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Ceará quer apoio do ministro para reconhecimento da emergência como especialidade médica

Ceará quer apoio do ministro para reconhecimento da emergência como especialidade médica

A Secretaria da Saúde do Estado concluiu este ano a primeira residência em medicina de emergência. O Ceará foi o primeiro estado do Norte e Nordeste a formar médicos emergencistas. No Brasil, além do Ceará apenas Rio Grande do Sul promoveu residência nessa área. Ainda sem reconhecimento como especialidade médica, diferentes instituições se mobilizam. No caso do Ceará, com apoio da Sesa. Nesta quinta-feira, 7, a mobilização foi no gabinete do ministro da saúde, Alexandre Padilha, em Brasília. Com as presenças do governador em exercício, Domingos Filho,  do secretário da saúde do Estado, Arruda Bastos, e do secretário de gestão estratégica e participativa do Ministério, Odorico Monteiro, o coordenador da residência de medicina em emergência no Ceará, Frederico Arnauld, apresentou o perfil da residência e solicitou ao ministro apoio na luta pelo reconhecimento da especialidade. Ele é presidente da Associação Brasileira de Medicina de Emergência no Ceará.             

Alexandre Padilha informou que levará o assunto para discussão na Comissão Nacional de Residência Médica, em reunião no próximo dia 27 de julho, em Brasília. O secretário Arruda Bastos reforçou ao ministro a necessidade do reconhecimento da emergência como especialidade médica na qualificação dos serviços de saúde que estão em expansão no Ceará. Destacou que na nova rede de assistência em construção no Estado, que inclui a universalização do SAMU, com quatro pólos regionais, e 32 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) os médicos especializados em emergência são imprescindíveis. Arruda Bastos informou ainda que em todos os cinco hospitais da nova rede estadual em estruturação – Hospital Regional do Cariri, Hospital Regional Norte, Hospital Regional de Quixeramobim, Hospital do Maciço e Hospital Metropolitano), haverá emergência, que deve ter médicos preparados e qualificados. Segundo defendeu, essa qualificação passa pela especialização em residência.

Experiência

Em pelo menos 50 países a emergência já é reconhecida como especialidade da medicina. Entre elas, países da América Latina, como Argentina e Colômbia. No Brasil, outros Estados, além do Ceará e Rio Grande do Sul, em função da necessidade de médicos emergencistas estão preparando os cursos de residência nessa área. É o caso de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro. A experiência do Ceará, pioneiro entre todos os Estados das regiões Norte e Nordeste, está servindo de modelo.