité
Recursos compartilhados
Arruda Bastos fez uma retrospectiva do processo de criação e instalação dos consórcios públicos de saúde no Ceará, desde a ideia, em 2007, até agora, já com a formação de 21 consórcios públicos de saúde. Para garantir a sustentabilidade financeira das policlínicas e CEOs regionais, mantendo o aumento de acesso a consultas e exames especializados na própria região, sem necessidade de deslocamento para a capital, ele informou que o governo do Estado participa com 40%, no mínimo, do custeio, e os 60% restantes são compartilhados entre os municípios que compõem a região de saúde. No Ceará, são 22 regiões de saúde.
Pernambuco é o sétimo Estado atraído pelos consórcios públicos de saúde implantados no Ceará. Já passaram pelo Ceará, focados nos consórcios públicos de saúde e na diversificação de modelos de gestão para o enfrentamento das dificuldades financeiras, gestores e profissionais de Goiás – da região Centro Sul, Tocantins – da região Norte, e os estados nordestinos de Alagoas, Maranhão e Bahia.
Veja o manual de orientação Consórcios Públicos em Saúde no Ceará.
Assessoria de Comunicação da Sesa