Ocorrência de dengue cai para 94 casos por mês, mas é preciso manter cuidados

A ocorrência de casos de dengue no Ceará tem se reduzido fortemente mês a mês, desde abril, quando foram confirmados 13.537 casos, no pico da epidemia. Nos meses seguintes, foram confirmados 6.421 casos em maio, caindo para 1.789 em junho e 408 em julho. Em agosto caiu mais ainda, com 94 casos. N final do mês de maio, nota da Secretaria da Saúde do Estado anunciava “que a epidemia de dengue está em processo de controle e a tendência é de redução sustentada do número de casos e óbitos”. É de abril, inclusive, o último caso confirmado de óbito por dengue.
O número de municípios com transmissão de dengue caiu de 151 em março para seis em agosto. Apesar da redução significativa no número de municípios com transmissão e no número de casos, a Secretaria da Saúde mantém as ações de combate à dengue e o alerta aos profissionais e gestores de saúde, para o diagnóstico precoce e assistência aos pacientes com dengue grave. De acordo com o último boletim epidemiológico da Sesa, foram confirmados, na última semana, três casos de dengue hemorrágica e cinco casos de dengue com complicação.
A Secretaria da Saúde do Estado realiza uma vigilância epidemiológica minuciosa da dengue no Ceará, além do que determina o Ministério da Saúde. A recomendação do Ministério da Saúde, inclusive em casos de epidemia, é a realização de exames laboratoriais de 10% das notificações de dengue. No Ceará, todos os casos notificados passam por teste no Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará (Lacen). As exceções são os casos confirmados clinicamente, aqueles em que o médico, baseado nos sintomas, confirma o paciente com dengue.
Os casos suspeitos de dengue são notificados no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN). A coleta de material para exame laboratorial de confirmação da doença é feita nos municípios, que não têm prazo para o envio desse material para o Lacen. Por isso, a confirmação da doença pode acontecer muito depois da ocorrência dos sintomas. O próprio SINAN permite a revisão de dados que alimentam o sistema, o que é feito durante todo o ano. Dessa forma, não há correspondência entre os números confirmados e a efetiva ocorrência de casos em determinada semana epidemiológica, já que muitas das confirmações se referem a ocorrências da doença em semanas anteriores.
O boletim epidemiológico da Sesa informa o número de casos efetivos ocorridos em cada semana epidemiológica. Nas quatro semanas epidemiológicas de agosto, por exemplo, a ocorrência de dengue se estabilizou em torno de 25 casos – 24 na primeira semana, 25 na segunda e 25 na terceira e 20 na quarta semana. Na primeira semana epidemiológica de setembro a ocorrência de dengue ficou em 25 casos. Este ano, há 55 óbitos confirmados.