Cultura

Arte, território e formação: Dalton Paula ministra aula aberta na Pinacoteca do Ceará

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Arte, território e formação: Dalton Paula ministra aula aberta na Pinacoteca do Ceará

No próximo sábado, dia 15 de novembro, um dos nomes mais relevantes das artes visuais do Brasil parte de sua trajetória para abordar a experiência com o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes

A Pinacoteca do Ceará, museu que integra a Rede de Equipamentos e Espaços Culturais da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) e é gerido em parceria com o Instituto Mirante, recebe o artista visual Dalton Paula para a aula aberta “O que a terra ensina: arte, território e formação”. O encontro ocorre no sábado (15), às 18h, no auditório do museu. A atividade é uma das ações da Pinacoteca do Ceará no III Afrocearensidades, iniciativa do Governo do Ceará, por meio da Secretaria de Igualdade Racial (Seir) e Secult. A entrada é gratuita, com inscrições por ordem de chegada, e a classificação indicativa é livre.

Pensando a terra como espaço de memória e aprendizado, Dalton Paula percebe a prática da formação como uma forma de semear política. Com obras presentes em grandes coleções internacionais e participação na Bienal de Veneza, o artista propõe uma reflexão a partir de sua trajetória, que se conecta com a sabedoria de quilombos e terreiros e se manifesta na relação com o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia, capital de Goiás. Nesse espaço de criação e convivência surgem modos de existir e narrar a própria história.

Entre seu ateliê e o Sertão Negro, a arte de Dalton se transforma em encontro e transmissão, um gesto em que criar e educar se revelam faces de um mesmo movimento de escuta e plantio.

Sobre o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes

Em 2021, Dalton e a pesquisadora e professora de cinema, Ceiça Ferreira, fundaram o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. A escola, mantida pelo artista e localizada no Centro-Oeste brasileiro, é inspirada no conhecimento e no modo de vida dos quilombos e terreiros, entrelaçando arte, práticas comunitárias e princípios bioarquitetônicos, ao mesmo tempo em que promove novas relações com a natureza. O Sertão Negro oferece aulas de cerâmica, capoeira, agroecologia, gravura e um programa de residência com três categorias: um programa local para artistas da região, bem como programas nacionais e internacionais. Dalton descreve o Sertão Negro como um conceito, uma ideia e um espaço de vida onde as artes, as comunidades e a natureza estão interligadas. Ao honrar o conhecimento tradicional e a vida cotidiana da espacialidade negra, o Sertão Negro se posiciona como um epicentro cultural para preservar e expandir o patrimônio, a identidade e a expressão artística para as gerações futuras. A prática artística de Dalto

Sobre o artista

Dalton Paula nasceu em 1982, Brasília. Vive e trabalha em Goiânia. A prática multidisciplinar de Dalton Paula abrange pintura, instalação, foto performance e vídeoperformance. Examinando a representação de corpos negros na diáspora africana, desde a história colonial até o presente, sua arte se envolve com temas de cura simbólica, entrelaçando intrincadamente dimensões históricas, sociais, econômicas e psiquicas. O artista reimagina o passado por meio de uma lente especulativa, criando narrativas que honram figuras historicamente marginalizadas ou apagadas, conectando o passado e o presente para oferecer às gerações futuras imagens duradouras e narrativas reimaginadas. Sua prática é profundamente moldada por terreiros, quilombos e celebrações tradicionais afro-brasileiras, fundamentando sua exploração da cultura, memória e herança ancestral.

Em 2024, Dalton foi convidado a fazer parte da Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere, 60ª Exposição internacional de arte da Bienal de Veneza e ganhou o Chanel Next Prize, sequenciado pelo Soros Arts Fellowship Awards, concedido pela Open Society Foundation em 2023. Em 2022, apresentou Retratos Brasileiros no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP e Rota do Algodão na Pinacoteca de São Paulo.

Participou de importantes exposições coletivas, como Brasil futuro: As formas da democracia, Museu Nacional da República (2023); 8th Painting Biennial: The ‘t’ is Silent, Museu Dhondt-Dhaenens (2022); Enciclopédia Negra, Pinacoteca de São Paulo (2021); 36° Panorama da Arte Brasileira: Sertão, Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM SP (2019); Songs for Sabotage, 4ª edição da Trienal do NewMuseum, NewMuseum (2018); O Triângulo Atlântico, 11ª Bienal do Mercosul (2018); Incerteza viva, 32ª Bienal de São Paulo (2016), entre outros. Sua obra faz parte de importantes coleções, como a do Museum of Modern Art – MoMA, EUA; Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, Brasil; Pinacoteca de São Paulo, Brasil; Art Institute of Chicago, EUA; Institute of Contemporary Art – ICA Miami, EUA; entre outras.

Sobre a Pinacoteca do Ceará

Inaugurada em dezembro de 2022 pelo Governo do Ceará, a Pinacoteca do Ceará tem a missão de salvaguardar, preservar, pesquisar e difundir a coleção artística da instituição, sendo espaço de ações formativas com artistas, comunidade escolar, famílias, movimentos sociais, organizações não governamentais e demais profissionais do campo das artes e da cultura. Trata-se de um espaço de experimentação, pesquisa e reflexão para promover o diálogo entre arte e educação a partir de práticas artísticas. Desde a abertura, o museu já recebeu mais de 232 mil visitantes.

Serviço

Aula Aberta “O que a terra ensina: arte, território e formação”
Com Dalton Paula
Quando: Sábado, 15 de novembro, a partir das 18h
Local: Auditório da Pinacoteca do Ceará (Rua 24 de maio, Praça da Estação s/n – Centro, Fortaleza)
Classificação indicativa: Livre
Acessibilidade em Libras
Inscrições por ordem de chegada. Participação sujeita à lotação do espaço.