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Sesa distribui 2,2 milhões de preservativos para o carnaval


Foto: Ruy Norões

A Secretaria da Saúde do Estado já iniciou a distribuição de preservativos para os 184 municípios cearenses. No total, são 2 milhões e 200 mil camisinhas para deixar os foliões mais protegidos contra a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Os municípios com histórico de carnavais mais movimentados, como Aracati, Beberibe, Camocim, Paracuru, São Benedito recebem um reforço na quantidade de camisinhas. Este ano, a maior preocupação da campanha de carnaval do Ministério da Saúde contra a Aids, que será lançada nesta sexta-feira, dia 25, é com as mulheres jovens entre15 e 24 anos que vivem em famílias de baixa renda.

Nos dias que antecedem o período de carnaval, que este ano vai de 5 a 8 de março, a Sesa, além dos municípios, distribui preservativos para empresas, universidades, sindicatos e organizações não governamentais preocupados em garantir folia com saúde. Para solicitar, é simples: basta encaminhar o pedido, com a quantidade discriminada, para o Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças e Agravos da Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, na Avenida Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema. Informações podem ser obtidas pelos telefones 31015284 e 31015199.

A cada ano que passa o número de preservativos distribuídos para uso dos foliões aumenta. Em 2009 foram repassados aos municípios 637 mil unidades. No ano passado a quantidade chegou a 2 milhões e 82 mil preservativos. A finalidade é facilitar o acesso às camisinhas ao maior número de pessoas durante o carnaval, mesmo aquelas que não brincam mas aproveitam o feriadão para reunir amigos em cidades de serras e no sertão, distante da folia. Por isso os municípios que não promovem carnaval também recebem dezenas de caixas de preservativos, que saem dos depósitos da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (COASF) da Sesa.

Desde a identificação do primeiro caso em 1983 até setembro de 2010, foram notificados 9.722 casos de aids no Ceará, dos quais 70,5% entre homens e 29,5% em mulheres. No início da epidemia, em 1987, a razão masculino/feminino era de 12 homens para cada mulher. Em 2005, essa razão passou a ser de 1,9  e, em outubro de 2010, a razão era de 2,5 homens para cada mulher. Houve, portanto uma mudança expressiva quanto à transmissão entre os sexos do início da pandemia para os dias atuais. Verifica-se ainda o fenômeno de interiorização da aids, especialmente em mulheres, demonstrando que a feminilização da doença vem sendo observada também no processo de interiorização.

Mais informação no boletim da aids