{"id":45849,"date":"2025-09-11T13:00:16","date_gmt":"2025-09-11T16:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/?p=45849"},"modified":"2025-09-11T13:56:21","modified_gmt":"2025-09-11T16:56:21","slug":"galeria-da-liberdade-abre-nova-exposicao-que-celebra-a-democracia-e-defende-o-direito-a-memoria-e-a-verdade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/2025\/09\/11\/galeria-da-liberdade-abre-nova-exposicao-que-celebra-a-democracia-e-defende-o-direito-a-memoria-e-a-verdade-2\/","title":{"rendered":"Galeria da Liberdade abre nova exposi\u00e7\u00e3o que celebra a democracia e defende o direito \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 verdade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-45856 aligncenter\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/image-1200x800.jpeg\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/image-1200x800.jpeg 1200w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/image-600x400.jpeg 600w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/image-768x512.jpeg 768w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/image-1536x1025.jpeg 1536w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/image.jpeg 1619w\" sizes=\"auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Galeria da Liberdade abre a mostra \u201cMulheres em Luta! Arquivos de mem\u00f3ria pol\u00edtica\u201d no dia 12 de setembro, \u00e0s 16h. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma itiner\u00e2ncia do Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo. A Galeria da Liberdade faz parte do conjunto arquitet\u00f4nico do Pal\u00e1cio da Aboli\u00e7\u00e3o, gerida pelo Museu da Imagem e do Som do Cear\u00e1 (MIS CE). O MIS integra a Rede P\u00fablica de Equipamentos Culturais (Rece) do Governo do Cear\u00e1, vinculada \u00e0 Secretaria da Cultura, com gest\u00e3o parceira do Instituto Mirante. A abertura da itiner\u00e2ncia ter\u00e1 presen\u00e7a da diretora t\u00e9cnica do Memorial da Resist\u00eancia, Ana Pato; da artista Bianca Turner; da advogada e ex-presa pol\u00edtica, Rita Sipahi, e da sobrinha do Frei Tito de Alencar, L\u00facia Alencar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A abertura da Galeria da Liberdade afirma a centralidade da luta pela garantia de direitos humanos na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade democr\u00e1tica, diversa, justa e saud\u00e1vel, na qual a cultura e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para o exerc\u00edcio pleno da cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Galeria da Liberdade se estabelece como um espa\u00e7o de difus\u00e3o, com mostras que t\u00eam como eixo a luta pelos direitos humanos no Cear\u00e1, no Brasil e no mundo, evidenciando as tramas pol\u00edticas, geogr\u00e1ficas e afetivas da Hist\u00f3ria. O espa\u00e7o afirma-se tamb\u00e9m como um local de encontro para diversos p\u00fablicos e vozes, buscando construir di\u00e1logos na revis\u00e3o das estruturas que ainda discriminam e violentam pessoas cotidianamente. Ao longo do ano, ser\u00e3o realizadas exposi\u00e7\u00f5es, aulas abertas, semin\u00e1rios, rodas de conversa e outras a\u00e7\u00f5es formativas gratuitas e abertas ao p\u00fablico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-45858 aligncenter\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/1208775-1200x800.jpg\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/1208775-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/1208775-600x400.jpg 600w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/1208775-768x512.jpg 768w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/1208775-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2025\/09\/1208775.jpg 1619w\" sizes=\"auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #fc6836\">Nova exposi\u00e7\u00e3o em cartaz<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A exposi\u00e7\u00e3o \u201cMulheres em Luta! Arquivos de mem\u00f3ria pol\u00edtica\u201d tem curadoria de Ana Pato e Carolina Junqueira, sendo uma itiner\u00e2ncia do Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo. A mostra tem como fio condutor o acervo de hist\u00f3ria oral do Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo, que comp\u00f5e o programa Coleta Regular de Testemunhos, com depoimentos de mulheres que vivenciaram a viol\u00eancia de Estado no per\u00edodo da Ditadura Civil-Militar (1964-1985).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A mostra lan\u00e7a um olhar para o per\u00edodo da Ditadura Civil-Militar sob a perspectiva de g\u00eanero. Nesta itiner\u00e2ncia, testemunhos de mulheres que integram o acervo de Hist\u00f3ria Oral do Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo s\u00e3o reunidos na instala\u00e7\u00e3o \u201cPartitura da Escuta\u201d (2023), de Bianca Turner. As falas revelam como a luta por Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a se tornou uma express\u00e3o constante na busca de esclarecimentos e a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o diante de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos e autoritarismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por meio de 22 testemunhos, a exposi\u00e7\u00e3o aborda as lutas coletivas de mulheres brasileiras por Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a e por direitos fundamentais. Pelo que lutam? Como lutam? Quais s\u00e3o suas hist\u00f3rias?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As narrativas dessas mulheres est\u00e3o em di\u00e1logo com o pensamento da historiadora, militante e poeta Beatriz Nascimento, que se destacou como intelectual que contribuiu para pensar a sociedade brasileira no contexto da Ditadura Civil-Militar, confeccionando resist\u00eancias atrav\u00e9s das suas reflex\u00f5es. A exposi\u00e7\u00e3o destaca, ainda, o imagin\u00e1rio de luta da pensadora negra, com tr\u00eas poemas de sua autoria escritos nos anos 1980. A poesia de Beatriz \u00e9 um retrato urgente e contempor\u00e2neo das formas de resistir contra a viol\u00eancia, a impunidade e o racismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para C\u00edcera Barbosa, coordenadora da Galeria da Liberdade, a nova exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um marco no processo de ressignifica\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o de Mem\u00f3ria onde funciona, antes ocupado pelo antigo Mausol\u00e9u Castello Branco. \u201cA realiza\u00e7\u00e3o de Mulheres em Luta! Arquivos de mem\u00f3ria pol\u00edtica \u00e9 um gesto que anuncia uma nova rela\u00e7\u00e3o entre a mem\u00f3ria do Cear\u00e1 e os sujeitos que lutaram por democracia durante os anos da Ditadura Civil-Militar. A partir de exposi\u00e7\u00f5es e de uma programa\u00e7\u00e3o intensa de rodas de conversas, oficinas e rotas pelos Lugares de Mem\u00f3rias materializamos coletivamente um anseio antigo do Movimento de Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a no Cear\u00e1\u201d, explica C\u00edcera Barbosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A diretora t\u00e9cnica do Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo, Ana Pato, ressalta que o olhar para a ditadura a partir de uma perspectiva de g\u00eanero \u00e9 a linha que tece a exposi\u00e7\u00e3o Mulheres em Luta! Arquivos de mem\u00f3ria pol\u00edtica. Em cartaz no Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo at\u00e9 julho de 2024, a mostra chega \u00e0 Galeria da Liberdade, apresentando a participa\u00e7\u00e3o e a contribui\u00e7\u00e3o de mulheres na constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do nosso pa\u00eds. \u201cAo trazermos as vozes dessas mulheres que lutaram e lutam pela democracia, no edif\u00edcio ocupado anteriormente pelo Mausol\u00e9u Castelo Branco e agora ressignificado na Galeria da Liberdade, representa um reconhecimento da for\u00e7a pol\u00edtica das mulheres em sua luta por mem\u00f3ria, verdade e justi\u00e7a\u201d, avalia Ana Pato.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #fc6836\">Hist\u00f3rico e caracter\u00edsticas do espa\u00e7o<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A Galeria da Liberdade foi aberta em 18 de junho de 2025, com a exposi\u00e7\u00e3o \u201cNegro \u00e9 um rio que navego em sonhos\u201d. A cria\u00e7\u00e3o da Galeria afirma a centralidade da luta pela garantia de direitos humanos na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais democr\u00e1tica e diversa, na qual a cultura e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para o exerc\u00edcio pleno da cidadania e o combate ao racismo. Trata-se de um lugar de experimenta\u00e7\u00e3o art\u00edstica, no qual o som e a imagem narram o passado e fazem imaginar, coletivamente, outros futuros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O hor\u00e1rio de funcionamento \u00e9 quarta e quinta-feira, das 10h \u00e0s 18h, e sexta e s\u00e1bado, das 13h \u00e0s 20h, com acesso permitido at\u00e9 meia hora antes do fechamento.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #fc6836\">Sobre o Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">O Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo \u00e9 um museu da Secretaria da Cultura, Economia e Ind\u00fastria Criativas do Estado de S\u00e3o Paulo dedicado \u00e0 mem\u00f3ria pol\u00edtica das resist\u00eancias e da luta pela democracia no Brasil, que tem como miss\u00e3o a valoriza\u00e7\u00e3o da cidadania, da pesquisa e da educa\u00e7\u00e3o a partir de uma perspectiva plural e diversa sobre o passado, o presente e o futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aberto ao p\u00fablico em 2009, o museu \u00e9 um lugar de mem\u00f3ria dedicado a preservar a hist\u00f3ria do pr\u00e9dio onde operou entre 1939 e 1983 o Departamento Estadual de Ordem Pol\u00edtica e Social (Deops\/SP), uma das pol\u00edcias pol\u00edticas mais truculentas da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por meio de exposi\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas de grande impacto social, a\u00e7\u00f5es educativas, atividades para pessoas com defici\u00eancia e programa\u00e7\u00f5es culturais gratuitas, o museu se consolidou como refer\u00eancia em Educa\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos, promovendo o pensamento cr\u00edtico e desenvolvendo atividades sobre Direitos Humanos, Repress\u00e3o, Resist\u00eancia e Patrim\u00f4nio.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #fc6836\">Servi\u00e7o:<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Galeria da Liberdade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Abertura da Exposi\u00e7\u00e3o \u201cMulheres em Luta! Arquivos de mem\u00f3ria pol\u00edtica\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">12 de setembro a 1\u00ba de novembro de 2025<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hor\u00e1rio: 16 h<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Avenida Bar\u00e3o de Studart, 505<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #fc6836\"><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u201cMulheres em Luta Arquivos de Mem\u00f3ria Pol\u00edtica\u201d<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #fc6836\"><strong>Biografias de mulheres que integram a instala\u00e7\u00e3o Partitura da Escuta (2023), de Bianca Turner<\/strong><\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Ana Maria do Carmo Silva (Ana Dias)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ana Maria do Carmo Silva nasceu em 1943 na cidade de Pitangueiras (SP). Em 1965, casou-se com Santo Dias, passando a ser conhecida como Ana Dias, e estabeleceu resid\u00eancia na periferia da Zona Sul da capital paulista. Seu esposo, oper\u00e1rio, atuava politicamente na Oposi\u00e7\u00e3o Sindical Metal\u00fargica de S\u00e3o Paulo e em colabora\u00e7\u00e3o com grupos ligados \u00e0 Igreja. Ana, por sua vez, participava ativamente das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e foi uma das fundadoras dos Clubes de M\u00e3es da Zona Sul, que lutavam por creches e contra o aumento do custo de vida, em um movimento embrion\u00e1rio do Movimento Contra a Carestia (MCC). Ap\u00f3s o assassinato de Santo Dias por policiais, no dia 30 de outubro de 1979, enquanto ele distribu\u00eda panfletos em apoio a uma greve em frente \u00e0 f\u00e1brica de l\u00e2mpadas Sylvania, em Santo Amaro, Ana, com o apoio de milhares de companheiros, passou a organizar anualmente atos p\u00fablicos para preservar a mem\u00f3ria de Santo e ressaltar sua import\u00e2ncia na luta dos trabalhadores e na resist\u00eancia pol\u00edtica contra a Ditadura Civil-Militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ana Maria Martins Soares<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ana Maria Martins Soares nasceu em 1940 em S\u00e3o Paulo (SP). Filha de agricultores, teve uma inf\u00e2ncia humilde na zona rural da cidade e ingressou na escola somente aos 13 anos, mesma idade em que come\u00e7ou a trabalhar para ajudar no sustento familiar. As duras condi\u00e7\u00f5es de trabalho nas f\u00e1bricas a levaram a participar do movimento oper\u00e1rio e da Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica (JOC). Posteriormente, fez o magist\u00e9rio no Instituto de Educa\u00e7\u00e3o Fern\u00e3o Dias Paes, onde se articulou junto a um grupo da Juventude Estudantil Cat\u00f3lica (JEC). Em seguida, se envolveu com trabalhos de alfabetiza\u00e7\u00e3o nas periferias e passou a se organizar tamb\u00e9m atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o A\u00e7\u00e3o Popular (AP). Mais tarde, se transferiu, ao lado de outros companheiros, para o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Na d\u00e9cada de 1970, vivendo na Zona Sul de S\u00e3o Paulo, se uniu aos movimentos comunit\u00e1rios que come\u00e7avam a se estruturar para demandar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Participou ativamente de organiza\u00e7\u00f5es como o Clube de M\u00e3es e o Movimento Contra a Carestia (MCC), nos quais tamb\u00e9m adquiriu experi\u00eancia de milit\u00e2ncia feminista. Por suas atividades pol\u00edticas, foi detida quatro vezes entre 1968 e 1979. Foi diretora da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Associa\u00e7\u00f5es de Moradores (CONAM) e presidente da Federa\u00e7\u00e3o Estadual das Associa\u00e7\u00f5es Comunit\u00e1rias de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m eleger-se deputada estadual por S\u00e3o Paulo e vereadora da capital pelo PCdoB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Darci Miyaki<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Darci Toshiko Miyaki nasceu em 1945 em Ara\u00e7atuba (SP). Seu interesse por quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas surgiu quando ainda cursava o Ensino Secundarista. Em 1967, entrou na Faculdade de Direito do Largo S\u00e3o Francisco (USP) e se envolveu com um grupo de professores e estudantes que atuavam junto ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Com a dissid\u00eancia do partido, Darci aderiu \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Agrupamento Comunista que, em seguida, deu origem \u00e0 A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN). Em 1969, realizou treinamento militar em Cuba e foi a primeira brasileira a ir para a Cor\u00e9ia do Norte, onde tamb\u00e9m realizou treinamento. Clandestinamente, voltou ao Brasil no ano de 1970 e tornou-se integrante do setor estrat\u00e9gico da ALN, atuando em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro. Foi presa em 25 de janeiro de 1972, no Rio de Janeiro, pela equipe do DOI-Codi\/RJ. Ap\u00f3s tr\u00eas dias, foi transferida para o DOI-Codi\/SP, onde permaneceu sequestrada por sete meses. Ap\u00f3s a formaliza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, cumpriu sua pena no Pres\u00eddio Tiradentes e no Pres\u00eddio do Hip\u00f3dromo, somando um ano e meio de encarceramento. Em 2013, prestou depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o Estadual da Verdade Rubens Paiva, do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dilma Rousseff<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dilma Vana Rousseff nasceu em 1947 em Belo Horizonte (MG). Em 1964, ingressou no Col\u00e9gio Estadual Central, na capital mineira, onde cursou o ensino m\u00e9dio e iniciou sua trajet\u00f3ria de milit\u00e2ncia contra a Ditadura Civil-Militar atrav\u00e9s do movimento estudantil. A partir de 1967, passou a atuar em setores estrat\u00e9gicos das organiza\u00e7\u00f5es de esquerda: Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria Marxista Pol\u00edtica Oper\u00e1ria (Polop), Comando de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (Colina) e por fim, a Vanguarda Armada Revolucion\u00e1ria Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em janeiro de 1970 por agentes do DOI-Codi\/SP e, durante o per\u00edodo de pris\u00e3o, passou por diferentes c\u00e1rceres instalados pela repress\u00e3o em S\u00e3o Paulo, incluindo o Deops\/SP. Foi solta em 1973, ap\u00f3s julgamento. Em 1977, graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, na d\u00e9cada de 1980, iniciou sua carreira pol\u00edtica. Dentre outros cargos p\u00fablicos, foi eleita presidente da Rep\u00fablica em 2010, tendo sido reeleita em 2014. Manteve-se no cargo at\u00e9 sua deposi\u00e7\u00e3o em 2016, quando o Senado Federal aprovou seu pedido de impeachment.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eleonora Menicucci<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eleonora Menicucci de Oliveira nasceu em 1944 na cidade de Lavras (MG). Soci\u00f3loga de forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 professora titular em Sa\u00fade Coletiva no Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). Durante o per\u00edodo da Ditadura Civil-Militar, participou da luta armada em organiza\u00e7\u00f5es de esquerda at\u00e9 ser presa, em 1971, junto com sua filha de um ano e dez meses de idade. Durante sua pris\u00e3o, passou por diversos centros de aprisionamento entre S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, tendo sido submetida a torturas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas. Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), engajou-se na luta pelo feminismo no final da d\u00e9cada de 1970 e, desde ent\u00e3o, mant\u00e9m-se ativa nesta milit\u00e2ncia. Entre 2012 e 2015, durante o governo de Dilma Rousseff, Eleonora ocupou o cargo de ministra da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SPM-PR). \u00c9 Professora Titular S\u00eanior do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina de UNIFESP e, desde 2022, \u00e9 Professora Visitante S\u00eanior da Universidade Federal do ABC &#8211; UFABC. Em 2023, assumiu a presid\u00eancia do Conselho Curador da Funda\u00e7\u00e3o Perseu Abramo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Guiomar Silva Lopes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Guiomar Silva Lopes nasceu em 1944 na cidade de S\u00e3o Paulo (SP). Iniciou sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica em 1965, atrav\u00e9s do movimento estudantil. Participou do agrupamento Dissid\u00eancia Universit\u00e1ria de S\u00e3o Paulo (DISP) e, ao final de 1968, integrou-se \u00e0 A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN), entrando na clandestinidade. Esteve envolvida em diversas a\u00e7\u00f5es armadas e alcan\u00e7ou o posto de comandante de um Grupo T\u00e1tico Armado (GTA). Foi presa em mar\u00e7o de 1970 pela equipe do DOI-Codi\/SP e ficou tamb\u00e9m detida no Deops\/SP, at\u00e9 ser transferida para o Pres\u00eddio Tiradentes, fixando-se na ala conhecida como \u201cTorre das Donzelas\u201d. Foi, ent\u00e3o, transferida para a Penitenci\u00e1ria Feminina e para a Casa do Egresso, totalizando quatro anos de pris\u00e3o em regime fechado e outros quatro anos em liberdade condicional. Formou-se em medicina pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e foi, entre 2013 e 2016, Coordenadora de Pol\u00edticas para a Popula\u00e7\u00e3o Idosa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de S\u00e3o Paulo. Recebeu anistia pol\u00edtica e indeniza\u00e7\u00e3o em inst\u00e2ncias federal e estadual no ano de 2008.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ilda Martins da Silva<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ilda Martins da Silva nasceu em 1931 em Lucian\u00f3polis (SP). Emigrou para a capital e ingressou profissionalmente como oper\u00e1ria da f\u00e1brica Nitro Qu\u00edmica, localizada na Zona Leste, integrando-se ao movimento da causa oper\u00e1ria na d\u00e9cada de 1950. No ambiente de trabalho e no contexto das lutas sindicais, conheceu Virg\u00edlio Gomes da Silva que era, \u00e0 \u00e9poca, membro do quadro pol\u00edtico do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ilda se casou com Virg\u00edlio em 1960 e juntos tiveram quatro filhos. Para dedicar-se \u00e0 casa e \u00e0 fam\u00edlia, Ilda deixou o trabalho na f\u00e1brica e permaneceu prestando apoio \u00e0 milit\u00e2ncia de seu marido e seus companheiros. Com o recrudescimento da repress\u00e3o, Virg\u00edlio aderiu \u00e0 luta armada em 1968 atrav\u00e9s da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN). Sob intensa persegui\u00e7\u00e3o policial, Ilda foi presa em um aparelho no litoral paulista junto com tr\u00eas de seus filhos no dia 30 de setembro de 1969. Virg\u00edlio, que havia sido detido na noite anterior, falecera sob tortura no mesmo dia. Nas depend\u00eancias do DOI-Codi\/SP, Ilda foi separada de seus filhos, que foram encaminhados ao Deops\/SP e, depois, ao Juizado de Menores, onde permaneceram presos por dois meses. Al\u00e9m do DOI-Codi\/SP, esteve presa no Deops\/SP e no Pres\u00eddio Tiradentes. Nove meses depois, foi solta sem qualquer registro de sua passagem pelos c\u00e1rceres. Em 1972, recome\u00e7ou sua vida ao lado dos filhos em Cuba, regressando ao Brasil somente em 1991. At\u00e9 hoje, os restos mortais de Virg\u00edlio Gomes da Silva \u2013 considerado o primeiro desaparecido pol\u00edtico da Ditadura Civil-Militar \u2013 permanecem desaparecidos. O \u00fanico laudo localizado sobre o paradeiro de Virg\u00edlio menciona apenas a informa\u00e7\u00e3o de morte presumida, sem maiores esclarecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lenira Machado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lenira Machado nasceu em 1940 em S\u00e3o Paulo (SP). Formada em Sociologia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), atuou junto ao movimento estudantil na d\u00e9cada de 1960 e, posteriormente, integrou-se como militante das Ligas Camponesas, desenvolvendo uma s\u00e9rie de trabalhos de base. Entre 1961 e 1964, se envolveu na organiza\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional das Ligas Camponesas no Sul do pa\u00eds. Tamb\u00e9m integrou a A\u00e7\u00e3o Popular (AP) e o Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores (PRT) durante a Ditadura Civil-Militar. Em fun\u00e7\u00e3o de seu envolvimento pol\u00edtico com a esquerda, foi presa em S\u00e3o Paulo pela primeira vez no ano de 1971 e pela segunda vez em 1974, cumprindo ao todo dois anos e oito meses de pris\u00e3o, com passagens pelo DOI-Codi\/SP, Deops\/SP e Pres\u00eddio Tiradentes. Ap\u00f3s o per\u00edodo, integrou-se ao Movimento Feminino pela Anistia, respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do jornal Maria Quit\u00e9ria, lan\u00e7ado em 1978, marcando mais um importante epis\u00f3dio de sua incessante milit\u00e2ncia pol\u00edtica. Lenira faleceu em mar\u00e7o de 2023.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Marcinha do Corintho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Marcinha do Corintho, travesti transformista, nasceu em Belo Horizonte (MG) em 1967 e mudou-se para S\u00e3o Paulo aos tr\u00eas anos de idade para morar com a av\u00f3, ap\u00f3s a morte da m\u00e3e. Aos 14 anos iniciou o processo de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e, aos 16 anos, come\u00e7ou a trabalhar na boate Nostro Mondo, na capital paulista. Logo cedo teve contato com outras travestis importantes na hist\u00f3ria da cultura noturna de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m de Condessa M\u00f4nica, Marcinha conviveu com Andrea de Mayo, Rog\u00e9ria e Cristina Ortiz Rodr\u00edguez. Aos 16 anos, teve sua primeira experi\u00eancia na Europa ao viajar para Madrid, onde permaneceu por cerca de 20 dias, at\u00e9 ser deportada de volta ao Brasil. Em sua volta, exerceu diferentes trabalhos como transformista, incluindo produ\u00e7\u00f5es de visibilidade nacional como o Programa do Silvio Santos, Clube do Bolinha e Show de Calouros. Conta que durante a Ditadura Civil-Militar do Brasil, por volta da d\u00e9cada de 1980, as travestis j\u00e1 eram amplamente estigmatizadas e perseguidas, tendo a pol\u00edcia como a principal inimiga, com especial destaque para o delegado de Pol\u00edcia Civil, Jos\u00e9 Wilson Richetti. Devido \u00e0 viol\u00eancia, retornou \u00e0 Europa, onde viveu por 30 anos. Atualmente, de volta ao pa\u00eds, continua a se apresentar em espet\u00e1culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Margarida Maria do Amaral Lopes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Margarida Maria do Amaral Lopes, mais conhecida por Guida, nasceu em 1951 na capital paulista. Por influ\u00eancia de seu pai, cresceu envolvida pela ideologia comunista e, antes de completar 18 anos de idade, ingressou como militante da Ala Vermelha, onde logo foi viver em um aparelho da organiza\u00e7\u00e3o juntamente com outros companheiros. Na manh\u00e3 do dia 31 de agosto de 1969, o aparelho foi cercado pela pol\u00edcia pol\u00edtica, que acabou prendendo Guida e seu companheiro de milit\u00e2ncia e namorado \u00e0 \u00e9poca, Vicente Gomes Roig. Juntos foram levados para o Quartel General do II Ex\u00e9rcito onde enfrentaram os primeiros interrogat\u00f3rios pautados por tortura. Em seguida, foram transferidos para o Deops\/SP, recebendo tratamento semelhante. Guida permaneceu ali por aproximadamente dois meses, at\u00e9 ser transferida para o Pres\u00eddio Tiradentes, somando seis meses de deten\u00e7\u00e3o. Logo ap\u00f3s a soltura, seguiu para o ex\u00edlio na Fran\u00e7a onde j\u00e1 vivia sua irm\u00e3, tamb\u00e9m perseguida pol\u00edtica. Ao longo dos quase nove anos em que viveu no pa\u00eds europeu, trabalhou, estudou e envolveu-se com outros exilados pol\u00edticos atrav\u00e9s do Comit\u00ea Brasileiro pela Anistia e assim, seguiu apoiando a luta de resist\u00eancia do Brasil. Atualmente, Guida trabalha como mediadora de conflitos e colabora com o movimento feminista em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Am\u00e9lia de Almeida Teles<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Am\u00e9lia de Almeida Teles, mais conhecida como Amelinha, nasceu em 1944 em Contagem (MG). Sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica teve in\u00edcio em 1960, quando ainda muito jovem, aderiu ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) por influ\u00eancia de seu pai. Ao lado de Crim\u00e9ia, sua irm\u00e3 mais jovem, foi presa em 1964 logo ap\u00f3s o golpe no Quartel do Barro Preto na capital mineira, onde permaneceram detidas por duas noites acusadas de subvers\u00e3o. Em 1968, com o racha interno do PCB, as irm\u00e3s, vivendo em situa\u00e7\u00e3o de clandestinidade desde 1965, decidiram aderir ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), convictas da necessidade da luta armada diante da dada conjuntura pol\u00edtica. Amelinha, ent\u00e3o casada com o militante C\u00e9sar Teles, passou a atuar junto \u00e0 imprensa do partido. Em sua segunda pris\u00e3o, ocorrida em 1972, Amelinha, C\u00e9sar e Carlos Nicolau Danielli, companheiro de milit\u00e2ncia do casal, foram capturados pela equipe da Opera\u00e7\u00e3o Bandeirantes (OBAN). Em sua trajet\u00f3ria carcer\u00e1ria, passou pelo DOI-Codi\/SP, Deops\/SP, Pres\u00eddio do Hip\u00f3dromo e por fim, pela Casa do Egresso, somando aproximadamente dez meses de reclus\u00e3o. Ap\u00f3s a soltura, deu continuidade \u00e0 milit\u00e2ncia pol\u00edtica, que tem entre suas principais bandeiras o movimento feminista e a busca pelos mortos e desaparecidos pol\u00edticos, sendo assessora da Comiss\u00e3o da Verdade do Estado de S\u00e3o Paulo Rubens Paiva e da Comiss\u00e3o da Mem\u00f3ria e da Verdade da Prefeitura de S\u00e3o Paulo (CMV). Atualmente, \u00e9 diretora da Uni\u00e3o de Mulheres de S\u00e3o Paulo, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares e integrante da Comiss\u00e3o de Familiares de Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Aparecida dos Santos (Iy\u00e1 Cida)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Aparecida dos Santos, Iy\u00e1 Cida, nasceu na cidade de S\u00e3o Paulo (SP) em 1951, tendo vivenciado o Golpe de 1964 aos 13 anos de idade. Ela conta que durante boa parte da vida estudou em escolas cat\u00f3licas apost\u00f3licas romanas, vivendo a ambiguidade das pr\u00e1ticas cat\u00f3licas durante o dia, e \u00e0 noite, batendo tambor com a m\u00e3e, figura fundamental em sua forma\u00e7\u00e3o espiritual. Durante a Ditadura Civil-Militar e os mecanismos de vig\u00eancia da censura, relata que, por volta dos 16 anos, marcava encontros com seus primos e primas na Igreja do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos para, ap\u00f3s as celebra\u00e7\u00f5es religiosas, dirigirem-se aos fundos do estabelecimento e terem momentos de conversa sobre posicionamentos pol\u00edticos. Ainda na juventude trabalhou na educa\u00e7\u00e3o de base do Partido dos Trabalhadores (PT), citando o Largo 13 de Maio como uma importante refer\u00eancia para encontrar pessoas discordantes do regime vigente. Em sua trajet\u00f3ria, relembra como se tornou Iy\u00e1 no Candombl\u00e9, considerando que, ao se falar de religiosidades de matriz africana, inevitavelmente se aborda linhagens femininas que sustentam as pr\u00e1ticas religiosas, mesmo que, ao longo do tempo, as forma\u00e7\u00f5es culturais da sociedade sobre as quest\u00f5es de g\u00eanero tenham acarretado maior destaque aos Babalorix\u00e1s (pais de santo) em detrimento das Iy\u00e1s (m\u00e3es de santo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, de apelido Dodora, nasceu em 1940 em Belo Horizonte (BH). Desde o ensino secundarista, Dodora atuou como militante. Inicialmente, integrou a A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica (AC) e, em meados de 1962, aderiu \u00e0 A\u00e7\u00e3o Popular (AP). Formou-se em Psicologia em 1963, mesmo ano em que se casou com Aldo Arantes, mudando-se para Bras\u00edlia. Com a deflagra\u00e7\u00e3o do Golpe de 1964, o casal, que j\u00e1 era visado politicamente, exilou-se no Uruguai at\u00e9 meados de 1966. Em 1968, Dodora, por des\u00edgnio da AP, mudou-se com Aldo e seus dois filhos pequenos para a cidade de Pariconha, no sert\u00e3o de Alagoas, para cumprir uma frente de trabalho com encaminhamentos pol\u00edticos junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local. No final de 1968 foi presa e, ao longo de seis meses, passou por diversos c\u00e1rceres no Estado de Alagoas, sempre acompanhada dos filhos, mantidos sem registro pelo regime. \u00c9 mestre em Psicologia Cl\u00ednica e doutora em Ci\u00eancias Sociais pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP). Integrou a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia (CFP) entre 2011 e 2013 e o Departamento de Psican\u00e1lise do Instituto Sedes Sapientiae.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Jos\u00e9 Soares<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria Jos\u00e9 Soares nasceu na cidade de Paulista (PE) em 15 de fevereiro de 1945. Em 1961, mudou-se para a capital paulista, onde iniciou seus estudos religiosos. Em 1969, retornou a Pernambuco e ingressou como oper\u00e1ria na General Electric do Nordeste. Nesse mesmo per\u00edodo, envolveu-se com o Movimento de Evangeliza\u00e7\u00e3o liderado por Dom H\u00e9lder C\u00e2mara e com a Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica (JOC). Em 1972, ap\u00f3s a pris\u00e3o de alguns companheiros da f\u00e1brica, Maria Jos\u00e9 passou a sofrer persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o que resultou em sua demiss\u00e3o. Em 1973, regressou a S\u00e3o Paulo e, atuando como metal\u00fargica na Philco, envolveu-se com as lutas oper\u00e1rias em curso, ao lado dos militantes da Oposi\u00e7\u00e3o Sindical Metal\u00fargica de S\u00e3o Paulo (OSM-SP) e da Pastoral Oper\u00e1ria (PO). Em 1978, liderou uma greve de ocupa\u00e7\u00e3o na Philco que trouxe importantes vit\u00f3rias, mas acarretou nova demiss\u00e3o. Apesar dos efeitos sofridos, permaneceu na milit\u00e2ncia pelos direitos trabalhistas intervindo, sobretudo, na regi\u00e3o do Tatuap\u00e9, na Zona Leste. Como consequ\u00eancia, foi detida em duas ocasi\u00f5es, tendo sido levada ao Deops\/SP e liberada em seguida. Ao longo da d\u00e9cada de 1980, Maria Jos\u00e9 deu continuidade \u00e0 milit\u00e2ncia sindical como metal\u00fargica. Na d\u00e9cada seguinte, devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o de oportunidades na \u00e1rea, passou a atuar como agente administrativa de sa\u00fade na Prefeitura de S\u00e3o Paulo, of\u00edcio pelo qual se aposentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Marisa Fernandes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Marisa Fernandes nasceu em 1953 no munic\u00edpio de Santo Andr\u00e9 (SP). Formou-se em Hist\u00f3ria pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e atuou nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e direitos humanos, atuando no Conselho Estadual da Condi\u00e7\u00e3o Feminina, da Secretaria de Sa\u00fade e da Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho. Foi tamb\u00e9m ouvidora do sistema penitenci\u00e1rio paulista durante oito anos, fun\u00e7\u00e3o que exerceu at\u00e9 se aposentar. Sua trajet\u00f3ria de milit\u00e2ncia pol\u00edtica, inicialmente desenvolvida no movimento estudantil, aprofundou-se a partir de 1978, ano em que se aproximou do Grupo SOMOS de Afirma\u00e7\u00e3o Homossexual ao lado de outras mulheres l\u00e9sbicas. Em considera\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas particulares da luta das mulheres dentro do Grupo, criou-se a Fac\u00e7\u00e3o L\u00e9sbico Feminista (LF) que, ap\u00f3s um racha interna, passou a denominar-se Grupo de A\u00e7\u00e3o L\u00e9sbico Feminista (GALF). Como militante desses grupos organizados, Marisa protagonizou diversas a\u00e7\u00f5es e colaborou diretamente com a luta contra o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o e pela visibilidade l\u00e9sbica e feminista em tempos de ditadura, perpetuando sua milit\u00e2ncia tamb\u00e9m ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nair Benedicto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nair Benedicto nasceu em 1940 em S\u00e3o Paulo (SP). Formou-se pela Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (ECA-USP) em 1972, ano em que iniciou sua carreira como fot\u00f3grafa profissional. Antes disso, por\u00e9m, foi presa pela Ditadura Civil-Militar em decorr\u00eancia de sua milit\u00e2ncia pol\u00edtica junto \u00e0 A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN). Ap\u00f3s sair da pris\u00e3o, Nair assumiu uma produ\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica engajada com a quest\u00e3o da justi\u00e7a social e fortemente marcada por temas populares e pol\u00edticos. Em sua obra, Nair registra o cotidiano e a realidade das classes minorit\u00e1rias, a condi\u00e7\u00e3o das mulheres e das crian\u00e7as, alguns movimentos sociais e populares e eventos hist\u00f3ricos que fazem parte da hist\u00f3ria da classe trabalhadora nos s\u00e9culos XX e XXI. No in\u00edcio dos anos 1980 fundou, ao lado de outros fot\u00f3grafos, a Ag\u00eancia F4, precursora na \u00e1rea da fotodocumenta\u00e7\u00e3o no Brasil. Participou da produ\u00e7\u00e3o de in\u00fameros livros, entre eles A Greve do ABC e A quest\u00e3o do Menor e de audiovisuais sobre sexualidade, viol\u00eancia contra a mulher, os grandes projetos desenvolvimentistas na Amaz\u00f4nia e os povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neon Cunha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neon Cunha nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1970, mudando-se para S\u00e3o Paulo logo ap\u00f3s seu nascimento, junto com seus familiares. Em suas mem\u00f3rias, revela a constitui\u00e7\u00e3o da vida privada durante a Ditadura Civil-Militar, a partir da intersec\u00e7\u00e3o de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero. Em sua narrativa, Neon aborda a import\u00e2ncia de perceber que os movimentos ditatoriais n\u00e3o foram unicamente uma imposi\u00e7\u00e3o militar, mas que as pr\u00e1ticas culturais conservadoras legitimavam a configura\u00e7\u00e3o institucional da \u00e9poca. Em seus locais de mem\u00f3ria, ressalta a import\u00e2ncia do candombl\u00e9 para permanecer viva e da resist\u00eancia LGBT+ na cidade de S\u00e3o Paulo, considerando como se constitu\u00edam as redes de resist\u00eancia, mesmo diante das batidas policiais. Trabalhando em S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), conta da proximidade com as pautas de esquerda e da afei\u00e7\u00e3o que tinha pelo pol\u00edtico Leonel Brizola, bem como o fato de que a ditadura brasileira n\u00e3o acabou em 1985 para quem \u00e9 pobre, preto e trans, considerando as emerg\u00eancias conservadoras da atualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neusa Maria Pereira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neusa Maria Pereira nasceu no dia 24 de agosto de 1955 em S\u00e3o Paulo (SP). Concluiu o Ensino M\u00e9dio no Col\u00e9gio Presbiteriano Mackenzie e formou-se em Jornalismo pela Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero. Al\u00e9m da experi\u00eancia como rep\u00f3rter e revisora em jornais da grande imprensa, trabalhou como redatora no jornal Versus. Importante representante da imprensa alternativa, o Versus existiu de 1975 a 1979, durante a Ditadura Civil-Militar. A contrata\u00e7\u00e3o de Neusa pelo jornal se deu a partir da publica\u00e7\u00e3o de um artigo por ela escrito, intitulado \u201cEm defesa da dignidade das mulheres negras em uma sociedade racista\u201d. A partir da\u00ed, passou a desenvolver periodicamente o suplemento chamado Afro Latino Am\u00e9rica, que contava tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de outros colaboradores. Inserida, definitivamente, no \u00e2mbito da milit\u00e2ncia do movimento negro, Neusa participou da funda\u00e7\u00e3o de um grupo de mulheres negras chamado F\u00e9 Cega, Faca Amolada. Ao lado de outros grupos engajados na mesma causa, Neusa e suas companheiras participaram da organiza\u00e7\u00e3o e da realiza\u00e7\u00e3o do ato p\u00fablico realizado nas escadarias do Theatro Municipal em 1978, que marcou a funda\u00e7\u00e3o do Movimento Negro Unificado (MNU). Fundou sua pr\u00f3pria editora, a Abayomi Comunica\u00e7\u00e3o, que produz o jornal Escrita Feminina, cuja primeira publica\u00e7\u00e3o ocorreu em 2013, e foi distribu\u00edda para mulheres da periferia de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Rita Sipahi<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Rita Maria de Miranda Sipahi nasceu em 1938 em Fortaleza (CE), onde iniciou sua gradua\u00e7\u00e3o em Direito concluindo-a em Recife (PE), em 1964. Ingressou na milit\u00e2ncia em 1962, atrav\u00e9s da Juventude Universit\u00e1ria Cat\u00f3lica (JUC) e da rec\u00e9m-criada A\u00e7\u00e3o Popular (AP), ambas ligadas ao movimento estudantil. Devido \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sofrida por Rita e seu ent\u00e3o marido, Ant\u00f4nio Othon Pires, foram obrigados a se mudar de cidade algumas vezes, passando por Recife, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. Rita foi presa em 1971 pela OBAN no Rio de Janeiro, onde vivia com seus dois filhos pequenos. Foi ent\u00e3o transferida para S\u00e3o Paulo, onde cumpriu pena por quase um ano, passando pelo DOI-Codi\/SP, Deops\/SP e Pres\u00eddio Tiradentes, onde viveu por onze meses. No local, conheceu seu companheiro Al\u00edpio Freire, tamb\u00e9m ex-preso pol\u00edtico. Atualmente, \u00e9 conselheira da Comiss\u00e3o da Anistia, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Rosemeire Nogueira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Rosemeire Nogueira nasceu em 1946 em Jacare\u00ed (SP). Formada em jornalismo, trabalhou como rep\u00f3rter do Jornal da Tarde na capital paulista. Paralelo \u00e0 profiss\u00e3o, em luta contra a Ditadura Civil-Militar, prestava apoio log\u00edstico \u00e0 A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN), organiza\u00e7\u00e3o a qual tamb\u00e9m pertencia seu ent\u00e3o marido, Lu\u00eds Roberto Clauset. Rose foi presa no dia 4 de novembro de 1969, data em que foi assassinado o l\u00edder revolucion\u00e1rio Carlos Marighella. Rose teve sua casa invadida pelo Esquadr\u00e3o da Morte, organiza\u00e7\u00e3o paramilitar liderada pelo delegado S\u00e9rgio Paranhos Fleury. Sua captura aconteceu apenas um m\u00eas ap\u00f3s ter dado \u00e0 luz a seu filho, enquanto ainda se recuperava de complica\u00e7\u00f5es decorrentes do parto. Trazida diretamente ao Deops\/SP, permaneceu presa por quase dois meses, enfrentando a tortura e a precariedade de higiene e alimenta\u00e7\u00e3o. Concluiu sua pena no Pres\u00eddio Tiradentes, totalizando nove meses de encarceramento. Entre 2006 e 2009, presidiu o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe-SP) e, em 2011, recebeu o t\u00edtulo de Cidad\u00e3 Paulistana. \u00c9 presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sofia Dias Batista<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sofia Dias Batista nasceu na cidade de Apia\u00ed (SP) em 1951. Nascida no seio de uma fam\u00edlia cat\u00f3lica, tornou-se catequista em 1964, influenciada pelo pensamento das C\u00f4negas de Santo Agostinho, que contribu\u00edram para sua forma\u00e7\u00e3o religiosa e pol\u00edtica. Em 1970, ao mudar-se para a capital paulista, ingressou na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e, ap\u00f3s se formar, atuou por alguns anos como professora no Vale do Ribeira. Em 1977, mudou de \u00e1rea ao ser contratada como oper\u00e1ria da linha de montagem da Philco, \u00e0 \u00e9poca instalada na Zona Leste de S\u00e3o Paulo. Neste contexto, aproximou-se da Pastoral Oper\u00e1ria e das Comunidades Eclesiais de Base, que colaboravam com o movimento oper\u00e1rio fazendo frente \u00e0 repress\u00e3o imposta pela Ditadura Civil-Militar. Neste processo, Sofia ingressou como membro da Oposi\u00e7\u00e3o Sindical Metal\u00fargica de S\u00e3o Paulo (OSM-SP), aprofundando sua pr\u00e1tica de milit\u00e2ncia. Em 1978, atuou como uma das lideran\u00e7as respons\u00e1veis pelo planejamento e execu\u00e7\u00e3o da primeira greve da Philco, que paralisou mais de oito mil trabalhadores em reivindica\u00e7\u00e3o por melhorias nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em 1979, j\u00e1 demitida da empresa por agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, Sofia colaborou para a deflagra\u00e7\u00e3o da segunda greve da Philco, realizada para exigir ajustes salariais. Em decorr\u00eancia de sua milit\u00e2ncia, foi perseguida pelo Deops\/SP, sendo detida nas duas greves que participou. Atualmente est\u00e1 engajada no Projeto Mem\u00f3ria da Oposi\u00e7\u00e3o Sindical Metal\u00fargica e participa como membro do F\u00f3rum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Pol\u00edticos do Estado de S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m colaborou no Grupo de Trabalho formado pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, sobre Ditadura e Repress\u00e3o aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tha\u00eds de Azevedo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tha\u00eds de Azevedo nasceu em 1949, na cidade de V\u00e1rzea da Palma (MG). Ainda aos 13 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro para continuar os estudos. Na cidade do Rio de Janeiro e em Niter\u00f3i teve a possibilidade de viver a descoberta de seu g\u00eanero e sexualidade. Viu de perto, entretanto, os processos de repress\u00e3o da Ditadura Civil-Militar diante das dissid\u00eancias relacionadas a essas quest\u00f5es. Ela conta sobre as frequentes pris\u00f5es realizadas pelos militares contra pr\u00e9-adolescentes e jovens adolescentes, destacando os abusos sexuais exercidos pelos policiais na delegacia. Aproximadamente dez anos depois, mudou-se do Rio de Janeiro para a cidade de S\u00e3o Paulo trabalhando como modelo no Shopping Center Ibirapuera. Conta que, por sua apar\u00eancia feminina, subverteu espa\u00e7os conservadores que por muito tempo n\u00e3o desconfiaram de sua transgeneridade. Passou anos em tr\u00e2nsitos provis\u00f3rios entre Roma, Paris, e S\u00e3o Paulo, at\u00e9 assentar-se de vez nesta \u00faltima cidade em 1997. Na d\u00e9cada de 1980, viveu e lutou ativamente contra a epidemia de HIV-Aids, desenvolvendo trabalhos para Brenda Lee. Nesse contexto, enfrentou tamb\u00e9m momentos de intensa repress\u00e3o pol\u00edtica, que se conectavam \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o contra as pessoas LGBT+ durante a Ditadura Militar, \u00e0 aus\u00eancia de tratamentos antirretrovirais eficazes, \u00e0 normatividade que limitava as express\u00f5es de g\u00eanero e sexualidade, deslegitimando as travestis em suas pr\u00e1ticas pol\u00edticas, e \u00e0 dificuldade de falar abertamente sobre HIV-Aids em meio ao conservadorismo social e \u00e0 repress\u00e3o pol\u00edtica. Faleceu em 2024, em S\u00e3o Paulo, deixando um legado de luta pela dignidade e visibilidade trans no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A Galeria da Liberdade abre a mostra \u201cMulheres em Luta! Arquivos de mem\u00f3ria pol\u00edtica\u201d no dia 12 de setembro, \u00e0s 16h. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma itiner\u00e2ncia do Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo. 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