Construa um futuro saudável
Entenda os principais temas relacionados à diabetes e à hipertensão e construa um futuro saudável
O que é diabetes?
Diabetes é uma condição crônica em que o corpo tem dificuldade de empregar da maneira correta a insulina que produz ou não produz insulina.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que regula os níveis de glicose (açúcar) no sangue. A glicose é o “combustível” do organismo, garantindo energia para seu funcionamento adequado.
A insulina age como uma “chave”, permitindo que a glicose passe do sangue para as células, onde será utilizada na produção de energia. O corpo transforma os carboidratos presentes nos alimentos em glicose no sangue, e a insulina auxilia nesse processo (Federação Internacional de Diabetes, 2026).
Nesse sentido, a diabetes mellitus ou diabete melito (DM) é uma condição do metabolismo caracterizada pela alta e crônica concentração de glicose (açúcar) no sangue. Ela envolve fatores genéticos, biológicos e ambientais.
Apesar de não ter cura, a diabetes exige cuidados para o resto da vida, envolvendo paciente, família e sociedade. É preciso, entre outros pontos, medir constantemente a glicemia, fazer exercícios físicos com regularidade, comer de modo saudável e, em alguns casos, tomar medicamentos.
Quais são os principais tipos de diabetes?
Diabetes Tipo 1 (DM1)
Diabetes Tipo 2 (DM2)
Diabetes Gestacional
Condição autoimune em que existe deficiência na secreção de insulina, o que torna essencial o uso desse hormônio como tratamento e para prevenir eventos graves, micro e macrovasculares, cetoacidose e coma. Geralmente as pessoas descobrem o diagnóstico quando crianças, adolescentes ou jovens adultos. Essas pessoas são dependentes de insulina pela vida inteira. Corresponde a 5 a 10% dos casos;
Tipo de diabetes relacionado às condições de vida (obesidade, má alimentação, falta de exercício físico). O tratamento pode envolver insulina, mas é possível controlar com boa alimentação, exercícios físicos, etc. Concentra cerca de 90% dos casos;
O pâncreas da mulher grávida aumenta a produção de insulina para permitir o desenvolvimento do bebê, de modo a permitir o equilíbrio hormonal. Em algumas mulheres, porém, este processo natural não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. É importante realizar pré-natal para identificação precoce. Frequentemente se resolve após o parto, mas pode evoluir para diabetes tipo 2 se não for cuidado.
Quais são os principais fatores de risco para diabetes tipo 2?
Os principais fatores de risco para a diabetes tipo 2, segundo o Ministério da Saúde, são:
- ter mais de 45 anos;
- sobrepeso ou obesidade;
- sedentarismo;
- síndrome dos ovários policísticos (SOP);
- pré-diabetes;
- diabetes gestacional prévia;
- hipertensão arterial sistêmica (HAS);
- dislipidemia;
- história familiar de diabetes mellitus em parentes de primeiro grau;
- apneia obstrutiva do sono (AOS) e
- etnia negra, indígena, hispânica/latina e asiática.

Fontes dos dados: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Federação Internacional de Diabetes (IDF)
Quais são os riscos para quem não cuida da diabetes?
O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar a amputações de dedos, pernas e mãos.
Mas seguindo as orientações dos profissionais de saúde, mudando hábitos de vida (exercício físico, alimentação saudável) é possível, sim, conviver com a diabetes sem complicações.
Onde buscar diagnóstico e tratamento da diabetes tipo 2?
O diagnóstico de diabetes deve ser buscado na atenção primária, ou seja, nas unidades básicas de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Atenção Primária à Saúde (APS) é o nível de atenção essencial na prevenção e no controle do diabetes tipo 2, especialmente, no que se refere a:
- identificação dos fatores de risco;
- rastreamento e diagnóstico da doença em seu estágio inicial;
- manejo adequado;
- acompanhamento integral e longitudinal e, quando necessário, ao encaminhamento adequado e em tempo oportuno, para atendimento especializado, objetivando um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos
Saiba mais sobre diabetes neste vídeo
Fontes das informações: Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Federação Internacional de Diabetes (IDF)
O que é Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)?
A hipertensão arterial é uma condição crônica caracterizada pelo aumento da pressão do sangue nas artérias.
Também conhecida como “pressão alta”, ela ocorre quando o sangue faz uma pressão muito forte nos vasos sanguíneos, obrigando o coração a trabalhar além do normal.
Como é feito o diagnóstico da Hipertensão?
A hipertensão é diagnosticada quando os níveis chegam ou ultrapassam 140/90 mmHg (14 por 9).
A pressão alta é um dos principais fatores de risco para AVC, infarto, aneurisma e insuficiência renal e cardíaca.
O que causa a hipertensão?
A hipertensão pode ser hereditária, mas também está ligada a hábitos e condições de saúde:
Fatores de Risco
São fatores de risco para a hipertensão:
- Cigarro
- Consumo de álcool
- Obesidade
- Estresse
- Excesso de sal
- Colesterol alto
- Sedentarismo
Sintomas
Na maioria das vezes, a hipertensão não apresenta sintomas.
Quando a pressão sobe muito, podem surgir alguns sintomas, como:
- Dor no peito
- Dor de cabeça e tontura
- Zumbido no ouvido
- Fraqueza
- Visão embaçada
- Sangramento nasal
Controle
Dicas para controlar a hipertensão
- Tomar a medicação corretamente;
- Praticar exercícios físicos com regularidade;
- Alimentar-se de modo saudável;
- Parar de fumar;
- Reduzir o colesterol;
- Controlar o peso;
- Melhorar a qualidade de vida;
- Diminuir o consumo de álcool.
Como identificar a hipertensão?
Medir a pressão regularmente é a única forma de identificar a hipertensão. A partir dos 20 anos, o ideal é verificar ao menos uma vez por ano. Se houver histórico na família, o acompanhamento deve ser mais frequente.
Onde buscar diagnóstico e tratamento da hipertensão?
O controle da pressão arterial está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A população pode aferir a pressão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios.
A Rede Sesa também oferece acompanhamento especializado no Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH), além de atendimento nos hospitais estaduais e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS).
Aprenda a fazer a Automedida da Pressão Arterial (AMPA) em casa
Método fácil que permitirá você acompanhar a medida da sua pressão arterial em casa. Procure sempre a orientação do profissional de saúde antes de iniciar o método
Vamos registrar as medidas?
Não se esqueça de anotar as medidas e horários e levar para sua próxima consulta.
Quais são os riscos para quem não cuida da hipertensão?
Não controlar a pressão alta pode levar a complicações graves, como infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência renal e cardíaca.

Fontes das informações: Ministério da Saúde, Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Manual de Cuidados para Controle da Pressão Arterial (CIDH, 2025)