{"id":1546,"date":"2008-10-28T18:55:02","date_gmt":"2008-10-28T21:55:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/saude\/2008\/10\/28\/situacao-de-saude-ceara\/"},"modified":"2008-10-28T18:55:02","modified_gmt":"2008-10-28T21:55:02","slug":"situacao-de-saude-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/saude\/2008\/10\/28\/situacao-de-saude-ceara\/","title":{"rendered":"Situa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<p align=\"left\"><strong><br \/>1. Introdu\u00e7\u00e3o<br \/><\/strong>O perfil de sa\u00fade no Cear\u00e1 assemelha-se ao do pa\u00eds, quanto ao decr\u00e9scimo significativo das doen\u00e7as infecciosas, principalmente as imunopreven\u00edveis, e ao aumento crescente das doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas, decorrentes do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. O aumento da expectativa de vida deveu-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil por causas ambientais, \u00e0 melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o e ao maior acesso a bens e servi\u00e7os p\u00fablicos, ainda que de forma desigual. <\/p>\n<p>O estado tem outros desafios, como a elevada incid\u00eancia de doen\u00e7as emergentes e reemergentes, cujos determinantes s\u00e3o, predominantemente, socioecon\u00f4micos e ambientais, destacando-se, entre essas doen\u00e7as: tuberculose, Aids e dengue, como tamb\u00e9m doen\u00e7as como as leishmanioses e hepatites virais.<\/p>\n<p>Como causas de mortalidade, se destacam as mortes violentas, de elevada transcend\u00eancia e gravidade, com impactos econ\u00f4micos e sociais, a elevada mortalidade materna por causas evit\u00e1veis, a mortalidade infantil neonatal e ocorr\u00eancia de c\u00e2nceres em pessoas jovens.<br \/>Esses s\u00e3o alguns dos aspectos relevantes e desafiadores para as pol\u00edticas p\u00fablicas no estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p align=\"left\"><strong><\/p>\n<p>2. Aspectos demogr\u00e1ficos e socioecon\u00f4micos<br \/><\/strong>No ano de 2006, de acordo com dados da estimativa populacional do IBGE, a popula\u00e7\u00e3o do estado alcan\u00e7ou o valor de 8.217.085 habitantes, um incremento de 10,58% em rela\u00e7\u00e3o ao contingente populacional no ano 2000.<\/p>\n<p>A estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o cearense vem se modificando ao longo das d\u00e9cadas. Comparando-se a estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o no ano de 1991 com o ano 2000, observa-se que no ano 2000 a base da pir\u00e2mide se estreita, reflexo da redu\u00e7\u00e3o das taxas de natalidade e da mortalidade infantil. O alargamento no topo da pir\u00e2mide, por sua vez, foi decorrente do aumento da expectativa de vida, principalmente nas mulheres, cujo quantitativo superou os homens em termos populacionais.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o de depend\u00eancia do jovem, de 0 a 14 anos vem decrescendo, passando de 72,1 em 1991 para 52,5 em 2006, como reflexo da redu\u00e7\u00e3o da natalidade. Paralelamente, espera-se, com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, o aumento da depend\u00eancia dos idosos. \u00c9 importante referir que a propor\u00e7\u00e3o de idosos foi de 8,2% em 2006.<\/p>\n<p>O n\u00famero de homens para cada grupo de 100 mulheres \u00e9 influenciado por migra\u00e7\u00f5es e pela mortalidade. No Cear\u00e1, a raz\u00e3o entre os sexos se manteve em torno de 95%, nos quatro anos analisados, decorrente da sobremortalidade masculina no per\u00edodo. Constataram-se, desta forma, 95 homens para cada 100 mulheres. <\/p>\n<p>O processo de urbaniza\u00e7\u00e3o \u00e9 crescente, com taxas de 53,14% (1980), 69,48% (1991), 71,53% (2000) e 74,06 (2006).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de fecundidade no Cear\u00e1, &#8211; n\u00famero m\u00e9dio de filhos que uma mulher teria ao longo de seu per\u00edodo reprodutivo \u2013 observou-se uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,72 no ano de 1991 para 2,84 filhos no ano 2000, acompanhando a tend\u00eancia brasileira de decrescimento, onde no ano de 1991 registrou-se um valor de 2,88 passando para 2,33 em 2000. No \u00e2mbito municipal, tinha-se em 1991 um total de 125 munic\u00edpios com taxa de fecundidade superior a 4,05 filhos por mulher, diminuindo 29 munic\u00edpios, no ano 2000.<\/p>\n<p>A natalidade decresce ano a ano (de 19,6 nascimentos por 1.000 hab. em 1997 para 16,5 em 2006), com a queda da fecundidade observada. A taxa de mortalidade (5,0 em 2006), por sua vez, \u00e9 aqu\u00e9m do esperado, pela subnotifica\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos que ainda ocorre no Cear\u00e1. Quanto aos nascimentos, vem atingindo a cobertura de 90% do esperado.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 esperan\u00e7a de vida ao nascer, observa-se, no geral, uma tend\u00eancia crescente, com destaque para as mulheres, como conseq\u00fc\u00eancia da sobremortalidade masculina nos jovens. Em 2006, a esperan\u00e7a de vida foi de 69,93 anos para a popula\u00e7\u00e3o geral e de 65,68 e 74,93 para o sexo masculino e feminino, respectivamente.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, a taxa de analfabetismo em maiores de 15 anos, diminuiu de 33,20% durante o per\u00edodo 1991\/2000, saindo de 37,38% em 1991 para 24,97% no ano 2000. Ressalta-se que a m\u00e9dia nacional, em 2000 foi de 13,6%.<\/p>\n<p>A renda m\u00e9dia dos chefes de domic\u00edlios no ano 2000 para o Cear\u00e1, segundo dados do IBGE, foi de R$ 448,01, embora em 70 munic\u00edpios a renda m\u00e9dia dos chefes de domic\u00edlios tenha sido inferior R$ 213,67.<\/p>\n<p>O percentual de pobres &#8211; percentual de indiv\u00edduos com renda domiciliar per capita inferior a 1\/2 do sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8211; e indigentes &#8211; percentual de indiv\u00edduos com renda domiciliar per capita inferior a 1\/4 do sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8211; diminuiu no estado durante o per\u00edodo de 1991 e 2000. No ano de 1991 tinha-se 68,2% de pobres passando-se para 57% no ano 2000, revelando assim um decr\u00e9scimo de 16,42%. O percentual de indigentes em 1991 era igual a 42%, diminuindo para 32,73% no ano 2000, ou seja, um decr\u00e9scimo de 22,07%.<\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p align=\"left\"><strong><\/p>\n<p>3. Mortalidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>3.1 Tend\u00eancia<br \/><\/strong>O Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade (SIM) vem captando cerca de 40.000 \u00f3bitos por ano nos \u00faltimos anos. Em duas d\u00e9cadas, observam-se algumas mudan\u00e7as no perfil de mortalidade no Cear\u00e1, com tend\u00eancia crescente da mortalidade por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, neoplasias e causas externas e redu\u00e7\u00e3o das taxas anuais de mortalidade por doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias (DIP).<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das DIP est\u00e1 vinculada \u00e0 melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as imunopreven\u00edveis devido \u00e0s altas coberturas vacinais e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de acesso aos servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade, com a implanta\u00e7\u00e3o do Programa Estruturante Sa\u00fade da Fam\u00edlia. <br \/>A tend\u00eancia de aumento da esperan\u00e7a de vida ao nascer, m\u00e9dia de 70 anos, aponta para o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e o aumento progressivo das doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas, padr\u00e3o observado em quase todo o mundo. <br \/>\u00c9 importante referir que, embora as DIP e as doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio n\u00e3o estejam entre as principais causas de \u00f3bito, essas causas foram respons\u00e1veis por 65.313 e 62.288 interna\u00e7\u00f5es em 2006 no Cear\u00e1, situando-se como as duas primeiras causas de interna\u00e7\u00f5es, na mesma ordem, excluindo-se as causas obst\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Do ponto de vista da organiza\u00e7\u00e3o do sistema de informa\u00e7\u00e3o sobre mortalidade, destaca-se a redu\u00e7\u00e3o significativa dos \u00f3bitos com causas mal definidas para menos de 10% em 2006, quando, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, chegava a 40% dos \u00f3bitos. Esse fato torna mais confi\u00e1vel e fidedigna a an\u00e1lise situacional atual, embora ainda haja uma subnotifica\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos de mais de 20%. Em 2006, foram notificados 40.758 \u00f3bitos, quando eram esperados 53.889 (75,6%), segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>onsiderando-se o local de ocorr\u00eancia do \u00f3bito, h\u00e1 uma tend\u00eancia de crescimento dos \u00f3bitos em hospitais, tanto na capital como no interior do estado, quando se observa o per\u00edodo de 1997 a 2006, pela melhoria do acesso da popula\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de sa\u00fade, com o processo de municipaliza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p>No entanto, a ocorr\u00eancia do \u00f3bito hospitalar \u00e9 ainda desigual, quando se observa que em 2006, 22,5% dos \u00f3bitos de Fortaleza ocorreram no domic\u00edlio, contra 42,5% do interior.<\/p>\n<p><strong>3.2 Principais causas por sexo e faixa et\u00e1ria<\/strong><br \/>Na distribui\u00e7\u00e3o proporcional dos \u00f3bitos por sexo, houve predom\u00ednio para o sexo masculino das causas (Cap\u00edtulo da Classifica\u00e7\u00e3o internacional de Doen\u00e7as, 10\u00aa Revis\u00e3o \u2013 Cap. CID 10): DIP (I), neoplasias (II), transtornos mentais e comportamentais (V), doen\u00e7as do aparelho digestivo (XI), doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (IX), doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio (XIV), algumas afec\u00e7\u00f5es originadas no per\u00edodo perinatal (XVI) e causas externas (XX). <br \/>Na mulher, as doen\u00e7as end\u00f3crinas, nutricionais e metab\u00f3licas (IV) foram mais freq\u00fcentes do que no homem. N\u00e3o houve diferencia\u00e7\u00e3o para as demais causas. Em 2006, a popula\u00e7\u00e3o feminina correspondia a 51,39% e a masculina 48,61%.<\/p>\n<p>Analisando-se as tr\u00eas primeiras causas de mortalidade em 2006, observa-se que as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (DAC), a principal causa de \u00f3bito, respons\u00e1vel por 30,1% (12.316) do total de \u00f3bitos, concentraram-se na faixa de idosos, ap\u00f3s 70 anos, em ambos os sexo, embora a faixa de 40 a 59 anos, no sexo masculino, tenha maior propor\u00e7\u00e3o de mortes por DAC, do que no sexo feminino, provavelmente pelas doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o. As neoplasias (6.076 \u00f3bitos), apesar da concentra\u00e7\u00e3o em idosos, mataram pessoas mais jovens, principalmente do sexo feminino, pela import\u00e2ncia dos c\u00e2nceres de mama, de colo de \u00fatero e de pulm\u00e3o. Por outro lado, as causas externas (5.266 \u00f3bitos) foram mais freq\u00fcentes no sexo masculino, em todas as faixas de idade, principalmente na faixa de 20 a 39 anos. <\/p>\n<p>Outras causas importantes de mortalidade em 2006 foram as doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio, doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias e as doen\u00e7as end\u00f3crinas, nutricionais e metab\u00f3licas.<\/p>\n<p><strong>3.3 Principais grupos de causas<br \/><\/strong>Entre as principais causas (cap\u00edtulos da CID 10), destacam-se os grupamentos referentes \u00e0s doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (doen\u00e7as hipertensiva, isqu\u00eamica do cora\u00e7\u00e3o e cerebrovascular); neoplasias (c\u00e2ncer de est\u00f4mago, pulm\u00e3o, pr\u00f3stata, mama e colo de \u00fatero) e causas externas (acidente de tr\u00e2nsito, homic\u00eddio e suic\u00eddio). <\/p>\n<p><strong>3.3.1 Doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio<br \/><\/strong>O grupo das doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (DAC) ocupa o primeiro lugar entre as causas de mortes mais freq\u00fcentes no Cear\u00e1. O risco de morte por essas doen\u00e7as apresenta tend\u00eancia crescente nos \u00faltimos anos. Grande parte dos \u00f3bitos decorre, provavelmente, de quadros de hipertens\u00e3o arterial n\u00e3o diagnosticada precocemente ou inadequadamente tratada. <\/p>\n<p>Em 1997, as DAC foram respons\u00e1veis por 5.939 \u00f3bitos no Cear\u00e1, com taxa de mortalidade de 85,8 \u00f3bitos por 100 mil habitantes. No ano de 2006, foram notificadas 12.177 mortes, com uma taxa de 148,1 \u00f3bitos por 100 mil hab. O pico observado em 2006 foi decorrente do resgate de \u00f3bitos com causas mal definidas, que reduziu essas causas para 5,2%, quando no ano de 2005 foram respons\u00e1veis por 19,1% dos \u00f3bitos. As causas mal definidas predominavam na faixa et\u00e1ria de idosos e nos \u00f3bitos domiciliares. Em 2006 foram internadas 37.196 pessoas por DAC no Cear\u00e1, ficando como a terceira causa de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as DAC foram as principais causas de \u00f3bitos em pessoas com mais de 70 anos em 2006, particularmente as les\u00f5es cerebrovasculares e a hipertens\u00e3o. As doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o tiveram import\u00e2ncia tamb\u00e9m na faixa de 40 a 59 anos (meia idade). Requerem, portanto, o fortalecimento da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, nas a\u00e7\u00f5es de controle e preven\u00e7\u00e3o, e organiza\u00e7\u00e3o de uma rede de emerg\u00eancia que reduza danos e permita o envelhecimento com qualidade de vida.<\/p>\n<p>As medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle dos \u00f3bitos por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio consistem na redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o das pessoas aos fatores de risco: comportamentais (tabagismo, dieta, sedentarismo, ingesta de \u00e1lcool e uso de anticoncepcionais), patologias ou dist\u00farbios metab\u00f3licos (hipertens\u00e3o arterial, obesidade, hiperlipidemias, diabetes mellitus) e caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas e culturais (ocupa\u00e7\u00e3o, renda, escolaridade, classe social, ambiente de trabalho, rede de apoio social).<\/p>\n<p><strong>3.3.2 Neoplasias<br \/><\/strong>A mortalidade por neoplasias tem tend\u00eancia crescente, situando-se como a segunda causa de \u00f3bito nos \u00faltimos anos. <br \/>No sexo masculino, os tumores de pr\u00f3stata, est\u00f4mago e br\u00f4nquios\/pulm\u00f5es s\u00e3o as importantes localiza\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas, com tend\u00eancia crescente das duas primeiras causas. <\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o mais afetadas pelo c\u00e2ncer de mama, pulm\u00e3o e est\u00f4mago e colo de \u00fatero, com tend\u00eancia crescente em todas elas.<br \/>Em 2006, o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o foi predominante em idoso (70 anos e mais) do sexo masculino e, na mulher al\u00e9m dessa faixa de idade, a mortalidade acometeu a faixa de 40 a 59 anos de idade. Inversamente, o homem jovem foi mais acometido pelo c\u00e2ncer de est\u00f4mago.<\/p>\n<p>Os objetivos fundamentais da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e controle do c\u00e2ncer s\u00e3o evitar a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a atrav\u00e9s da preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, diminuir as conseq\u00fc\u00eancias graves e fatais atrav\u00e9s do diagn\u00f3stico precoce e reabilitar os casos que forem tratados.<br \/>Considerando os principais fatores de risco para essas neoplasias, idade \u00e9 um fator de risco importante para todas elas, da\u00ed a tend\u00eancia crescente de neoplasias malignas na popula\u00e7\u00e3o em faixas et\u00e1rias mais idosas. Para o c\u00e2ncer de est\u00f4mago, a dieta tem um fator de risco preponderante e o tabagismo \u00e9 o principal fator de risco do c\u00e2ncer pulmonar, sendo respons\u00e1vel por 90% dos casos.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>3.3.3 Causas externas<\/strong> <br \/>No Cear\u00e1, as causas externas est\u00e3o entre as principais causas de mortes na popula\u00e7\u00e3o geral, representadas por homic\u00eddios, acidentes de tr\u00e2nsito e suic\u00eddios, respons\u00e1veis pelas maiores taxas de anos potenciais de vida perdidos, pois afetam principalmente jovens. <\/p>\n<p>Os homic\u00eddios constituem a primeira causa em 2006 e 2007 e tem curva de mortalidade ascendente, da mesma forma que o suic\u00eddio. Relativamente ao sexo e faixa et\u00e1ria, as tr\u00eas causas predominam na faixa de 20 a 39 anos, embora o acidente de tr\u00e2nsito esteja distribu\u00eddo em todas as faixas de idade. Da mesma forma, as tr\u00eas causas s\u00e3o mais freq\u00fcentes no sexo masculino e o suic\u00eddio atingiu mais as mulheres, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais causas externas. A partir de 2006 os homic\u00eddios passaram a predominar em rela\u00e7\u00e3o aos acidentes de tr\u00e2nsito, o que pode caracterizar uma tend\u00eancia de aumento de respostas violentas \u00e0s desigualdades sociais e um maior poder de fogo do crime organizado.<\/p>\n<p>Em 2006, morreram 5.266 pessoas no Cear\u00e1 por causas externas, a terceira causa, com 12,9% dos \u00f3bitos. No mesmo ano, foram internadas por causas externas 35.074 pessoas, a quarta causa de interna\u00e7\u00e3o, com 9,5% das interna\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>3.4 Mortalidade infantil<br \/><\/strong>A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) mant\u00e9m a tend\u00eancia de decl\u00ednio no Cear\u00e1, chegando a 17,9 \u00f3bitos por 1.000 nascidos vivos em 2006 e 16,2 em 2007 (dados parciais). O decr\u00e9scimo, nos \u00faltimos anos, da TMI no estado deve-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o importante da mortalidade p\u00f3s-neonatal, mortes ocorridas entre 28 dias a 11 meses e 29 dias de idade. A mortalidade infantil neonatal vem tamb\u00e9m decrescendo, embora mais lentamente, superando a TMI p\u00f3s-neonatal desde 2000. Em 2006, ocorreram 2.441 \u00f3bitos de menores de 1 ano, sendo 65,2% neonatais (1.591). Foram \u00f3bitos relacionados \u00e0s causas perinatais, decorrentes de problemas como a prematuridade, os traumas obst\u00e9tricos e a asfixia durante o parto, as septicemias e as malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s causas da TMI, h\u00e1 tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o consistente da mortalidade infantil por diarr\u00e9ia e pneumonia. J\u00e1 os \u00f3bitos por causas perinatais, continuaram respons\u00e1veis por mais de 50% dos \u00f3bitos de menores de um ano de idade.<\/p>\n<p><strong>3.5 Mortalidade materna<br \/><\/strong>No per\u00edodo de 1997 a 2006, ocorreram 1.201 mortes maternas, numa m\u00e9dia de 120 \u00f3bitos por ano. No mesmo per\u00edodo, a Raz\u00e3o da Mortalidade Materna (RMM) no estado permaneceu elevada, comparando-se com a RMM aceit\u00e1vel pela OMS, que \u00e9 at\u00e9 20 \u00f3bitos por 100.000 nascidos vivos. As causas obst\u00e9tricas diretas predominam, com destaque para a doen\u00e7a hipertensiva do estado de gravidez (DHEG) e hemorragia ante e p\u00f3s-parto.<\/p>\n<p>Os partos ces\u00e1reos continuam em ascens\u00e3o, enquanto as interna\u00e7\u00f5es por partos e abortamentos em adolescentes decrescem desde 2004. Os partos ces\u00e1reos, que t\u00eam como fonte o Sistema de informa\u00e7\u00f5es sobre nascidos vivos, incluem partos realizados em unidades de sa\u00fade p\u00fablicas e particulares, portanto de cobertura universal.<\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p align=\"left\"><strong><\/p>\n<p>4. Morbidade<\/p>\n<p>4.1 Doen\u00e7as e agravos de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria<br \/><\/strong>As doen\u00e7as e agravos notific\u00e1veis, Portaria N\u00ba 5\/ MS\/SVS de 21 de fevereiro de 2006, da lista de doen\u00e7as de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria (LDNC) podem ser agrupadas em doen\u00e7as imunopreven\u00edveis, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e Aids, doen\u00e7as transmitidas por vetores e zoonoses, doen\u00e7as transmiss\u00e3o h\u00eddrica e alimentar e outras. <\/p>\n<p>As doen\u00e7as e agravos notific\u00e1veis (DNC) de maiores incid\u00eancias em 2006 foram, na ordem decrescente: dengue, tuberculose, hansen\u00edase, leishmaniose tegumentar, leishmaniose visceral, hepatite A, Aids, s\u00edfilis cong\u00eanita, hepatite B e C.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s doen\u00e7as de incid\u00eancia zero da LDNC, destacam-se c\u00f3lera, difteria e sarampo. A c\u00f3lera continua sob vigil\u00e2ncia com a monitoriza\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as diarr\u00e9icas agudas e de surtos de doen\u00e7as transmitidas por alimentos. Tamb\u00e9m teve incid\u00eancia zero a Doen\u00e7a de Creutzfeld Jacob (DCJ), de interesse em sa\u00fade p\u00fablica, para a detec\u00e7\u00e3o da variante S\u00edndrome da Vaca Louca, por meio da notifica\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o de casos suspeitos.<\/p>\n<p><strong>4.1.1 Doen\u00e7as imunopreven\u00edveis <br \/><\/strong>As doen\u00e7as imunopreven\u00edveis de import\u00e2ncia na sa\u00fade p\u00fablica e que constam na LDNC s\u00e3o: rub\u00e9ola e s\u00edndrome da rub\u00e9ola cong\u00eanita (SRC), sarampo, difteria, t\u00e9tano acidental, t\u00e9tano neonatal, coqueluche, poliomielite, meningite por f<em>Haemophilus influenzae b<\/em>, meningite tuberculosa, rotav\u00edrus, influenza em adultos e hepatite B. Pela import\u00e2ncia da transmiss\u00e3o sexual da hepatite B, a doen\u00e7a foi descrita no respectivo item. <\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o das coberturas vacinais na popula\u00e7\u00e3o infantil, aliada \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica (VE), tem repercutido na incid\u00eancia dessas doen\u00e7as, que j\u00e1 foram respons\u00e1veis por elevada morbimortalidade e por seq\u00fcelas graves na popula\u00e7\u00e3o em um passado ainda recente.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, algumas doen\u00e7as imunopreven\u00edveis ainda preocupam e, mesmo aquelas de incid\u00eancia zero, precisam ser mantidas sob vigil\u00e2ncia, com a manuten\u00e7\u00e3o de coberturas vacinais adequadas, ou seja:<\/p>\n<p>&#8211; maior ou igual a 90%: para as vacinas BCG e contra rotav\u00edrus;<br \/>&#8211; maior ou igual a 95%: para as vacinas contra hepatite B, contra poliomielite, vacina tetravalente e tr\u00edplice viral.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o controle da rub\u00e9ola ocorreu ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o da VE da doen\u00e7a, juntamente com o sarampo (VE de doen\u00e7as exantem\u00e1ticas) e a campanha de vacina\u00e7\u00e3o das mulheres em idade f\u00e9rtil em 2002, al\u00e9m da melhoria das coberturas vacinais em crian\u00e7as a partir de 1 ano de idade. No entanto, surtos ocorreram em alguns munic\u00edpios, em 2006 e em 2007. Em 2006 em Hidrol\u00e2ndia, com a confirma\u00e7\u00e3o de 11 casos. O surto continuou em 2007 com a confirma\u00e7\u00e3o de 342 casos distribu\u00eddos em 22 munic\u00edpios. A faixa et\u00e1ria mais atingida foi a de 20 a 39 anos, do sexo masculino.<\/p>\n<p>O sarampo esteve entre as principais causas de morbimortalidade na inf\u00e2ncia, principalmente nos menores de cinco anos, at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. No Brasil, h\u00e1 evid\u00eancia da interrup\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone do v\u00edrus do sarampo desde o ano 2000. J\u00e1 no Cear\u00e1, o \u00faltimo caso confirmado foi em dezembro de 1999. A VE e a vacina\u00e7\u00e3o continuam como prioridades, pelo risco da importa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a procedente de regi\u00f5es do mundo onde o v\u00edrus do sarampo continua circulando. <\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos casos de difteria vem ocorrendo desde a d\u00e9cada de 1980, em decorr\u00eancia do aumento da aplica\u00e7\u00e3o da vacina DTP na rotina e alcance de elevadas coberturas vacinais atrav\u00e9s das campanhas de vacina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 registro de casos no Cear\u00e1 desde o ano 2000. <\/p>\n<p>A incid\u00eancia de casos de t\u00e9tano acidental \u00e9 decrescente, mantendo-se abaixo de 50 casos anuais desde 1999. A letalidade, no entanto, tem se mantido em torno de 30%, se configurando como doen\u00e7a grave. No ano de 2006, dos 31 casos confirmados, 27 (87,0%) eram do sexo masculino, grupo mais acometido, ao longo dos anos, pela maior exposi\u00e7\u00e3o e menor acesso \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. Em 2007 foram notificados 23 casos e 5 \u00f3bitos, com letalidade de 25,7%.<\/p>\n<p>O t\u00e9tano neonatal est\u00e1 em processo de elimina\u00e7\u00e3o no Continente Sul-Americano desde 1989. Em 1993 foi introduzida a vacina\u00e7\u00e3o da mulher em idade f\u00e9rtil. O \u00faltimo caso registrado no Cear\u00e1 foi em 2005. A cobertura e a qualidade do pr\u00e9-natal tiveram impacto na redu\u00e7\u00e3o dos casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, a redu\u00e7\u00e3o de casos de coqueluche deve-se \u00e0s coberturas vacinais elevadas, ao fortalecimento da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica da doen\u00e7a, com a realiza\u00e7\u00e3o de exame laboratorial para confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e identifica\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o do agente causal. Em 2006 e em 2007 foram notificados 11 e 8 casos no Cear\u00e1, respectivamente.<\/p>\n<p>A meningite causada pelo f<em>Haemophilus influenzae b<\/em> predomina em menores de 5 anos de idade (cerca de 90% dos casos). A introdu\u00e7\u00e3o da vacina conjugada contra hem\u00f3filo (Hib) no calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o ocorreu em 1999, com redu\u00e7\u00e3o significativa do n\u00famero de casos de meningite por esse agente etiol\u00f3gico no pa\u00eds. No Cear\u00e1, ocorriam, em m\u00e9dia, 50 casos anuais at\u00e9 1999 e em 2006 foram notificados 4 casos e 2 em 2007. Essa situa\u00e7\u00e3o mostra a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o de altas coberturas vacinais com a vacina tetravalente de forma homog\u00eanea, para o controle da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A meningite tuberculosa \u00e9 a forma mais grave de tuberculose. A vacina BCG \u00e9 eficaz contra essa forma de tuberculose. O impacto da vacina\u00e7\u00e3o foi constatado no Brasil e no Cear\u00e1, com a redu\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia de casos a partir de 1995. No Cear\u00e1 menos de 10 casos s\u00e3o registrados anualmente, a partir de 2005. <\/p>\n<p><strong>4.1.2 Aids e doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis<br \/><\/strong>O perfil epidemiol\u00f3gico da Aids passou por mudan\u00e7as nos \u00faltimos anos em todo o pa\u00eds. A raz\u00e3o de casos entre os sexos vem diminuindo, com o aumento da incid\u00eancia nas mulheres. A interioriza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e o acometimento de idosos chama a aten\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 necessidade de atua\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica no que concerne ao controle da epidemia. A partir de 1998, com a introdu\u00e7\u00e3o do uso da terapia antiretroviral, vem ocorrendo o aumento da sobrevida dos pacientes e redu\u00e7\u00e3o dos casos. No entanto, a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV continua em expans\u00e3o, com o aumento da notifica\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o por HIV em gestantes e crian\u00e7as expostas ao risco de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, a raz\u00e3o de sexo entre indiv\u00edduos, com Aids, passou de 11 homens para 1 mulher em 1987, para 2 homens para 1 mulher em 2006. A faixa et\u00e1ria mais atingida pela doen\u00e7a \u00e9 a de adultos de 20 a 39 anos, seguida da faixa de 40 a 59 anos.<\/p>\n<p>A s\u00edfilis cong\u00eanita \u00e9 um agravo de sa\u00fade pass\u00edvel de elimina\u00e7\u00e3o, desde que a mulher infectada pelo <em>Treponema pallidum<\/em> seja identificada e tratada antes ou durante a gesta\u00e7\u00e3o. No Brasil, estima-se que 3,5% das gestantes sejam portadoras dessa doen\u00e7a, com grande risco de transmiss\u00e3o da m\u00e3e para filho. A falta de qualidade na assist\u00eancia pr\u00e9-natal, o baixo n\u00edvel socioecon\u00f4mico, a baixa escolaridade e promiscuidade sexual s\u00e3o fatores condicionantes para a alta preval\u00eancia da doen\u00e7a no Brasil.<\/p>\n<p>Com o objetivo de eliminar a s\u00edfilis cong\u00eanita, em 1993 o MS recomendou o rastreamento da doen\u00e7a na gravidez, utilizando o VDRL na primeira consulta de pr\u00e9-natal, no in\u00edcio do terceiro trimestre e na admiss\u00e3o para parto ou curetagem. No Cear\u00e1, a VE da s\u00edfilis vem se estruturando cada vez mais e contribuindo para o aumento do n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es a cada ano. O Cear\u00e1 pactuou a redu\u00e7\u00e3o de casos de s\u00edfilis cong\u00eanita de 441 em 2007 para 364 em 2008. Essa doen\u00e7a precisa ser mais bem acompanhada pelo Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia, pois a sua redu\u00e7\u00e3o depende, prioritariamente, de um pr\u00e9-natal de maior qualidade.<\/p>\n<p>As hepatites virais s\u00e3o doen\u00e7as causadas por diferentes agentes etiol\u00f3gicos, de distribui\u00e7\u00e3o universal, que t\u00eam em comum o hepatotropismo. Possuem semelhan\u00e7as do ponto de vista cl\u00ednico-laboratorial, mas apresentam importantes diferen\u00e7as epidemiol\u00f3gicas e de evolu\u00e7\u00e3o, destacando-se entre as doen\u00e7as end\u00eamico-epid\u00eamicas que representam problemas importantes de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil. <\/p>\n<p>A melhoria das condi\u00e7\u00f5es de higiene e de saneamento das popula\u00e7\u00f5es, a vacina\u00e7\u00e3o contra a hepatite B e as novas t\u00e9cnicas moleculares de diagn\u00f3stico do v\u00edrus da hepatite C est\u00e3o entre os avan\u00e7os importantes. Entretanto, as condi\u00e7\u00f5es do Nordeste brasileiro, a heterogeneidade socioecon\u00f4mica, a distribui\u00e7\u00e3o irregular dos servi\u00e7os de sa\u00fade, a incorpora\u00e7\u00e3o desigual de tecnologia para diagn\u00f3stico, s\u00e3o elementos importantes que devem ser considerados na avalia\u00e7\u00e3o do processo endemoepid\u00eamico das hepatites virais.<\/p>\n<p>A notifica\u00e7\u00e3o de casos de hepatites, no Cear\u00e1, teve in\u00edcio em 1984, mas s\u00f3 a partir de 1990, com a utiliza\u00e7\u00e3o dos marcadores sorol\u00f3gicos pelo Laborat\u00f3rio de Sa\u00fade P\u00fablica, houve melhora no diagn\u00f3stico. Com a intensifica\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o dos marcadores na rede b\u00e1sica de sa\u00fade a partir de 1996, houve uma diminui\u00e7\u00e3o das formas n\u00e3o especificadas, possibilitando o acompanhamento do comportamento das hepatites. <br \/>Relativo \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, em 1989 o Brasil iniciou a vacina\u00e7\u00e3o contra hepatite B na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, onde a doen\u00e7a \u00e9 end\u00eamica. No Cear\u00e1, seguindo recomenda\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o, a vacina\u00e7\u00e3o em menores de um ano teve in\u00edcio em 1998, ampliando-se para menores de 20 anos a partir de 2001. A vacina tem sido aplicada tamb\u00e9m nos profissionais de sa\u00fade e para outras popula\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<p>H\u00e1 registro anual de mais de cem casos de hepatite B, com maior propor\u00e7\u00e3o nos jovens, principalmente do sexo masculino.<\/p>\n<p>A hepatite C, com registros de casos anuais, semelhante \u00e0 hepatite B, tende a evoluir para formas cr\u00f4nicas e possui mecanismos de transmiss\u00e3o semelhante \u00e0 hepatite B: parenteral, sexual e vertical, tendo o agravante de n\u00e3o ser imunopreven\u00edvel como a hepatite B.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>4.1.3 Doen\u00e7as transmitidas por vetores e zoonoses<\/strong><br \/>A dengue foi detectada pela primeira vez no Cear\u00e1 no ano de 1986, manifestando-se em picos epid\u00eamicos importantes. Desde 2002, h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de tr\u00eas sorotipos virais o que contribui decisivamente para o aumento no n\u00famero de casos graves. <\/p>\n<p>Em 2001 era registrado um caso de Febre Hemorr\u00e1gica do Dengue (FHD) para 440 casos de dengue cl\u00e1ssica. Em 2002 esta propor\u00e7\u00e3o passou de um para 232; em 2003 de um para 82 e, em 2006, foram 151 casos de dengue cl\u00e1ssico para um caso de FHD. A letalidade por FHD em 2007 foi de 4 %. O estado pactuou a redu\u00e7\u00e3o da letalidade para 2,5% em 2008. Em s\u00edntese, a dengue vem apresentando taxas elevadas de incid\u00eancia e aumento de casos de febre hemorr\u00e1gica em adultos e crian\u00e7as; circulam tr\u00eas tipos de v\u00edrus no estado e mais de 80% dos munic\u00edpios apresentaram infesta\u00e7\u00e3o pelo Aedes Aegypti nos \u00faltimos oito anos.<\/p>\n<p align=\"left\">A leishmaniose tegumentar (LT) tem sido notificada em todas as unidades federadas e \u00e9 considerada uma doen\u00e7a ocupacional, atingindo os trabalhadores rurais. Atinge mais o sexo masculino, predominando na faixa de 10 a 59 anos de idade.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, na \u00faltima d\u00e9cada, o aumento no n\u00famero de casos foi atribu\u00eddo a surtos localizados em alguns munic\u00edpios. As Microrregi\u00f5es de maior incid\u00eancia s\u00e3o em ordem decrescente: Tiangu\u00e1, Baturit\u00e9, Itapipoca, Sobral, Crato e Juazeiro do Norte.<\/p>\n<p>Quanto ao sexo e faixa et\u00e1ria em 2006, observa-se acometimento em todas as faixas de idade, predominado na faixa de 10 a 59 anos. H\u00e1 um leve predom\u00ednio dos casos no sexo masculino (52%). <\/p>\n<p>No Brasil, a leishmaniose visceral \u00e9 uma doen\u00e7a end\u00eamica com registro de surtos freq\u00fcentes. No Cear\u00e1, a doen\u00e7a se encontra em tend\u00eancia crescente de incid\u00eancia, com surtos peri\u00f3dicos. As Microrregi\u00f5es de maior incid\u00eancia s\u00e3o em ordem decrescente: Canind\u00e9, Juazeiro do Norte, Crato, Caucaia, Sobral, Acara\u00fa, Fortaleza, Tau\u00e1 e Maracana\u00fa. Em 2006, foram confirmados 789 casos, atingindo todas as faixas de idade, predominando na faixa de 1 a 4 anos. Quanto ao sexo, apesar de 60,7% terem sido do sexo masculino, ocorreram casos no sexo feminino em todas as faixas de idade.<\/p>\n<p>A letalidade \u00e9 elevada (6,1% em 2006) e requer diagn\u00f3stico e tratamento precoces dos casos, para a sua redu\u00e7\u00e3o. Ocorreram 48 \u00f3bitos em 2006 e 26 em 2007. A estrat\u00e9gia de combate a essa doen\u00e7a precisa ser reavaliada, pois se urbanizou e tem atingido principalmente crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O Cear\u00e1 continua registrando casos de raiva humana. A principal medida de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o atendimento anti-r\u00e1bico ap\u00f3s a agress\u00e3o por animal de qualquer esp\u00e9cie, al\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o de altas coberturas vacinais para nas campanhas e na rotina. <\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o perfil end\u00eamico da leptospirose vem se mantendo, com ocorr\u00eancia de casos no ano inteiro e comportamento sazonal nos meses de maior precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica. O sexo masculino \u00e9 o mais acometido, com 78,6% dos casos em 2006, principalmente na faixa de 20 a 39 anos. A letalidade observada tem sido elevada (11,6% em 2006 e 6,9% em 2007), havendo necessidade de acesso dos pacientes ao diagn\u00f3stico e tratamento em tempo oportuno. Ocorreram 12 \u00f3bitos em 2006 e 4 em 2007. J\u00e1 por dois anos consecutivos ocorreram epidemias em Boa Viagem, em per\u00edmetros irrigados de planta\u00e7\u00e3o de arroz, o que aponta para a necessidade de pol\u00edticas mais consistentes de prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores dessas \u00e1reas.<\/p>\n<p><strong>4.1.4 Doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e alimentar<br \/><\/strong>A hepatite A continua como doen\u00e7a de alta incid\u00eancia no Cear\u00e1, representando em torno de 70% dos casos de hepatites diagnosticados. Em 2006, 88% ocorreram em crian\u00e7as e adolescentes (1 a 19 anos), distribu\u00eddas igualmente entre os sexos. Doen\u00e7a relacionada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias deficientes, particularmente ao acesso deficiente a \u00e1gua tratada e esgotamento sanit\u00e1rio inadequado.<\/p>\n<p>Casos de febre tif\u00f3ide v\u00eam sendo registrados no Cear\u00e1, embora com baixa incid\u00eancia (menos de 30 casos por ano). \u00c9 importante considerar que as doen\u00e7as ent\u00e9ricas se encontram entre as doen\u00e7as de maior interna\u00e7\u00e3o no Cear\u00e1. Em 2006, das 63.313 interna\u00e7\u00f5es pelo SUS no Cear\u00e1, 39.288 (60,2%) foram por doen\u00e7as infecciosas intestinais (A00-A09).<\/p>\n<p><strong>4.1.5 Outras doen\u00e7as transmiss\u00edveis<\/p>\n<p>Hansen\u00edase<br \/><\/strong>A Hansen\u00edase \u00e9 de relev\u00e2ncia para a sa\u00fade p\u00fablica, pelo potencial incapacitante e por acometer uma popula\u00e7\u00e3o na faixa et\u00e1ria economicamente ativa. Atualmente, o principal indicador epidemiol\u00f3gico \u00e9 a taxa de detec\u00e7\u00e3o em menores de 15 anos, que expressa a for\u00e7a de transmiss\u00e3o recente e sua tend\u00eancia. Tamb\u00e9m devem ser considerados: o coeficiente de detec\u00e7\u00e3o em todas as idades, que expressa a rela\u00e7\u00e3o entre os casos novos e a popula\u00e7\u00e3o em geral e a propor\u00e7\u00e3o de cura dos casos diagnosticados &#8211; mais importante indicador de resultados das atividades de controle. A taxa de detec\u00e7\u00e3o de 2,9\/10.000 habitantes em 2006 \u00e9 considerada muito alta, segundo par\u00e2metros da OMS\/MS. Em 2006, observa-se um comportamento semelhante em ambos os sexos, predominando na faixa de 20 a 59 anos de idade. Abaixo de 19 anos foram registrados 12% dos casos, correspondendo a 312 casos dos 2.454 registrados no ano.<\/p>\n<p><strong>Tuberculose<\/strong><br \/>A Tuberculose se mant\u00e9m com incid\u00eancia elevada no estado, com registro de 3.620 casos e taxa de incid\u00eancia de 44,0 casos por 100 mil habitantes em 2006. A epidemia de Aids est\u00e1 modificando sensivelmente o quadro da tuberculose atualmente, aumentando a incid\u00eancia em adultos jovens. A tuberculose \u00e9 uma das principais doen\u00e7as end\u00eamicas no estado e atinge particularmente a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida, al\u00e9m de grupos especiais, como os alco\u00f3latras e os soropositivos para HIV. <\/p>\n<p><strong>Meningites em geral e doen\u00e7a meningoc\u00f3cica<br \/><\/strong>Entre os v\u00e1rios agentes causadores das meningites infecciosas destacam-se na sa\u00fade p\u00fablica a meningite meningoc\u00f3cica (doen\u00e7a meningoc\u00f3cica), meningite por <em>Haemophilus influenzae b<\/em>, e a meningite tuberculosa, pela gravidade da s\u00edndrome e pelo potencial de transmiss\u00e3o nas duas primeiras. <\/p>\n<p>As meningites por <em>Haemophilus influenzae b<\/em> e tuberculosa, pela possibilidade de preven\u00e7\u00e3o por vacinas, j\u00e1 foram abordadas junto com as doen\u00e7as imunopreven\u00edveis.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das meningites em geral \u00e9 reflexo da diminui\u00e7\u00e3o dos casos de meningites tuberculosa e por <em>Haemophilus influenzae b<\/em>, pela melhora das coberturas das vacinas respectivas. Em 2006, foram confirmados 63 casos de doen\u00e7a meningoc\u00f3cica, distribu\u00eddos nos dois sexos, predominando em crian\u00e7as e adolescentes. De grande transcend\u00eancia pela letalidade elevada, principalmente quando o diagn\u00f3stico \u00e9 tardio, a doen\u00e7a meningoc\u00f3cica apresenta comportamento sazonal e, tem sido objeto de vigil\u00e2ncia permanente, com a realiza\u00e7\u00e3o de medidas de controle diante de cada caso suspeito.<\/p>\n<p align=\"left\"><strong>4.2 Morbidade hospitalar <br \/><\/strong>As estat\u00edsticas de morbidade hospitalar exibem as doen\u00e7as ou grupo de doen\u00e7as que requerem maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das pessoas acometidas e o seu monitoramento, permite avaliar e redimencionar as a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p>As principais causas de interna\u00e7\u00e3o hospitalar registradas no Cear\u00e1 no per\u00edodo de 1998 a 2006, exclu\u00eddas as interna\u00e7\u00f5es por gravidez, parto e puerp\u00e9rio, por ordem de freq\u00fc\u00eancia, foram: Algumas doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias &#8211; DIP, doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio, doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, doen\u00e7as do aparelho digestivo e causas externas. As DIP e as doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio se destacam com 35% (127.599) das interna\u00e7\u00f5es em 2006. Ficaram tamb\u00e9m entre as principais causas de interna\u00e7\u00e3o, na ordem: doen\u00e7as do aparelho digestivo, causas externas, doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. <\/p>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o dos casos por idade e sexo, observa-se comportamento semelhante nas interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias e do aparelho respirat\u00f3rio. Essas causas acometem todas as faixas et\u00e1rias, com maiores propor\u00e7\u00f5es nas idades extremas da vida (&lt; 5 anos e de 60 e mais), estando as diarr\u00e9ias e pneumonias como as principais causas (agrupamentos) de interna\u00e7\u00f5es nesses Cap\u00edtulos. <\/p>\n<p>As causas de interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio ocorreram maior propor\u00e7\u00e3o no sexo masculino e na faixa de 20 a 59 anos. <\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as do aparelho digestivo, foram mais freq\u00fcentes na faixa de 20 a 59 anos, em ambos os sexos. No homem, a primeira causa foi h\u00e9rnia e nas mulheres doen\u00e7as da ves\u00edcula biliar, das vias biliares e do p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p>As interna\u00e7\u00f5es por causas externas se deram principalmente nos adultos jovens (20 a 39) do sexo masculino, seguidas pelas faixas de 40 a 59 e 10 a 19 anos. As causas mais importantes foram acidentes de tr\u00e2nsito, quedas e acidentes n\u00e3o especificados. As quedas tamb\u00e9m foram mais freq\u00fcentes nos homens, de todas as idades, com exce\u00e7\u00e3o da faixa de 70 e mais, mais predominante nas mulheres.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio predominaram nas faixas de 20 a 59 anos, no sexo feminino. As causas mais freq\u00fcentes foram doen\u00e7as renais e t\u00fabulo-intersticiais.<\/p>\n<p>Ocorreram interna\u00e7\u00f5es por neoplasias em todas as idades, no entanto, as mulheres entre 20 e 59 anos superaram os homens. Estiveram entre as principais causas, as neoplasias benignas, neoplasias malignas dos \u00f3rg\u00e3os genitais femininos e demais causas. <\/p>\n<p>Os dist\u00farbios mentais e comportamentais foram causa de interna\u00e7\u00e3o na faixa et\u00e1ria de 70 e mais, seguida de 40 a 59 anos, em ambos os sexos. O destaque \u00e9 para o diagn\u00f3stico de esquizofrenias e transtornos esquizot\u00edmicos e delirantes.<\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p align=\"left\"><strong><\/p>\n<p>5. Conclus\u00f5es<br \/><\/strong>&#8211; O Cear\u00e1 tem uma popula\u00e7\u00e3o jovem com tend\u00eancia ao envelhecimento, urbanizada e com contingente de mulheres que se sobrep\u00f5em aos homens.<\/p>\n<p>&#8211; Os indicadores socioecon\u00f4micos embora tenham melhorado, evidenciam desigualdades sociais com desdobramentos na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 tend\u00eancia de crescimento da esperan\u00e7a de vida ao nascer, m\u00e9dia de 70 anos, indicativo de aumento crescente das doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas.<\/p>\n<p>&#8211; As causas externas (homic\u00eddios, acidentes de tr\u00e2nsito e suic\u00eddios) s\u00e3o respons\u00e1veis pelas maiores taxas de anos potenciais de vida perdidos (APVP), pois matam principalmente jovens na faixa et\u00e1ria de 20 a 49 anos de idade. Salienta-se o importante impacto social, pela elevada mortalidade masculina por essas causas.<\/p>\n<p>&#8211; As doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio s\u00e3o as principais causas de \u00f3bitos em pessoas com mais de 70 anos, particularmente as les\u00f5es cerebrovasculares e hipertens\u00e3o. J\u00e1 a mortalidade por doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o, tem import\u00e2ncia aumentada na meia idade. <\/p>\n<p>&#8211; As mulheres s\u00e3o mais afetadas pelos c\u00e2nceres de mama, pulm\u00e3o e est\u00f4mago, e o homem pelos c\u00e2nceres de pr\u00f3stata, pulm\u00e3o e est\u00f4mago, na mesma ordem. Os c\u00e2nceres de mama, pulm\u00e3o e est\u00f4mago, acometem tamb\u00e9m o adulto na meia idade, com impacto no APVP. <\/p>\n<p>&#8211; Persistem as taxas elevadas de mortalidade materna, predominando as causas obst\u00e9tricas diretas, portanto, evit\u00e1veis com acesso \u00e0 assist\u00eancia pr\u00e9-natal, ao parto e ao puerp\u00e9rio com qualidade.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o consistente da mortalidade infantil por diarr\u00e9ia e pneumonia, que aponta para a concentra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os na redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos perinatais.<\/p>\n<p>&#8211; As doen\u00e7as imunopreven\u00edveis tiveram grande impacto com as elevadas coberturas vacinais, mas requerem a manuten\u00e7\u00e3o das coberturas em n\u00edveis elevados, para n\u00e3o haver recrudescimento de algumas doen\u00e7as. No caso do t\u00e9tano acidental, a assist\u00eancia ao paciente acidentado continua como fundamental na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e redu\u00e7\u00e3o da letalidade.<\/p>\n<p>&#8211; A Aids, s\u00edfilis cong\u00eanita e hepatite B, como formas de transmiss\u00e3o sexual continuam com elevadas incid\u00eancias. <\/p>\n<p>&#8211; Das doen\u00e7as transmitidas por vetores (dengue, leishmaniose tegumentar e visceral), se destacam. Dengue pelo quadro epid\u00eamico anual, a circula\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de tr\u00eas v\u00edrus, elevando a incid\u00eancia da forma hemorr\u00e1gica de letalidade preocupante. A leishmaniose tegumentar e a visceral est\u00e3o em expans\u00e3o, no estado, embora tenham maior import\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica em determinadas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; As doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica, sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de saneamento, continuam como causas importantes de interna\u00e7\u00e3o, principalmente nas faixas extremas de vida.<\/p>\n<p>&#8211; A hansen\u00edase continua em expans\u00e3o, embora com regi\u00f5es e munic\u00edpios de maior risco e priorit\u00e1rias para as a\u00e7\u00f5es de controle.<\/p>\n<p>&#8211; A tuberculose, associada a Aids, se constitui como um novo desafio.<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e3o como causas importantes de interna\u00e7\u00f5es, exclu\u00eddas as causas obst\u00e9tricas: doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias, doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio, doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio e digestivo, causas externas, doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. <\/p>\n<p>&#8211; O jovem do sexo masculino tem elevada morbimortalidade por causas externas e \u00e9 maior risco para rub\u00e9ola, Aids, hepatites B e C, tuberculose, leptospirose e t\u00e9tano acidental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Introdu\u00e7\u00e3oO perfil de sa\u00fade no Cear\u00e1 assemelha-se ao do pa\u00eds, quanto ao decr\u00e9scimo significativo das doen\u00e7as infecciosas, principalmente as imunopreven\u00edveis, e ao aumento crescente das doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas, decorrentes do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. 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