Notícias do Governo do Ceará

CE tem melhor desempenho na geração de emprego industrial do Brasil

CE tem melhor desempenho na geração de emprego industrial do Brasil

Em março de 2010, o emprego industrial avançou 0,7% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando, nesse período, ganho de 1,7%. Com isso, o índice de média móvel trimestral apontou acréscimo de 0,6% entre fevereiro e março, prosseguindo com a trajetória ascendente iniciada em agosto de 2009. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o pessoal ocupado na indústria cresceu 1,0% nos três primeiros meses de 2010, terceiro trimestre consecutivo de expansão, acumulando nesse período ganho de 2,9%.
Frente a março de 2009, o emprego industrial mostrou avanço de 2,4%, segunda taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde agosto de 2008 (2,5%). Com isso, o fechamento do primeiro trimestre do ano registrou expansão de 0,7% na comparação com igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, permaneceu apontando queda (-4,2%), mas prosseguiu reduzindo o ritmo de perda frente aos meses anteriores.

 

O resultado de 2,4% no indicador mensal de março mostrou perfil generalizado de crescimento, com todos os locais investigados e quinze dos dezoito setores ampliando as contratações. Entre os locais, a principal contribuição positiva para o resultado global veio de São Paulo (2,7%), vindo a seguir região Nordeste (3,5%), Rio Grande do Sul (3,2%), Ceará (8,7%) e região Norte e Centro-Oeste (2,6%). No estado paulista, os ramos que mais contribuíram para a expansão do emprego industrial foram alimentos e bebidas (4,7%), têxtil (11,1%) e papel e gráfica (6,1%). Na região Nordeste, sobressaiu o setor de calçados e couro (18,3%), enquanto, na indústria gaúcha, destacaram-se positivamente outros produtos da indústria de transformação (11,5%), máquinas e equipamentos (8,3%) e borracha e plástico (12,6%). Na indústria cearense, a atividade de calçados e couro (23,1%) também assinalou a maior influência positiva, enquanto, na região Norte e Centro-Oeste, os impactos mais relevantes vieram de alimentos e bebidas (5,1%) e de minerais não metálicos (16,9%).

 

Setorialmente, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, os destaques ficaram com os ramos de alimentos e bebidas (2,5%), máquinas e equipamentos (4,5%), têxtil (6,2%), calçados e couro (5,2%), produtos de metal (4,2%) e meios de transporte (3,1%). Por outro lado, madeira (-9,2%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,4%) e vestuário (-0,6%) apontaram os resultados negativos neste mês.

 

No fechamento do primeiro trimestre do ano, o emprego industrial foi positivo (0,7%), com onze locais e onze ramos ampliando o contingente de trabalhadores. Setorialmente, as contribuições positivas mais relevantes vieram de papel e gráfica (6,4%), alimentos e bebidas (1,4%), calçados e couro (4,3%) e têxtil (4,5%), enquanto madeira (-11,7%) e vestuário (-2,9%) exerceram os principais impactos negativos. No corte regional, os destaques positivos ficaram com São Paulo (1,2%), região Nordeste (2,8%) e Ceará (7,7%%). Por outro lado, entre os três locais que assinalaram redução no pessoal ocupado, Minas Gerais (-1,9%) respondeu pela maior pressão negativa sobre a média global.

 

O emprego industrial voltou a mostrar crescimento (0,7%) no índice trimestral em março de 2010, após registrar taxas negativas em todos os trimestres de 2009 (-4,0%, -6,1%, -6,7% e -4,2%), todas as comparações contra igual trimestre do ano anterior. O movimento de aceleração no ritmo de contratações entre o último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano teve perfil disseminado, atingindo quinze setores e todos os locais, com destaque para: veículos automotores (de -10,4% para -0,7%), máquinas e equipamentos (de -8,4% para 1,0%), produtos de metal (de -8,3% para 0,5%), borracha e plástico (de -6,3% para 1,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de -5,9% para 1,6%), entre os ramos; e Minas Gerais (de -9,2% para -1,9%), Espírito Santo (de -5,3% para 1,8%), região Norte e Centro-Oeste (de -6,4% para -0,1%) e Rio Grande do Sul (de -5,3% para 0,6%), entre as áreas investigadas.

 

NÚMERO DE HORAS PAGAS

 

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria em março de 2010 apresentou avanço de 1,0% em relação a fevereiro, na série livre de efeitos sazonais, segundo resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período acréscimo de 2,5%. O indicador de média móvel trimestral manteve a trajetória ascendente iniciada em agosto de 2009, ao avançar 0,8% entre os trimestres encerrados em fevereiro e março. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas cresceu 1,5% no primeiro trimestre do ano, terceiro resultado positivo nesse tipo de confronto, acumulando nesse período, ganho de 4,0%.

 

O confronto com igual mês do ano anterior registrou aumento de 3,7%, segunda taxa positiva seguida e a maior desde fevereiro de 2008 (4,1%). O indicador acumulado no primeiro trimestre do ano também ficou positivo (1,8%), enquanto o índice acumulado nos últimos doze meses permaneceu mostrando decréscimo (-4,0%), mas manteve a trajetória de redução no ritmo de queda observada desde novembro de 2009 (-5,6%).

 

O número de horas pagas, segundo o indicador mensal, assinalou crescimento de 3,7%, com todos os quatorze locais e quinze dos dezoito ramos pesquisados apontando taxas positivas. Em termos setoriais, as maiores pressões positivas vieram de alimentos e bebidas (3,7%), meios de transporte (8,8%), máquinas e equipamentos (6,4%), calçados e couro (6,2%), minerais não metálicos (6,4%) e têxtil (7,0%). Em sentido contrário, os ramos de madeira (-9,6%), vestuário (-0,4%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-1,0%) exerceram as contribuições negativas em março.

 

Ainda na comparação com março de 2009, os locais com os maiores impactos positivos foram observados em São Paulo (4,5%), região Nordeste (3,9%), Rio Grande do Sul (4,1%), Paraná (4,1%) e Ceará (9,5%). Em São Paulo, dez segmentos aumentaram o número de horas pagas, com destaque para alimentos e bebidas (5,5%), meios de transporte (6,7%) e papel e gráfica (9,3%). Na região Nordeste sobressaíram os avanços registrados por calçados e couro (20,1%) e alimentos e bebidas (3,4%). No Rio Grande do Sul, máquinas e equipamentos (11,1%) exerceu a principal contribuição positiva enquanto, no Paraná, o destaque ficou com alimentos e bebidas (5,8%). Já na indústria cearense, o impacto positivo mais relevante veio de calçados e couro (27,4%).

 

O indicador acumulado no primeiro trimestre de 2010 avançou 1,8%, com perfil generalizado de crescimento que atingiu doze dos quatorze locais e quatorze das dezoito atividades. Os impactos positivos mais importantes vieram de São Paulo (2,8%), região Nordeste (2,9%), Ceará (7,7%), Rio de Janeiro (2,8%) e Paraná (1,7%), enquanto a maior influência negativa veio de Minas Gerais (-0,5%). No corte setorial, os principais aumentos no número de horas pagas ocorreram em alimentos e bebidas (2,6%), papel e gráfica (7,1%), meios de transporte (4,3%), máquinas e equipamentos (3,8%) e calçados e couro (4,2%). Por outro lado, o maior impacto negativo veio da indústria da madeira (-12,0%).

 

Em bases trimestrais, após manter taxas negativas em todos os quatro trimestres de 2009 (-5,1%, -6,6%, -7,0% e -3,6%), observou-se avanço no número de horas pagas no primeiro trimestre de 2010 (1,8%), todas as comparações contra igual trimestre do ano anterior. O aumento no número de horas entre o último trimestre de 2009 e o primeiro trimestre de 2010 foi acompanhado por quinze setores e todos os locais pesquisados. Entre as atividades, os maiores ganhos foram observados em máquinas e equipamentos, que passou de -9,0% para 3,8%, meios de transporte (de -7,3% para 4,3%) e alimentos e bebidas (de -0,4% para 2,6%), enquanto, entre os locais, Bahia (de -4,8% para 3,0%), Rio Grande do Sul (de -6,2% para 1,2%), Minas Gerais (de -7,7% para -0,5%), Espírito Santo (de -5,7% para 1,3%) e região Norte e Centro-Oeste (de -6,9% para -0,1%) foram os que mais aceleraram entre os dois períodos.

 

Em síntese, os índices de março revelam um quadro positivo do emprego industrial e do número de horas pagas, marcado por um aumento no ritmo de crescimento, acompanhando o movimento de ampliação da atividade industrial. Na série livre de influências sazonais, os índices de média móvel trimestral e o que compara trimestre contra trimestre imediatamente anterior aceleram a expansão e permanecem positivos. Nos confrontos contra iguais períodos do ano anterior, o índice mensal acelera a intensidade do crescimento e o acumulado no primeiro trimestre reverte as perdas observadas nos trimestres anteriores.

 

FOLHA DE PAGAMENTO REAL

 

Em março de 2010, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, cresceu 1,2% em relação ao mês imediatamente anterior, acumulando expansão de 9,5% nos três primeiros meses do ano. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral avançou 3,0% entre fevereiro e março, registrando a terceira taxa positiva consecutiva. No índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, ainda na série ajustada sazonalmente, a folha de pagamento real mostrou acréscimo de 5,0% no período janeiro-março de 2010, após ficar praticamente estável no quarto trimestre de 2009 (0,1%).

 

No confronto com iguais períodos do ano anterior, o valor da folha de pagamento real aumentou 5,6% em relação a março de 2009, terceiro resultado positivo consecutivo e a taxa mais elevada desde setembro de 2008 (7,7%). O indicador acumulado nos três primeiros meses de 2010 também mostrou crescimento (3,3%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, passou de -2,5% em fevereiro para -1,9% em março, e prosseguiu em trajetória ascendente desde dezembro de 2009 (-2,8%).

 

No indicador mensal de março, o valor da folha de pagamento real cresceu 5,6%, com taxas positivas em treze dos quatorze locais pesquisados. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (5,1%), por conta do aumento no valor da folha de pagamento real em meios de transporte (7,2%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (19,8%) e borracha e plástico (8,3%). Vale citar também os avanços observados no Rio de Janeiro (10,1%), em função dos impactos positivos vindos de meios de transporte (33,8%) e de produtos químicos (29,3%); Minas Gerais (7,4%), em razão dos setores de meios de transporte (23,3%) e de produtos de metal (24,8%); e Paraná (8,1%), devido a meios de transporte (18,8%) e máquinas e equipamentos (17,1%). Em sentido oposto, o único resultado negativo foi assinalado pelo Espírito Santo (-1,7%), pressionado pela redução na folha de pagamento real em máquinas e equipamentos (-18,6%) e na indústria extrativa (-4,4%).

 

Setorialmente, ainda no indicador mensal, o valor da folha de pagamento real cresceu em dezessete dos dezoito setores, com destaque para meios de transporte (11,1%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,9%), máquinas e equipamentos (5,5%) e produtos químicos (6,5%). Por outro lado, a indústria da madeira (-9,5%) apontou a única taxa negativa.

 

O indicador acumulado no primeiro trimestre do ano registrou avanço de 3,3%, com taxas positivas em treze dos quatorze locais. As maiores influências positivas foram assinaladas por São Paulo (2,3%), Rio de Janeiro (8,4%) e Paraná (6,3%). Nestes locais, os maiores impactos positivos vieram, respectivamente, de: papel e gráfica (18,4%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,4%); meios de transporte (20,0%) e produtos químicos (14,9%); máquinas e equipamentos (15,7%) e produtos químicos (22,4%). Em sentido contrário, Espírito Santo (-0,9%), influenciado pelos recuos em máquinas e equipamentos (-28,8%) e na metalurgia básica (-6,8%), foi o único local que apontou queda no índice acumulado no ano. Em termos setoriais, quatorze atividades expandiram o valor da massa salarial, com papel e gráfica (12,9%), alimentos e bebidas (4,3%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,4%) e meios de transporte (2,5%) exercendo as maiores contribuições positivas. Por outro lado, as maiores quedas na folha de pagamento real foram observadas em metalurgia básica (-5,0%) e madeira (-9,0%).

 

Na análise trimestral, na passagem do último trimestre de 2009 (-3,7%) para o primeiro de 2010 (3,3%), o valor da folha de pagamento real reverteu uma série de quatro resultados negativos em 2009. Este movimento teve perfil generalizado e atingiu dezessete dos dezoito setores e treze dos quatorze locais. Entre os setores, destacaram-se meios de transporte, que passou de uma queda de 6,8% no último trimestre de 2009 para um crescimento de 2,5% nos três primeiros meses de 2010, produtos químicos (de -9,4% para 4,3%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (de -6,0% para 10,4%). Entre os locais, vale citar os ganhos observados em Minas Gerais, que passou de -10,7% para 1,5%, região Norte e Centro-Oeste (de -4,8% para 4,3%) e Rio de Janeiro (de 0,2% para 8,4%)

 

11.05.10

Fonte: IBGE
www.ibge.gov.br