{"id":23898,"date":"2022-12-16T11:21:44","date_gmt":"2022-12-16T14:21:44","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/?p=23898"},"modified":"2022-12-16T14:02:05","modified_gmt":"2022-12-16T17:02:05","slug":"secult-ceara-realiza-diplomacao-dos-novos-tesouros-vivos-da-cultura-do-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/2022\/12\/16\/secult-ceara-realiza-diplomacao-dos-novos-tesouros-vivos-da-cultura-do-ceara\/","title":{"rendered":"Secult Cear\u00e1 realiza diploma\u00e7\u00e3o dos novos Tesouros Vivos da Cultura do Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_23925\" style=\"width: 809px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23925\" class=\"wp-image-23925 size-full\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2022\/12\/Foto-thiago-nozi.jpg\" alt=\"\" width=\"799\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2022\/12\/Foto-thiago-nozi.jpg 799w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2022\/12\/Foto-thiago-nozi-600x400.jpg 600w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2022\/12\/Foto-thiago-nozi-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 799px) 100vw, 799px\" \/><p id=\"caption-attachment-23925\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Thiago Nozi<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\"><em><span style=\"font-weight: 400\">A solenidade vai consolidar a amplia\u00e7\u00e3o de 80 para 100 do n\u00famero de Mestres e Mestras da Cultura. Com a presen\u00e7a da governadora, Izolda Cela, e do secret\u00e1rio da Cultura, Fabiano Pi\u00faba, ser\u00e3o diplomados os novos Tesouros Vivos da Cultura, sendo 25 pessoas naturais, dois grupos e uma coletividade; cerim\u00f4nia ser\u00e1 realizada no Centro Cultural Cariri, equipamento da Rede P\u00fablica de Equipamentos Culturais do Cear\u00e1<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A Secretaria da Cultura do Estado do Cear\u00e1 (Secult Cear\u00e1) vai diplomar, na pr\u00f3xima segunda-feira (19), os novos Mestres e Mestras da Cultura do Cear\u00e1, selecionados por meio do XII Edital dos \u201cTesouros Vivos da Cultura\u201d do Estado do Cear\u00e1. S\u00e3o ao todo 25 pessoas naturais, dois grupos e uma coletividade que receber\u00e3o a titula\u00e7\u00e3o, com o objetivo de preservar a mem\u00f3ria cultural e garantir a transmiss\u00e3o de seus saberes e fazeres art\u00edsticos e culturais. O evento ser\u00e1 a partir das 16h, no Centro Cultural do Cariri S\u00e9rvulo Esmeraldo, espa\u00e7o que integra a Rede P\u00fablica de Equipamentos Culturais da Secult Cear\u00e1, com gest\u00e3o em parceria com o Instituto Mirante. A solenidade vai contar com a presen\u00e7a do secret\u00e1rio da Cultura do Cear\u00e1, Fabiano Pi\u00faba, e da governadora, Izolda Cela, al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o cultural. A solenidade vai consolidar a amplia\u00e7\u00e3o de 80 para 100 do n\u00famero de Mestres e Mestras da Cultura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Os Mestres e Mestras da Cultura s\u00e3o reconhecidos como difusores de tradi\u00e7\u00f5es, da hist\u00f3ria e da identidade, atuando no repasse de seus saberes e experi\u00eancias \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. Selecionados pela Coordenadoria de Patrim\u00f4nio Cultural e Mem\u00f3ria da Secult Cear\u00e1, ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o de propostas pela sociedade civil, os Mestres e Mestras passam a contar com reconhecimento institucional e recebem um subs\u00eddio no valor de um sal\u00e1rio m\u00ednimo mensal, como aux\u00edlio para a manuten\u00e7\u00e3o de suas atividades e para a transmiss\u00e3o de seus saberes e fazeres.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O programa Mestres da Cultura se tornou um referencial do Cear\u00e1 para o Brasil, recebendo, \u00e0 \u00e9poca de sua cria\u00e7\u00e3o, pr\u00eamio do Minist\u00e9rio da Cultura pela qualidade e pelos efeitos da iniciativa.\u00a0<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><b>Amplia\u00e7\u00e3o dos Mestres e Mestras da Cultura do Cear\u00e1<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A solenidade vai consolidar a amplia\u00e7\u00e3o de 80 para 100 do n\u00famero de Mestres e Mestras da Cultura, atrav\u00e9s de lei sancionada pela governadora Izolda Cela em uma solenidade realizada no dia 14 de junho de 2022, na Vila da M\u00fasica Monsenhor \u00c1gio Augusto Moreira, equipamento da Rece, gerido em parceria com o Instituto Drag\u00e3o do Mar, na cidade do Crato. Essa a\u00e7\u00e3o contribui para o reconhecimento, a prote\u00e7\u00e3o e a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade dos conhecimentos, fazeres e express\u00f5es das culturas populares e tradicionais no Cear\u00e1.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O Registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular do Estado do Cear\u00e1 foi institu\u00eddo, no \u00e2mbito da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Estadual, em 2003, durante a gest\u00e3o da ent\u00e3o secret\u00e1ria da Cultura, Cl\u00e1udia Leit\u00e3o, do governo L\u00facio Alc\u00e2ntara. Em 2017, o ent\u00e3o governador Camilo Santana ampliou de 60 para 80 o n\u00famero de Tesouros Vivos do Cear\u00e1, alcan\u00e7ando uma meta do Plano Estadual da Cultura.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><b>Servi\u00e7o<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Solenidade de diploma\u00e7\u00e3o dos novos\u00a0 Mestres e Mestras da Cultura do Cear\u00e1<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Quando:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> segunda feira, dia 19 de dezembro<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Hor\u00e1rio: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">Apresenta\u00e7\u00e3o cultural \u00e0s 16h e cerim\u00f4nia de diploma\u00e7\u00e3o \u00e0s 17h<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>Onde:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> Centro Cultural do Cariri S\u00e9rvulo Esmeraldo, Av. Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes, 1, bairro Gis\u00e9lia Pinheiro, Crato-CE.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify\"><b>Confira a lista completa dos novos Mestres e Mestras da Cultura do Cear\u00e1<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>PESSOA NATURAL<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>1\u00ba Paj\u00e9 Barbosa Pitaguary<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Raimundo Carlos da Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Cultura Ind\u00edgena | Pacatuba<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nascido na Pacatuba (onde hoje \u00e9 territ\u00f3rio Pitaguary) em 1967, Paj\u00e9 Barbosa \u00e9 um dos seis filhos do casal Ant\u00f4nio Carlos da Silva e Maria Carlos da Silva. Nunca morou em outro munic\u00edpio, tendo sua fam\u00edlia morando na serra da Monguba e do Pitaguary, local onde ele viveu at\u00e9 recentemente. Desde pequeno estava muito ligado afetivamente \u00e0s suas duas av\u00f3s, Joana e Bela, as quais ele atribui a sua inicia\u00e7\u00e3o na arte de cura. Enquanto que sua av\u00f3 Bela era raizeira, a av\u00f3 Joana era parteira, curandeira e raizeira. Segundo Barbosa, \u201cfoi com elas que aprendi a cultura\u201d. Durante sua inf\u00e2ncia, Paj\u00e9 Barbosa convivia com uma rede de amigos e parentes de seus pais que recorrentemente se reuniam para conversar, contar hist\u00f3rias, cantar m\u00fasicas etc. Nesses c\u00edrculos de intera\u00e7\u00e3o tinham personagens como o tio Z\u00e9 Catingueira, tia Am\u00e9lia, tia Augusta, tia Maria Evaristo, av\u00f3 Joana, av\u00f3 Bela, seu pai, sua m\u00e3e, entre outros. Podemos destacar que a conviv\u00eancia de Barbosa com esses parentes faz ele atribuir um sentido ao lugar onde est\u00e3o habitando, ou seja, estrutura-se assim uma narrativa simb\u00f3lica e afetiva em torno daquele territ\u00f3rio. S\u00e3o os seus antepassados que moraram ali, s\u00e3o as tradi\u00e7\u00f5es da sua fam\u00edlia (e de um povo) que foram constru\u00eddas sob aquele espa\u00e7o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>2\u00ba Zilda Torres<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Zilda Maria Torres Guerreiro<\/strong><br \/>\n<strong>Teatro de Bonecos | Itapipoca<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Zilda Torres \u00e9 atriz-bonequeira desde 1980, al\u00e9m de ser produtora, facilitadora de oficina, artista, artes\u00e3 e pedagoga. No seu curr\u00edculo constam diversas atividades desenvolvidas, como diretora da Cia. Boca Rica e autora de v\u00e1rios espet\u00e1culos. Vale destacar que a mestra recebeu o pr\u00eamio de melhor interpreta\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o no Festival internacional de Teatro de Torun, na Pol\u00f4nia, em 2001. No in\u00edcio de sua carreira, a bonequeira se destacou pelo Cear\u00e1 organizando e executando o Fest\u00e3o da Crian\u00e7a, um projeto cultural que desenvolvia artes pl\u00e1sticas, teatro de bonecos, atividades recreativas e circenses, atuando, por vezes, como palha\u00e7a nesses eventos. Nesse mesmo per\u00edodo, desenvolveu atividades de docente, dando cursos de teatro de bonecos e terapia com bonecos, participou de semin\u00e1rios de Mamulengueiros, al\u00e9m de criar e executar o projeto \u201cTeatro de Bonecos para cegos\u201d, popularizando esse fazer e levando inclus\u00e3o para pessoas com defici\u00eancia visual. Atualmente, a bonequeira continua seu trabalho com o Teatro de Bonecos e por onde passa leva alegria e entretenimento para todas as faixas et\u00e1rias de p\u00fablicos, garantindo a continuidade desta tradi\u00e7\u00e3o e repassando seus conhecimentos adquiridos ao longo desses mais de 40 anos atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es formativas.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>3\u00ba P\u00e1dua de Queiroz<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ant\u00f4nio de P\u00e1dua Borges de Queir\u00f3z<\/strong><br \/>\n<strong>Literatura de Cordel | Baturit\u00e9<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">P\u00e1dua de Queiroz \u00e9 poeta, cordelista, cantor, compositor, ilustrador e comunicador de r\u00e1dio. Nasceu em Baturit\u00e9 &#8211; CE, no ano de 1971. O poeta iniciou sua trajet\u00f3ria no Cordel em 1986, sob influ\u00eancia de seu Mentor Eunifran Xavier e pelo professor de educa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, o poeta Ilton Lopes. A partir da\u00ed, P\u00e1dua toma gosto pela literatura sobre as coisas do sert\u00e3o e dedica-se \u00e0 m\u00fasica nordestina e \u00e0 literatura de cordel. Desde crian\u00e7a exercita sua voca\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, mas s\u00f3 come\u00e7ou a publicar seus folhetos em 1986. Ap\u00f3s ter acesso a um vasto material sobre o canga\u00e7o, foi despertado o interesse em mostrar um Lampi\u00e3o verdadeiro e bem diferente do que \u00e9 mostrado por cordelistas, o que culminou com a publica\u00e7\u00e3o de seu primeiro Cordel, o cl\u00e1ssico \u201cQuem acendeu Lampi\u00e3o?\u201d, obra que traz um estudo s\u00f3cio-pol\u00edtico do Nordeste brasileiro na \u00e9poca do canga\u00e7o. O autor possui vasta produ\u00e7\u00e3o no campo de Literatura de Cordel, \u00e1rea que mais cultiva e que mais ama. Em 1990 juntamente com o poeta prolet\u00e1rio Iton Lopes, inicia o projeto O CORDEL NA ESCOLA, que utiliza a poesia popular na sala de aula como ferramenta de resgate da mem\u00f3ria hist\u00f3rica cultural nordestina.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>4\u00ba Lourdes do Coco<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Maria de Lourdes Ferreira Alves<\/strong><br \/>\n<strong>Dan\u00e7a do Coco, Maneiro-pau | Solon\u00f3pole<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nascida em 21955, Lourdes Coco, desde sua inf\u00e2ncia, juntamente com seus irm\u00e3os, presenciava e acompanhava seus pais nas representa\u00e7\u00f5es tradicionais, sendo mais caracter\u00edsticas as dan\u00e7as do Maneiro-Pau, Dan\u00e7a do Coco, Caretas, Marru\u00e1 Velho e os C\u00e2nticos dos Benditos do m\u00eas de Maria no livrinho antigo da av\u00f3. Lourdes tira \u00e0 risca a celebra\u00e7\u00e3o das 31 noites de novenas, seguindo a mesma tradi\u00e7\u00e3o da m\u00e3e nos tempos de Padre C\u00edcero, inclusive com c\u00e2nticos em Latim no modus sertanejo. Tais manifesta\u00e7\u00f5es seguem vivas at\u00e9 hoje na lembran\u00e7a, mem\u00f3ria e na vida de Lourdes Coco e de seus filhos e netos. Atualmente \u00e9 casada e teve 8 filhos, sobrevivendo 6, al\u00e9m de 10 netos da prole. Desde cedo as crian\u00e7as seguem a tradi\u00e7\u00e3o cultural da av\u00f3. Nos primeiros passos da crian\u00e7a, dona Lourdes Coco j\u00e1 inicia seus netos nas Dan\u00e7as do Coco e Maneiro-pau, passando a dan\u00e7a de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o na comunidade e apresentando-se em pra\u00e7as e espa\u00e7os p\u00fablicos de toda a regi\u00e3o como maneira de garantir que esses bens culturais de natureza imaterial sejam difundidos e continuados.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>5\u00ba Josenir Lacerda<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Josenir Alves de Lacerda<\/strong><br \/>\n<strong>Literatura de Cordel | Crato<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Josenir Lacerda nasceu em Crato-CE, em 1953. Artes\u00e3 e poetisa desde menina, sempre ouvia dos seus pais e av\u00f3s as hist\u00f3rias contadas na meninice e cresceu com a facilidade e o dom de poetizar. Admiradora da obra liter\u00e1ria do grande poeta da Serra de Santana, Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves da Silva, Patativa do Assar\u00e9, \u00e9 titular da cadeira N\u00ba 03 e co-fundadora da Academia dos Cordelistas do Crato-ACC, onde possui um acervo prol\u00edfico de cord\u00e9is conhecidos nacionalmente. Tamb\u00e9m faz parte da Academia Brasileira de Literatura de Cordel-ABLC, com sede no Rio de Janeiro, ocupando a cadeira de No. 37 e \u00e9 membro do Instituto Cultural do Cariri \u2013 ICC. A diversidade sempre presente nas suas obras mostra a facilidade de criar e um modo especial de ver as coisas. Certa vez, a prop\u00f3sito de um convite para ministrar aula de escrita po\u00e9tica em ambiente escolar, Josenir explicou que n\u00e3o se sentia habilitada para exercer essa fun\u00e7\u00e3o; diferente do rigor da an\u00e1lise da m\u00e9trica dos versos caracter\u00edstico da poesia acad\u00eamica, comentou que suas obras nascem da harmonia entre intui\u00e7\u00e3o, sentimento e \u201couvido\u201d, li\u00e7\u00e3o que recebera muitos anos atr\u00e1s do pr\u00f3prio Patativa, quando este observara que ela possu\u00eda um ouvido apurado para a nossa poesia popular.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>6\u00ba Mestra Carla Mara<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Carla Mara Henrique Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Capoeira | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mestra Carla \u00e9 mulher capoeirista h\u00e1 38 anos, lideran\u00e7a umbandista e educadora pertencente \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Zumbi Capoeira, localizada no bairro do Grande Bom Jardim, em Fortaleza. Iniciou na capoeira nos anos 80, no clube Tiradentes, sendo uma das poucas mulheres praticantes entre os grupos de capoeira em Fortaleza. A capoeira \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural afro brasileira, express\u00e3o de matriz africana e movimento de resist\u00eancia contra a escravid\u00e3o dos povos negros, reconhecida como patrim\u00f4nio imaterial cultural no Brasil. Se constitui historicamente como uma manifesta\u00e7\u00e3o predominantemente masculina. Nessa trajet\u00f3ria, a mestra Carla se inseriu, rompeu paradigmas e estere\u00f3tipos, contribuindo para o fortalecimento da g\u00eanese da capoeira como uma manifesta\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia e luta contra as opress\u00f5es. Ao longo dos anos, Mestra Carla se tornou uma refer\u00eancia feminina na capoeira, n\u00e3o apenas no estado do Cear\u00e1, mas tamb\u00e9m no Brasil e no mundo. Enquanto mulher capoeirista e coordenadora dos coletivos feminino e LGBTQIA+, Mestra Carla atua a partir da periferia de Fortaleza, no Grande Bom Jardim, um dos mais populosos e de baixo \u00edndice de desenvolvimento humano.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>7\u00ba Mestre C\u00edcero<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>C\u00edcero Ribeiro de Menezes<\/strong><br \/>\n<strong>Banda Caba\u00e7al | Miss\u00e3o Velha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Filho de Jos\u00e9 Ribeiro de Menezes e de Nat\u00e1lia Maria de Menezes, Mestre C\u00edcero nasceu no em 1967, no munic\u00edpio de Miss\u00e3o Velha. Aprendeu a tocar na banda de p\u00edfano com seu pai, aos 8 anos de idade. Com a morte de seu pai, ficou respons\u00e1vel pelo repasse dos seus saberes e h\u00e1 40 anos comanda a Banda Caba\u00e7al S\u00e3o Jos\u00e9 de Miss\u00e3o Velha \u2013 CE, que possui 189 anos de exist\u00eancia na fam\u00edlia, sendo fundada oficialmente em 1934 e composta por m\u00fasicos da fam\u00edlia e outros moradores do munic\u00edpio de Miss\u00e3o Velha, atuando em festejos religiosos, eventos culturais na regi\u00e3o do Cariri e outros estados.Mestre C\u00edcero \u00e9 reconhecido pelo seu vasto conhecimento do repert\u00f3rio das bandas caba\u00e7ais e por ser um ex\u00edmio pifeiro, al\u00e9m de ser construtor de instrumentos \u00e0 moda antiga. Sem utilizar ferramentas modernas, ele constr\u00f3i bel\u00edssimas zabumbas com troncos de \u00e1rvores e \u00e9 um ex\u00edmio dan\u00e7arino e profundo conhecedor das artes das bandas caba\u00e7ais, que n\u00e3o se limita apenas \u00e0 m\u00fasica, mas \u00e9 de fato um espet\u00e1culo de dan\u00e7a, teatro, m\u00fasica e artesania.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>8\u00ba Ana da Rabeca<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ana Soares de S\u00e1 Oliveira<\/strong><br \/>\n<strong>Rabequeira | Umari<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nascida em 1947, na cidade de Umari, Ana da Rabeca \u00e9 rabequeira e toca o instrumento de ouvido desde os 15 anos de idade. Mulher discreta, sem maquiagem e com cabelos brancos que ressaltam a passagem do tempo, a rabequeira aprendeu a tocar Rabeca com seu pai, utilizando o instrumento que era dele. O apego a esse instrumento repassado por seu pai \u00e9 tanto, que a mestra ainda participa de apresenta\u00e7\u00f5es o utilizando. A rabequeira se apresenta em escolas, festas religiosas, em pra\u00e7as e terreiros de toda regi\u00e3o. Esteve presente em v\u00e1rios eventos sert\u00e3o a fora e na capital, participando de lives, recebendo estudantes, pesquisadores e a comunidade como todo em sua casa. E \u00e9 na sua casa que funciona a Escola de M\u00fasica Ana da Rabeca, fundada em 2019, onde a mestra transmite seu saber e ensina crian\u00e7as e adolescentes a tradi\u00e7\u00e3o da rabeca. Vale destacar que Ana \u00e9 a \u00fanica mulher rabequeira cearense encontrada em uma pesquisa de mais de 15 anos pelos historiadores Gilmar de Carvalho e Francisco Sousa.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>9\u00ba Augusto Bonequeiro<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Augusto C\u00e9sar Barreto de Oliveira<\/strong><br \/>\n<strong>Teatro de Bonecos | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Augusto Bonequeiro nasceu na cidade de Escada, interior de Pernambuco. \u00c9 das lembran\u00e7as de quando crian\u00e7a ia \u00e0 feira com o pai e apreciava encantado os mamulengos girando no ar, em hist\u00f3rias de forr\u00f3 e confus\u00e3o com o her\u00f3i Benedito, que registra despertar seu interesse pela \u201cbrincadeira de boneco\u201d. Toma um curso na vida que o distancia dessa arte, mas o reencontro que seria definitivo acontece quando Augusto, j\u00e1 adulto, ator em Recife, faz o curso de extens\u00e3o em arte-educa\u00e7\u00e3o, pela Escola de Belas Artes. Cursando a disciplina sobre as possibilidades da utiliza\u00e7\u00e3o de bonecos para fins pedag\u00f3gicos, se reencontra com a grande paix\u00e3o de sua inf\u00e2ncia e n\u00e3o largou mais. Pelo prazer de manipular os bonecos, desistiu at\u00e9 do teatro comum: \u201ccontinuo ator, mas um ator diferente, um ator que n\u00e3o aparece e que fica sempre em segundo plano em fun\u00e7\u00e3o dos bonecos\u201d. Avesso ao universo acad\u00eamico, crendo que a universidade real \u00e9 a vida, foi trabalhar como professor de artes em escolas e como ator, para s\u00f3 depois tornar-se bonequeiro. Movido enfim pela sedu\u00e7\u00e3o que o mamulengo lhe causava e pelas lembran\u00e7as das feiras de Escada, passou a experimentar sozinho com os bonecos diversas t\u00e9cnicas, como um curioso autodidata.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>10\u00ba Kl\u00e9visson Viana<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Ant\u00f4nio Cl\u00e9visson Viana Lima<\/strong><br \/>\n<strong>Literatura de Cordel, desenho e gravura | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Kl\u00e9visson Viana nasceu em Quixeramobim, em 1972. \u00c9 poeta, cordelista, declamador, compositor, cartunista, xilogravador e tesoureiro da ABC-Academia Brasileira de Cordel. \u00c9 tamb\u00e9m membro da ABLC &#8211; Academia Brasileira de Literatura de Cordel (RJ), ocupando a cadeira cujo patrono \u00e9 o poeta popular Jos\u00e9 Pacheco da Rocha. \u00c9 tamb\u00e9m fundador e atual presidente da AESTROFE \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Cear\u00e1. O poeta iniciou suas atividades ainda na inf\u00e2ncia em Canind\u00e9 (CE) no ano de 1988 e h\u00e1 34 anos desenvolve trabalhos de promo\u00e7\u00e3o da arte, da Literatura de Cordel e da cultura popular cearense, nordestina e brasileira, editando trabalhos seus e de mais de 100 autores novos e antigos, sendo, na atualidade, o \u00fanico editor profissional do g\u00eanero no Estado do Cear\u00e1. O mestre \u00e9 autor de cerca de 50 livros, milhares de desenhos, xilogravuras e mais de duzentos folhetos de literatura de cordel.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>11\u00ba Francorli<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Francisco Correia Lima<\/strong><br \/>\n<strong>Xilogravura | Juazeiro do Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Francorli &#8211; alcunha dada por Pedro Bandeira &#8211; \u00e9 natural de Juazeiro do Norte e nascido em 1957. Iniciou na xilogravura em 1970, aos 13 anos de idade, quando come\u00e7ou a trabalhar na tipografia S\u00e3o Francisco &#8211; atual Lira Nordestina &#8211; e l\u00e1 vendo Mestre Noza, Valderedo e St\u00eanio Diniz fazendo xilogravura, se encantou pela t\u00e9cnica e come\u00e7ou a cortar capa de cord\u00e9is, r\u00f3tulos de bebidas, sempre usando uma faca feita de serra de cortar ferro. Mestre Francorli, conforme informa, decidiu por um tempo parar sua carreira no ano de 1980, desiludido com o mercado. N\u00e3o tinha planos de voltar \u00e0s atividades art\u00edsticas, quando decidiu se dedicar ao trabalho com produtos eletr\u00f4nicos, o que assegurava a subsist\u00eancia da fam\u00edlia. Contudo, sua paix\u00e3o pela gravura falou mais alto e, no ano de 1990, o xil\u00f3grafo retornou a fazer sua arte e de l\u00e1 pra c\u00e1 n\u00e3o parou mais, voltando a expor seus trabalhos no MAUC, em Fortaleza. Com forte express\u00e3o regional, sua obra exemplifica o cotidiano do sertanejo, a fauna, a flora e a religiosidade popular. As cenas abordam o trabalho e a contradi\u00e7\u00e3o do sol, como castigo e como fonte de vida em solo \u00e1rido.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>12\u00ba Mestre Lula<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Luiz Carlos Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Capoeira | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mestre Lula nasceu em Fortaleza, em 1960, na Avenida Da Universidade e h\u00e1 45 anos vem desenvolvendo seu trabalho nas periferias da cidade. Filho de Senhor Val\u00e9rio e Dona Francisca, Lula era um garoto muito proativo. Na escola onde estudou quando adolescente fazia parte da sele\u00e7\u00e3o de futebol e, voltando para casa em uma madrugada, conheceu seu mestre Everaldo. e os dois se tornaram grandes amigos. Neste tempo, Mestre Lula estudava no Col\u00e9gio J\u00falia Jorge e pediu ao diretor que Everaldo come\u00e7asse a dar aulas de capoeira l\u00e1. Contudo, n\u00e3o foi de imediato que Lula come\u00e7ou a treinar capoeira, ele passou um breve per\u00edodo acompanhando as aulas. O seu percurso oficial na capoeira teve in\u00edcio em 1977, junto ao Grupo Favela de Capoeira, fundado por Mestre Everaldo Ema. Tempos depois, Everaldo mudaria o local de treino, fundando um novo grupo, o Grupo Zumbi de Capoeira, em 1980. Mestre Lula hoje \u00e9 uma figura de destaque na capoeira, mantendo todas as tradi\u00e7\u00f5es aprendidas com seu Mestre Everaldo e faz parte da 2\u00ba Gera\u00e7\u00e3o de Mestres do Cear\u00e1, al\u00e9m de compor o Conselho de Mestres de Capoeira do Estado do Cear\u00e1. Verdadeiro militante por melhorias da capoeira, atualmente o mestre tem sua sede junto ao Bairro do Bom Jardim, em Fortaleza, e mant\u00e9m um compromisso social em levar cultura, lazer e entretenimento para a comunidade atrav\u00e9s dos seus projetos sociais.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>13\u00ba Pai Neto Tranca Rua<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Miguel Ferreira Neto<\/strong><br \/>\n<strong>Umbanda | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Miguel Ferreira Neto, mais conhecido por Pai Neto Tranca Rua, \u00e9 um tronco velho da tradi\u00e7\u00e3o tambor de mina de caboclo, uma manifesta\u00e7\u00e3o religiosa dentro do universo das religi\u00f5es de matrizes africanas, identificada como uma vertente da Umbanda. Nascido em Maranguape, em 1959, Pai Neto \u00e9 refer\u00eancia e lideran\u00e7a importante na Umbanda, com atua\u00e7\u00e3o local, estadual e nacional. Criado nos princ\u00edpios religiosos de ra\u00edzes afro-ind\u00edgenas, domina as artes, os of\u00edcios e as cosmologias da Umbanda. Compreende-se a Umbanda enquanto patrim\u00f4nio cosmol\u00f3gico, epistemol\u00f3gico, est\u00e9tico, terap\u00eautico, social e pol\u00edtico que se origina e det\u00e9m continuidade enraizada e em interlocu\u00e7\u00e3o com as civiliza\u00e7\u00f5es e os povos ind\u00edgenas, africanos, afrodescendentes e europeus. Nesse sentido, ele resguarda, preserva e repassa para seus filhos e filhas de santos os saberes, as artes, os of\u00edcios e a cosmologia dessa religi\u00e3o de tradi\u00e7\u00e3o de matriz afro-brasileira.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>14\u00ba Mestre Wlisses<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Wlisses Ferreira Lima<\/strong><br \/>\n<strong>Mestre de Capoeira | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Wlisses Ferreira Lima, conhecido como Mestre Wlisses ou Mestre Ferreirinha, iniciou sua trajet\u00f3ria no universo capoeirista em 1979, ap\u00f3s ser convidado por dois amigos a participar de treinos de capoeira no col\u00e9gio. Pouco tempo depois, come\u00e7a a frequentar os treinos no Centro Social Urbano C\u00e9sar Cals, local que considera o mais importante no seu processo de forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento na capoeira. Em 1984, recebe o t\u00edtulo de professor de capoeira, a corda amarela, e, em 1987, recebe de mestre Everaldo o compromisso de assumir a dire\u00e7\u00e3o do Grupo Zumbi de Capoeira (GZC). Ap\u00f3s extenso trabalho de consolidar sua figura como representante local do GZC, Mestre Wlisses recebe a corda roxa, t\u00edtulo que representa a condi\u00e7\u00e3o de contramestre. Mestre Wlisses continua \u00e0 frente do grupo Zumbi e, diante dos seus relevantes servi\u00e7os prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o cearense, recebeu honrarias por parte do poder p\u00fablico e de institui\u00e7\u00f5es privadas que se destacam no setor cultural.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>15\u00ba Mestre Galdino<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Luiz Galdino de Oliveira<\/strong><br \/>\n<strong>Mateiro | Crato<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mestre Galdino, detentor de saberes e guardi\u00e3o da mata, herdou de seus familiares e outros mestres e mestras do Cariri a miss\u00e3o de transmitir para as futuras gera\u00e7\u00f5es as viv\u00eancias e experi\u00eancias da natureza e toda a riqueza origin\u00e1ria da fauna e flora da Chapada do Araripe. Ainda na inf\u00e2ncia, provou dos \u201clambedores\u201d, xarope natural produzido por seus familiares a partir da manipula\u00e7\u00e3o de ervas, plantas, ra\u00edzes e sementes extra\u00eddas da floresta. Os seus primeiros referenciais foram os seus pais: a sua m\u00e3e, a Mestre Raimunda Galdino, que al\u00e9m de ser parteira, manipulava ervas e plantas medicinais e produzia pigmentos naturais, extra\u00eddos de rochas da chapada; e o seu pai, o Mestre \u201cIlzo do Saco \u201d, que tinha grande conhecimento da floresta e de seus frutos, especialmente do pequi. Outra influ\u00eancia importante foi a sua tia, a Mestra Teresa Barbosa, que produzia alimentos e medicamentos a partir de sementes, frutos e ervas da Flona Araripe. \u00c9 evidente que a influ\u00eancia familiar foi decisiva para encaminhar e encantar o jovem mestre em seu fazer.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>16\u00ba Mestra Fanca<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Francisca Mendes Marcelino<\/strong><br \/>\n<strong>Contadora de hist\u00f3ria e Bordadeira | Juazeiro do Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dona Fanca tem 72 anos e \u00e9 contadora de hist\u00f3rias. A Mestra se utiliza da arte de customizar pan\u00f4s para eternizar as hist\u00f3rias e as mem\u00f3rias das pessoas, fam\u00edlias e as manifesta\u00e7\u00f5es religiosas da regi\u00e3o do Cariri cearense. S\u00e3o pan\u00f4s \u00fanicos, que foram criados por ela e tamb\u00e9m a recriaram como uma Mestra Gri\u00f4, reconhecida pela pol\u00edtica p\u00fablica A\u00e7\u00e3o Gri\u00f4 Nacional \u2013 Mestre dos Saberes do Programa Nacional de Cultura, Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania \u2013 Cultura Viva do Minist\u00e9rio da Cultura \u2013 MinC, no ano de 2009. Ao assumir essa postura de narradora, quando narra a experi\u00eancia, seja pr\u00f3pria ou relatada, tornou-se difusora e representante das nossas tradi\u00e7\u00f5es culturais. Atualmente, a Mestra Gri\u00f4 dedica seu tempo ao repasse de seus conhecimentos e busca despertar o interesse das gera\u00e7\u00f5es mais jovens atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de oficinas e palestras para crian\u00e7as e adolescentes, em seu ateli\u00ea em Juazeiro do Norte, garantindo a continuidade da pr\u00e1tica da conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e da constru\u00e7\u00e3o dos pan\u00f4s.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>17\u00ba Mestre Dod\u00f4<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Francisco Joventino Da Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Reisado | Juazeiro do Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mestre Dod\u00f4 nasceu em ambiente de brincantes e mestres e teve sua primeira brincadeira no Reisado aos tr\u00eas anos de idade, no S\u00edtio Gon\u00e7alo, propriedade de sua fam\u00edlia no Munic\u00edpio do Crato. Aos sete anos de idade, trajou-se pela primeira vez e desde esse dia, considera que pisou oficialmente no terreiro e nunca mais parou. Segundo o mestre, na sua inf\u00e2ncia todo mundo queria brincar. Mas era muita gente e n\u00e3o cabia, porque naquela \u00e9poca quem era brincante s\u00f3 sa\u00eda do grupo por motivo de doen\u00e7a ou morte. Desde o in\u00edcio, seu tio e padrinho Mestre Matias, al\u00e9m de ser o seu mentor, foi o maior incentivador para aprendizado da tradi\u00e7\u00e3o. Assim, o brincante se traja pela primeira vez aos sete anos em 1957 e nos anos seguintes passa a ocupar diferentes lugares no figural do Reisado. Tem mem\u00f3rias com Mestre Pedro, Mestre Z\u00e9 Rufino, Mestre Bigode dentre outros nomes da cultura local do s\u00e9culo passado, com quem brincou e teve aprendizados.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>18\u00ba Edson Brand\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Edson Pinto Brand\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Circo | Russas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Edson Brand\u00e3o \u00e9 neto de Artur Brand\u00e3o, artista circense que em 1916 ganhou as cidades cearenses com um pano de roda. Os descendentes da sua numerosa fam\u00edlia sa\u00edram espalhando circos pelo pa\u00eds e hoje a fam\u00edlia Brand\u00e3o \u00e9 uma das principais fam\u00edlias circenses do Brasil, totalizando, em m\u00e9dia, 50 a 60 familiares que possuem circo. Falar de Edson Brand\u00e3o \u00e9 mergulhar na hist\u00f3ria de resist\u00eancia da cena do circo cearense, tem serragem nas veias e n\u00e3o abandona a barriga da lona aos 74 anos. Nascido no circo, Edson foi levado para morar com a av\u00f3 em Fortaleza aos cinco anos. Nessa \u00e9poca, menino de circo n\u00e3o estudava porque chegava e os col\u00e9gios n\u00e3o aceitavam, fato que levou os av\u00f3s a decidir que o garoto sa\u00edsse da vida circense e passasse a frequentar uma escola. Contudo, mesmo com essa decis\u00e3o dos av\u00f3s, o jovem Edson n\u00e3o conseguiu se afastar do picadeiro e, nos finais de semana, seguia para acompanhar o trabalho do pai Os\u00e9ias e da m\u00e3e Dalva no Circo, administrado pelo av\u00f4.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>19\u00ba Raimundo Claudino<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Raimundo Claudino Amaral<\/strong><br \/>\n<strong>Cultura Junina | Tabuleiro do Norte<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>20\u00ba Mestre Chico Cear\u00e1<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Francisco Gilberto da Silva<\/strong><br \/>\n<strong>Capoeira | Barbalha<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>21\u00ba Mestre Nena<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Francisco Gomes Novaes<\/strong><br \/>\n<strong>Bacarmarteiro e Mateu de Reisado | Juazeiro do Norte<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mestre Nena nasceu em 1951, no S\u00edtio Malhada, munic\u00edpio do Crato, e conta com uma atua\u00e7\u00e3o de mais de 50 anos na cultura popular, sendo especificamente 16 anos envolvido diretamente na arte e manuten\u00e7\u00e3o das atividades do grupo Bacamarteiros da Paz. O pequeno Francisco Gomes, ainda aos 12 anos, come\u00e7ou a brincar no reisado de congo do Mestre Mois\u00e9s Ricardo. Ainda jovem, visitou terreiros como o de Mestre Aldenir e se quedou na Folia de Reis, onde, com 18 anos, criou seu pr\u00f3prio reisado, no S\u00edtio Altos, junto com os amigos Chic\u00f4 e Decir. J\u00e1 em Juazeiro, brincou com Mestra Margarida, Mestre Bigode, Lu\u00eds, Mestre Sebasti\u00e3o e com o Carro\u00e7a de Mamulengos na sede da Uni\u00e3o dos Artistas da Terra da M\u00e3e de Deus, mestras, mestras e grupos que contribu\u00edram com a sua entroniza\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia nas tradi\u00e7\u00f5es populares do Cariri.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>22\u00ba Maria Izabel<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Maria Izabel dos Santos<\/strong><br \/>\n<strong>Rezadeira e Mezinheira | Juazeiro do Norte<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>23\u00ba Dad\u00e1 Leit\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Francisca Maria El\u00f3i Leit\u00e3o<\/strong><br \/>\n<strong>Artesanato Bordado a M\u00e3o | Quixeramobim<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dad\u00e1 Leit\u00e3o \u00e9 filha de Francisco de Assis Leit\u00e3o e Maria Nilce El\u00f3i Leit\u00e3o. Natural de Quixeramobim, a mestra \u00e9 bordadeira desde os seis anos de idade, quando sua m\u00e3e lhe ensinou os primeiros pontos. De l\u00e1 at\u00e9 os dias atuais, Dad\u00e1 n\u00e3o deixou mais esse of\u00edcio, fazendo bordados h\u00e1 mais de 50 anos. Desde 1993 a Mestra faz parte do ateli\u00ea M\u00e3os de Fadas &#8211; grupo fundado em 1977 com o objetivo de motivar a produ\u00e7\u00e3o artesanal &#8211; onde ensina a arte do bordado para outras pessoas, principalmente as de baixa renda, para que a partir da produ\u00e7\u00e3o de bordados possam ter uma nova fonte de renda. Seu grupo est\u00e1 atualmente unificado sob sua lideran\u00e7a e fazem valer o t\u00edtulo de \u201cceleiro do richelieu\u201d, dado ao munic\u00edpio onde vivem. Com uma produ\u00e7\u00e3o eminentemente manual, 120 mulheres dispensam as m\u00e1quinas e cultivam diariamente a tradi\u00e7\u00e3o herdada de seus antepassados, cujos tra\u00e7os est\u00e3o nos desenhos e aplica\u00e7\u00f5es do fino bordado que caracteriza a regi\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>24\u00ba C\u00edrio Brasil<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>C\u00edrio dos Santos Brasil<\/strong><br \/>\n<strong>Circo de lona Tradicional | Fortaleza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">C\u00edrio Brasil vem da tradicional fam\u00edlia Brasil, que possui entre seus integrantes um relic\u00e1rio de mem\u00f3rias que s\u00e3o indissoci\u00e1veis da arquitetura hist\u00f3rica das comunidades circenses cearenses. Tendo como pai o Mestre Pimenta, o primeiro Tesouro Vivo da linguagem circense, C\u00edrio Brasil, h\u00e1 mais de 40 anos, d\u00e1 continuidade \u00e0 hist\u00f3ria, \u00e0 pr\u00e1tica e \u00e0 mem\u00f3ria do circo de lona, tanto por meio de apresenta\u00e7\u00f5es, forma\u00e7\u00f5es e participa\u00e7\u00e3o nos conselhos municipal e estadual de pol\u00edtica cultural, como em sua gest\u00e3o como presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Propriet\u00e1rios, Artistas e Escolas de Circo do Cear\u00e1. A Fam\u00edlia Brasil vive do universo circense, onde mora e trabalha. Reconhecer e dialogar com os saberes ancestrais circenses e as formas de existir dos circenses de lona apresenta grande potencialidade no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es nas mais diversas linguagens, ampliando os di\u00e1logos com rela\u00e7\u00e3o ao papel do circo dentro das comunidades que percorrem.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>25\u00ba Mestre Vamirez<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Vamirez Argemiro Gon\u00e7alves<\/strong><br \/>\n<strong>Santeiro | Senador Pompeu<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>GRUPOS<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>1\u00ba Reisado de Caretas de Potengi<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">O Reisado de Caretas do S\u00edtio Sassar\u00e9, em Potengi, foi fundado por volta da d\u00e9cada de 1930, tendo como um dos fundadores o senhor Benedito de Souza, av\u00f4 do Mestre da Cultura Ant\u00f4nio Luiz de Souza, Tesouro Vivo da Cultura do Estado do Cear\u00e1. Benedito de Souza foi mestre desse Reisado de Caretas, na \u00e9poca denominado Reis de Careta, onde o Rei usava uma careta com uma esp\u00e9cie de coroa na m\u00e1scara. O Reisado sempre festejava o Dia de Reis no terreiro \u00e0s margens da lagoa do Sassar\u00e9. Contudo, ao irem falecendo os membros do Reisado, houve um per\u00edodo de inatividade, vindo a ser reativado pelo Mestre Ant\u00f4nio Luiz no ano de 1975 e, desde l\u00e1, o Reisado nunca mais parou suas atividades. O grupo conta com seis agricultores do S\u00edtio Sassar\u00e9, al\u00e9m dos m\u00fasicos e os personagens. Ao todo, s\u00e3o 12 personagens. O velho e a velha s\u00e3o o pai e a m\u00e3e dos Caretas e o boi \u00e9 a atra\u00e7\u00e3o principal. As figuras de entremeios s\u00e3o os personagens do Reisado que entram em cena no meio do espet\u00e1culo, tais como: o boi, a ema, o cavalo, o carneiro, a burrinha, o velho e a velha, o jaragu\u00e1 ou babau, o urubu ou urubaco e o jegue.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>2\u00ba Coco de Praia do Iguape<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">O grupo Coco de Praia do Iguape com Mestre Chico Casueira desenvolve a tradi\u00e7\u00e3o do Coco de Praia, uma manifesta\u00e7\u00e3o popular afro-ind\u00edgena, heran\u00e7a dos seus antepassados. Nesta manifesta\u00e7\u00e3o, negros, \u00edndios e nativos da comunidade de Iguape se manifestavam nos festejos e comemora\u00e7\u00f5es locais. O grupo aparece no contexto hist\u00f3rico por volta de 1817, no litoral do Nordeste. Por sua vez, o Coco de Praia do Iguape possui registros datados de 1875, contudo, oficialmente este grupo de Coco mant\u00e9m viva h\u00e1 33 anos essa mem\u00f3ria ancestral na Comunidade do Iguape em Aquiraz. Ao passar do tempo, com o falecimento dos mais velhos, principalmente seu Mestre Paulino Elias de Oliveira, a Dan\u00e7a do Coco de Praia adormece no Iguape por mais de 30 anos. Seu renascimento se deu em 1989, quando Klevia do Iguape passou a articular os pescadores coquistas, voltando a se reunir para brincar Coco e logo se organizaram em grupo, passando a se apresentar artisticamente com apoio da Secretaria de Cultura do Munic\u00edpio de Aquiraz em 1995.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>COLETIVIDADES<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>1\u00ba Associa\u00e7\u00e3o Cultural Maracatu Vozes da \u00c1frica<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A Associa\u00e7\u00e3o Cultural Maracatu Vozes da \u00c1frica, mantenedora do Maracatu Vozes da \u00c1frica, foi fundada em 20 de novembro de 1980 por iniciativa de um grupo de intelectuais, escritores, poetas, folcloristas e carnavalescos liderados pelo jornalista Paulo Tadeu Sampaio de Oliveira durante as comemora\u00e7\u00f5es da Semana Nacional da Consci\u00eancia Negra. O Maracatu inicialmente se denominava &#8220;Maracatu Vozes d\u2019\u00c1frica&#8221;, em homenagem ao livro hom\u00f4nimo do poeta Castro Alves, mas, ainda na d\u00e9cada de 1980, teve seu nome alterado para o atual. A primeira apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica da agremia\u00e7\u00e3o aconteceu no Desfile Oficial do Carnaval de Rua de Fortaleza, em 1981, quando sagrou-se campe\u00e3, tendo sido o primeiro t\u00edtulo de muitos em sua trajet\u00f3ria. Em 2022, ap\u00f3s 42 anos em atividade ininterrupta, o Maracatu Vozes da \u00c1frica contabiliza mais de 1500 apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, sempre pautadas em enaltecer a hist\u00f3ria do povo afrobrasileiro e cearense em seus aspectos social, econ\u00f4mico, hist\u00f3rico e cultural. Atualmente, diversas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o promovidas permanentemente visando garantir a continuidade do fazer cultural do grupo e do Maracatu cearense.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A solenidade vai consolidar a amplia\u00e7\u00e3o de 80 para 100 do n\u00famero de Mestres e Mestras da Cultura. 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