História
Início
Em março de 1987, um grupo formado por três endocrinologistas, uma enfermeira, uma nutricionista, uma epidemiologista (sob a coordenação da Dra Adriana Forti) começou a desenvolver o Programa de Prevenção, Educação e Controle do Diabetes Mellitus no Estado do Ceará. O Programa logo se transformou em Plano de Prevenção, Educação e Controle de Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial no Estado do Ceará. A primeira preocupação foi capacitar o grupo multidisciplinar de coordenação para as ações com pessoas com diabetes e hipertensão.

Desafios
A prioridade em saúde pública no fim da década de 1980 no Ceará era enfrentar a mortalidade materno-infantil. Por isso, foi desafiadora a implantação de um projeto abrangente de educação e controle do diabetes e da hipertensão, o que ressalta a visão inovadora do núcleo formador do que viria a ser o CIDH.
Na época, as pessoas eram diagnosticadas com diabetes geralmente depois do aparecimento de complicações crônicas, o que concentrava o atendimento em hospitais e aumentava os custos com o tratamento de complicações.
Era preciso estruturar o atendimento nos níveis primário, secundário e terciário.
A falta de medicamentos e até de insulina nessas unidades ocorria ao mesmo tempo em que frascos de insulina venciam em unidades do interior, onde nunca esse medicamento tinha sido utilizado por desconhecimento técnico. Por outro lado, a primeira causa de mortalidade na população, já eram as doenças cardiovasculares.
O cenário, portanto, era o seguinte:
- serviços de atendimento (pessoal, medicamentos, etc.);
- concentração do atendimento em nível terciário;
- o diagnóstico era dado principalmente pela complicação crônica;
- a alta morbi-mortalidade por diabetes e hipertensão;
- altos custos com tratamento das complicações.
Essas premissas exigiram como etapas iniciais a padronização de normas de atendimento e a definição de níveis de competência, das necessidades de recursos humanos e materiais de cada nível, o que resultou na criação do sistema de atendimento descentralizado e hierarquizado em 3 níveis: primário, secundário e terciário.
Uma casa para chamar de nossa

Nessa estrutura, faltava uma unidade que recebesse pacientes com necessidades de cuidados mais especializados.
Era preciso adequar a rede primária de saúde e criar uma unidade de referência secundária: o Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH).
O Centro começou a funcionar com sede provisória em abril de 1988. Em agosto de 1994 foi inaugurada a sede definitiva, na Rua Silva Paulet, 2406, no Dionísio Torres.
Outras endocrinopatias

A expertise do CIDH na área de endocrinologia se expande com a instalação do Programa de Desenvolvimento Infantil. Desde 1993, o serviço atende crianças com baixa estatura e puberdade precoce.
Sementes e frutos


Na década de 1990, espalharam-se os frutos do CIDH na Secretaria de Saúde, nas organizações nacionais e internacionais.
Foi um período marcado pelas capacitações com a rede de atenção primária em todo o Estado e de efervescência de pesquisas científicas, que ajudaram, inclusive, no desenvolvimento de insulinas usadas até hoje em todo o mundo.
Colônias de férias, faculdades temáticas com pacientes, caminhadas e corridas foram algumas das estratégias da educação em saúde naquele período.
Prêmios

Ao longo do tempo, o CIDH recebeu reconhecimentos pelas ações de pesquisa, atenção ao paciente e aos servidores. Dois prêmios foram destaque nos anos 2000:
Prêmio Aventis-Pharma de Educação em Diabetes para a América Latina (2001);
Prêmio Unidade Que Faz a Diferença (2002), por meio do projeto Fazer Saúde com Saúde.
Expansão
Em 2010 houve ampliação e reforma do CIDH, com inauguração de mais consultórios, expansão da Farmácia e novo auditório. No auditório, acontecem os cursos de educação para pacientes, além do serviço de Reabilitação Cardiovascular.

Vacinação
Em novembro de 2024 é inaugurado o serviço de vacinação da unidade, que oportuniza o acesso a imunizantes aos pacientes do CIDH e da rede especializada. Em um ano, o serviço atingiu a marca de 11.990 doses aplicadas, uma média de quase mil doses por mês, entre vacinas de rotina e vacinas especiais.
