{"id":1543,"date":"2009-08-28T14:25:24","date_gmt":"2009-08-28T17:25:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ww16.ce.gov.br\/saude\/2009\/08\/28\/informacoes-gerais\/"},"modified":"2009-08-28T14:25:24","modified_gmt":"2009-08-28T17:25:24","slug":"informacoes-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ww16.ce.gov.br\/saude\/2009\/08\/28\/informacoes-gerais\/","title":{"rendered":"Informa\u00e7\u00f5es Gerais"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<h3>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>O perfil de sa\u00fade no Cear\u00e1 assemelha-se ao do pa\u00eds, quanto ao decr\u00e9scimo significativo das doen\u00e7as infecciosas, principalmente das imunopreven\u00edveis, e ao aumento crescente das doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas, decorrentes do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o. Atribui-se o aumento da expectativa de vida \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil por causas ambientais, \u00e0 melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o e ao maior acesso a bens e servi\u00e7os p\u00fablicos. <\/p>\n<p>Na \u00e1rea da sa\u00fade, a institucionaliza\u00e7\u00e3o do SUS \u2013 Sistema \u00danico de Sa\u00fade, como uma pol\u00edtica de Estado, apresenta avan\u00e7os hist\u00f3ricos com a descentraliza\u00e7\u00e3o e a municipaliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os, a melhoria e a amplia\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e da vigil\u00e2ncia em sa\u00fade, bem como maior controle social com a atua\u00e7\u00e3o dos Conselhos de Sa\u00fade. Destaca-se a \u00eanfase no campo da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, mediada pela estrat\u00e9gia de sa\u00fade da fam\u00edlia e tendo como paradigma operacional o curso da vida e o respeito \u00e0s particularidades relativas ao g\u00eanero.\u00a0 <\/p>\n<p>Nesse contexto de avan\u00e7os institucionais no \u00e2mbito da sa\u00fade, o Estado tem outros desafios, como a elevada incid\u00eancia de doen\u00e7as emergentes e reemergentes, cujos determinantes s\u00e3o, predominantemente, socioecon\u00f4micos e ambientais, destacando-se, entre essas doen\u00e7as: tuberculose, Aids e dengue, como tamb\u00e9m doen\u00e7as como as leishmanioses e hepatites virais. Em 2009, enfrenta-se a influenza A (<font color=\"#000000\"><strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=7:notastecnicas&#038;download=236:28-08-2009&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">nota t\u00e9cnica<\/a><\/u><\/strong><\/font>) como emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica de import\u00e2ncia internacional.<\/p>\n<p>Como causas de mortalidade, de elevada repercuss\u00e3o social e gravidade, com impactos econ\u00f4micos e sociais se destacam, as mortes violentas, o acidente vascular cerebral, a elevada mortalidade materna por causas evit\u00e1veis e a ocorr\u00eancia de c\u00e2nceres em pessoas jovens.<br \/>Esses s\u00e3o alguns dos aspectos relevantes e desafiadores para as pol\u00edticas p\u00fablicas no estado do Cear\u00e1.<\/p>\n<p><\/p>\n<h3>2. Aspectos demogr\u00e1ficos e socioecon\u00f4micos<\/h3>\n<p>A an\u00e1lise demogr\u00e1fica tem como fonte os dados do IBGE, que realiza o censo populacional a cada dez anos, e a contagem populacional para ajustes oportunamente. Neste texto ser\u00e3o considerados os dados do censo de 1991 e 2000, e contagens dos anos de 1996 e 2006 e as estimativas populacionais do IBGE.<\/p>\n<p>Os indicadores demogr\u00e1ficos relativos a \u00f3bitos e nascidos vivos de 2008 foram calculados a partir de dados parciais, portanto, pass\u00edveis de revis\u00e3o. <\/p>\n<p>No ano de 2008, de acordo com dados da estimativa populacional do IBGE, a popula\u00e7\u00e3o do Estado alcan\u00e7ou o valor de 8.450.527 habitantes, um incremento de 12,1% em rela\u00e7\u00e3o ao contingente populacional em 2000, ano do \u00faltimo censo.<\/p>\n<p>A estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o cearense vem se modificando ao longo das d\u00e9cadas. Comparando-se a estrutura et\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o nos anos censit\u00e1rios de 1991 e 2000, observa-se que no ano 2000 a base da pir\u00e2mide se estreita, reflexo da redu\u00e7\u00e3o das taxas de natalidade e da mortalidade infantil. O alargamento no topo da pir\u00e2mide (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=307:1-p-p-1991&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 1<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=308:2-p-p-2000&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 2<\/a><\/u><\/strong>), por sua vez, foi decorrente do aumento da expectativa de vida, principalmente nas mulheres, cujo quantitativo superou o dos homens em termos populacionais.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o de depend\u00eancia do jovem, que relaciona a popula\u00e7\u00e3o economicamente dependente de 0 a 14 anos com o segmento potencialmente produtivo (15 a 64 anos de idade) vem decrescendo, passando de 58,2% em 2000 para 47,0% em 2008, como reflexo da redu\u00e7\u00e3o da natalidade. Paralelamente, espera-se, com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, o aumento da depend\u00eancia dos idosos. \u00c9 importante referir que a raz\u00e3o de depend\u00eancia de idosos manteve-se em 15% nos anos analisados.<\/p>\n<p>O n\u00famero de homens para cada grupo de 100 mulheres \u00e9 influenciado por migra\u00e7\u00f5es e pela mortalidade. No Cear\u00e1, a raz\u00e3o entre os sexos se manteve em torno de 95%, ou seja, 95 homens para cada 100 mulheres, em 2000 a 2008, tendo provavelmente mais forte influ\u00eancia da sobremortalidade que da migra\u00e7\u00e3o masculina no per\u00edodo. <\/p>\n<p>O grau de urbaniza\u00e7\u00e3o, propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o residente em \u00e1reas urbanas, \u00e9 crescente, com taxas de 53,14% (1980), 69,48% (1991), 71,53% (2000) e 75,06% (2006).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de fecundidade no Cear\u00e1, &#8211; n\u00famero m\u00e9dio de filhos que uma mulher teria ao longo de seu per\u00edodo reprodutivo \u2013 observou-se uma diminui\u00e7\u00e3o de 3,72 no ano de 1991 para 2,84 filhos no ano 2000, acompanhando a tend\u00eancia brasileira de decr\u00e9scimo, 2,88 em 1991 passando para 2,33 em 2000. No \u00e2mbito municipal, tinha-se em 1991 um total de 125 munic\u00edpios com taxa de fecundidade superior a 4,05 filhos por mulher, j\u00e1 em 2000 o n\u00famero de munic\u00edpios nessa situa\u00e7\u00e3o passou para 29.<\/p>\n<p>Com a queda da fecundidade observada, a natalidade decresce ano a ano (de 19,3 nascimentos por 1.000 habitantes em 2000 para 15,7 em 2008). A taxa de mortalidade geral foi de 4,5 em 2000 e de 5,1 em 2008. Considera-se que esse aumento n\u00e3o seja real, mas decorrente da melhoria da capta\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es de \u00f3bitos no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 esperan\u00e7a de vida ao nascer, observa-se, no geral, uma tend\u00eancia crescente, com destaque para as mulheres, como conseq\u00fc\u00eancia da sobremortalidade masculina nos jovens. Em 2006, a esperan\u00e7a de vida foi de 69,93 anos para a popula\u00e7\u00e3o geral e de 65,68 e 74,93 para o sexo masculino e feminino, respectivamente.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, a taxa de analfabetismo em maiores de 15 anos, diminuiu de 33,20% durante o per\u00edodo 1991\/2000, saindo de 37,38% em 1991 para 24,97% no ano 2000. Em 2006, a taxa passou para 20,6%, enquanto que a m\u00e9dia nacional nesse mesmo ano foi de 10,4%.<\/p>\n<p>A renda m\u00e9dia dos chefes de domic\u00edlios no ano 2000 para o Cear\u00e1, segundo dados do IBGE, foi de R$ 448,01, embora em 70 munic\u00edpios a renda m\u00e9dia dos chefes de domic\u00edlios tenha sido inferior a R$ 213,67.<\/p>\n<p>O percentual de pobres &#8211; propor\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos com renda domiciliar per capita inferior a 1\/2 do sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8211; diminuiu no Estado durante o per\u00edodo de 1991 a 2000. No ano de 1991 tinha-se 68,2% de pobres, passando-se para 57% no ano 2000, revelando assim um decr\u00e9scimo de 16,42%. Em 2006, a propor\u00e7\u00e3o de pobres no Cear\u00e1 correspondeu a 55,9%, enquanto a nacional foi de 33,1%.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, o percentual de indigentes &#8211; indiv\u00edduos com renda domiciliar per capita inferior a 1\/4 do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2013 passou de 42% em 1991, para 32,73% em 2000, ou seja, um decr\u00e9scimo de 22,07%.<\/p>\n<p><\/p>\n<h3>3. Mortalidade<\/h3>\n<p>Os dados de mortalidade s\u00e3o provenientes do SIM &#8211; Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade SIM do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, alimentado pelas declara\u00e7\u00f5es de \u00f3bitos (DO), cujas causas s\u00e3o codificadas de acordo com a CID &#8211; Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as. Com o objetivo de apresentar informa\u00e7\u00f5es mais atualizadas, inclu\u00edram-se dados parciais de 2008 do Estado. As s\u00e9ries hist\u00f3ricas contemplaram um per\u00edodo de dez anos, 1999 a 2008.<\/p>\n<p><strong>3.1 Tend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade vem captando cerca de 40 mil \u00f3bitos, por ano, desde 2002 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=343:1-p-p-p-p-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 1<\/a><\/u><\/strong>), com destaque para as causas por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (Cap. IX), neoplasias (Cap. II) e causas externas (Cap. XX), que persistem com tend\u00eancia crescente (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=343:1-p-p-p-p-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 1<\/a><\/u><\/strong>; <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=309:3-p-p-p-p-p.-10-.-1986-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 3<\/a><\/u><\/strong>). A tend\u00eancia de aumento da esperan\u00e7a de vida ao nascer, m\u00e9dia de 70 anos, aponta para o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e o aumento progressivo das doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas, padr\u00e3o observado em quase todo o mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 importante referir que, embora as Doen\u00e7as Infecciosas e Parasit\u00e1rias &#8211; DIP (Cap. 1) e as doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (Cap. X) n\u00e3o estejam entre as principais causas de \u00f3bito, essas causas foram respons\u00e1veis por 57.770 e 54.614 interna\u00e7\u00f5es em 2008 no Cear\u00e1, situando-se como as duas primeiras causas de interna\u00e7\u00f5es, na mesma ordem, excluindo-se as causas obst\u00e9tricas (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=360:18-p-p-p-10-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 18<\/a><\/u><\/strong>).<\/p>\n<p>Destaca-se a redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos com causas mal definidas para menos de 10% a partir de 2006, com a implanta\u00e7\u00e3o em 2007, do Projeto de Redu\u00e7\u00e3o das Causas Mal Definidas &#8211; Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e parceria com a SESA &#8211; para a investiga\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos com causas mal definidas retroativa a 2006. Salienta-se que no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 a propor\u00e7\u00e3o de \u00f3bitos com causas mal definidas chegava a 40%. <\/p>\n<p><strong>3.2 Principais causas por sexo e faixa et\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o das principais causas (Cap\u00edtulos CID \u2013 10) de \u00f3bitos em 2008 (<a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=310:4-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\"><strong><u>Figura 4<\/u><\/strong><\/a>), os homens superam as mulheres nas Doen\u00e7as Infecciosas e Parasit\u00e1rias &#8211; DIP (I), neoplasias (II), transtornos mentais e comportamentais (V), doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (IX), doen\u00e7as do aparelho digestivo (XI), doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio (XIV), algumas afec\u00e7\u00f5es originadas no per\u00edodo perinatal (XVI), causas mal definidas (VIII) e causas externas (XX) por ordem de cap\u00edtulos.<\/p>\n<p>Na mulher, as doen\u00e7as end\u00f3crinas, nutricionais e metab\u00f3licas (IV) e do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo foram mais frequentes do que no homem. Em 2008, a popula\u00e7\u00e3o feminina foi estimada em 51,2% e a masculina 48,8%.<\/p>\n<p>Analisando-se as tr\u00eas primeiras causas de mortalidade em 2008, observa-se que as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=344:2-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 2<\/a><\/u><\/strong>, <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=345:3-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 3<\/a><\/u><\/strong> e <u><strong><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=346:4-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 4<\/a><\/strong><\/u>), a principal causa de \u00f3bito, respons\u00e1vel por 32,2% (13.058) do total de \u00f3bitos, concentrou-se na faixa de idosos (60 anos e mais), 82,2% (10.720), em ambos os sexos. A faixa de 40 a 59 anos de idade, no sexo masculino, mostrou maior propor\u00e7\u00e3o de mortes por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, do que no sexo feminino. <\/p>\n<p>As neoplasias com 15,8% (6.395) dos \u00f3bitos, apesar da concentra\u00e7\u00e3o em idosos, vitimaram em 2008 (<u><strong><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=347:5-p-p-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 5<\/a><\/strong><\/u>), tamb\u00e9m, pessoas mais jovens, principalmente do sexo feminino, pela import\u00e2ncia dos c\u00e2nceres de mama, de colo de \u00fatero e de pulm\u00e3o. Por outro lado, as causas externas 14,3% (5.780 \u00f3bitos) foram mais freq\u00fcentes no sexo masculino 84,6% (4.892\/5.780), em todas as faixas de idade, principalmente na faixa de 20 a 49 anos 59,8% (3.459\/5.780).<\/p>\n<p>Das tr\u00eas principais causas de mortalidade elencadas anteriormente destacam-se os grupamentos referentes \u00e0s doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (doen\u00e7as hipertensiva, isqu\u00eamica do cora\u00e7\u00e3o e cerebrovascular); das neoplasias (c\u00e2ncer de est\u00f4mago, pulm\u00e3o, pr\u00f3stata, mama e colo de \u00fatero) e das causas externas (acidente de tr\u00e2nsito, homic\u00eddio e suic\u00eddio).<\/p>\n<p><strong>3.3 Principais grupos de causas de doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>O grupo das doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio ocupa o primeiro lugar entre as causas de morte mais freq\u00fcentes no Cear\u00e1. O risco de morte por essas doen\u00e7as apresenta tend\u00eancia crescente nos \u00faltimos anos (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=311:5-p-1994-1996-1998-2000-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figuras 5<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=312:6-p-p-p-p-p-1998-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 6<\/a><\/u><\/strong>). Grande parte dos \u00f3bitos decorre, provavelmente, de quadros de hipertens\u00e3o arterial n\u00e3o diagnosticada precocemente ou inadequadamente tratada.<\/p>\n<p>Em 1999, as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio foram respons\u00e1veis por 7.936 \u00f3bitos no Cear\u00e1 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=343:1-p-p-p-p-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 1<\/a><\/u><\/strong>), com taxa de mortalidade de 111,7 \u00f3bitos por 100 mil habitantes. No ano de 2008, foram notificadas 13.058 mortes por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, com uma taxa de 154,5 \u00f3bitos por 100 mil hab. O pico de \u00f3bitos por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio observado em 2006 foi decorrente do resgate de causa de \u00f3bitos daqueles inicialmente notificados como de causas mal definidas. O referido resgate reduziu as causas mal definidas da morte de 19,1% em 2005 para 5,2% em 2006. As causas mal definidas predominavam na faixa et\u00e1ria de idosos e nos \u00f3bitos domiciliares. \u00c9 importante ressaltar que em 2008 foram internadas 39.042 pessoas por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio no Cear\u00e1, a terceira causa de interna\u00e7\u00f5es, depois de doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias e doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=360:18-p-p-p-10-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 18<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p>As doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio foram as principais causas de \u00f3bitos em pessoas com mais de 60 anos em 2008, correspondendo a 40% dos \u00f3bitos nessa faixa de idade, particularmente as doen\u00e7as cerebrovasculares com 13% e doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o com 10%. As doen\u00e7as cerebrovasculares e doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o tiveram import\u00e2ncia tamb\u00e9m na faixa de menores de 60 anos e requerem o fortalecimento da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, nas a\u00e7\u00f5es de controle e preven\u00e7\u00e3o, e organiza\u00e7\u00e3o de uma rede de emerg\u00eancia que reduza danos e permita o envelhecimento com qualidade de vida.<\/p>\n<p>As medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle dos \u00f3bitos por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio consistem na redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o das pessoas aos fatores de risco: comportamentais (tabagismo, dieta inadequada, sedentarismo, ingesta de \u00e1lcool e uso de anticoncepcionais), patologias ou dist\u00farbios metab\u00f3licos (hipertens\u00e3o arterial, obesidade, hiperlipidemias, diabetes mellitus) e caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas e culturais (ocupa\u00e7\u00e3o, renda, escolaridade, classe social, ambiente de trabalho, rede de apoio social).<\/p>\n<p><strong>3.3.2 Neoplasias<\/strong><\/p>\n<p>A mortalidade por neoplasias tem tend\u00eancia crescente (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=343:1-p-p-p-p-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 1<\/a><\/u><\/strong>; <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=313:7-p-p-p-2003-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 7<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=314:8-p-p-p-2003-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 8<\/a><\/u><\/strong>), situando-se como a segunda causa de \u00f3bito nos \u00faltimos quatro anos. No sexo masculino, os tumores de pr\u00f3stata, est\u00f4mago e br\u00f4nquios\/pulm\u00f5es s\u00e3o as importantes localiza\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas, com tend\u00eancia crescente das duas primeiras causas. <\/p>\n<p>As mulheres foram mais afetadas por c\u00e2ncer de mama, pulm\u00e3o, est\u00f4mago e colo de \u00fatero, com tend\u00eancia crescente em todas elas. Em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=347:5-p-p-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 5<\/a><\/u><\/strong>, <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=348:6-p-p-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 6<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=349:7-p-p-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 7<\/a><\/u><\/strong>), o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata foi a primeira causa de morte no sexo masculino, seguida de c\u00e2ncer de est\u00f4mago e de pulm\u00e3o, ap\u00f3s 60 anos de idade. Na mulher, ap\u00f3s 60 anos, a mortalidade por c\u00e2ncer de pulm\u00e3o superou o de mama ap\u00f3s 60 anos, vindo a seguir est\u00f4mago e colo do \u00fatero, como terceira e quarta causas, nessa faixa de idade. <\/p>\n<p>Considerando-se os principais fatores de risco para essas neoplasias, idade \u00e9 um fator de risco importante para todas elas, da\u00ed a tend\u00eancia crescente de neoplasias malignas na popula\u00e7\u00e3o em faixas et\u00e1rias mais idosas. Para o c\u00e2ncer de est\u00f4mago, a dieta tem um fator de risco preponderante e o tabagismo \u00e9 o principal fator de risco do c\u00e2ncer pulmonar, sendo respons\u00e1vel por 90% dos casos. Pode-se evitar a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a por meio da preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e diminuir as conseq\u00fc\u00eancias graves e fatais por interm\u00e9dio do diagn\u00f3stico precoce.<br \/><strong><\/p>\n<p>3.3.3 Causas externas<\/strong><\/p>\n<p>No Cear\u00e1, considerando os cap\u00edtulos da CID 10, as causas externas representam a terceira causa de morte na popula\u00e7\u00e3o geral (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=343:1-p-p-p-p-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 1<\/a><\/u><\/strong>). As causas externas incluem os homic\u00eddios, acidentes de tr\u00e2nsito e suic\u00eddios, respons\u00e1veis pelas maiores taxas de anos potenciais de vida perdidos, pois afetam principalmente jovens. <\/p>\n<p>Os homic\u00eddios constituem a primeira causa de morte violentas em 2008, com curva de mortalidade ascendente de 1996 a 2008, vindo em segundo lugar as mortes devido a ocorr\u00eancias no tr\u00e2nsito e depois o suic\u00eddio (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=315:9-p-1996-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 9<\/a><\/u><\/strong>). Relativamente ao sexo e faixa et\u00e1ria (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=350:8-p-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 8<\/a><\/u><\/strong>, <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=315:9-p-1996-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 9<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=352:10-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 10<\/a><\/u><\/strong>), as tr\u00eas causas predominam na faixa de 20 a 49 anos, embora o acidente de tr\u00e2nsito esteja distribu\u00eddo em todas as faixas de idade. Quanto ao sexo, as causas mais freq\u00fcentes no sexo masculino em 2008, foram pela ordem: homic\u00eddio 39,0%, acidente de tr\u00e2nsito 27,4% e suic\u00eddio 8,9%. No sexo feminino predominaram: acidente de tr\u00e2nsito (31,9%), seguido de homic\u00eddio (13,7%) e suic\u00eddio (13,0%) em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=350:8-p-p-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 8<\/a><\/u><\/strong>, <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=315:9-p-1996-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 9<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=352:10-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 10<\/a><\/u><\/strong>). Os \u00f3bitos por causas externas foram 5,5 vezes mais frequentes no sexo masculino.<\/p>\n<p>Comparando-se o n\u00famero de \u00f3bitos e de interna\u00e7\u00f5es por causas externas em 2008, com o total de \u00f3bitos e de interna\u00e7\u00f5es, observa-se que do total de 42.817 \u00f3bitos notificados no ano, 5.780 foram por causas externas, a terceira causa, com 14,3% dos \u00f3bitos. No mesmo ano, foram internadas 465.899 pessoas, sendo 35.225 interna\u00e7\u00f5es por causas externas, a quarta causa, com 8,6% das interna\u00e7\u00f5es (<a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=360:18-p-p-p-10-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 18<\/a>).<\/p>\n<p><strong>3.4 Mortalidade infantil<\/strong><\/p>\n<p>A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) mantem a tend\u00eancia de decl\u00ednio no Cear\u00e1, chegando a 16,2 \u00f3bitos por 1.000 nascidos vivos em 2007 e 15,8 em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=316:10-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 10<\/a><\/u><\/strong>). O decr\u00e9scimo, nos \u00faltimos anos, da TMI no estado deve-se \u00e0 redu\u00e7\u00e3o importante da mortalidade p\u00f3s-neonatal &#8211; ocorridas entre 28 dias a 11 meses e 29 dias de idade-, particularmente as causadas por pneumonia e diarreia. As causas perinatais continuam respons\u00e1veis por mais de 50% dos \u00f3bitos de menores de um ano de idade (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=317:11-p-p-p-p-1995-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 11<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p>\u00a0A mortalidade infantil neonatal (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=316:10-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 10<\/a><\/u><\/strong>) vem tamb\u00e9m decrescendo, embora mais lentamente, superando a TMI p\u00f3s-neonatal. Os \u00f3bitos neonatais tiveram como principais causas, as afec\u00e7\u00f5es originadas no per\u00edodo perinatal (principalmente transtornos respirat\u00f3rios e card\u00edacos espec\u00edficos do per\u00edodo neonatal) e as malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas, deformidades e anomalias cromoss\u00f4micas (mais freq\u00fcentes os transtornos relacionados \u00e0 dura\u00e7\u00e3o de gesta\u00e7\u00e3o e crescimento fetal).<\/p>\n<p>Em 2008 foram notificados 2.684 \u00f3bitos de menores de um ano, 67,5% neonatais (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=353:11-2002-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 11<\/a><\/u><\/strong>). No mesmo ano nasceram 132.696 crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>3.5 Mortalidade materna<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo de 1997 a 2008, ocorreram 1.318 mortes maternas, em torno de 100 \u00f3bitos por ano (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=318:12-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 12<\/a><\/u><\/strong>). No mesmo per\u00edodo, observa-se uma leve tend\u00eancia a redu\u00e7\u00e3o da Raz\u00e3o da Mortalidade Materna (RMM) no Estado, embora continue elevada (68,6 em 2008), comparando-se com a RMM aceit\u00e1vel pela OMS, que \u00e9 de at\u00e9 20 \u00f3bitos por 100.000 nascidos vivos. As causas obst\u00e9tricas diretas predominam em 2008, com 57 \u00f3bitos, com destaque para a doen\u00e7a hipertensiva do estado de gravidez e hemorragia ante e p\u00f3s-parto, com 28 e 10 \u00f3bitos, respectivamente (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=354:12-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 12<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=355:13-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 13<\/a><\/u><\/strong>). Quanto \u00e0s causas obst\u00e9tricas indiretas, ocorreram 31 \u00f3bitos, sendo 15, por doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=356:14-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabelas 14<\/a><\/u><\/strong>).<br \/>Os partos ces\u00e1reos continuam em ascens\u00e3o, enquanto as interna\u00e7\u00f5es por partos e abortamentos em adolescentes decrescem desde 2004 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=357:15-2002-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 15<\/a><\/u><\/strong>). Em 2008, a propor\u00e7\u00e3o de partos ces\u00e1reos do setor p\u00fablico, fonte SIH \u2013 Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Interna\u00e7\u00f5es Hospitalares, foi de 35%. Considerando as informa\u00e7\u00f5es do Sinasc \u2013 Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Nascidos Vivos, que engloba as informa\u00e7\u00f5es dos nascimentos dos setores p\u00fablico e privado, a propor\u00e7\u00e3o de partos ces\u00e1reos foi de 42,6%. <\/p>\n<p><\/p>\n<h3>4. Morbidade<\/h3>\n<p><strong>4.1 Doen\u00e7as e agravos de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>As doen\u00e7as e agravos notific\u00e1veis, Portaria N\u00ba 5\/ MS\/SVS de 21 de fevereiro de 2006, da lista de doen\u00e7as de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria (LDNC) podem ser agrupadas em doen\u00e7as imunopreven\u00edveis, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis e Aids, doen\u00e7as transmitidas por vetores e zoonoses, doen\u00e7as de transmiss\u00e3o h\u00eddrica e alimentar e outras.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as e agravos notific\u00e1veis (DNC) de maiores incid\u00eancias em 2008 foram, na ordem decrescente: dengue, tuberculose, hansen\u00edase, leishmaniose tegumentar, hepatite A, leishmaniose visceral, Aids, s\u00edfilis cong\u00eanita, hepatite B e C (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=358:16-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 16<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s doen\u00e7as de incid\u00eancia zero da LDNC em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=358:16-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 16<\/a><\/u><\/strong>), destacam-se: poliomielite, c\u00f3lera, difteria, s\u00edndrome da rub\u00e9ola cong\u00eanita, t\u00e9tano neonatal, doen\u00e7a de Chagas agudo, peste e sarampo. A c\u00f3lera continua sob vigil\u00e2ncia com a monitoriza\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as diarr\u00e9icas agudas e de surtos de doen\u00e7as transmitidas por alimentos. Tamb\u00e9m teve incid\u00eancia zero a Doen\u00e7a de Creutzfeld Jacob (DCJ), de interesse em sa\u00fade p\u00fablica, para a detec\u00e7\u00e3o da variante S\u00edndrome da Vaca Louca, por meio da notifica\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o de casos suspeitos. <\/p>\n<p><strong>4.1.1 Doen\u00e7as imunopreven\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>As doen\u00e7as imunopreven\u00edveis de import\u00e2ncia na sa\u00fade p\u00fablica e que constam na LDNC (Tabela16) s\u00e3o: rub\u00e9ola e s\u00edndrome da rub\u00e9ola cong\u00eanita (SRC), sarampo, difteria, t\u00e9tano acidental, t\u00e9tano neonatal, coqueluche, poliomielite, meningite por Haemophilus influenzae b, meningite tuberculosa, rotav\u00edrus, influenza em adultos e hepatite B. Pela import\u00e2ncia da transmiss\u00e3o sexual da hepatite B, a doen\u00e7a foi descrita no respectivo item referente \u00e0s doen\u00e7as de transmiss\u00e3o sexual. <\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o das coberturas vacinais na popula\u00e7\u00e3o infantil, aliada \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, tem repercutido na redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia dessas doen\u00e7as, que j\u00e1 foram respons\u00e1veis por elevada morbimortalidade e por seq\u00fcelas graves na popula\u00e7\u00e3o em um passado ainda recente. As coberturas vacinais devem ser mantidas segundo os par\u00e2metros estabelecidos, ou seja, igual ou maior a 90% para as vacinas BCG (contra tuberculose) e contra rotav\u00edrus; igual ou maior a 95% para as vacinas contra hepatite B, contra poliomielite, vacina tetravalente (contra difteria, coqueluche, t\u00e9tano e Haemophilus influenzae b) e tr\u00edplice viral (contra sarampo, rub\u00e9ola e cachumba).<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o controle da rub\u00e9ola (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=319:13-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 13<\/a><\/u><\/strong>) ocorreu ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica da doen\u00e7a, juntamente com o sarampo (vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica de doen\u00e7as exantem\u00e1ticas) e a campanha de vacina\u00e7\u00e3o das mulheres em idade f\u00e9rtil em 2002, al\u00e9m da melhoria das coberturas vacinais em crian\u00e7as a partir de 1 ano de idade. No entanto, surtos ocorreram em 2006 em Hidrol\u00e2ndia e em 2007 em 22 munic\u00edpios: Horizonte, Fortaleza, Pacajus, Chorozinho, Maracana\u00fa, Caucaia, Ocara, Morada Nova, Ipueiras, Cascavel, Pacatuba, Canind\u00e9, Pindoretama, Boa Viagem, Jaguaribara, Iguatu, Trairi, Acopiara, Pentecoste, Maranguape, Sobral e Itapipoca. Em 2008 foram confirmados 101 casos, distribu\u00eddos em 16 munic\u00edpios: Quixeramobim (60), Fortaleza (14), Caucaia (6), Beberibe (2), Pentecoste (2), Maracana\u00fa (2), Chorozinho (2), Horizonte (2), Paracuru (1), Catarina (1), Marco (1), Banab\u00faiu (4), Eus\u00e9bio (1), Acopiara (1), Pacatuba (1), e Guaraciaba do Norte (1). A faixa et\u00e1ria mais acometida foi de adultos jovens, de 20 a 39 anos e do sexo masculino (Tabela 17). A vacina contra a rub\u00e9ola (tr\u00edplice viral), implantada em 1997 protege ambos os sexos a partir dessa data. Portanto, as pessoas nascidas anteriormente a 1997, n\u00e3o est\u00e3o protegidas contra rub\u00e9ola, com exce\u00e7\u00e3o das mulheres em idade f\u00e9rtil, que se beneficiaram coma a vacina implantada em 2002 para esse grupo et\u00e1rio. Da\u00ed a maior incid\u00eancia de rub\u00e9ola no sexo masculino. <\/p>\n<p>A vacina implantda em 1997 protege ambos os sexos a partir dessa data. As pessoas nascidas anteriormente a esa data n\u00e3o est\u00e3o protegidas, com exce\u00e7\u00e3o das mulheres em idade f\u00e9rtil, que se beneficiaram coma a vacina implantade em 2002 para esse grupo et\u00e1rio. Da\u00ed a maior incid\u00eancia de rub\u00e9ola no sexo masculino. <\/p>\n<p>O sarampo esteve entre as principais causas de morbimortalidade na inf\u00e2ncia, principalmente nos menores de cinco anos, at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. No Brasil, h\u00e1 evid\u00eancia da interrup\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone do v\u00edrus do sarampo desde o ano 2000. J\u00e1 no Cear\u00e1, o \u00faltimo caso confirmado foi em dezembro de 1999 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=320:14-p-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 14<\/a><\/u><\/strong>). A VE e a vacina\u00e7\u00e3o continuam como prioridades, pelo risco da importa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a procedente de regi\u00f5es do mundo onde o v\u00edrus do sarampo continua circulando.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos casos de difteria vem ocorrendo desde a d\u00e9cada de 1980, em decorr\u00eancia do aumento da aplica\u00e7\u00e3o da vacina DTP na rotina e alcance de elevadas coberturas vacinais por meio das campanhas de vacina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 registro de casos no Cear\u00e1 desde o ano 2000 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=321:15-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 15<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p>A incid\u00eancia de casos de t\u00e9tano acidental \u00e9 decrescente (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=322:16-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 16<\/a><\/u><\/strong>), mantendo-se abaixo de 50 casos anuais desde 1999. A letalidade, no entanto, tem se mantido em torno de 30%, configurando-se como doen\u00e7a grave. No ano de 2006, dos 31 casos confirmados, 27 (87,0%) eram do sexo masculino, grupo mais acometido, ao longo dos anos, pela maior exposi\u00e7\u00e3o e menor acesso \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. Em 2007 foram notificados 23 casos e 5 \u00f3bitos, com letalidade de 25,7%. Em 2008, dos 22 casos notificados, 6 evolu\u00edram para \u00f3bito, com letalidade de 27,3%.\u00a0 <\/p>\n<p>O t\u00e9tano neonatal est\u00e1 em processo de elimina\u00e7\u00e3o no continente sul-americano desde 1989. Em 1993 foi introduzida a vacina\u00e7\u00e3o da mulher em idade f\u00e9rtil. O \u00faltimo caso registrado no Cear\u00e1 foi em 2005 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=323:17-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 17<\/a><\/u><\/strong>). A amplia\u00e7\u00e3o da cobertura e a qualidade do pr\u00e9-natal tiveram impacto na redu\u00e7\u00e3o dos casos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, a redu\u00e7\u00e3o de casos de coqueluche deve-se \u00e0s coberturas vacinais elevadas, ao fortalecimento da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica da doen\u00e7a, com a realiza\u00e7\u00e3o de exame laboratorial para confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e identifica\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o do agente causal. Em 2007 e em 2008 foram notificados 8 e 2 casos no Cear\u00e1, respectivamente (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=324:18-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 18<\/a><\/u><\/strong>).<\/p>\n<p>A meningite causada pelo Haemophilus influenzae b predomina em menores de 5 anos de idade (cerca de 90% dos casos). A introdu\u00e7\u00e3o da vacina conjugada contra hem\u00f3filo (Hib) no calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o ocorreu em 1999, com redu\u00e7\u00e3o significativa do n\u00famero de casos de meningite por esse agente etiol\u00f3gico no pa\u00eds. No Cear\u00e1, ocorriam, em m\u00e9dia, 50 casos anuais at\u00e9 1999 e em 2007 foram notificados 2 casos e 4 em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=325:19-p-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 19<\/a><\/u><\/strong>). Essa situa\u00e7\u00e3o mostra a import\u00e2ncia da manuten\u00e7\u00e3o de altas coberturas vacinais &#8211; acima de 95% &#8211; com a vacina tetravalente de forma homog\u00eanea \u2013 em todos os munic\u00edpios -, para o controle da doen\u00e7a. <\/p>\n<p>A meningite tuberculosa \u00e9 a forma mais grave de tuberculose. A vacina BCG \u00e9 eficaz contra essa forma de tuberculose. O impacto da vacina\u00e7\u00e3o foi constatado no Brasil e no Cear\u00e1, com a redu\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia de casos a partir de 1995 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=326:20-1-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 20<\/a><\/u><\/strong>). No Cear\u00e1 menos de 10 casos s\u00e3o registrados anualmente, a partir de 2005. Em 2008 foram notificados 4 casos.<\/p>\n<p>A poliomielite foi erradicada em 1994 do continente sul-americano. No Cear\u00e1, o \u00faltimo caso confirmado data de 1988, no entanto, a vigil\u00e2ncia da doen\u00e7a vem sendo mantida, com a notifica\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o oportunas, at\u00e9 48 horas do inicio dos sintomas, diante de casos de PFA &#8211; Paralisia Fl\u00e1cida Aguda em menores de 15 anos.\u00a0 A busca ativa de PFA e a notifica\u00e7\u00e3o negativa semanal fazem parte da vigil\u00e2ncia da poliomielite, considerando que a doen\u00e7a tem recrudescido em pa\u00edses com certifica\u00e7\u00e3o de erradica\u00e7\u00e3o regional. Dessa forma, a vigil\u00e2ncia da poliomielite se mantem, garantindo a aus\u00eancia da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Da mesma forma, deve-se manter as coberturas vacinais homog\u00eaneas contra a poliomielite em todos os munic\u00edpios, nas crian\u00e7as menores de 5 anos de idade. <\/p>\n<p><strong>4.1.2 Aids e doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>O perfil epidemiol\u00f3gico da Aids passou por mudan\u00e7as nos \u00faltimos anos em todo o pa\u00eds. A raz\u00e3o de casos entre os sexos vem diminuindo, com o aumento da incid\u00eancia nas mulheres. A interioriza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e o acometimento de idosos chama a aten\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 necessidade de atua\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica no que concerne ao controle da epidemia. A partir de 1998, com a introdu\u00e7\u00e3o do uso da terapia antiretroviral, vem ocorrendo o aumento da sobrevida dos pacientes e redu\u00e7\u00e3o dos casos (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=327:21-p-1990-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 21<\/a><\/u><\/strong>). No entanto, a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV continua em expans\u00e3o, com o aumento da notifica\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o por HIV em gestantes e crian\u00e7as expostas ao risco de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, a raz\u00e3o de sexo entre indiv\u00edduos com Aids, passou de 11 homens para 1 mulher em 1987, para 2 homens para 1 mulher em 2008. A faixa et\u00e1ria mais atingida pela doen\u00e7a \u00e9 a de adultos de 20 a 39 anos (61,6 %), seguida da faixa de 40 a 59 anos (30,3 %) (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=360:18-p-p-p-10-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 18<\/a><\/u><\/strong>).<\/p>\n<p>A s\u00edfilis cong\u00eanita \u00e9 um agravo de sa\u00fade pass\u00edvel de elimina\u00e7\u00e3o, desde que a mulher infectada pelo Treponema pallidum e seu parceiro sejam identificados e tratados antes ou durante o pr\u00e9-natal. No Brasil, estima-se que 3,5% das gestantes sejam portadoras dessa doen\u00e7a, com grande risco de transmiss\u00e3o da m\u00e3e para filho. A falha na assist\u00eancia pr\u00e9-natal, em identificar a tratar gestantes infectadas e seus parceiros, o baixo n\u00edvel socioecon\u00f4mico, a baixa escolaridade e promiscuidade sexual s\u00e3o fatores condicionantes para a alta preval\u00eancia da doen\u00e7a no Brasil.<\/p>\n<p>Com o objetivo de eliminar a s\u00edfilis cong\u00eanita, em 1993 o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recomendou o rastreamento da doen\u00e7a na gravidez, utilizando o exame VDRL, de diagn\u00f3stico de s\u00edfilis, na primeira consulta de pr\u00e9-natal, no in\u00edcio do terceiro trimestre e na admiss\u00e3o para parto ou curetagem. No Cear\u00e1, a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica da s\u00edfilis vem se estruturando cada vez mais e contribuindo para o aumento do n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es a cada ano (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=330:22-1995-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 22<\/a><\/u><\/strong>). O Cear\u00e1 pactuou a redu\u00e7\u00e3o de casos de s\u00edfilis cong\u00eanita de 441 em 2007 para 311 em 2008. Essa doen\u00e7a precisa ser mais bem acompanhada pelo Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia, pois a sua redu\u00e7\u00e3o depende, prioritariamente, de um pr\u00e9-natal de maior qualidade.<\/p>\n<p>As hepatites virais (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=358:16-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 16<\/a><\/u><\/strong>) s\u00e3o doen\u00e7as causadas por diferentes agentes etiol\u00f3gicos, de distribui\u00e7\u00e3o universal, que t\u00eam em comum o hepatotropismo. Possuem semelhan\u00e7as do ponto de vista cl\u00ednico-laboratorial, mas apresentam importantes diferen\u00e7as epidemiol\u00f3gicas e de evolu\u00e7\u00e3o, destacando-se entre as doen\u00e7as end\u00eamico-epid\u00eamicas que representam problemas importantes de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil. <\/p>\n<p>A melhoria das condi\u00e7\u00f5es de higiene e de saneamento das popula\u00e7\u00f5es, a vacina\u00e7\u00e3o contra a hepatite B e as novas t\u00e9cnicas moleculares de diagn\u00f3stico do v\u00edrus da hepatite C est\u00e3o entre os avan\u00e7os importantes. Entretanto, as condi\u00e7\u00f5es do Nordeste brasileiro, a heterogeneidade socioecon\u00f4mica, a distribui\u00e7\u00e3o irregular dos servi\u00e7os de sa\u00fade, a incorpora\u00e7\u00e3o desigual de tecnologia para diagn\u00f3stico, s\u00e3o elementos importantes que devem ser considerados na avalia\u00e7\u00e3o do processo endemoepid\u00eamico das hepatites virais.<\/p>\n<p>A notifica\u00e7\u00e3o de casos de hepatites, no Cear\u00e1, teve in\u00edcio em 1984, mas s\u00f3 a partir de 1990, com a utiliza\u00e7\u00e3o dos marcadores sorol\u00f3gicos pelo Lacen &#8211; Laborat\u00f3rio de Sa\u00fade P\u00fablica, houve melhora no diagn\u00f3stico, particularmente ap\u00f3s 1996 com a implementa\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia da doen\u00e7a e maior solicita\u00e7\u00e3o dos exames pela rede b\u00e1sica de sa\u00fade. Observa-se diminui\u00e7\u00e3o das formas n\u00e3o especificadas, possibilitando o acompanhamento do comportamento das hepatites.\u00a0 A distribui\u00e7\u00e3o por sexo e faixa et\u00e1ria pode ser observada na <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=358:16-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, seguindo recomenda\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o, a vacina\u00e7\u00e3o em menores de um ano teve in\u00edcio em 1998, ampliando-se para menores de 20 anos a partir de 2001. A vacina tem sido aplicada tamb\u00e9m nos profissionais de sa\u00fade e para outras popula\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<p>H\u00e1 registro anual de mais de cem casos de hepatite B (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=331:23-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 23<\/a><\/u><\/strong>), com maior propor\u00e7\u00e3o nos jovens, principalmente do sexo masculino.<\/p>\n<p>A hepatite C, com registros de casos anuais (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=332:24-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 24<\/a><\/u><\/strong>), semelhante \u00e0 hepatite B, tende a evoluir para formas cr\u00f4nicas e possui mecanismos de transmiss\u00e3o semelhante \u00e0 hepatite B: parenteral (exposi\u00e7\u00e3o percut\u00e2nea a agulhas ou outros instrumentos contaminados, transfus\u00e3o de sangue e seus derivados fora de recomenda\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, uso de drogas endovenosas, procedimentos odontol\u00f3gicos, cir\u00fargicos e de hemodi\u00e1lise), sexual e de m\u00e3e para filho. A hepatite C tem o agravante de n\u00e3o ser imunopreven\u00edvel como a hepatite B.<\/p>\n<p><strong>4.1.3 Doen\u00e7as transmitidas por vetores e zoonoses<\/strong><\/p>\n<p>A dengue foi detectada pela primeira vez no Cear\u00e1 no ano de 1986, manifestando-se em picos epid\u00eamicos importantes (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=333:24-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 25<\/a><\/u><\/strong>). Desde 2002, h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea dos tr\u00eas sorotipos virais, DEN 1, DEN 2 e DEN 3, o que contribui decisivamente para o aumento no n\u00famero de casos graves (Boletim Dengue). Em 2001 era registrado um caso de Febre Hemorr\u00e1gica do Dengue (FHD) para 440 casos de dengue cl\u00e1ssica. Em 2002 esta propor\u00e7\u00e3o passou de um para 232; em 2003 de um para 82 e, em 2008, foram 101 casos de dengue cl\u00e1ssico para um caso de FHD. A letalidade por FHD em 2008 foi de 3,8%. O Estado pactuou a redu\u00e7\u00e3o da letalidade para 2,5% em 2008 e 2009. Em s\u00edntese, a dengue vem apresentando taxas elevadas de incid\u00eancia e aumento de casos de febre hemorr\u00e1gica em adultos e crian\u00e7as e mais de 80% dos munic\u00edpios apresentaram infesta\u00e7\u00e3o pelo Aedes Aegypti nos \u00faltimos oito anos.<\/p>\n<p>A leishmaniose tegumentar (LT) tem sido notificada anualmente, com redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de casos a partir de 2006 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=358:16-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 16<\/a><\/u><\/strong>; <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=334:26-2002-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 26<\/a><\/u><\/strong>). Em 2008, 52,4% (475) dos casos ocorreram no sexo masculino (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>). Todas as faixas et\u00e1rias foram acometidas, com maior concentra\u00e7\u00e3o na faixa de 10 a 19 (18,5%), 20 a 39 (29,7%) e 40 a 59 (21,1%). <\/p>\n<p>No Brasil, a leishmaniose visceral \u00e9 uma doen\u00e7a end\u00eamica com registro de surtos freq\u00fcentes. No Cear\u00e1, a doen\u00e7a se encontra em tend\u00eancia crescente de incid\u00eancia, com surtos peri\u00f3dicos (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=335:27-1990-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 27<\/a><\/u><\/strong>). Em 2008, foram confirmados 586 casos, atingindo todas as faixas de idade, predominando na faixa de 1 a 4 anos (41,1%). Os munic\u00edpios com maior n\u00famero de casos notificados foram: Fortaleza (247), Sobral (88) e Caucaia (36). Quanto ao sexo, apesar de 61,1% terem sido do sexo masculino, ocorreram casos no sexo feminino em todas as faixas de idade (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>). A letalidade \u00e9 elevada (5,6% em 2008) e requer diagn\u00f3stico e tratamento precoces dos casos, para a sua redu\u00e7\u00e3o. Ocorreram 26 \u00f3bitos em 2007 e 31 em 2008. A estrat\u00e9gia de combate a essa doen\u00e7a precisa ser reavaliada, pois se urbanizou e tem atingido principalmente crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O Cear\u00e1 continua registrando casos de raiva humana, um caso em 2004 e outro em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=336:28-1996-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 28<\/a><\/u><\/strong>). A principal medida de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o atendimento anti-r\u00e1bico ap\u00f3s a agress\u00e3o por animal de qualquer esp\u00e9cie, al\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o de altas coberturas vacinais para c\u00e3es e gatos nas campanhas e na rotina. <\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o perfil end\u00eamico da leptospirose (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=337:29-p-p-1997-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 29<\/a><\/u><\/strong>) vem se mantendo, com ocorr\u00eancia de casos no ano inteiro e comportamento sazonal, tendo maior concentra\u00e7\u00e3o de casos nos meses de maior precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica, relacionado portanto, a enchentes e condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias inadequadas, que favorecem o contato do homem com a urina de animais infectados. O sexo masculino \u00e9 o mais acometido, com 89,7% dos casos em 2008, principalmente na faixa de 20 a 39 anos (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>). As profiss\u00f5es de maior risco s\u00e3o os limpadores de esgotos, da constru\u00e7\u00e3o civil, pescadores, tratadores de animais, catadores de lixo, bi\u00f3logos, veterin\u00e1rios, bombeiros dentre outros. A letalidade observada tem sido elevada (11,6% em 2006, 6,9% em 2007 e 10% em 2008), havendo necessidade de acesso dos pacientes ao diagn\u00f3stico e tratamento em tempo oportuno. Ocorreram 12 \u00f3bitos em 2006, 4 em 2007 e 8 em 2008. Em 2008 ocorreu surto em V\u00e1rzea Alegre com registro de 29 casos relacionados aos trabalhadores do cultivo de arroz. <\/p>\n<p><strong>4.1.4 Doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e alimentar<\/strong><\/p>\n<p>A hepatite A continua como doen\u00e7a de alta incid\u00eancia no Cear\u00e1 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=338:30-p-1987-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 30<\/a><\/u><\/strong>), representando em torno de 70% dos casos das hepatites diagnosticadas. Em 2008, 86,8% (740 casos) ocorreram em crian\u00e7as e adolescentes (at\u00e9 19 anos), distribu\u00eddas igualmente entre os sexos (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>). \u00c9 doen\u00e7a relacionada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias deficientes, particularmente ao acesso deficiente a \u00e1gua tratada e esgotamento sanit\u00e1rio inadequado. <\/p>\n<p>Casos de febre tif\u00f3ide (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=358:16-p&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 16<\/a><\/u><\/strong>) v\u00eam sendo registrados no Cear\u00e1, embora com baixa incid\u00eancia (menos de 30 casos por ano). Em 2008 foram notificados cinco casos de febre tif\u00f3ide no Cear\u00e1. \u00c9 importante referir que as doen\u00e7as ent\u00e9ricas, as diarr\u00e9ias, se encontram entre as doen\u00e7as de maior interna\u00e7\u00e3o no Cear\u00e1. Em 2008, das 351.024 interna\u00e7\u00f5es pelo SUS no Cear\u00e1, 57.770 (16,5%) foram por doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=360:18-p-p-p-10-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 18<\/a><\/u><\/strong>) e, destas, 27.563 (47,7%) foram por doen\u00e7as infecciosas intestinais.<\/p>\n<p><strong>4.1.5 Outras doen\u00e7as transmiss\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p><strong>&gt;Hansen\u00edase<\/strong><br \/>A Hansen\u00edase \u00e9 de relev\u00e2ncia para a sa\u00fade p\u00fablica pelo potencial incapacitante e por acometer uma popula\u00e7\u00e3o na faixa et\u00e1ria economicamente ativa. Atualmente, o principal indicador epidemiol\u00f3gico \u00e9 a taxa de detec\u00e7\u00e3o em menores de 15 anos, que expressa a for\u00e7a de transmiss\u00e3o recente e sua tend\u00eancia. Tamb\u00e9m devem ser considerados: o coeficiente de detec\u00e7\u00e3o em todas as idades, que mede a rela\u00e7\u00e3o entre os casos novos e a popula\u00e7\u00e3o em geral e a propor\u00e7\u00e3o de cura dos casos diagnosticados &#8211; mais importante indicador de resultados das atividades de controle. A taxa de detec\u00e7\u00e3o de 30,1\/100.000 habitantes em 2008 (Figura 31) \u00e9 considerada muito alta, segundo par\u00e2metros da OMS\/MS que classifica a taxa de detec\u00e7\u00e3o de casos por 100.000 habitantes como baixa (&lt;2,00), m\u00e9dia (2,00 a 9,00, alta (10,00 a 19,99) , muito alta (20,00 a 39,99) e hiperend\u00eamica (?40,00). Em 2008, observa-se um comportamento semelhante em ambos os sexos, predominando na faixa de 20 a 59 anos de idade. Abaixo de 19 anos foram registrados 304 casos 11,7% dos 2.589 registrados no ano (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>). Em 2007, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade definiu 41 munic\u00edpios com maior risco: Aiuaba, Arneiroz, Abaiara, Aurora, Barro, Brejo Santo, Jati, Mauriti, Milagres, Penaforte, Porteiras, Baixio, Cedro, Ic\u00f3, Ipaumirim, Lavras da Mangabeira, Umari, Cari\u00fas, Iguatu, Juc\u00e1s, Quixel\u00f4, Saboeiro, Altaneira, Antonina do Norte, Araripe, Assar\u00e9, Campos Sales, Crato, Farias Brito, Nova Olinda, Potengi, Salitre, Santana do Cariri, Tarrafas, V\u00e1rzea Alegre, Barbalha, Cariria\u00e7u, Granjeiro, Jardim, Miss\u00e3o Velha e Juazeiro do Norte. Nesse mesmo per\u00edodo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade definiu mais 21 munic\u00edpios que concentravam 66% de ocorr\u00eancia de casos de Hansen\u00edase: Canind\u00e9, Caucaia, Crato, Fortaleza, Iguatu, Itaitinga, Jaguaribe, Juazeiro do Norte, Lavras da Mangabeira, Maracana\u00fa, Maranguape, Miss\u00e3o Velha, Pacatuba, Paracuru, Pentecoste, Quixeramobim, Santana do Acara\u00fa, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, Sobral e V\u00e1rzea Alegre.<br \/>\u00a0\u00a0\u00a0 <br \/><strong>&gt;Tuberculose<\/strong><br \/>A Tuberculose se mant\u00e9m com incid\u00eancia elevada no estado, com registro de 3.730 casos e taxa de incid\u00eancia de 444,0 casos por 100 mil habitantes em 2008 (Figura 32). A epidemia de Aids est\u00e1 modificando sensivelmente o quadro da tuberculose atualmente, aumentando a incid\u00eancia em adultos jovens. A tuberculose \u00e9 uma das principais doen\u00e7as end\u00eamicas no estado e atinge particularmente a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida, al\u00e9m de grupos especiais, como os alco\u00f3latras e os soropositivos para HIV. Os munic\u00edpios com taxas de incid\u00eancia acima de 50 casos por 100.000 habitantes em 2008 foram: Uruburetama (133,3), Senador S\u00e1 (121,7), Gra\u00e7a (100,9), Sobral (96,1), S\u00e3o Luis do Curu (95,9), Milagres (82,6), Paraipaba (81,3), Maracana\u00fa (77,1), Forquilha (70,6), Fortaleza (69,6), Mucambo (69,1), Flexeirinha (67,2), Pacatuba (67,1), Chorozinho (63,9), Caridade (63,5), Quixel\u00f4 (61,6), Itaitinga (58,7), Chaval (55,5), Erer\u00ea (55,2), Itatira (53,8), Caucaia (%0,) e Corea\u00fa (50,0). <\/p>\n<p><strong>&gt;Meningites em geral e doen\u00e7a meningoc\u00f3cica<\/strong><br \/>Entre os v\u00e1rios agentes causadores das meningites infecciosas destacam-se na sa\u00fade p\u00fablica a meningite meningoc\u00f3cica (doen\u00e7a meningoc\u00f3cica), meningite por Haemophilus influenzae b, e a meningite tuberculosa, pela gravidade da s\u00edndrome e pelo potencial de transmiss\u00e3o nas duas primeiras. <\/p>\n<p>As meningites por Haemophilus influenzae b e tuberculosa, pela possibilidade de preven\u00e7\u00e3o por vacinas, j\u00e1 foram abordadas junto com as doen\u00e7as imunopreven\u00edveis.<\/p>\n<p>Em 2008 foram notificados 514 casos de meningites. A redu\u00e7\u00e3o do total das meningites \u00e9 reflexo da diminui\u00e7\u00e3o dos casos das meningites tuberculosa e por Haemophilus influenzae b, pela melhora das coberturas das vacinas respectivas (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=341:33-1994-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 33<\/a><\/u><\/strong>). Em 2008, foram confirmadas 61casos de doen\u00e7a meningoc\u00f3cica, distribu\u00eddos nos dois sexos, com maior incid\u00eancias na faixa de 1 a 4 anos (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=359:17-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 17<\/a><\/u><\/strong>). De grande transcend\u00eancia pela letalidade elevada, principalmente quando o diagn\u00f3stico \u00e9 tardio, a doen\u00e7a meningoc\u00f3cica apresenta comportamento sazonal e tem sido objeto de vigil\u00e2ncia permanente, com a realiza\u00e7\u00e3o de medidas de controle diante de cada caso suspeito.<\/p>\n<p><strong>4.2 Morbidade hospitalar<\/strong><\/p>\n<p>As estat\u00edsticas de morbidade hospitalar exibem as doen\u00e7as ou grupo de doen\u00e7as que requerem maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das pessoas acometidas e o seu monitoramento permite avaliar e redimensionar as a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p>As principais causas de interna\u00e7\u00e3o hospitalar registradas no Cear\u00e1 em 2008 (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=360:18-p-p-p-10-1999-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 18<\/a><\/u><\/strong>), exclu\u00eddas as interna\u00e7\u00f5es por gravidez, parto e puerp\u00e9rio, por ordem de freq\u00fc\u00eancia, foram: algumas doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias \u2013 DIP (16,5% [57.770]), doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio (15,6% [54.614]), doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio (10,8% [37.791]), doen\u00e7as do aparelho digestivo (10,2% [35.807]) e causas externas (8,6% [30.225]), doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio (7,4% [25.807]), transtornos mentais e comportamentais (6,2% [21.867]) neoplasias (6,1% [21.348]) <\/p>\n<p>Na distribui\u00e7\u00e3o dos casos por idade e sexo (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=361:19-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 19<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=362:20-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 20<\/a><\/u><\/strong>; <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=55:&#038;download=342:34-p-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Figura 34<\/a><\/u><\/strong>), observa-se comportamento semelhante nas interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias e do aparelho respirat\u00f3rio, ou seja, primeira e segunda causa de interna\u00e7\u00f5es em ambos os sexos, na mesma ordem. Essas causas acometem todas as faixas et\u00e1rias, com maiores propor\u00e7\u00f5es nas idades extremas da vida (&lt; 5 anos e de 60 e mais), estando as diarr\u00e9ias e pneumonias como as principais causas (agrupamentos) de interna\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>As doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio foram a terceira causa de interna\u00e7\u00f5es no sexo feminino, principalmente ap\u00f3s os 60 anos.\u00a0 A terceira causa de interna\u00e7\u00e3o no sexo masculino correspondeu \u00e0s causas externas e se deram principalmente nos adultos jovens de 20 a 39 anos (40,4%), seguido pelas faixas de 10 a 19 (19,9%) e 40 a 59 (19,6%). As causas mais importantes foram quedas, acidentes de tr\u00e2nsito e agress\u00f5es. No sexo masculino, as quedas foram importantes causas de interna\u00e7\u00f5es nos jovens, enquanto que acometeram mais as mulheres idosas (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=361:19-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 19<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=362:20-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 20<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as do aparelho digestivo (10% em ambos os sexos), essas foram mais freq\u00fcentes na faixa et\u00e1ria de 20 a 59 anos, em ambos os sexos. No homem, predominaram as doen\u00e7as do f\u00edgado e nas mulheres a colecistite. As interna\u00e7\u00f5es por doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio tiveram import\u00e2ncia maior nas mulheres (10,4% das interna\u00e7\u00f5es), enquanto nos homens foi de 4,5% (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=361:19-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 19<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=362:20-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 20<\/a><\/u><\/strong>).<\/p>\n<p>Ocorreram interna\u00e7\u00f5es por neoplasias em todas as idades, correspondendo a 7,8% das interna\u00e7\u00f5es no sexo feminino e 4,5% no sexo masculino. As principais causas de interna\u00e7\u00f5es por neoplasias nas mulheres foram: o c\u00e2ncer de mama e de colo do \u00fatero. Nos homens, neoplasias malignas do l\u00e1bio, cavidade oral e faringe, seguida de pr\u00f3stata foram as principais causas de interna\u00e7\u00f5es por neoplasias. As faixas et\u00e1rias com maior propor\u00e7\u00e3o de interna\u00e7\u00f5es foram de 20 a 59 anos do o sexo feminino e de idosos no sexo masculino (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=361:19-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 19<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=362:20-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 20<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p>As interna\u00e7\u00f5es por dist\u00farbios mentais e comportamentais foram relevantes, predominando no sexo masculino, o transtorno mental e comportamental pelo uso de subst\u00e2ncias psicoativas (<strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=361:19-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 19<\/a><\/u><\/strong> e <strong><u><a href=\"index.php?option=com_phocadownload&#038;view=category&#038;id=56:&#038;download=362:20-p-10-2008&#038;Itemid=247\" target=\"_blank\">Tabela 20<\/a><\/u><\/strong>). <\/p>\n<p><\/p>\n<h3>5. Conclus\u00f5es<\/h3>\n<p>O Pacto firmado entre os tr\u00eas gestores do SUS a partir de uma unidade de princ\u00edpios que, guarda coer\u00eancia com a diversidade operativa, respeita as diferen\u00e7as loco-regionais, agrega os pactos anteriormente existentes, refor\u00e7a a organiza\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es sanit\u00e1rias instituindo mecanismos de co-gest\u00e3o e planejamento regional, fortalece os espa\u00e7os e mecanismos de controle social, qualifica o acesso da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade, redefine os instrumentos de regula\u00e7\u00e3o, programa\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o, valoriza a macro fun\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre os gestores e prop\u00f5e um financiamento tripartite que estimula crit\u00e9rios de eq\u00fcidade nas transfer\u00eancias fundo a fundo.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o deste Pacto, nas suas tr\u00eas dimens\u00f5es \u2013 Pacto pela Vida, em Defesa do SUS e de Gest\u00e3o \u2013 possibilita a efetiva\u00e7\u00e3o de acordos entre as tr\u00eas esferas de gest\u00e3o do SUS para a reforma de aspectos institucionais vigentes, promovendo inova\u00e7\u00f5es nos processos e instrumentos de gest\u00e3o que visam alcan\u00e7ar maior efetividade.<\/p>\n<p>&#8211; O Cear\u00e1 tem uma popula\u00e7\u00e3o jovem com tend\u00eancia ao envelhecimento, urbanizada e com contingente de mulheres que se sobrep\u00f5e ao de homens.<\/p>\n<p>&#8211; Os indicadores socioecon\u00f4micos, embora tenham melhorado, evidenciam desigualdades sociais com desdobramentos na sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 tend\u00eancia de crescimento da esperan\u00e7a de vida ao nascer, m\u00e9dia de 70 anos, indicativo de melhoria de condi\u00e7\u00f5es de vida e de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e que traz como consequ\u00eancia o aumento da popula\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as cr\u00f4nicas e degenerativas.<\/p>\n<p>&#8211; As causas externas (homic\u00eddios, acidentes de tr\u00e2nsito e suic\u00eddios) s\u00e3o respons\u00e1veis pelas maiores taxas de anos potenciais de vida perdidos (APVP), pois matam principalmente jovens na faixa et\u00e1ria de 20 a 49 anos de idade. Salienta-se o importante impacto social, pela elevada mortalidade masculina por essas causas.<\/p>\n<p>&#8211; As doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio s\u00e3o as principais causas de \u00f3bitos em pessoas com mais de 70 anos, particularmente as les\u00f5es cerebrovasculares e hipertens\u00e3o. J\u00e1 a mortalidade por doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o tem import\u00e2ncia aumentada na meia-idade. <\/p>\n<p>&#8211; As mulheres s\u00e3o mais afetadas pelos c\u00e2nceres de mama, pulm\u00e3o e est\u00f4mago, e o homem pelos c\u00e2nceres de pr\u00f3stata, pulm\u00e3o e est\u00f4mago, na mesma ordem. Os c\u00e2nceres de mama, pulm\u00e3o e est\u00f4mago acometem tamb\u00e9m o adulto na meia-idade, com impacto no APVP. <\/p>\n<p>&#8211; Persistem as taxas elevadas de mortalidade materna, predominando as causas obst\u00e9tricas diretas, portanto, evit\u00e1veis com acesso \u00e0 assist\u00eancia pr\u00e9-natal, ao parto e ao puerp\u00e9rio com qualidade.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 uma tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o consistente da mortalidade infantil por diarr\u00e9ia e pneumonia, que aponta para a concentra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os na redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos perinatais.<\/p>\n<p>&#8211; As elevadas coberturas vacinais tiveram grande impacto na redu\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as imunopreven\u00edveis. Entretanto, faz-se necess\u00e1rio a manuten\u00e7\u00e3o das coberturas em n\u00edveis elevados, para n\u00e3o haver recrudescimento de algumas doen\u00e7as. No caso do t\u00e9tano acidental, a assist\u00eancia ao paciente acidentado continua como fundamental na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e redu\u00e7\u00e3o da letalidade.<\/p>\n<p>&#8211; A Aids, s\u00edfilis cong\u00eanita e hepatite B, como formas de transmiss\u00e3o sexual continuam com elevadas incid\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8211; Das doen\u00e7as transmitidas por vetores, dengue, leishmaniose tegumentar e visceral, se destacam. Dengue pelo quadro epid\u00eamico anual, a circula\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de tr\u00eas v\u00edrus, elevando a incid\u00eancia da forma hemorr\u00e1gica, de letalidade preocupante. A leishmaniose tegumentar e a visceral est\u00e3o em expans\u00e3o, no estado, embora tenham maior import\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica em determinadas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; As doen\u00e7as de veicula\u00e7\u00e3o h\u00eddrica, sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de saneamento, continuam como causas importantes de interna\u00e7\u00e3o, principalmente nas faixas extremas de vida.<\/p>\n<p>&#8211; A hansen\u00edase continua em expans\u00e3o, embora com maior concentra\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es e munic\u00edpios de maior risco e priorit\u00e1rias para as a\u00e7\u00f5es de controle.<\/p>\n<p>&#8211; A tuberculose, associada a Aids, se constitui como um novo desafio para controle em sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e3o como causas importantes de interna\u00e7\u00f5es, exclu\u00eddas as causas obst\u00e9tricas: doen\u00e7as infecciosas e parasit\u00e1rias, doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio, doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio e digestivo, causas externas, doen\u00e7as do aparelho geniturin\u00e1rio, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais.<\/p>\n<p>&#8211; Para o grupo de jovens do sexo masculino, observa-se elevada mortalidade por causas externas e risco maior de morbidade para Aids, hepatites B e C, tuberculose, leptospirose e t\u00e9tano acidental.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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