Para vencer a dengue é título de artigo do Presidente da FIEC
Jornal O Povo
quarta-feira 9 de fevereiro de 2011
Opinião
Para vencer a dengue
A iminência de uma epidemia de dengue no Ceará, no nível de gravidade que se prenuncia, impõe a conscientização de toda a população para que haja uma mobilização individual e coletiva no combate ao mosquito Aedes aegypt, evitando-se uma calamidade pública.
O Ceará é um dos estados classificados pelo Ministério da Saúde como de “muito alto risco” e a nossa rede de saúde pública e privada não tem condições de atender satisfatoriamente uma sobrecarga de demanda provocada por uma situação como essa.
Há uma nova variedade do vírus (DEN-4) em circulação no País, que, por ter estado ausente há quase três décadas, torna maior a possibilidade de disseminação da doença, pois pode afetar mesmo as pessoas que já a tiveram.
A dengue já se tornou uma doença endêmica em várias regiões do País. No Ceará, com o início das chuvas, muitos ovos do mosquito já eclodiram e não podemos mais evitar a epidemia, mas temos obrigação de reagir para reduzir seu alcance.
O ciclo do mosquito, como já é sabido, se inicia com a sua postura geralmente em recipiente com água, mas os ovos podem resistir fora dela por até um ano. Quando imersos em água, sobretudo nos períodos de chuva, nascem os mosquitos.
Muita gente acomoda-se, esperando que o “fumacê”, normalmente acionado pelos governantes em época de crise, resolva o problema. Na realidade, a serventia deste recurso é muito limitada, prestando-se apenas para bloquear áreas de focos.
Temos que entender urgentemente que a dengue não é um problema apenas de governo, mas também de cada cidadão. Para ser evitada é certo que depende da implementação de políticas públicas, mas neste momento depende acima de tudo de ações simples e concretas de prevenção, praticadas por cada um de nós.
O que precisa ser feito então? Evitar que o mosquito se reproduza e para isso é necessário dificultar o seu contato com as águas paradas. E isso qualquer um pode fazer e todos devem fazer. As omissãos que se observam, não se devem a qualquer tipo de dificuldade, mas a uma falta de consciência sanitária da população.
Digo isso porque as medidas a serem tomadas estão à mão de cada um de nós. Telar ou lacrar nossas caixas d’águas, esvaziar vasos, garrafas, latas e pneus, eliminar poças em terrenos baldios, enfim, impedir que qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja, se preste à reprodução dos mosquitos, evitando, assim, a propagação da doença.
Estamos participando de uma articulação de empresários, entre si e com os poderes públicos, que visa estimular ações integradas de combate à dengue. Entendemos que as diversas instituições da sociedade, como empresas, igrejas, clubes sociais, ONGs e entidades de representação, podem contribuir na mobilização da população a partir dos seus laços de interação.
Para vencer a dengue, que pode matar, elimine agora mesmo a água parada nos ambientes onde você vive, converse com seus amigos e vizinhos para que façam o mesmo, ampliando assim a ação de cada um em defesa de nossas vidas.
Roberto Macêdo – Empresário
roberto@pmacedo.com.br
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