{"id":19212,"date":"2021-11-12T17:19:31","date_gmt":"2021-11-12T20:19:31","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/?p=19212"},"modified":"2021-11-12T17:23:42","modified_gmt":"2021-11-12T20:23:42","slug":"mes-da-consciencia-negra-na-cultura-conquistas-e-programacao-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/2021\/11\/12\/mes-da-consciencia-negra-na-cultura-conquistas-e-programacao-especial\/","title":{"rendered":"M\u00eas da Consci\u00eancia Negra na Cultura: conquistas e programa\u00e7\u00e3o especial"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"120\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19215\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/mes-da-consciencia-negra.jpeg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">\u201c\u00c9 tempo de ningu\u00e9m se soltar de ningu\u00e9m,<br \/>\nmas olhar fundo na palma aberta<br \/>\na alma de quem lhe oferece o gesto.<br \/>\nO la\u00e7ar de m\u00e3os n\u00e3o pode ser algema<br \/>\ne sim acertada t\u00e1tica, necess\u00e1rio esquema.<br \/>\n\u00c9 tempo de formar novos quilombos,<br \/>\nem qualquer lugar que estejamos\u201d<br \/>\nConcei\u00e7\u00e3o Evaristo<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"399\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-19217\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/gledson_figueredo_duarte-600x399.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/gledson_figueredo_duarte-600x399.png 600w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/gledson_figueredo_duarte-1200x798.png 1200w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/gledson_figueredo_duarte-768x511.png 768w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/gledson_figueredo_duarte.png 1261w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\n<em>O espet\u00e1culo \u201cMem\u00f3rias de um baob\u00e1\u201d \u00e9 uma das atra\u00e7\u00f5es do m\u00eas de novembro<\/em><\/p>\n<p>O m\u00eas da consci\u00eancia negra \u00e9 celebrado a cada ano pela cultura cearense em forma de uma programa\u00e7\u00e3o especial. Para al\u00e9m de marcar o m\u00eas de novembro com espet\u00e1culos dedicados ao universo da cultura afro-brasileira, o tema da igualdade racial \u00e9 colocado em pauta a partir de atividades de forma\u00e7\u00e3o. A programa\u00e7\u00e3o ofertada pela Rede de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura do Estado do Cear\u00e1 (Secult), incluindo o Centro Drag\u00e3o do Mar, o Cineteatro S\u00e3o Luiz, o Theatro Jos\u00e9 de Alencar a Biblioteca P\u00fablica do Estado do Cear\u00e1, entre outros, \u00e9 gratuita e acontece de forma virtual e presencial. A Secult tamb\u00e9m apresenta conquistas no campo das pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura para a popula\u00e7\u00e3o negra, incluindo o lan\u00e7amento recente do II Pr\u00eamio Express\u00f5es Culturais Afro-Brasileiras do Cear\u00e1, que est\u00e1 com inscri\u00e7\u00f5es abertas.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil \u00e9 fator fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas afirmativas. Por isso, na gest\u00e3o do governador Camilo Santana, foi institu\u00eddo, no \u00e2mbito da Secult, o Comit\u00ea Gestor das Express\u00f5es Culturais Afro-brasileiras, uma inst\u00e2ncia consultiva e deliberativa, de planejamento, articula\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o compartilhada e controle social. Cabe tamb\u00e9m ao comit\u00ea assessorar o Conselho Estadual de Pol\u00edticas Culturais do Cear\u00e1 na an\u00e1lise das proposi\u00e7\u00f5es, discuss\u00f5es e delibera\u00e7\u00f5es acerca da organiza\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas relativas \u00e0s express\u00f5es culturais afro-brasileiras no Cear\u00e1.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-19218\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-15.21.55-600x400.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-15.21.55-600x400.jpeg 600w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-15.21.55-1200x800.jpeg 1200w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-15.21.55-768x512.jpeg 768w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-11-12-at-15.21.55.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>As reuni\u00f5es do comit\u00ea s\u00e3o realizadas uma vez por m\u00eas, com objetivo de discutir, propor, reivindicar, acompanhar e avaliar a execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que atendam \u00e0s demandas oriundas de coletivos culturais negros, comunidades quilombolas e comunidades de matriz africana e afro-brasileiras presentes no Estado.<\/p>\n<p>O colegiado \u00e9 composto majoritariamente por representantes da sociedade cearense. Dos nove segmentos, tr\u00eas s\u00e3o governamentais, incluindo membros da Secretaria da Cultura do Cear\u00e1, Coordenadoria Especial de Pol\u00edticas P\u00fablicas para a Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial do Governo do Estado e Coordenadoria Especial da Igualdade Racial da Prefeitura de Fortaleza. Os outros membros representam manifesta\u00e7\u00f5es culturais, art\u00edsticos e liter\u00e1rias origin\u00e1rias de matriz africana e\/ou afro-brasileira como afox\u00e9, capoeira, maracatu, samba, coco, tambor de crioula, afroempreendedorismo, al\u00e9m de comunidades tradicionais de matriz africana e afro-brasileira, de comunidades quilombolas e do F\u00f3rum de Multilinguagem de Artistas Negres e Perif\u00e9riques do Cear\u00e1.<\/p>\n<h4><strong>Edital Pr\u00eamio Express\u00f5es Culturais Afro-Brasileiras do Cear\u00e1 chega a sua segunda edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A Secult Cear\u00e1 lan\u00e7ou o Pr\u00eamio Express\u00f5es Culturais Afro-Brasileiras do Cear\u00e1, que est\u00e1 em sua segunda edi\u00e7\u00e3o e com inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 dia 15\/11, pelo site de editais da Secult Cear\u00e1: <a href=\"https:\/\/editais.cultura.ce.gov.br\/\">https:\/\/editais.cultura.ce.gov.br\/<\/a>. O pr\u00eamio \u00e9 fruto da pol\u00edtica p\u00fablica constru\u00edda junto ao Comit\u00ea Gestor das Express\u00f5es Culturais Afro-brasileiras para o reconhecimento e a valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes, pr\u00e1ticas culturais, celebra\u00e7\u00f5es e formas de express\u00e3o realizadas ou em andamento dos coletivos culturais negros, das comunidades quilombolas e das comunidades tradicionais de matriz africana e afro-brasileira sediadas no Estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19219\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/WhatsApp-Image-2021-10-22-at-17.03.37-1-600x600-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p>Ser\u00e3o premiadas 32 iniciativas das express\u00f5es culturais afro-brasileiras que preveem o fortalecimento em territ\u00f3rio estadual como atividades, a\u00e7\u00f5es coletivas, formas e modos pr\u00f3prios de exist\u00eancia. O investimento total do Governo do Cear\u00e1 para o pr\u00eamio \u00e9 de R$500.000,00.<\/p>\n<h4><strong>Cotas em editais da cultura<\/strong><\/h4>\n<p>A Secult Cear\u00e1 lan\u00e7ou em 2021 a convocat\u00f3ria do programa Arte em Rede, com cotas \u00e9tnico-raciais. Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, a convocat\u00f3ria contou com um investimento de R$225.000,00, para selecionar 125 projetos no Cear\u00e1 e potencializar as a\u00e7\u00f5es de oito equipamentos culturais do Governo do Cear\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-19216\" src=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/A-BELEZA-DE-ROSE-2-1536x864-1-600x338.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/A-BELEZA-DE-ROSE-2-1536x864-1-600x338.jpg 600w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/A-BELEZA-DE-ROSE-2-1536x864-1-1200x675.jpg 1200w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/A-BELEZA-DE-ROSE-2-1536x864-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/ww16.ce.gov.br\/secult\/wp-content\/uploads\/sites\/83\/2021\/11\/A-BELEZA-DE-ROSE-2-1536x864-1.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><br \/>\n\u201c<em>A Beleza de Rose\u201d, curta-metragem de Natal Portela, cujo projeto foi um dos selecionados do Arte em Rede 2021<\/em><\/p>\n<p>Entre as novidades desta convocat\u00f3ria, al\u00e9m do aumento do n\u00famero de equipamentos participantes, est\u00e3o as cotas de acessibilidade e \u00e9tnica\/racial. Em alinhamento ao Plano Estadual de Cultura, referente \u00e0s pol\u00edticas afirmativas, e, no mesmo sentido da Lei Estadual N\u00ba 17.432\/2021, 20% do total de vagas foi destinado a proponentes autodeclarados negra(o)s e ind\u00edgenas. Isto colocou o Arte em Rede em destaque entre as demais a\u00e7\u00f5es tanto da Secult Cear\u00e1 como do IDM, pois \u00e9 a primeira vez que as pol\u00edticas afirmativas foram adotadas como cotas a serem preenchidas pelos projetos selecionados, e n\u00e3o apenas como crit\u00e9rios na somat\u00f3ria de pontos de avalia\u00e7\u00e3o dos projetos. Al\u00e9m disso, 10% das vagas foram destinadas a proponentes com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Essas inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m fruto de importantes parcerias e processos de di\u00e1logo entre a comiss\u00e3o organizadora do Arte em Rede junto \u00e0s inst\u00e2ncias no pr\u00f3prio Governo do Cear\u00e1 e da sociedade como um todo, como a Casa Civil, a Coordenadoria Especial de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (Coppir), Coordenadoria Especial de Pol\u00edticas P\u00fablicas para a Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial (Ceppir), o Instituto Federal do Cear\u00e1 (IFCE), o F\u00f3rum Multilinguagens de Artistas Negres e Perif\u00e9riques, Comit\u00ea Gestor das Pol\u00edticas Culturais Ind\u00edgenas no Cear\u00e1, Comit\u00ea Gestor das Express\u00f5es Culturais Afro-brasileiras do Cear\u00e1. Essas trocas trouxeram as reflex\u00f5es conceituais e pr\u00e1ticas necess\u00e1rias para qualificar o debate e operacionalizar as a\u00e7\u00f5es afirmativas na convocat\u00f3ria, sobretudo as cotas \u00e9tnico-raciais e de acessibilidade, bem como os crit\u00e9rios de pontua\u00e7\u00e3o que envolvem esses temas.<\/p>\n<p>A extensa e diversificada programa\u00e7\u00e3o cultural na rede de equipamentos da Cultura do Cear\u00e1 referente ao m\u00eas da Consci\u00eancia Negra est\u00e1 dispon\u00edvel no site e nas redes sociais da Secult e dos equipamentos culturais.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>M\u00eas da Consci\u00eancia Negra<\/strong><br \/>\n<strong>Programa\u00e7\u00e3o Cultural na Rede de Equipamentos da Cultura do Cear\u00e1<\/strong><\/h4>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Biblioteca P\u00fablica Estadual do Cear\u00e1 (Bece)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>18\/11 &#8211; Quinta-feira<\/strong><\/p>\n<p>15H | DESCOBERTAS DA PESQUISA ACAD\u00caMICA: \u201cA PESQUISA ACAD\u00caMICA EM ANTROPOLOGIA NOS ESTUDOS AFRICANOS: UMA PROPOSTA DE ETNOGRAFIA DO RETORNO\u201d COM SEGONE COSSA<br \/>\nPlataforma: Youtube da BECE \/ Dura\u00e7\u00e3o: 50 min \/ Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: Livre \/ Media\u00e7\u00e3o: Rodrigo Ribeiro<\/p>\n<p>\u00c9 uma iniciativa da Coordena\u00e7\u00e3o de Acervo, Pesquisa e Conhecimento voltada \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o dos aspectos te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos da pesquisa nas v\u00e1rias \u00e1reas das Ci\u00eancias Humanas. Para tanto, o programa tem uma pergunta norteadora: como a pesquisa na Biblioteconomia, \u2013 na Literatura, na Antropologia, na Hist\u00f3ria, por exemplo, \u2013 \u00e9 realizada? Neste sentido, o programa conta com a participa\u00e7\u00e3o de professores com larga experi\u00eancia no trato com a pesquisa e seus procedimentos te\u00f3ricos, t\u00e9cnicos e metodol\u00f3gicos, buscando, assim, esmiu\u00e7ar os pormenores do trabalho acad\u00eamico de investiga\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de um determinado tema de estudo em uma das \u00e1reas do conhecimento acima citadas. O Descobertas\u2026 prop\u00f5e aproximar a Bece dos pesquisadores que, em algum momento, consultaram o seu acervo. Em novembro, contaremos com a presen\u00e7a do Prof. Dr. Segone Cossa, da UNILAB, que abordar\u00e1 as especificidades da pesquisa acad\u00eamica em antropologia e decoloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>24 e 25\/11 &#8211; Quarta e Quinta-feira<\/strong><\/p>\n<p>15h | TRAVESSIAS LITER\u00c1RIAS \u2013 \u201cPAR\u00c1BOLA DO SEMEADOR\u201d DE OCTAVIA BUTLER, COMENTADO POR DARWIN MARINHO<br \/>\nPlataforma: Youtube da BECE \/ Dura\u00e7\u00e3o: 50 min \/ Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: Livre \/ Media\u00e7\u00e3o: Fernanda Meireles<\/p>\n<p>O programa \u201cTravessias Liter\u00e1rias\u201d visa revisitar obras relevantes para os dias de hoje e que se destacam pela sua originalidade, al\u00e9m de um curioso percurso junto ao p\u00fablico e cr\u00edtica. O programa deste m\u00eas ir\u00e1 falar sobre \u201cA Par\u00e1bola do Semeador\u201d de Octavia Butler. Quando uma crise ambiental e econ\u00f4mica leva ao caos social, nem mesmo os bairros murados est\u00e3o seguros. Em uma noite de fogo e morte, Lauren Olamina, a jovem filha de um pastor, perde tudo e se aventura por um Estados Unidos dominado pela viol\u00eancia e pelo terror. Mas o que come\u00e7a como uma fuga pela sobreviv\u00eancia acaba levando a algo muito maior: uma surpreendente vis\u00e3o do destino humano\u2026 e ao nascimento de uma nova f\u00e9.<\/p>\n<p><strong>24 e 25\/11 &#8211; Quarta e Quinta-feira<\/strong><\/p>\n<p>10H | WEBIN\u00c1RIO AFROFUTURISMOS: FICC\u00d5ES CIENT\u00cdFICAS, MOVIMENTOS SOCIAIS E PROTAGONISMO NEGRO<br \/>\nPlataforma: Youtube da BECE \/ Dura\u00e7\u00e3o: 120 min\/ Classifica\u00e7\u00e3o indicativa: Livre<\/p>\n<p>A proposta do webin\u00e1rio \u00e9 promover o debate em torno do movimento cultural e est\u00e9tico de amplo espectro na literatura, na fotografia, no cinema e na m\u00fasica, por exemplo, com o fim de revisar narrativas excludentes e euroc\u00eantricas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 di\u00e1spora africana, \u00e0 escravid\u00e3o e \u00e0 afrodescend\u00eancia. O afrofuturismo tem na sua g\u00eanese uma fei\u00e7\u00e3o social e um pendor pol\u00edtico claro no que tange \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da ancestralidade, mas apontando para uma perspectiva na qual o negro n\u00e3o havia ainda sido colocado pelas narrativas europeizantes: a de um futuro do presente de protagonismo e de autoafirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. O webin\u00e1rio contar\u00e1, por sua vez, com a participa\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, das pol\u00edticas p\u00fablicas e de artistas de diferentes linguagens com o prop\u00f3sito de refletirem sobre as reivindica\u00e7\u00f5es do direito \u00e0 cidadania e aos protagonismos social e cultural do negro na sociedade brasileira da atualidade.<\/p>\n<p>DIA 24 &#8211; MESA 1 \u2013 ESCRITAS DECOLONIAIS: COMUNICA\u00c7\u00c3O, IGUALDADE RACIAL E CIDADANIA<br \/>\nA escrita \u00e9 um reposit\u00f3rio da mem\u00f3ria e um instrumento efetivo de poder. Neste sentido, as pr\u00e1ticas sociais dos povos africanos que eram, predominantemente, oralizadas sofreram imposi\u00e7\u00f5es e silenciamentos. A di\u00e1spora africana, por exemplo, decorrente do tr\u00e1fico transatl\u00e2ntico, promoveu rupturas sociais e cerceamento de liberdades. A partir do afrofuturismo, como a ancestralidade<\/p>\n<p>DIA 25 &#8211; MESA 2 \u2013 AFROFUTURISMO COMO PROPOSI\u00c7\u00c3O EST\u00c9TICA NAS ARTES VISUAIS<br \/>\nO afrofuturismo faz uso dos passados ancestral e hist\u00f3rico para propor, atrav\u00e9s da frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, a\u00e7\u00f5es sociais e feitos culturais que considerem o protagonismo negro como pauta e pr\u00e1tica pol\u00edtica. Que t\u00e9cnicas e linguagens as artes visuais t\u00eam-se apropriado como recurso de reivindica\u00e7\u00e3o de direitos sociais de jovens negros no Brasil? O que caracteriza o afrofuturismo como proposi\u00e7\u00e3o est\u00e9tica? Que futuro o afrofuturismo prop\u00f5e?<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Centro Drag\u00e3o do Mar de Arte e Cultura<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Drag\u00e3o do Mar celebra Dia da Consci\u00eancia Negra com ciclo c\u00eanico com entrada franca ao longo do m\u00eas de novembro. Entre espet\u00e1culos presenciais e virtuais, a maioria deles acess\u00edveis em Libras, a programa\u00e7\u00e3o \u00e9 protagonizada por artistas pretos cearenses.<\/p>\n<p><strong>16\/11 &#8211; Ter\u00e7a-feira<\/strong><\/p>\n<p>19H \u2013 DESPEJADAS, DO GRUPO N\u00d3IS DE TEATRO<br \/>\nNo Teatro Drag\u00e3o do Mar. 100min. 14 anos.<br \/>\nAcess\u00edvel em Libras. Gratuito,<br \/>\nmediante retirada de ingressos no dia 15\/11, a partir das 15h<\/p>\n<p><strong>18\/11 &#8211; Quinta-feira<\/strong><\/p>\n<p>19H &#8211; LAN\u00c7A CABOCLA DA PLATAFORMA LAN\u00c7A CABOCLA<br \/>\nNo Teatro Drag\u00e3o do Mar. 70min. 14 anos. Acess\u00edvel em Libras. Gratuito,<br \/>\nmediante retirada de ingressos no dia 17\/11, a partir das 15h<\/p>\n<p><strong>20\/11 &#8211; S\u00e1bado<\/strong><\/p>\n<p>18H &#8211; \u00c1FRICA NORDESTINA &#8211; ADDA<br \/>\nKyttanda<br \/>\nNo IGTV do Drag\u00e3o. 4min39. Livre<\/p>\n<p>19H &#8211; TANTO MAR &#8211; COLETIVO PONTO<br \/>\nNo YouTube do Drag\u00e3o do Mar. 8min40. Livre. Acess\u00edvel em Libras.<\/p>\n<p><strong>21\/11 &#8211; Domingo<\/strong><\/p>\n<p>17H &#8211; MEM\u00d3RIAS DE UM BAOB\u00c1<br \/>\nGrupo Maleta de Hist\u00f3rias.<br \/>\nNo YouTube do Drag\u00e3o do Mar. 43min. Livre. Acess\u00edvel em Libras.<\/p>\n<p><strong>Protocolos de biosseguran\u00e7a nos espet\u00e1culos presenciais<\/strong><\/p>\n<p>Todos os cuidados seguem refor\u00e7ados para preservar a sa\u00fade dos colaboradores e frequentadores do Teatro Drag\u00e3o do Mar. Al\u00e9m do uso obrigat\u00f3rio de m\u00e1scara, os visitantes devem manter o distanciamento m\u00ednimo um metro, dentro e fora das salas, salvo casais ou grupo de at\u00e9 quatro pessoas da mesma fam\u00edlia. Embora esteja liberada a ocupa\u00e7\u00e3o da sala em at\u00e9 80% da sua capacidade, para preservar o distanciamento m\u00ednimo de um metro, ser\u00e1 mantida a limita\u00e7\u00e3o de at\u00e9 100 assentos. \u00c9 disponibilizado \u00e1lcool em gel 70% na entrada. Ficam dispensadas do uso obrigat\u00f3rio de m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o as pessoas com transtorno do espectro autista, com defici\u00eancia intelectual, com defici\u00eancias sensoriais ou com quaisquer outras defici\u00eancias que as impe\u00e7am de fazer o uso adequado de m\u00e1scara de prote\u00e7\u00e3o facial, conforme declara\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, bem como crian\u00e7as menores de 3 anos de idade.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Museu de Arte Contempor\u00e2nea do Cear\u00e1 (MAC)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>20\/11 &#8211; S\u00e1bado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s 16h30<br \/>\nEm celebra\u00e7\u00e3o ao Dia da Consci\u00eancia Negra, a artista e educadora Mariane Rom\u00e3o ir\u00e1 realizar a leitura dram\u00e1tica de poesias de escritores pretos. Mariane Rom\u00e3o (@marieromao) \u00e9 atriz, cantora, artivista do feminismo e movimento negros, arte educadora em forma\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e educadora no Museu de Arte Contempor\u00e2nea Drag\u00e3o do Mar (MAC Drag\u00e3o).<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Museu da Cultura Cearense<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>20\/11 &#8211; S\u00e1bado<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0s 15h, no Ateli\u00ea dos Museus\/Pra\u00e7a Verde. 2h30min. 14+. Inscri\u00e7\u00e3o via formul\u00e1rio &#8211; A\u00e7\u00e3o Educativa MCC. Sabedorias Sens\u00edveis: ancestralidade e representatividade, com o Coletivo Quilombo Afetivo Forma\u00e7\u00e3o<br \/>\nO Museu da Cultura Cearense realizar\u00e1 um encontro para inscritos confirmados. Nesta viv\u00eancia temos como objetivo provocar nos participantes um \u00edmpeto criativo para abordar tem\u00e1ticas e sabedorias sens\u00edveis existentes em torno das religi\u00f5es de matrizes africanas presentes na realidade do Brasil contempor\u00e2neo, que ainda vive envolto a tantos preconceitos e racismo. Optamos por metodologias sensibilizadoras, emp\u00e1ticas e cativantes, para que a experi\u00eancia desta oficina possa ser levada para a sala de aula.<\/p>\n<p><strong>Sobre os convidados <\/strong><br \/>\nElias Luciano (estudante de Hist\u00f3ria \u2013 UECE; integrante do Quilombo Afetivo Forma\u00e7\u00e3o);<br \/>\nIsrael Menezes (graduado em Hist\u00f3ria \u2013 UECE; integrante do Quilombo Afetivo Forma\u00e7\u00e3o);<br \/>\nMateus Django (graduado em Hist\u00f3ria \u2013 UECE; integrante do Quilombo Afetivo Forma\u00e7\u00e3o);<br \/>\nMarina Maia (estudante de Letras Portugu\u00eas \u2013 UFC; integrante do Quilombo Afetivo Forma\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Cineteatro S\u00e3o Luiz<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>20\/11 &#8211; S\u00e1bado<\/strong><\/p>\n<p>10h [ARTE EM REDE &#8211; EXPOSI\u00c7\u00c3O] DENEGRINDO ARQUEOLOGIA PESSOAL &#8211; soupixo<br \/>\n\u279c Onde: site do Cineteatro S\u00e3o Luiz (<a href=\"https:\/\/www.cineteatrosaoluiz.com.br\/\">https:\/\/www.cineteatrosaoluiz.com.br\/<\/a>)<\/p>\n<p>Sinopse: Tenho uma boa mem\u00f3ria da minha inf\u00e2ncia, lembro de algumas brincadeiras, de passear de bicicleta com minha m\u00e3e e meu pai e outros momentos felizes. Minha irm\u00e3 e eu nascemos no mesmo ano, ela em Janeiro de 1994 e eu em Dezembro, portanto, passamos muito tempo juntas na inf\u00e2ncia e tenho mais lembran\u00e7as com ela. J\u00e1 meu irm\u00e3o nasceu tr\u00eas anos depois, era o bebezinho da fam\u00edlia cuidado por todas, inclusive por n\u00f3s duas. Nesse per\u00edodo n\u00e3o me recordo de conviver com outras crian\u00e7as a n\u00e3o ser minhas primas, pois moramos por um tempo na mesma casa. Tudo era muito bom, com conforto da fam\u00edlia, s\u00f3 brincadeiras, sem responsabilidades. Eu era uma crian\u00e7a bem comunicativa, n\u00e3o tinha medo de falar o que pensava, era livre. No contato com a sociedade a forma de me relacionar com o mundo se alterou brutalmente. Assim, essa pesquisa nasceu da \u00e2nsia por falar, ato que, ap\u00f3s ir para o mundo, sempre me foi negado. A sociedade me mostrou o lugar que considerava que me era devido, no canto da sala, calada. Fui seguindo a vida assim. \u00c0s vezes reivindicava outros lugares, falava ou gritava, mas no final sempre voltava para o mesmo lugar onde a \u201cvida\u201d me ensinou que seria meu. As coisas mudaram um pouco, cheguei a um lugar que ningu\u00e9m imaginava que eu poderia chegar e atrav\u00e9s dele contarei a minha hist\u00f3ria e das mulheres que vieram antes de mim que a sociedade insistiu e ainda insiste em silenciar. Esse lugar do qual falo \u00e9 a universidade, que mesmo com a pol\u00edtica de cotas raciais como forma de diminuir os preju\u00edzos hist\u00f3ricos sofridos pela popula\u00e7\u00e3o negra e dos povos origin\u00e1rios permanece um espa\u00e7o elitizado, reservado, preferencialmente para os brancos, principalmente homens. O percurso que n\u00f3s negras e pobres percorremos at\u00e9 chegar aqui \u00e9 bastante dificultado, bem planejado para que nunca alcancemos determinados espa\u00e7os, principalmente n\u00f3s mulheres negras. Mas, que lugar esses corpos negros ocupam na sociedade? O que esses corpos carregam como hist\u00f3ria e mem\u00f3ria? O que eles transmitem a partir do olhar do outro? Somos frutos de uma sociedade machista e racista, frutos da coloniza\u00e7\u00e3o e da escravid\u00e3o, marcas que determinam o que pode uma mulher negra fazer e falar. Mas esses corpos, mesmo que calejados, resistem. Somos sin\u00f4nimo de luta, desde nossas antepassadas at\u00e9 os dias atuais. Se hoje existo \u00e9 porque vieram v\u00e1rias antes de mim. Duas dessas s\u00e3o Ant\u00f4nia Ana de Jesus, minha av\u00f3, e Maria do Socorro Oliveira Santos, minha m\u00e3e. S\u00e3o, principalmente, essas duas mulheres que me inspiraram a aprofundar o debate da produ\u00e7\u00e3o de arte por mulheres negras no mundo, mas pensando a partir do Cariri cearense.<\/p>\n<p>20h [ARTE EM REDE] A CORAGEM DE SER NEGRO<br \/>\n\u279c Onde: no canal no YouTube do Cineteatro <a href=\"https:\/\/youtube.com\/c\/CineteatroS\u00e3oLuizFortaleza\">https:\/\/youtube.com\/c\/CineteatroS\u00e3oLuizFortaleza<\/a><br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o Indicativa: Livre | Dura\u00e7\u00e3o: 30 min aprox.<\/p>\n<p>Sinopse: A pe\u00e7a A Coragem de Ser Negro nasce em virtude da dificuldade de fazer as pessoas sentirem o que sentimos, net\u00e3o falar o que se sente talvez seja o melhor caminho. Por isso, a obra fala dos medos e dores que n\u00f3s, negros, sentimos ao passarmos por situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o por causa da cor da nossa pele. Por vivermos em um pa\u00eds culturalmente e dissimuladamente racista, tenho a n\u00edtida impress\u00e3o de que as pessoas de pele branca n\u00e3o t\u00eam ideia dos sentimentos que ocorrem, de como \u00e9 a vida do preto, o cotidiano, os h\u00e1bitos a adapta\u00e7\u00e3o e as lutas para sobreviver com sa\u00fade diante de tantas provoca\u00e7\u00f5es, ataques e condicionamentos que, infelizmente, fazem parte da rotina di\u00e1ria. Essa \u00e9 a proposta que apresento na pe\u00e7a teatral &#8220;A coragem de Ser Negro&#8221;. Inspirado em Paul Tillich, no seu livro &#8220;A Coragem de Ser&#8221;. O te\u00f3logo e fil\u00f3sofo de origem alem\u00e3 e radicado nos EUA, aborda nessa sua obra, tr\u00eas tipos de ansiedade que acomete o ser humano, as quais vou chamar de dores e medos. S\u00e3o esses os tipos: As biol\u00f3gicas, aquelas que atingem o corpo, o medo da morte, das doen\u00e7as, daquilo que literalmente sentimos desde a pele. Outras dores e medos s\u00e3o qualificados no \u00e2mbito da alma e se referem a tudo que nos faz sentir sofrer condena\u00e7\u00e3o e culpa. O terceiro e \u00faltimo tipo diz respeito a dores e medos existenciais e nos faz desperceber os sentidos, os significados. Dores que nos colocam como seres insignificantes, um nada, um n\u00e3o-ser, nas rela\u00e7\u00f5es sociais e desprovidos de valor como seres humanos. Trato essas ang\u00fastias na perspectiva do negro, o que nos adv\u00eam no corpo, alma e esp\u00edrito &#8211; tricotomia meramente ilustrativa &#8211; enquanto v\u00edtimas de racismo.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a \u00e9 encenada por um casal de atores negros, em linguagem \u00e9 bastante acess\u00edvel, \u00e9 a voz forte e emocionante tanto do negro, da negra, que comumente reside na periferia, sem oportunidade de estudo, como tamb\u00e9m do negro, da negra, com t\u00edtulos acad\u00eamicos. No texto c\u00eanico h\u00e1 poemas, que de forma simples fazem cita\u00e7\u00f5es aos poetas abolicionistas Castro Alves e Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, passam por poetas e escritores como Mia Couto, Fernando Pessoa, Lenine, Emicida e fil\u00f3sofos como Martin Buber, Schopenhauer e Paul Tillich sem perder a linguagem coloquial, popular, atendendo a profundidade e a simplicidade que o tema exige.<\/p>\n<p>O roteiro traz uma performance criativa, din\u00e2mica, vers\u00e1til no talento do elenco e dire\u00e7\u00e3o com vasta experi\u00eancia em teatro. Algumas falas tem a cad\u00eancia do rap, com varia\u00e7\u00f5es propositalmente dissonantes em harmonia com a realidade da vida dos afrodescendentes, com suas vicissitudes e ambiguidades. Uma linguagem forte, gritos de desespero e de dor. A pe\u00e7a \u00e9 uma obra de arte para ser sentida. Diante de sofrimentos, indigna\u00e7\u00f5es e luta, sobrevivemos pela coragem de ser negro. Por vivemos num ambiente racista no Brasil, permeado dos racismos estrutural e institucional em todas as camadas da nossa sociedade, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es de combate aquilo que o jornalista Laurentino Gomes, autor do livro Escravid\u00e3o, classifica como um dos maiores problemas de nossa na\u00e7\u00e3o &#8220;Brasil nunca ser\u00e1 um pa\u00eds decente, digno dos nossos sonhos, enquanto a imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tiver educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e empregos decentes. Enfrentar a desigualdade social no Brasil \u00e9 sin\u00f4nimo de uma segunda aboli\u00e7\u00e3o, porque a maioria dos pobres s\u00e3o negros. Por isso digo que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, mas um investimento no futuro. Essa \u00e9 a principal agenda pol\u00edtica daqui para frente, ainda que tenhamos um governo hostil. Isso \u00e9 um tema represado do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Qualquer governo, partido pol\u00edtico ou campanha eleitoral vai se defrontar com esse legado&#8221;, disse o escritor em uma entrevista para o jornal El Pa\u00eds (https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/11\/19\/politica\/1574203693_074968.ht ml). Em vista disso, a pe\u00e7a se prop\u00f5e a ser instrumento na guerra contra o racismo. Certamente, por vivermos numa cultura racista, muitas pessoas que de verdade n\u00e3o s\u00e3o racistas surpreendem a si mesmas, usando termos e se envolvendo com a\u00e7\u00f5es racistas at\u00e9 de forma inconscientes. O espet\u00e1culo \u00e9 uma proposta de consci\u00eancia negra, s\u00e3o gritos que revelam os sentimentos, ang\u00fastias, medos e dores de negros com o intuito de fazer as pessoas perceberem o que exatamente nos magoa, fere e prejudica e da\u00ed possam se tornar mais sens\u00edveis e cuidadosos quanto a esse problema.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Sobrado Dr. Jos\u00e9 Louren\u00e7o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>20\/11 &#8211; S\u00e1bado<\/strong><\/p>\n<p>10H30 &#8211; PERFORMANCE ART\u00cdSTICA \u201cSERVI\u00c7AL\u201d, DE JEFFERSON SKORUPSKI<\/p>\n<p>SERVI\u00c7AL \u00e9 uma performance social reality, com desdobramentos referente ao sistema colonial e escravagista brasileiro. Uma a\u00e7\u00e3o replicadora do sistema de subalternidades dada \u00e0s minorias de cor negra, caracterizando-se uma \u201ccoloniza\u00e7\u00e3o-escravista\u201d perpetuante e pass\u00edvel de naturaliza\u00e7\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es subservientes e j\u00e1 previamente estabelecidas hierarquicamente pelas camadas mais brancas da nossa sociedade.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 mais uma atividade do Projeto Farol das Artes, parceria de gest\u00e3o compartilhada entre o Sobrado Dr. Jos\u00e9 Louren\u00e7o e o Instituto S\u00e9rvulo Esmeraldo.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Theatro Jos\u00e9 de Alencar<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>17\/11 &#8211; Quarta-feira<\/strong><\/p>\n<p>O Theatro Jos\u00e9 de Alencar realiza, no dia 17 de novembro, mais uma edi\u00e7\u00e3o do seu tradicional projeto gratuito \u201cTheatro de Portas Abertas\u201d, que celebra a cada m\u00eas o seu anivers\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o do TJA (17 de junho de 1910). Para marcar o <strong>M\u00eas da Consci\u00eancia Negra<\/strong>, lembrado a cada dia 20 de novembro, o TJA ir\u00e1 trabalhar a tem\u00e1tica ao longo de todo o dia de programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>9h, 10h, 11h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h e 19h<br \/>\nVISITAS GUIADAS<br \/>\nEntrada franca &#8211; mediante agendamento pelos fones (85) 3101-2583 \/ 3101-2586<\/p>\n<p>10 HORAS<br \/>\nCONFEC\u00c7\u00c3O DE BONECAS ABAYOMI<br \/>\nOficina com a multiartista Raquel Santos<br \/>\n(Sala de Figurino &#8211; Anexo CENA)<\/p>\n<p>14h30<br \/>\nAQUILOMBAMENTO DAS ARTES<br \/>\nRoda de conversa &#8220;Cultura para combater o racismo e promover a igualdade racial&#8221;, promovido e mediado por Mart\u00edr Silva, Coordenadora Especial de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Igualdade Racial da Secretaria da Prote\u00e7\u00e3o Social, Justi\u00e7a, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (Ceppir\/SPS)<br \/>\n(Foyer do TJA)<\/p>\n<p>16 HORAS<br \/>\nFEIRA CULTURAL DE AFROEMPREENDEDORISMO<br \/>\n(P\u00e1tio Nobre)<\/p>\n<p>16 HORAS<br \/>\nESPET\u00c1CULO \u201cRE-TALHOS\u201d<br \/>\nCPBT Noite 2017-2018 &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Neidinha Castelo Branco<br \/>\n(Transmiss\u00e3o: YouTube do TJA)<\/p>\n<p>16h20<br \/>\nSHOW \u201cMATEUS FAZENO ROCK\u201d<br \/>\n(Jardim do TJA &#8211; gratuito com retirada de ingressos limitada a 200 pessoas pelo Sympla e comprova\u00e7\u00e3o de duas doses da vacina contra Covid-19)<\/p>\n<p>17 HORAS<br \/>\nMUSICAL &#8220;GRITOS&#8221;<br \/>\nIdealizado por Luis Pedrosa com base nas obras de Jansen Viana (dire\u00e7\u00e3o: Jeffe)<br \/>\n(Cal\u00e7ada do TJA)<\/p>\n<p>17 HORAS<br \/>\nOS CABELOS DE YAMI<br \/>\nCurta-metragem de Luizete Vicente e Rebeca Bezerra<br \/>\n(Transmiss\u00e3o: YouTube do TJA)<\/p>\n<p>18 HORAS<br \/>\nHORA DO NGELUS<br \/>\nCom a cantora, compositora e atriz Adna Oliveira<br \/>\n(Cal\u00e7ada do TJA)<\/p>\n<p>19 HORAS<br \/>\nORQUESTRA DE C MARA HEITOR VILLA-LOBOS<br \/>\nConcerto &#8220;Grandes Cl\u00e1ssicos&#8221;, com participa\u00e7\u00e3o especial do Coral da Estaca Fortaleza + convidados: Franklin Dantas (tenor), Ant\u00f4nio Souza (contratenor) e Alvany Silva (pianista)<br \/>\n(Palco Principal &#8211; Entrada: 1kg de alimento n\u00e3o-perec\u00edvel)<\/p>\n<p>19 HORAS<br \/>\nWEBIN\u00c1RIO CPBT 30 ANOS<br \/>\n(Transmiss\u00e3o: YouTube do TJA)<\/p>\n<p>20 HORAS<br \/>\nCURTA-METRAGEM \u201cA BELEZA DE ROSE\u201d<br \/>\nProjeto Arte em Rede 2021 &#8211; Dire\u00e7\u00e3o: Natal Portela (20min)<br \/>\n(Transmiss\u00e3o: YouTube do TJA)<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Escola Porto Iracema das Artes<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o do M\u00eas da Consci\u00eancia Negra na Escola Porto Iracema das Artes inicia na pr\u00f3xima quarta-feira, 17 de novembro, e segue at\u00e9 o dia 25. Entre as a\u00e7\u00f5es, show com o grupo de rap S.E.P. 85, uma sess\u00e3odo filme \u201cCabe\u00e7a de N\u00eago\u201d, com a presen\u00e7a do diretor D\u00e9o Cardoso, que vai \u201cdissecar\u201d a obra para o p\u00fablico; a apresenta\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo \u201cEncantarias de um Boi Juremeiro\u201d, do coletivo Yab\u00e1s, no dia 20, aula aberta sobre o protagonismo negro na fotografia com Tamara Lopes, al\u00e9m de um Sarau de Saberes.<\/p>\n<p><strong>17\/11 &#8211; Quarta-feira<\/strong><br \/>\n[M\u00daSICA] SHOW S.E.P. &#8211; SUBCONSCIENTE EM PAUTA 85<br \/>\n18h &gt; P\u00e1tio da Escola Porto Iracema das Artes &gt; Presencial &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p><strong>19\/11 &#8211; Sexta-feira<\/strong><br \/>\n[CINEMA] ANATOMIA DO FILME: &#8220;Cabe\u00e7a de N\u00eago&#8221;, de D\u00e9o Cardoso<br \/>\nMedia\u00e7\u00e3o: Isaac Pipano e Lis Paim<br \/>\n19h &gt; P\u00e1tio da Escola Porto Iracema das Artes &gt; Presencial &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p><strong>20\/11 &#8211; S\u00e1bado &#8211; Dia da Consci\u00eancia Negra<\/strong><br \/>\n[TEATRO] Espet\u00e1culo \u201cEncantarias de um Boi Juremeiro\u201d<br \/>\nCom Coletivo Yab\u00e1s<br \/>\n17h &gt; Em frente \u00e0 Escola Porto Iracema &gt; Presencial &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p>[ARTES VISUAIS ] FESTIVAL CONCRETO | Masterclass com artista visual Onesto (SP) e sess\u00e3o de aut\u00f3grafos com Eduardo Africano, autor do livro &#8220;Ultrapassando as grades e vendo al\u00e9m dos muros&#8221;<br \/>\n18h &gt; Audit\u00f3rio da Escola Porto Iracema das Artes &gt; Presencial &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p><strong>23\/11 &#8211; Ter\u00e7a-feira<\/strong><br \/>\n[FOTOGRAFIA] Aula aberta &#8211; O protagonismo negro na fotografia<br \/>\nCom Tamara Lopes<br \/>\n18h&gt; Live no YouTube da Escola Porto Iracema das Artes &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p><strong>25\/11 &#8211; Quinta-feira<\/strong><br \/>\n[TEATRO] Rotas de Cria\u00e7\u00e3o &#8211; Sarau de Saberes<br \/>\nCom Grupo Cultural Guardi\u00e3s da Ciranda, alunes e professoras\/es do Percurso B\u00e1sico de Teatro<br \/>\n14h &gt; P\u00e1tio da Escola Porto Iracema das Artes &gt; Presencial &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p>[TEATRO] Anatomia do Espet\u00e1culo &#8211; \u201cEncantarias de um Boi Juremeiro\u201d<br \/>\nCom Coletivo Yab\u00e1s<br \/>\n19h &gt; Live no Youtube da Escola Porto Iracema das Artes &gt; Aberto ao p\u00fablico<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Vila da M\u00fasica<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A Vila da M\u00fasica Monsenhor \u00c1gio Augusto Moreira, realiza de 10 a 27 de novembro, sempre \u00e0s 19h, a programa\u00e7\u00e3o \u201cAfricanidades: vozes, saberes e ritmos\u201d, que acontece no Instagram e Youtube do equipamento.<\/p>\n<p><strong>11\/11<\/strong><br \/>\nExibi\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo Opereta Popular Canto de Reis \u2013 Grupo Terra<\/p>\n<p><strong>12\/11<\/strong><br \/>\nConcerto da Orquestra Armorial do Cariri \u2013 AVBEM<\/p>\n<p><strong>16\/11<\/strong><br \/>\nA musicalidade presente no espa\u00e7o sagrado das religi\u00f5es de matriz africana \u2013 M\u00e3e Br\u00edgida de Oxum e Pai Ivan. Media\u00e7\u00e3o: Thiago Flor\u00eancio<\/p>\n<p><strong>17\/11<\/strong><br \/>\nExibi\u00e7\u00e3o do filme \u201cMestres da Cultura Cearense, a tradu\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es.\u201d dire\u00e7\u00e3o Paula Silveira.<\/p>\n<p><strong>18\/11<\/strong><br \/>\nHist\u00f3rias de Ouvir e Viver \u2013 Live tem\u00e1tica alusiva a Semana da Consci\u00eancia Negra \u2013 Participa\u00e7\u00e3o: F\u00f3rum de Multilinguagens de Artistes Negres e Perif\u00e9riques do Cear\u00e1.<\/p>\n<p><strong>19\/11<\/strong><br \/>\nLive show Toada para Jo\u00e3o e Maria \u2013 live musical com Cia do Tijolo<\/p>\n<p><strong>20\/11<\/strong><br \/>\nMostra Tem Preto na Resist\u00eancia \u2013 D\u00e9o Cardoso<br \/>\nV\u00eddeo Convite D\u00e9o Cardoso.<br \/>\nPode me chamar de Nad\u00ed<br \/>\nV\u00eddeo: Sonhos Interrompidos<br \/>\nCapuccino com Canela<\/p>\n<p><strong>22\/11<\/strong><br \/>\nO of\u00edcio nosso de cada dia (Dia Nacional do M\u00fasico)<br \/>\nConvidados: Os professores da Vila da M\u00fasica: Eliarley Oliveira, Isaac Silva e Paulo Diniz.<\/p>\n<p><strong>24\/11<\/strong><br \/>\n19h<br \/>\nCamerata \u00c1gio Augusto Moreira de Viol\u00f5es<\/p>\n<p><strong>27\/11<\/strong><br \/>\n19h<br \/>\nCia Cle \u2013 O Conto da Mulher \u00c1gua<br \/>\nFragmentos para Ressurgir<\/p>\n<p>OPERETA CANTO DE REIS<br \/>\nA Opereta narra a trajet\u00f3ria da brincadeira dos autos do Reisado de Congo, cuja a\u00e7\u00e3o c\u00eanica se reconstr\u00f3i no cotidiano dos terreiros dos mestres e mestras da cultura popular com a festa, os cantos, as dan\u00e7as, a dramaturgia e a performance dos brincantes. Essa estrutura ganha os palcos na perspectiva de contar e recontar a hist\u00f3ria do Reisado, desde a ben\u00e7\u00e3o inicial, a sua chegada, a abertura de porta, as embaixadas, a tira\u00e7\u00e3o do divino, a sa\u00edda da casa, a sauda\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico, os entremeios, as pe\u00e7as no terreiro, as batalhas no quilombo do Reisado e a despedida. Uma experi\u00eancia est\u00e9tica e sensorial que convida o p\u00fablico a querer mais!<\/p>\n<p>ORQUESTRA ARMORIAL DO CARIRI<br \/>\nA Orquestra Armorial do Cariri nasceu com o objetivo de promover um di\u00e1logo de fortalecimento da cultura local e a valoriza\u00e7\u00e3o das artes e de seus mestres. Com uma forma\u00e7\u00e3o camer\u00edstica de orquestra, mas com o prop\u00f3sito de trabalhar um repert\u00f3rio popular que re\u00fane o canto e a sonoridade das coisas da terra, do povo, do cotidiano e dos encantamentos que habitam o imagin\u00e1rio popular. A Orquestra tem buscado proporcionar um di\u00e1logo geracional ao reunir a experi\u00eancia dos Mestres da Tradi\u00e7\u00e3o, artes\u00e3os locais e jovens m\u00fasicos, que bebem e convivem com seus saberes e fazeres, al\u00e9m de trabalhar a inclus\u00e3o e a acessibilidade cultural de alunos do Curso de Musicaliza\u00e7\u00e3o da APAE-Associa\u00e7\u00e3o dos Pais e Amigos dos Excepcionais.<\/p>\n<p>M\u00c3E BR\u00cdGIDA,<br \/>\nAtriz, iniciada para orix\u00e1 Oxum, m\u00e3e de santo de umbanda da tenda das 7 luzes,<\/p>\n<p>IVANISEVIC AGNES,<br \/>\nPai pequeno da tenda das 7 luzes, p\u00f3s graduado em hist\u00f3ria africana e cultura afro brasileira.<\/p>\n<p>THIAGO FLOR\u00caNCIO<br \/>\n\u00c9 professor adjunto de Hist\u00f3ria na Universidade Regional do Cariri, na Gradua\u00e7\u00e3o do Departamento de Hist\u00f3ria, no Mestrado Profissionalizante ProfHist\u00f3ria e professor permanente no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras da mesma IES. Coordenador do Grupo de Pesquisa NEDESA (N\u00facleo de Estudos de Descoloniza\u00e7\u00e3o do Saber).<\/p>\n<p>MART\u00cdR SILVA<br \/>\nCoordenadora especial de pol\u00edticas p\u00fablicas para igualdade racial da Secretaria da Prote\u00e7\u00e3o Social, Justi\u00e7a, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos (Ceppir\/SPS) advogada e mestre em Pol\u00edticas P\u00fablicas, coordenou a Assessoria Jur\u00eddica da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, do Conselho Regional de Servi\u00e7o Social e da Secretaria de Cultura do Estado. Foi assessora parlamentar, \u00e9 professora dos cursos de Direito e Servi\u00e7o Social das Faculdades Cearenses. Atua nos movimentos de mulheres, antirracistas, e em Defesa do Estado Democr\u00e1tico de Direito.<\/p>\n<p>Z\u00c9IS<br \/>\nArtista da cena contempor\u00e2nea cearense e transita por diferentes linguagens art\u00edsticas tendo a m\u00fasica como elemento disparador de sua trajet\u00f3ria. Cantor, compositor e ator formado em M\u00fasica pela Universidade Federal do Cear\u00e1 e em Hist\u00f3ria pela Universidade Estadual do Cear\u00e1. Integra atualmente o Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Artes do IFCE onde investiga as intera\u00e7\u00f5es entre a M\u00fasica e Teatro em sua obra.<\/p>\n<p>LIVE SHOW TODA PARA JO\u00c3O E MARIA<br \/>\nToada para Jo\u00e3o e Maria canta e conta a hist\u00f3ria de um casal desde a primeira troca de olhares, passando pela paix\u00e3o, pelo ci\u00fame e separa\u00e7\u00e3o, pela saudade e recome\u00e7o, at\u00e9 chegar \u00e0s crises da meia idade, \u00e0s perdas, mudan\u00e7as do mundo, alegrias e medos que surgem com o passar dos dias. Jo\u00e3o e Maria tentam lidar com o tempo que n\u00e3o para de passar. O espet\u00e1culo tem como fio condutor can\u00e7\u00f5es de Chico Buarque de Holanda e cita\u00e7\u00f5es de diversos autores, homens e mulheres especialistas nas quest\u00f5es do amor. O show \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 vida constru\u00edda junto com a plateia e ao som de nosso Chico.<\/p>\n<p>ELIARLEY OLIVEIRA.<br \/>\nM\u00fasico, Educador Musical, arranjador e pesquisador. Possui gradua\u00e7\u00e3o em M\u00fasica \u2013 Licenciatura pela UFCA e gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias \u2013 Licenciatura pela URCA. Especializa\u00e7\u00e3o em Artes, com \u00eanfase em M\u00fasica pela FAVENI. Atua como Supervisor Pedag\u00f3gico da Vila da M\u00fasica Monsenhor \u00c1gio Augusto Moreira\/ SOLIBEL. Al\u00e9m de desenvolver atividades como professor de Viol\u00e3o e Bateria e Grupo de C\u00e2mara de Viol\u00f5es.<\/p>\n<p>PAULO DINIZ<br \/>\nM\u00fasico, gestor, produtor, arte\/educador e empreendedor Cultural, Diniz foi maestro da tradicional Banda Chico Clarinete, de Tau\u00e1-Ce, atuando tamb\u00e9m nesse munic\u00edpio como secret\u00e1rio de cultura em 2020.<br \/>\nCoordenou a Escola de M\u00fasica Maria Mercedes Americano de Brito,da cidade de Ameiroz, e a Escola de M\u00fasica Professora Leolina Maciel Feitosa e Castro na Cidade de Tau\u00e1 . Atualmente \u00e9 professor de sopros da Vila da M\u00fasica no Crato e est\u00e1 \u00e0 frente do ponto de cultura Melodias do Amanh\u00e3 certificado como ponto de cultura do estado do Cear\u00e1, e maestro titular da banda de m\u00fasica da cidade de Nova Olinda.<\/p>\n<p>ESPECIAL: TODA PARA JO\u00c3O E MARIA<br \/>\nToada para Jo\u00e3o e Maria canta e conta a hist\u00f3ria de um casal desde a primeira troca de olhares, passando pela paix\u00e3o, pelo ci\u00fame e separa\u00e7\u00e3o, pela saudade e recome\u00e7o, at\u00e9 chegar \u00e0s crises da meia idade, \u00e0s perdas, mudan\u00e7as do mundo, alegrias e medos que surgem com o passar dos dias. Jo\u00e3o e Maria tentam lidar com o tempo que n\u00e3o para de passar. O espet\u00e1culo tem como fio condutor can\u00e7\u00f5es de Chico Buarque de Holanda e cita\u00e7\u00f5es de diversos autores, homens e mulheres especialistas nas quest\u00f5es do amor. O show \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o \u00e0 vida constru\u00edda junto com a plateia e ao som de nosso Chico.<\/p>\n<p>CAMERATA \u00c1GIO AUGUSTO MOREIRA DE VIOL\u00d5ES<br \/>\nGrupo de violonistas da Vila da M\u00fasica, de forma\u00e7\u00e3o discente e docente, a Camerata \u00c1gio Moreira faz diversas apresenta\u00e7\u00f5es em eventos de porte local e regional. Com repert\u00f3rio din\u00e2mico entre o popular e o erudito, trabalhado na mais alta qualidade, o grupo tem a miss\u00e3o de semear a m\u00fasica bem tocada neste deslumbrante instrumento.<\/p>\n<p>FILMES<\/p>\n<p>O document\u00e1rio Mestres da Cultura Cearense \u2013 a tradu\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es, \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Instituto de Culturas Populares, idealizado por Paula Silveira e dirigido por Paulo Winz, re\u00fane depoimentos das mestras e mestres da cultura cearense, com o intuito de fazer um registro hist\u00f3rico a respeito dos saberes e fazeres e, seus legados \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. O projeto \u00e9 apoiado pela Lei Federal n\u00ba 14\/017 (Aldir Blanc) por meio da Secretaria da Cultura do Estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>MOSTRA PRETO CONSCIENTE<br \/>\nD\u00c9O CARDOSO<br \/>\nMestre em Belas Artes\/Cinema, pela Ohio University \u2013 EUA (2005) e graduado em Comunica\u00e7\u00e3o Social (Publicidade e Propaganda) pela Universidade de Fortaleza (2001). Tamb\u00e9m conhecido pelo pseud\u00f4nimo art\u00edstico \u201cD\u00e9o Cardoso\u201d, possui experi\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o audiovisual, atuando nas \u00e1reas de desenvolvimento de roteiros, dire\u00e7\u00e3o\/realiza\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o\/montagem de filmes para Cinema e TV, e filmes publicit\u00e1rios. Como docente, atua como professor de n\u00edvel superior em regime integral na Unifanor Wyden nos cursos de gradua\u00e7\u00e3o de R\u00e1dio e TV, Publicidade e Propaganda e Jornalismo,ministrando disciplinas nas \u00e1reas de Cinema\/Audiovisual e Fotografia. Como cineasta, roteirizou e dirigiu diversos curtas-metragens em fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rio, e recentemente realizou seu primeiro longa-metragem. Conquistou pr\u00eamios como o \u201cParry-Billman Fine Arts Award\u201d, nos Estados Unidos (2005); VI Pr\u00eamio Cear\u00e1 de Cinema e V\u00eddeo (2007) e o Edital Longa-Metragem Afirmativo, do Minist\u00e9rio da Cultura\/Ancine (2017).<\/p>\n<p>PODE ME CHAMAR DE NAD\u00cd<br \/>\nFilme de curta-metragem sobre uma menina que, num determinado dia, supera o racismo. Baseado em fatos reais. Escrito e dirigido por D\u00e9o Cardoso; Produ\u00e7\u00e3o de Tamylka Viana. Estrelando Nadi\u00e9zia Apolin\u00e1rio (Nad\u00ed), Laila Pires (Laila) e Rodger Rog\u00e9rio (Tapioqueiro).<\/p>\n<p>SONHOS INTERROMPIDOS<br \/>\nV\u00eddeo da Campanha contra o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>APUCCINO COM CANELA<br \/>\nDois amigos universit\u00e1rios, da periferia de Fortaleza, marcam uma reuni\u00e3o num Caf\u00e9 chique da cidade. A reuni\u00e3o muda de pauta quando um deles \u00e9 confundido com assaltante.<\/p>\n<p>ESPET\u00c1CULOS<\/p>\n<p>O CONTO DA MULHER \u00c1GUA, DA CIA. CIRCO L\u00daDICO EXPERIMENTAL<br \/>\nCLE, \u00e9 uma proposi\u00e7\u00e3o de acrobacia c\u00eanica que anuncia um percurso marcado no corpo e com o corpo. Ela desapareceu, foi vista na beira do mangue dois anos depois, virou totem quando a mar\u00e9 baixou, se desfez e refez em muitas. Mulheres que ultrapassam, atravessam o apagamento para emergir, para ir das nascentes \u00e0s quedas das cachoeiras, para percorrer os c\u00f3rregos em dire\u00e7\u00e3o ao mar. Entre o risco e a margem, uma pergunta: O que faz uma mulher desaparecer, assim como desaparecem os rios?<br \/>\nFRAGMENTOS PARA RESSURGIR<br \/>\nA obra c\u00eanica-musical Fragmentos para ressurgir, realizada em formato audiovisual, \u00e9 uma convoca\u00e7\u00e3o de mulheres s\u00edmbolos de resist\u00eancia atrav\u00e9s dos seus cantos. O projeto nasce a partir do desejo de conhecer e dar visibilidade as hist\u00f3rias de mulheres que resistiram e abriram caminhos antes de n\u00f3s. Desse modo, visitamos as figuras de mulheres latino-americanas: Antonieta Noronha, Cacique Pequena, Chiquinha Gonzaga e Violeta Parra.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\"><strong>Centro Cultural Bom Jardim<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&#8211; <strong>12\/11<\/strong> &#8211; 16h Sexta Multi &#8211; M\u00c3E CANIBAL E MARIA ANGULA &#8211; Edivaldo Batista<br \/>\nFormato: Estreia de V\u00eddeo no YouTube.<br \/>\nRELEASE\/SINOPSE<br \/>\nNessa sess\u00e3o de contos Edivaldo Batista narra duas Hist\u00f3rias de assombro que envolvem comida \u201cM\u00e3e Canibal \u2013 Conto Popular Africano; e Maria Angula- Conto Popular do Equador\u201d. Em \u201cM\u00e3e Canibal a hist\u00f3ria de uma m\u00e3e que sente fome de comer carne de gente e por isso vai morar distante dos filhos pra n\u00e3o os devorar; na segunda Hist\u00f3ria \u201cMaria Angula a hist\u00f3ria da personagem T\u00edtulo que n\u00e3o sabendo nada sobre cozinhar acaba preparando uma refei\u00e7\u00e3o macabra pra seu marido. S\u00e3o lendas que pertencem ao rico universo da tradi\u00e7\u00e3o oral de Pa\u00edses do Continente Africano e da Am\u00e9rica Latina.<br \/>\nMINICURR\u00cdCULO<br \/>\nSou Edivaldo Batista, ator, contador de Hist\u00f3rias, um homem Branco, Cis, Gay, membro da rede de contadores de Hist\u00f3rias do Cear\u00e1 que tem a muitos anos contado Hist\u00f3rias para ouvintes de todas as idades, mas parte desses ouvintes tem sido crian\u00e7as entre 6 a 12 anos. Durante esse percurso Teatro e Conta\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3rias tem sido duas linguagens art\u00edsticas que tenho investigado de forma pr\u00e1tica e te\u00f3rica para compor meu repert\u00f3rio. Dentro dos espet\u00e1culos e projetos de narra\u00e7\u00e3o temas como a ancestralidade afro-ind\u00edgena, Contos de Tradi\u00e7\u00e3o popular, Saberes Tradicionais, Mem\u00f3ria e Tradi\u00e7\u00e3o, LGBTQIA+ tem estado fortemente presentes nas escolhas de repert\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>12\/11<\/strong> &#8211; 18h &#8211; Teatro em Pauta &#8211; \u00c1UDIO PE\u00c7A BARRAC\u00c3O SAUDADE &#8211; COLETIVO INFLAM\u00c1VEL<br \/>\nFormato: Estreia de V\u00eddeo no YouTube<br \/>\nRELEASE: Ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o de um regime ditatorial, uma comunidade de sambistas se veem proibidos de festejarem o carnaval ap\u00f3s um decreto. O trabalho busca de forma aleg\u00f3rica fazer um resgate do tempo, suscitando reflex\u00f5es acerca da iminente pol\u00edtica fascista que assombra o pa\u00eds nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>14\/11<\/strong> -16h &#8211; \u00c9 o brinca convida &#8211; OFICINA BRINCANDO COM AFRICANIDADES &#8211; Lia Franco Braga<br \/>\nFormato: Estreia de video no Youtube CCBJ.<\/p>\n<p>RELEASE:<br \/>\nVamos brincar com figuras da ancestralidade africana. Ibeji ou Ibejis \u00e9 um deus\/orix\u00e1 africano representado por duas crian\u00e7as. Irm\u00e3os g\u00eameos negros, belos, corajosos e brincalh\u00f5es. Eles, de t\u00e3o espertos e espirituosos, at\u00e9 conseguiram enganar Icu, a morte, com um fiel e especial amigo. Querem descobrir como eles conseguiram?! Atrav\u00e9s do seu universo l\u00fadico, m\u00e1gico e rico vamos nos aventurar em um encontro permeado pelo encantamento desses dois irm\u00e3os, com afronarra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3ria e jogos\/brincadeiras corporais, com m\u00fasica, teatro, corporeidades brincantes e dan\u00e7antes.<br \/>\nNessa oficina \u201cBrincando com Africanidades\u201d, crian\u00e7as e adultes s\u00e3o convidades pela artista, educadora e pesquisadora Lia Braga (Fortaleza\/CE) a divertirem-se com esse universo. A ministrante tamb\u00e9m prop\u00f5e valoriza\u00e7\u00e3o acerca da cultura negra e africana em ambi\u00eancia art\u00edstico-pedag\u00f3gica e desde 2016 desenvolve metodologia afro-brincante, na arte e educa\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as. A afronarra\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria \u201cOs g\u00eameos brincantes numa aventura dan\u00e7ante!\u201d, que abre a oficina foi adaptada de um mito presente no livro Mitologia de Orix\u00e1s (Companhia das Letras, 2000), de autoria de Reginaldo Prandi.<br \/>\nLia Braga \u00e9 artista, educadora e pesquisadora das Artes, da Educa\u00e7\u00e3o e das Inf\u00e2ncias. Atriz, dan\u00e7arina, contadora de hist\u00f3rias &#8211; foco em afronarra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias de Orix\u00e1s -. Licenciada em Teatro pelo Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Cear\u00e1\/IFCE. Mestra em Artes C\u00eanicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte\/UFRN. Autora do livro &#8220;Onde o Corpo \u00e9 Jogo: Uma Media\u00e7\u00e3o L\u00fadica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil&#8221; (2017), dentre outros textos e artigos publicados. Diretora e int\u00e9rprete-criadora do espet\u00e1culo infantil &#8220;Ax\u00e9 Odara: O Encanto de Orix\u00e1s&#8221; e outras produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Criadora do canal no YouTube Lia e os Er\u00eas com teatro, dan\u00e7a e m\u00fasica para crian\u00e7as. Link: https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCneMMAoo-0XgM85Sv-Z0t8g.<\/p>\n<p>&#8211;<strong>16\/11<\/strong> &#8211; 14h Ciclo de Leitura &#8211; Calu: a menina cheia de hist\u00f3rias e Bucala: a pequena princesa do quilombo do Cabula.<br \/>\nFormato: Redes Sociais CCBJ<br \/>\nRELEASE:<br \/>\nHoje viemos trazer dois audiolivros com tem\u00e1tica infantil e que est\u00e3o dispon\u00edveis na nossa Biblioteca Digital Tocalivros. S\u00e3o audiolivros curtos, por\u00e9m muito reflexivos e com excelentes narrativas para ouvir com sua crian\u00e7a!<br \/>\nNa primeira hist\u00f3ria, a pequena Calu quer transformar a ilha onde mora em um museu a c\u00e9u aberto. Quer saber se Calu conseguiu? Se inscreva na Biblioteca Digital CCBJ e ou\u00e7a na \u00edntegra!<br \/>\nhttps:\/\/biblioteca-grande-bom-jardim.tocalivros.com\/audiolivro\/calu-uma-menina-cheia-de-historias-cassia-valle-luciana-palmeira-tania-champes-male<br \/>\nNa segunda hist\u00f3ria, conhecemos Bucala, uma menina princesa que cresce em um quilombo. A hist\u00f3ria \u00e9 repleta de refer\u00eancias \u00e0 ancestralidade e \u00e0 identidade na constru\u00e7\u00e3o de narrativas representativas da hist\u00f3ria do povo negro. Quer ouvir as aventuras de Bucala? Se inscreva na Biblioteca Digital CCBJ e ou\u00e7a na \u00edntegra!<br \/>\nhttps:\/\/biblioteca-grande-bom-jardim.tocalivros.com\/audiolivro\/bucala-davi-nunes-alexandra-ucanda-male<br \/>\nE voc\u00eas, j\u00e1 deram uma chance para audiolivros?<\/p>\n<p>&#8211; <strong>17\/11<\/strong> &#8211; 18h &#8211; Arte em Rede \/ Forma\u00e7\u00e3o &#8211; Na panela da tradi\u00e7\u00e3o: a cozinha afro-brasileira &#8211; Kelma \u00ecyemoja<br \/>\nFormato: Estreia YouTube<br \/>\nRELEASE:<br \/>\nO webin\u00e1rio panela da tradi\u00e7\u00e3o: a cozinha afro-brasileira \u00e9 uma proposta de socializa\u00e7\u00e3o dos saberes e sabores da culin\u00e1ria africana preservada nossos Candombl\u00e9s do Cear\u00e1 e resulta dos estudos, pesquisas e viv\u00eancias da culinarista, consultora e estudiosa dessa cozinha. Na defini\u00e7\u00e3o do que seria a culin\u00e1ria de terreiro adentra a possibilidade dial\u00f3gica de elementos de outras tradi\u00e7\u00f5es que foram incorporados a esse universo, bem como a preserva\u00e7\u00e3o no manuseio dos elementos que comp\u00f5e as comidas tipicamente africanas da regi\u00e3o da yorubal\u00e2ndia na Nig\u00e9ria.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>18\/11<\/strong> &#8211; Cine Leitor &#8211; Negritude, cultura e resist\u00eancia<br \/>\nFormato: dica de leitura nas redes sociais do CCBJ.<br \/>\nRELEASE:Neste epis\u00f3dio, Emicida e convidados falam sobre como as m\u00fasicas s\u00e3o capazes de popularizar e recontar a hist\u00f3ria do povo brasileiro. Voc\u00ea com certeza j\u00e1 escutou \u201cEu Falei Fara\u00f3\u201d, por exemplo, um dos maiores sucessos do Carnaval de Salvador, marcada pela voz de Margareth Menezes. J\u00e1 parou pra pensar como can\u00e7\u00f5es como essa e os blocos afros da Bahia foram respons\u00e1veis por disseminar conhecimentos sobre a cultura dos pa\u00edses africanos?<br \/>\nLink: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xWztkTiuVxg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xWztkTiuVxg<\/a><\/p>\n<p>&#8211; <strong>24\/11<\/strong> &#8211; 18h Quarta Livre &#8211; &#8220;EU TE BENZO, EU TE CURO &#8211; A CI\u00caNCIA DO GALHO NA F\u00c9!&#8221; &#8211; FERNANDA AZUKA<br \/>\nFormato: Estreia de V\u00eddeo no YouTube CCBJ.<br \/>\nRELEASE: O projeto \u201cEU TE BENZO. EU TE CURO &#8211; A CI\u00caNCIA NO GALHO DE F\u00c9!\u201d contemplado no projeto Territ\u00f3rios de Cria\u00e7\u00e3o \u00e9 um mini document\u00e1rio po\u00e9tico e hist\u00f3rico no formato audiovisual que aborda a pr\u00e1tica, o of\u00edcio de cura realizado por mulheres m\u00e3es de santo rezadeiras, benzedeiras e umbandistas na cidade de Fortaleza. O minidocument\u00e1rio \u00e9 desenvolvido a partir dos relatos de tr\u00eas m\u00e3es de santos umbandistas: M\u00e3e Dulcimar de Ogum, M\u00e3e Amanda de Ox\u00f3ssi e M\u00e3e Gard\u00eania de Ians\u00e3. Essas mulheres pertencentes \u00e0s matrizes e influ\u00eancias africanas, t\u00eam a sabedoria para cura de males f\u00edsicos e espirituais. Conhecedoras de rezas ancestrais e uma ci\u00eancia que tem o costume de ser passadas entre gera\u00e7\u00f5es familiares que realizam verdadeiros milagres com seus galhos de arruda e guin\u00e9, banho de ervas, defuma\u00e7\u00f5es, cachimbos, velas e ora\u00e7\u00f5es. Dotadas de saberes espec\u00edficos, com pr\u00e1ticas pautadas na oralidade e na gestualidade e que transitam entre os planos terrestre e celeste, dialogando entre o profano e o sagrado. Que carregam consigo a f\u00e9 e cura em comunh\u00e3o com a for\u00e7a da encantaria e das entidades de umbanda. O projeto busca o debate e reflex\u00e3o acerca da import\u00e2ncia dessas mulheres como refer\u00eancias na constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e de resist\u00eancia dos Terreiros e da cultura negra no Cear\u00e1 e seus of\u00edcios de cura. Bem como dar visibilidade a umbanda no meio art\u00edstico cultural como patrim\u00f4nio imaterial, tal como ampliar as vozes dessas mulheres e sua import\u00e2ncia social, hist\u00f3rica e cultural como pertencentes aos povos de terreiro. Tendo em vista o seu potencial como gerador de reflex\u00f5es sobre o tema e propulsor do combatendo a intoler\u00e2ncia religiosa t\u00e3o arraigada em nossa sociedade brasileira. Como a\u00e7\u00e3o do projeto foi aplicada primeiramente entrevista diretas, capta\u00e7\u00e3o de imagem e som baseado em narrativas orais com essas mulheres entrevistadas, contato direto com as m\u00e3es de santo umbandistas rezadeiras e benzedeiras para obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre suas trajet\u00f3rias de vida, suas pr\u00e1ticas e saberes, com rela\u00e7\u00e3o aos seus modos de executar o referido of\u00edcio, para entender como realizam as rezas, como e com quem aprenderam a faz\u00ea-las, e o que pensam a respeito de suas atividades. No segundo momento, foi realizado o tratamento desse material coletado resultando na produ\u00e7\u00e3o de um mini-document\u00e1rio \u201cEU TE BENZO. EU TE CURO &#8211; A CI\u00caNCIA NO GALHO DE F\u00c9!\u201d. Possibilitando atrav\u00e9s do registro das mem\u00f3rias dessas mulheres a cria\u00e7\u00e3o de elementos para um debate dial\u00f3gico e po\u00e9tico com a popula\u00e7\u00e3o colaborando para a desmistifica\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o preconceituosas desse imagin\u00e1rio popular. Abordando as pr\u00e1ticas de cura e processos de constitui\u00e7\u00e3o de identidades dessas mulheres. No terceiro momento deu-se pela finaliza\u00e7\u00e3o do minidocument\u00e1rio e contando com inser\u00e7\u00e3o de legendas recursos de acessibilidade. Constituindo-se como um material vi\u00e1vel para sua apresenta\u00e7\u00e3o em plataformas online bem como um material pass\u00edvel de interlocu\u00e7\u00f5es sobre a sua import\u00e2ncia social, hist\u00f3rica e cultural dessas mulheres para a Comunidade Tradicional de Matriz Africana e Povos de Terreiros.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>26\/11<\/strong> &#8211; 18h- Sexta com Dan\u00e7a &#8211; FUTURO? &#8211; Street Balance Crew<br \/>\nFormato: Estreia de V\u00eddeo no YouTube CCBJ.<br \/>\nRELEASE:A tecnologia \u00e9 entendida por muitos como um avan\u00e7o na vida dos seres humanos, tornando a vida social mais pr\u00e1tica, simplificando alguns processos burocr\u00e1ticos, facilitando a comunica\u00e7\u00e3o entre pessoas de diversos lugares e deixando, de certa forma, tudo mais acess\u00edvel. Por outro lado, \u00e9 fato de que hoje nos adequamos a um modo de viver que depende totalmente de aparatos tecnol\u00f3gicos, e isso tamb\u00e9m tem um lado ruim. Hoje \u00e9 muito comum andarmos de cabe\u00e7as baixas olhando para uma tela, e quanto mais o tempo passa, n\u00f3s olhamos menos, est\u00e1 havendo um distanciamento da vida real e uma aproxima\u00e7\u00e3o de tudo que \u00e9 virtual. Isso afeta e afetar\u00e1 ainda muitas gera\u00e7\u00f5es, o modo como as pessoas se relacionam hoje, \u00e9 bem diferente de como nossos av\u00f3s se relacionam, o estilo de vida foi totalmente vinculado a um aparelho eletr\u00f4nico e h\u00e1 diversos outros mundos vivenciados dentro dele. N\u00e3o que isso seja algo totalmente ruim, mas ser\u00e1 que n\u00f3s pensamos em como estamos usando essa tecnologia? Realmente sabemos at\u00e9 onde podemos ir com ela? Ela est\u00e1 nos tornando seres humanos melhores de fato? Essas quest\u00f5es que vivenciamos hoje em rela\u00e7\u00e3o ao nosso modelo de vida, s\u00e3o nossas motiva\u00e7\u00f5es para esse trabalho. A pesquisa partiu de algumas profecias de Nostradamus, conspira\u00e7\u00f5es, textos b\u00edblicos e not\u00edcias de cunho cient\u00edfico, onde trabalharemos os comportamentos dos seres humanos na atualidade junto \u00e0 algumas t\u00e9cnicas de Dan\u00e7as Urbanas, trazendo uma reflex\u00e3o sobre uma perspectiva do mundo no futuro. Somos jovens perif\u00e9ricos brasileiros e j\u00e1 nascemos sem muitas perspectivas, e diante do que se passa nesse momento no planeta, nos sentimos muito provocados a fazer algo que possa minimamente mudar nossa realidade local. O nosso mover se faz no cotidiano, e gra\u00e7as a tecnologia conhecemos as Dan\u00e7as Urbanas, mas hoje queremos us\u00e1-la para se pensar numa nova forma de usar da tecnologia, para que possamos de fato ter um futuro. A proposta ser\u00e1 uma grava\u00e7\u00e3o desse trabalho, a partir de cenas que est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s destas pesquisas dos comportamentos das pessoas que vemos hoje, como a reflex\u00e3o de um andar cada vez mais rob\u00f3tico e de cabe\u00e7as baixas olhando para um aparelho celular e esquecendo o que est\u00e1 vivo em volta. O olhar vazio e pouco sensitivo, a procura incisiva de registrar tudo em uma cam\u00eara e viver quase nada na vida real. O v\u00edcio real em aparelhos eletr\u00f4nicos acaba causando a Nomofobia e a vida vai se baseando nisso. \u00c9 certo que a tecnologia veio para nos ajudar mas, com a nossa mente conectada 24 horas por dia no mundo virtual, absorvemos muitas informa\u00e7\u00f5es, at\u00e9 mesmo as que n\u00e3o precisamos, e as que n\u00e3o s\u00e3o verdadeiras. Isso vai trazendo para o corpo uma nova forma de habitar em sociedade, um corpo atravessado pela informa\u00e7\u00e3o excessiva s\u00f3 consegue reproduzir, onde h\u00e1 espa\u00e7o para se pensar sobre o que faz no meio disso tudo? Iremos?<\/p>\n<p>Mais detalhes confira a programa\u00e7\u00e3o semanal no site do CCBJ, dispon\u00edvel \u00e0s segundas-feiras : <a href=\"https:\/\/www.ccbj.org.br\">www.ccbj.org.br<\/a> e nas redes sociais CCBJ.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 tempo de ningu\u00e9m se soltar de ningu\u00e9m, mas olhar fundo na palma aberta a alma de quem lhe oferece o gesto. 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